quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Festival de Teatro do Subúrbio avança para periferias do país

Com o tema “Brasil em Cena”, FTS promove intercâmbio entre os grupos convidados
 
Teatro e cidadania, teatro e política, vontade e técnica, estas e outras expressões estarão presentes no Festival de Teatro do Subúrbio – Ano III – Tema: Brasil em Cena, que ocorre de 27 a 31 de Janeiro de 2012, no Centro Cultural Plataforma, Praça São Brás e Espaço Cultural E²(É ao Quadrado). Os ingressos custam R$ 4 reais.Com o propósito de reunir a cultura feita nas periferias do país, a edição do FTS deste ano traz diretamente do Rio de Janeiro o Grupo Nós do Morro. Vinte e cinco anos depois de sua criação, esta é a primeira vez que a Trupe do Vidigal vem à Salvador. O grupo é comandado pelo diretor e ator Guti Fraga e se destaca pelos nomes como Roberta Rodrigues e Thiago Martins, entre outros. A trajetória do grupo é repleta de realizações e prêmios, dentre eles a Ordem do Mérito Cultural e o Prêmio Escola Viva, concedidos pelo Ministério da Cultura e, a Menção Honrosa da UNESCO.

O Festival traz como sua principal meta, o intercâmbio, que estará presente na grade de programação e nas atividades paralelas deste ano contando sempre com grupos convidados a fim de estabelecer uma troca de experiência entre aqueles que estão começando e os que já possuem uma solidificada carreira. Na edição 2012, o FTS traz também dois atores baianos que foram tentar a vida no Sul Maravilha. Marcos Magno e Anderson Sarayva apresentam o espetáculo “Baianidade Baiana”, que tem a proposta de ser conduzido por dois personagens típicos da terra e através deles, contar brincando a saga dos baianos e colaborar para a mudança da percepção de quem acredita que soteropolitano só é homem até meio dia... Integra ainda a grade do FTS os espetáculos Uma brasileira chamada Maria (São Marcos); Zeferina – A Rainha de Urubu (Plataforma) e; Remendo Remendó (Centro).

A proposta do Festival de Teatro do Subúrbio é sempre de revelar talentos e potencialidades existentes nas comunidades menos assistidas que são postas fora do circuito artístico. Desta maneira, esta ação faz contraponto ao paradigma sobre as produções artísticas das periferias, comprovando que existem trabalhos com qualidade artística. A ideia de realizar um evento como esse veio a partir da constatação da carência de uma ação relevante desse tipo no cenário cultural brasileiro. E é isso que torna o FTS singular.

Em sua terceira edição o FTS avança no processo de nacionalização, abrangendo nesta edição o estado do Rio de Janeiro. A descentralização do Festival faz parte de uma meta em médio prazo torná-lo internacionalmente conhecido, onde poderá, nesse momento, reunir as produções teatrais dos subúrbios e periferias do mundo.

Quem realiza o FTS é o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, grupo que tem como objetivo desenvolver projetos de comunicação e produção para grupos culturais e entidades periféricas. O grupo é formado por atores, produtores, comunicólogos e sociólogos, moradores ou com ligações com o Subúrbio Ferroviário de Salvador, tendo sua formação atrelada ao enriquecimento, fomentação, apoio e potencialização dos grupos culturais pertencentes aos Subúrbios.

Como primeiro produto de sua formação, foi realizado em 2009 e 2010 o Festival de Teatro do Subúrbio, contabilizando mais de 40 atividades artísticas em 20 dias ininterruptos, promovendo espetáculos de palco e de rua, palestra, oficinas e performances.

O projeto deu acesso a quase 5.000 pessoas, sendo 50% dos participantes formado por alunos de escola pública, potencializando uma das mais importantes metas: o desenvolvimento da ação de formação de plateia para a difusão da linguagem para além do universo de pessoas ligadas a produção, criação e pesquisa acadêmica do teatro.

SERVIÇO:
O quê: Festival de Teatro do Subúrbio – Ano III – Tema Brasil em Cena
Quando: 27 a 31/12 │ Sex a Ter │ Horários Diversos
Onde: Centro Cultural Plataforma; Praça São Brás; Espaço Cultural E²
Quanto: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)
+ Info: 8261 0505 / 8708 9762 – Marcio Bacelar | Coordenador de Comunicação
Site: http://www.coletivodeprodutores.com.br/fts3/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

