quinta-feira, 5 de abril de 2012

PULANDO A VASSOURA

Começo dizendo: esse Pulando a Vassoura é o tipo de filme "tanto fez como tanto faz". Se assistir serão duas horas gratas de bom entretenimento, se não... hum... não vai perder muita coisa. O filme não é ruim, longe disso, mas também não é ótimo, nem muito bom. As comédias romanticas dentro do cinema negro nunca surpreenderam muito. Poucas vezes supreendem, as do cinema sem segmento já não são lá grande coisa, imagine as de dentro do gueto!... O cinema negro ainda não reparou que existem singularidades nos romances entre negros, e também com outras comunidades, diferentes dos dilemas e alegrias do dito cinema sem cor... Acho que somente o cinema gay consegue enfatizar esta característica de forma concreta, em alguns casos é claro.
Mas mesmo este "tanto fez como tanto faz" consegue render bons momentos. O elenco coadjuvante é um bom motivo para ver o filme. Sempre bom rever Loretta Devine na ativa, seja no drama ou na comédia essa mulher bota pra quebrar, fora Angela Basset maravilhosa como sempre. Os protagonistas são bons também, mas sem duvida Paula Patton engole Laz Alonso em tudo quando é cena. Além dos outros personagens pequenos, mas desenvolvidos pelo roteiro (enxuto demais!) com competencia.
A história é o que menos interessa e por isso foi renegada ao terceiro parágrafo dessa "crítica". Familia pobre e familia rica tem seus filhos noivos e por conta das diferenças de classe - também ideologicas a respeito da negritude e suas tradições - vao se degladiar até o final bonitinho resolvido as pressas, para abarcar todo tipo de conflito. Estou estragando a supreza? Não! Toda comédia romantica TEM que acabar bem. Doce Novembro não é para qualquer um...
Do mais, fiquem ligados nos extras que comentam a história do "pular vasouras" em casamentos negros norte americanos. Como os negros escravizados não podiam trocar alianças, pois seus casamentos não eram efetivados pelo governo, eles inventaram uma forma de "oficializar" o matrimonio. Por isso pegavam a vassoura e pulavam. Essa tradicão é ligada a escravidão e por isso muitos negros hoje consideram ultrapassado e desnecessario este ritual. Além da luta de classes acontece também a intriga pelas formas diferentes de se ver uma tradição de um mesmo povo. Destaque para a cena da mesa, ensaio de casamento, muito boa por sinal.
Do mais, é um filme mediano. Facilmente esquecivel. Aquele filme do tipo "Como é mesmo o nome dele?"... Mas se arriscar não vai se arrepender, dará boas risadas e durante uma hora e quarenta de filme irá se divertir. Depois relaxe e coma pizza...

2 comentários:

Anônimo disse...

Nao gostei da sua opniao achei um pouco muito racista! Ja assistiu eu a patroa e as criancas?! Naao? Pois é nao sabe de nada inocente e o melhor humor e adivinha? Os atores todoss sao negros e engraçados

Osmar Carnauba disse...

O filme é bom,e atriz principal faz jus ao papel.