APERTE O PLAY! Gaby Amarantos - Xirley

Gosta de tecno brega? Eu adoro o som de uma boa aparelhagem. Pois direto do Pará chega esta artista fenomenal!!! Gaby Amarantos é original, extremamente educada, danada de sabida, linda, possui uma grande voz e uma forma toda especial de fazer seu trabalho dentro de uma vertente do brega nacional. Aqui está um exemplar da maior estrela do tecnobrega paraense. Tem gente que compara seu trabalho com Daniela Mercury, pois está colocando um ritmo de rua para todos país como fez a baiana anos atrás. Diferente de Daniela, Gaby é negra e traz uma música da periferia que nem em sua terra é bem aceito. Mais ou menos como o arrocha é posto aqui em solo baiano atual. "Eu não quero ser outra cantora de vestido vermelho e flor no cabelo", diz Gaby. "Quero cantar a minha verdade. E ela é assim."
Vou logo avisando, se seu caso é MPB e afins, gosta de se levar a sério, blá, blá, blá... Passe longe. Se não, entregue-se a um dos melhores sons que surgiram na periferia deste nosso vasto país.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Livros ruins que você não pode deixar de ler...

E quem disse que a gente não precisa daquilo que é ruim dentro da casa da gente? Apesar de serem considerados o que há de mais podre dentro da literatura sobre cultura/identidade negra no Brasil - por, é claro, gente que tem real importancia dentro deste mundo... - estes livros são considerados clássicos dentro da academia tradicionalmente eurocentrica. Como todo e qualquer estudante universitário atuante dentro dos projetos dos movimentos negros brasileiros, eu os execrava, mas aprendi que para criticá-los teria de saborear seu "maravilhoso" conteúdo na íntegra e não fruto de leituras de livros de alguém que leu e destrincha o clássico todinho para você. Ler a fonte é sempre importante. E neles estão a síntese do pensamento branco brasileiro sobre a negritude.


CASA GRANDE & SENZALA

Clássico citado por dez entre dez liberais, estudantes sobre escravidão no Brasil e também período colonial. Virou os estudos academicos sobre Brasil colônia de cabeça para baixo por valorizar o que tanto Nina Rodrigues condenava: a miscigenação. De forma original (para a época), Gilberto Freire relata o dia a dia dos escravizados e os senhores de engenho. Dos índios, dos negros, do branco, que acabaram se misturando para o bem da nação... Através dele, Freyre destaca a importância da Casa Grande na formação socio cultural brasileira bem como a da senzala que complementaria a primeira. Freyre dá muita importância ao fatores ambientais e culturais na formação da identidade misturada (vitamina de banana!!!) brasileira. É bem escrito, Gilberto sabe muito bem construir uma leitura leve por cima de um assunto tão enfadonho. Mas em certos momentos parece mais filme de Sandra Bullock, água com açúcar demais para você acreditar que é verdade. Apesar de não ter inventado o termo, o autor e seu livro foram os que inauguraram as verdades sobre "democracia racial" no Brasil. Esse discurso que todos se misturam, que nossa gente na cama se resolve, é bem dele e de seus seguidores...

A CIDADE DAS MULHERES.

Outro divisor de águas da antropologia brasileira, A cidade das mulheres é um estudo sobre o Candomblé  na Bahia do final da década de 1930. Nele, Ruth Landes, além de abordar o riquíssimo universo do candomblé, discute temas até então tabus: o papel de liderança ocupado pelas mulheres e a presença marcante do homossexual masculino nos rituais. Neste livro, vemos muito bem a essencia do brasilianismo. Gringa vem parar aqui para estudar religião de matriz africana e muitas vezes perde tempo em sua escrita a descrever aquilo que considera mágico, estupefato, pitoresco... Salvador parece mais uma terra de loucos  em seus relatos.

OS AFRICANOS NO BRASIL.

Tenta abarcar um monte de vertentes sobre os "descendentes de escravos" no Brasil. Ler Nina Rodrigues, mesmo sabendo que seus conceitos são considerados ultrapassados, é um exercício a paciência. Seus ensaios desbravam vários elementos, entre eles os biológicos, os médicos, os penais, mas sobretudo, os elementos sociais e culturais das populações negras no Brasil. Nina inferioriza o negro, mas abriu o debate sobre negritude em um Brasil que fazia esforço para esquecer que este povo um dia por aqui viveu. Não tem nada de heróico, apesar de reconhecer certos aspectos culturais, Nina acaba reforçando no final das contas o pensamento branco vigente na época em que sua obra foi publicada.

NÃO SOMOS RACISTAS.

Clássico moderno desde que foi publicado. Nasceu da luta Global contra o sistema de cotas para negros em universidades públicas brasileiras. Poderia ser considerado uma besteria sem limites, mas foi escrito por nada mais nada menos que o chefe do departamento de jornalismo da Globo, o que não é pouca coisa neste nosso país. Lendo este livro, dá muito bem para entender o pensamento contra sistemas de ações afirmativas. É vendido como livro que nasce do espanto!!! Diz que as cotas na verdade dividem o Brasil em duas cores, alimentando então uma contra miscigenação e suas incríveis nuances a lá Brasil guaranil... É um livro que até hoje é referência junto aos argumentos contra as cotas raciais. Neo freyriano quase assumido, Kamel se espanta a cada parágrafo e diz que o sistema de cotas poderá gerar um conflito racial... Mãe Dina é fraca!...

O CANDOMBLÉ DA BAHIA.

Vai ter gente que com certeza acha que este livro não deveria estar na lista. Na verdade, esta obra pioneira do frances Roges Bastide, é uma faca de dois gumes. De um lado divulgou o Candomblé e quebrou o silêncio sobre as religiões de matriz africana no Brasil. Essa divulgação trouxe mais pesquisadores, um certo reconhecimento e seriedade às práticas do povo de santo, além que Bastide investiga a crença de forma autônoma, segundo ele mesmo. Por outro lado, divulgar muita gente divulga... E Bastide coloca na mesa segredos que poderiam não ser contados, mas como ele é muito mais que um pesquisador, é um homem de dentro da religião, pode muito bem abrir o que sabe para quem bem quiser e entender... Também é impreciso naquilo que afirma, sua obra tem abordagem marxista, dentre outras críticas feitas a este livro também "clássico".

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

APERTE O PLAY! Michael Jackson - They Don't Care About Us - BeatBox


A música de Michael Jackson que mais gosto na voz (em todos os sentidos!!!) de um cara super talentoso. Muito bom!



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

For Colored Girls

  

 Frases sombrias de uma mulher que não teve adolescência / Notas dispersas , sem ritmo - em uma sintonia confusa, o fardo que recai em uma garota negra/É engraçada e histérica a melodia dessa dança/ Não diga a ninguém - a ninguém..../Outra música sem cantoras , letras sem vozes.../somos fantasmas ? As crianças do horror ? Uma piada ?...Não diga a ninguém, fique calada... /Somos animais ? Enloquecemos ? Não ouço nada além de gritos loucos e o suave som da morte.../


Os primeiros minutos de For Colored Girls – sem tradução para o português, pois o filme não foi lançado por aqui nem em DVD – são de uma genialidade impressionante. O longa, baseado no Livro For Colored Girls: Who Have Considered Suicide When the Rainbow is Enu” de Ntozake Shange, logo depois virando musical nos EUA, é uma coletânea de 20 poemas sobre as angústias, alegrias, vivencias enfim de mulheres negras nos Estados Unidos. For Colored Girls transforma um arquétipo batido do cinema – várias histórias que se cruzam – em um roteiro interessante, intercalado pelos poemas de Shange, diga-se de passagem lindos e inseridos dentro do filme de uma forma única.
No elenco, nomes como Thandie Newton, Whoopi Goldberg, Anika Noni Rose, Omari Hardwick, Kerry Washington, Janet Jackson, Loretta Devine, Kimberly Elise, Phylicia Rashad, Tessa Thompson, Macy Gray, Richard Lawson. Ou seja, a nata dos atores negros que se envolveram no projeto seja por conta do cineasta/produtor Tyler Perry ou pelo significado do livro junto a comunidade negra norte americana. Desde o começo, quando Tyler pegou o projeto por ser o novo queridinho da LionsGate Studios já que produziu Preciosa e este foi ao Oscar, o filme nasceu como clássico. Algo com um elenco desta categoria não tem como dar errado, tem? Bem...
Vamos por partes. Analisando friamente For Colored Girls é um filme bom! O texto e as atuações são simplesmente fenomenais. O roteiro de Ntozake Shange e Nzingha Stewart mistura divinamente os poemas à trama com uma naturalidade impressionante. Fora as atrizes que recitam os poemas da forma como poemas devem ser recitados, sem pompa, sem a grandiosidade de uma atuação marcada, elas convencem pela simplicidade e sem excessos. Em uma salada magnífica de personagens as historias de nove mulheres são expostas na tela.
Eu no começo fiquei com medo... Como esses poemas serão recitados em um filme? Como uma peça onde as personagens não tem nome vão ser traduzidas em tela grande? Mas tudo é composto de uma forma tão bonita que convence realmente.
Janet Jackson interpreta a dama vermelha, Jô; fria, calculista, mandona, editora de uma grande revista, esposa de um homem de negócios “emparedado” em sua masculinidade frente ao poder da esposa.  O cenário em que Janet está é branco, gelo, frio, contrastando com o vermelho da sua rigidez. Juanita (Loreta Devine. Sempre ótima!), ou a dama verde, é viva, auto suficiente e vive um grande dilema, dá aulas de auto estima, dicas de prevenção a mulheres negras e latinas em uma ONG, mas vive em crise em seu relacionamento com um namorado que sempre a trai em vários sentidos. Yasmine ( Anika Noni Rose (Òtima!)) , a dama amarela é delicada, dança como ninguém, frágil e inocente, mas vai se transformar por conta de algo que contando estraga. Tangie (Tandie Newton (quem vem crescendo nos últimos anos seu nível)), a dama laranja, é uma mulher que vive no âmbito amoral. Mas o espectador não sabe se sua vontade de ter vários homens em sua cama é uma escolha de vida ou algum traço ruim/marcante da sua trajetória não resolvido. Alice (Whoopi Goldbert (magnífica!)), a dama branca, é mãe de Tangie e Nyla , fanática religiosa, tem um amor incondicional pela filha Nyla considerada por ela pura, mas sente desprezo por Tangie, pois não concorda com os atos pecaminosos da filha mais velha. Gilda (Phylicia Rashad), a dama cinza representa na trama o equilíbrio. Apesar de sua historia não ser tão bem desenvolvida quanto as das outras personagens sua interprete é fenomenal. Crystal (Kimberly Elise), a dama marron, é a personagem acho mais complexa e espertamente entregue a Elise, atriz dramática de qualidades fenomenais. Esposa de um homem alcoólatra, mãe de dois filhos que vêem ela sendo violentada diariamente... Explosão contida! Complexidade! Linda interpretação. Nyla (Tessa Thompson), a dama roxa – entra no filme para simbolizar a virada de uma menina virando mulher de verdade. E por fim, Kelly (Kerry Washington (não diz muito a que veio)) que tem um amor mágico, mas infelizmente não consegue ter filhos e sofre por conta disso.
Para realçar as cores e intenções das mesmas no filme, o diretor de fotografia de Alexander Gruszynski faz um trabalho brilhante. Tudo é tão cênico, mas tão real... Lindo! Você não vai reparar que toda aquela brancura do cenário de Janet é “teatro”. Já o trabalho de texto, friso, é simplesmente incrível, apesar de em alguns momentos ser proposital a forma como ele nos leva ao choro fácil. O elenco masculino também não fica atrás e é bem representado pelos atores em cena.
O problema do filme é justamente Tyler Perry, diretor e produtor de For Colored Girls. Diretor de O Diário de Uma Louca e Por Que Eu Me Casei? e produtor do oscarizável Preciosa, coloca sua mão por vezes pesada, por vezes “um nada” dentro de um projeto tão significativo. Traduzo: é nítido a falta de personalidade de um diretor que comanda grandes projetos com a cafonice de um filme feito para a TV sem identidade. Sim... Apesar do roteiro perfeito, uma direção de fotografia primorosa e um elenco talentoso e estelar... Tyler consegue fazer MERDA! Em que sentido? Ele não tem marca. Nem sensibilidade. Dirige tudo parecendo ser um filme para TV, não para cinema. Cinema é grande, alguém tem que gritar no ouvido dele isso. CINEMA É GRANDE! E Tyler consegue diminuir a obra.Fiquei imaginando a obra nas mãos de um... Spike Lee ou mesmo de uma cria de Tyler, Lee Daniels que dirigiu Preciosa. For Colored Girls cresceria infinitamente. Não é um defeito que corrompa o filme, mas deixa-o com cara de qualquer coisa. Tyler tem que agir mais como cineasta e é por isso que seus filmes são tão criticados, apesar de sempre fazerem sucesso junto a comunidade negra norte americana.
Felizmente a obra é mais forte que o cineasta e o projeto ganha vigor por conta do elenco e do roteiro bem acabado. Sim, o filme vai fazer você chorar. Sim, ele vai fazer pensar em certas formas como está levando sua vida. Sim, é feito para mulheres, mas toca e provoca os homens sem o ar do feminismo clichê revoltado. For Colored Girls é lindo!
No final, o filme reúne todo seu elenco e recita um dos poemas mais fortes do livro. E finaliza com a frase Pelas garotas negra , que pensaram em suícidio , mas conseguiram superar e deram ao volta por cima..." Superação sempre!!!!!!!!!

NOVO BBB... 1452475... 0 negro.

Ô minha gente, postagem rápida ok?... Que história é essa de todo ano ficar indignado com o número de negros presentes ou não no BBB? Eu, este ano, agradeço a Deus, que não existe um negão/negona dentro do programa. Para que serve o Big Brother mesmo? Para que? PARA QUE???????? Então, por que nós, logo nós seres inteligentes, devemos estar lá? Para ser o negão gostoso, chamado de Deus do Ébano por alguns participantes, e logo depois ser eliminado?... Ou quem sabe ser a candidata a rainha do Carnaval de 2013, mas ser chamada de burra, cabelo ruim?!... Ô minha gente!!!!!!! Eu quero é protagonizar - de verdade! - novela das oito, ou mais, produzir um filme - de qualidade - com uma família negra no centro da trama... Vôos mais altos minha gente! Olhem pelo lado bom da coisa, comecem 2012 dando uma de Polyana: Escapamos da escória da TV. VIVA AO RACISMO GLOBAL!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

UMA IMAGEM DIZ MUITA COISA!!!

Já passou por uma situação destas? Se é negro com certeza!... Então, vamos ser didáticos aos racistas de plantão e vista essa camisa! Por que do jeito que andam as coisas meus caros, só desse jeito...


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!

A todos os 70 seguidores deste blog, aqueles que seguem, mas não estão aí do lado e se mantém como amigos ocultos e também para você que chegou recentemente... Um Feliz Natal!!!!!!!!!! Reuna a família, saia da rotina, faça algo de muito bom, confraternize, emane energia positiva e aproveite a ceia disposta à mesa e saia da dieta sem culpa... Afinal de contas Natal somente uma vez por ano... Boas festas.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

APERTE O PLAY!!! SAIDDY BAMBA. Sim, sim, sim. Não, não, não!!!

Para você que não curte pagode, sinto muito!... Pois este daqui está fazendo sucesso a tempos aqui em Salvador, muita gente já sabe a coreografia e só vai dar ela no verão da cidade. Sim... A letra não tem nada, mas vem cá, está esperando algo além da pura curtição quando ouve um pagode? Do jeito que as coisas vão, é muito mais  fácil se aborrecer com atual crise da MPB do que as músicas despretenciosas do pagode baiano... Se está procurando diversão encontrou um exemplar perfeito.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Artista Negro... Um Subalterno?...

Beyonça? Não é a Negalora!!!!!
Dois acontecimentos recentes me motivaram a fazer esta postagem. O caso Negalora da cantora Cláudia Leite e o episódio do seriado A Grande Família com o ator baiano Ângelo Flávio semanas atrás. Poderia muito bem fazer um post sobre cada um dos acontecimentos, mas resolvi juntar, pois apesar de distintos, os dois concretizam muito bem a situação em que encontram os artistas negros no país.
O primeiro caso descrito, toma conta das redes sociais como se fosse um câncer. Já virou quase rotina zuar da cara da cantora Cláudia Leite, pois é extremamente fácil fazer este tipo de coisa com uma cantora que não tem identidade musical e que das poucas coisas que possui é o total controle do nonsense... Dizem que a cantora passou a vida imitando outra, Ivete Sangalo e agora junto a um projeto intimista (divulgado por toda cidade com erros ortográficos) lança este Negalora, edificado por Carlinhos Brown e motivado – segundo ela em uma entrevista – pelo carinho que sentia de sua mãe preta, uma babá que cuidou de sua família durante algum tempo.
O outro, que a maioria deve ter esquecido, foi o episodio Um Conto Africano, com premissa perfeita, mas execução não tão completa assim. O episodio tratava da chegada de um estrangeiro, chamado Tabu Massai, que se envolve em um acidente motivado pelo personagem Agostinho no seu taxi. Para provar sua inocência, Agostinho pede a Tabu depor a seu favor. Mas o africano só fala o dialeto suáile, e a comunicação entre os dois fica impossível. Agostinho então leva o estrangeiro para sua casa até que ele aprenda a falar algumas palavras em português e possa testemunhar a seu favor. A partir daí só confusão bem ao estilo A Grande Família de ser. E onde está o problema?!... Que suáile que ele estava falando?! De que planeta era aquela língua? Tive até dúvidas se era ou não a língua, mais por conta do ator envolto no episódio, que pelo respeito que a Globo tem pelos negros deste país. Mas em uma cena com o ator Luis Miranda ficou provado que o suáile era de circo mesmo. Além que a composição do estrangeiro parecia saída de um episódio do Pica Pau. O que seguiu foi a boa e velha África vista pelo prisma de uma emissora que está disposta a provar que o continente africano quando não é pobre espírita e economicamente, serve para nós como fonte de palhaçaria...
Juntando estes dois fatos criados pela mídia nos últimos dias, me vêem a cabeça mais perguntas que respostas. Que tipo de cultura negra é produzida no Brasil? E para quem é construída esta “cultura” de raízes africanas? Existem negritudes culturais no Brasil, mas quem toma conta delas no final das contas? Até onde fica o limite entre criatividade e total desrespeito pela nossa cultura? Será mesmo que a culpada é sempre a Globo, ou Record, ou SBT ou seja lá que emissora for ou eu que me envolvo em tal e tal projeto? E se eu não me envolver neste projeto que achei de péssimo tom, outro ator virá, pois aparecer em rede nacional é um bom chamariz?! Existe cultura negra, de grande porte, com bases de comando negro no Brasil? E o artista branco... Qual o lugar do artista branco na cultura negra brasileira. Ele pode chegar, se travestir e fazer tudo que vier a sua cabeça?...
Pode! A partir da resposta da ultima pergunta, deixo claro o caminho para as respostas das outras. O artista branco no Brasil pode tudo, principalmente se transfigurar. Ele se transforma no que quiser. Índio, negro, branco (!), chinês, é tudo... Na hora que bem entender. Já falei disso neste blog AQUI. Não é a toa que a cantora Claudia Leite agora – revivendo os tempos áureos de Daniela Mercury (tida por alguns como grande guardiã da cultura negra na Bahia (!!??)) – deu de leoa homenageando o continente mãe. Isso será desenvolvido no Carnaval, quando Claudia em cima do trio homenageará a cultura negra e africana. Espero de um tudo minha gente, até Extravasa, sucesso (?) dela, em ioruba, até ela entrando em plena avenida com dançarinos vestidos de aborígenes...
Nós somos subalternos. Vemos a nossa cultura desmazelada e na maioria das vezes não fazemos muita coisa. Não estamos nos espaços de poder, afinal de contas quantos diretores/produtores/roteiristas negros com poder real existem neste país? O musical A Cor Púrpura esta sendo produzido por brancos. Isso é ruim? Não! Mas por que no seu país de origem, onde os negros são 11% da população, o musical é comandado por aqueles que sentem e vivem esta cultura no seu dia a dia? Isso não te faz pensar em nada? Dentro da nossa cultura somos meros empregados! Isso é fato.
Estou chamando muito mais nossa responsabilidade nisso tudo que somente por a culpa na cúpula da cantora Claudia Leite e na rede Globo. Julgar os pais do sistema é fácil, mas virar para o próprio umbigo e assumir que também temos culpa isso não é. Os brancos de todo mundo se apropriam da cultura negra, não é de hoje que fazem isso. Mas em certos lugares eles não entram tão faceiros como os daqui. Aqui há uma mistura entre apropriação dos brancos, travestida de simples estética, e também um convite de alguns setores negros em que o branco entra nos aspectos mais profundos.
Outro ponto a frisar é: Não somos patrocinadores da nossa cultura. Poucas instituições negras patrocinam – não estou falando de apoio, falo aqui de outro aspecto – espetáculos, shows, programas de TV, filmes com temática negra. Até por que quem é que possui o dim dim neste Brasil guaranil?... A situação dos negros neste país é bem situada através da era Lula, onde a periferia aumentou seu status. Ou seja, o negro ascende, tem carro, TV de plasma, faz curso superior, mas não sai da periferia. E frustrado, transfigura esse “ficar” em orgulho de viver no gueto. Mas morre de inveja do branco que reside em outro lugar. Fanon já falava isso tempos atrás... no caso dos artistas, existem muitos com ergonha na cara por aí, mas quem assina o cheque deles? Dá o verbo quem tem a verba, caro leitor.
Quem patrocina nossos espetáculos? O branco! Quem diz como devemos atuar como negros em filmes negros? O branco. Quem tem o poder de transformar o local em universal? O branco! Quem diz que é bom perpetuar o estilo “Pica Pau” africano de ser? O branco! Quem se traveste do que quiser? O branco! Quem construiu o mito da democracia racial? O branco. Quem se ofende quando só tem a chance de assistir e não de mandar/comandar as produções negras? O branco. Quem faz voce sair de seu estado, onde gritava pela melhoria da dramaturgia/produção negra, para ir ao sudeste do país fazer papel de empregada doméstica cheia de sotaque e subalternidade em novela global? O BRANCO???... Sei... Senta lá Claudia...

sábado, 10 de dezembro de 2011

APERTE O PLAY!!!! Asa... Why Can"t We

Passeando pelos corredores destas livrarias gigantescas... Encontro um cd de uma mulher com óculos grandes, nada pop diva, rosto comum, sem muita produção, mas não tinha como passar desapercebido!... Olha lá eu interessado em ver e ouvir o trabalho da minha nova descoberta. A cantora Asa (pronúncia Asha) é francesa de origem nigeriana e faz um pop misturando muita coisa... Além de ter canções em iorúba. Por sinal, seu nome nesta lingua significa Gavião. Não teria nome melhor para uma cantora tão forte e suave ao mesmo tempo. Adorei seu som, preciso, pura arte mesmo! E o cd por acaso é baratinho: R$ 19,90. Da para presentar alguém que realmente merece um bom som nesta época do ano... Ou mesmo você se presentear... Vale a pena! Escape do jingolbel insuportável com Asa. Acopanhe abaixo uma palhinha do trabalho dela, no clip de Why Can"t We.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

DESFILE + CORTEJO AFRO + PURA CURTIÇÃO = NOITE QUE PROMETE!!!!!!!!

Como a carreira do estilista Cid Brito cresce a cada dia, olha aqui o resultado da sua próxima coleção em desfile no próximo ensaio do Cortejo Afro (12/12) com participação de Margareth Menezes. Pense em uma noite que promete boas vibrações! Adorei o anúncio.

domingo, 4 de dezembro de 2011

APERTE O PLAY! Les Aiglons...

Já falei do grupo Les Aiglons aqui em outra postagem... O grupo tem os maiores clássicos da lambada francesa em seu repertório. Encontrei uma versão ao vivo de Cuisse Lá. Vulgo "Lepi ti pi ti" aqui para os baianos rsrsr e que faz um sucesso enorma no Norte/Nordeste já reparei... Repare no público, numa energia avassaladora, feito uma onda na maioria das vezes. Adorei! Postagem já obrigatória para você, caro leitor, que acompanha o blog.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

SENSUAL, MARYSA... UM ÁLBUM PARA...


MUITA COISA... Eis o álbum de zouk perfeito. Não é exagero meu. Dos álbuns que tenho em casa (independente do ritmo) este é o que toca toda semana no meu som. E o som de Marysa me conquistou desde a primeira vez que vi a faixa Avec Toi, linda, em um clip já postado aqui no blog. Mas vamos falar do produto inteiro e não somente das primeiras impressões. No momento em que digito a critica para vocês, também ouço o álbum. Mistura de várias línguas, dentre elas o português e o inglês (em uma mesma música, se ouve zouk já deve estar acostumado), de vários sons do zouk, ao kuduro, passando ao hip hop, Sensual (2009) não se rende a mistura pela mistura - presente em trabalhos de muitos cantores que acabam conhecendo outros mares musicais - faz jus ao nome e entrega principalmente um ótimo zouk para dançar juntinho, ou separdo tanto faz...
São 17 faixas, que não se perdem, vão em ritmo crescente, seduzindo os ouvidos, envolvendo seus quadris e mesmo não entendendo as línguas africanas que estão nas letras, a mistura com o português e o inglês fazem o entendimento rolar sem problemas. Destaque para muitas faixas. A Ola, que abre o cd, não poderia estar em outro lugar. Apresenta o que vem por aí com muita maestria, trata-se de sedução e o prazer de dançar, somente. Mas muito gostoso de ouvir. A próxima, Avec Toi, (JESUS!!!) uma das melhores coisas que já vi na vida., dona de um balanço impar dentro do cd. Só ouvindo para saber. Um Mas Um é zouk dos bons quase de raiz (quase viu?!), U Make me Sexy é a primeira que do álbum onde Marysa fez pensando no mercado internacional e ao contrário de muitos zouks por aí, não desanda. O sotaque afro-caribenho não se perde em meio ao desejo de alcançar espaços gringos. Impossível começa de forma banal, mas vai te conquistando, conquistando, cada batida aí o ouvinte está completamente entregue ao zouk básico, mas feito exatamente para balançar. Bo Mwen é a primeira com participação, o cantor Marin entra em ação para colorir esse zouk falando de amor e azaração. E a azaração é a moda "zoukana", devagar, mas chegando junto(!). A mistura com hip hop vem com Magia, faixa que a cantora divide os créditos com o cantor Elizio. O que poderia ficar ridículo (e fica com muita facilidade), homem fazendo voz sensual aliada a um "eco" gigantesco, transforma-se em algo realmente bom de se ouvir, além do hip hop não engolir o zouk, isso é importante frisar. Nha Amor, com Fanny J. The Only One, são lindas e corretas. Mas é com Tell Me que o álbum cresce ainda mais... A letra é quase que inteiramente em inglês, muito tristinha, mas o balanço (minha gente!) é fantástico. Deveria virar clip - achei descuido dos bons da cantora - pois é a uma das poucas letras dispotas na net em sites de todo mundo, inclusive em sites brasileiros. Nada Mas com Philip Monteiro, Ele (que descreve um amor intenso e quente (!)), Fotu (amor é inspiração, é devoção), Ali Marysa, Vini com Nichols - faixa que é mais um feat de Marysa - e Tcham Bai - que fecha o cd com gostinho de quero mais, são sem sombra de dúvidas as melhores do cd.
Na verdade o trabalho só tem uma faixa ruim, um kuduro/semba sei lá o que é aquilo de tão ruim e desproporcional  presente em um álbum quase perfeito. Mas de resto, é tudo maravilhoso, a voz da diva Marysa chega aos ouvidos suavemente, quem ouve nunca esquece e sempre quer mais. Marysa, Sensual um álbum inesquecível.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

PARABÉNS RIACHÃO!!!!!!!!!

Hoje é o aniversário de uma lenda viva. Riachão, compositor de sambas clássicos do estado da Bahia! Para quem está em Salvador, se jogue hoje na Cantina da Lua (Centro Histórico Pelourinho), grandes sambistas foram convidados para homenagear este pai do samba baiano que tem 50 (!!!!!) anos de carreira e 90 de vida. Apesar de seus poucos registros fonográficos, Riachão é mais conhecido como compositor e já teve seus sambas gravados por Cássia Eller, Beth Carvalho, Mariene de Castro, Jackson do Pandeiro, Dona Ivone Lara, Tom Zé, Caetano, Gilberto Gil e quem não lembra da gravação de Cada Macaco no Seu Galho (clássico!) da Guangue do Samba? Quebradeira geral hoje na Cantina da Lua meu povo! Parabéns Riachão!!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

APERTE O PLAY!!!! Aventura - Por Un Segundo

Eu gosto muito do som desses caras! E olha que não sou muito chegado a homem cantando, mas as melodias do grupo Aventura e a voz do cantor Anthony Romeo, deixam qualquer preconceito meu no chão! O clip é velho, de 2009, até já falei do grupo aqui, mas o que realmente chama minha atenção nesta postagem é a melodia. Ótima! Bom Domingo para você, caro leitor...


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Entrevista com o estilista Cid Brito.

Apreciada pelos homens (de bom gosto!) soteropolitanos, a marca InCid do estilista Cid Brito (ao lado na foto da modelo Priscila em desfile no Ensaio do Cortejo Afro) vem crescendo a cada ano com coleções sempre coloridas e inovadoras. Cid concedeu entrevista ao Blog Película Negra esta semana. Nela ele fala sobre seu talento que desenvolveu no bairro do Engenho Velho de Brotas, além da moda masculina que edifica, seu trabalho junto ao Carnaval da Bahia e o processo de construção das coleções. Cid Brito, além de um talento enorme, é dono de uma simpatia forte, o que faz a visita ao seu showroom na Avenida Centenário, garantia de uma ótima conversa, além de looks maravilhosos que são certeza de um visual único dentro do seu guarda roupa.

PELÍCULA NEGRA - Salvador conhece o Cid Brito estilista, artista plástico e aderecista... Qual identidade de trabalho veio primeiro e qual a que toma mais parte do seu tempo?

CID BRITO - Comecei a desenvolver trabalhos como artista plástico ainda na fase da escola secundária, tendo meus trabalhos escolares sempre recebendo destaque.  Ainda na adolescência, participando de quadrilha junina no engenho velho de brotas, comecei e a desenvolver figurinos e adereços temáticos, sendo premiado por diversas vezes. Hoje em dia, ocupo a maior parte do meu tempo elaborando novos looks e estudando tendências do mundo da moda sempre pensando nas próximas coleções.

Primavera Verão  2011 - Enquanto o verão não vem”
Você já fez os figurinos de bandas como Psirico, do qual concorreu ao premio Dodô e Osmar em 2009, 2010 e 2011. Cortejo Afro também foi agraciado pelo seu talento. Como é o processo de construção dessas roupas e adereços? Pode soltar a imaginação sem limites, ou existem espaços dentro da criação que você não pode “exagerar”?

A minha relação com o Psirico e o Corte Afro é bem parecida. Pelo fato de trabalhar com esses grupos ha muito tempo (10 anos com o Psirico e 04 anos com o Cortejo) acabou se criando uma relação íntima e de confiança. Existe a liberdade de criação obedecendo ao critério de cada grupo, tema e ocasião. O que torna mais fácil a comunicação entre o meu estilo e os estilos dos grupos Psirico e Cortejo Afro é relação com o moderno com toque de autenticidade... O exagero não pertence ao meu estilo, sou minimalista e procuro convencer meus parceiro-clientes que menos é mais... Com 20 anos na estrada como figurinista, recebi três indicações ao troféu Dodô e Osmar como melhor figurino masculino com O Psirico e duas indicações com Cortejo Afro, como melhor fantasia afro, sendo vencedor nas edições de 2010 e 2011.

Como é o processo de criação dos figurinos para blocos de carnaval e a sua marca InCid? Existe diferença entre os dois?...

O que se tem em comum entre os dois trabalhos é a pesquisa realizada para desenvolver uma coleção ou figurino. No caso dos figurinos dos blocos ou banda que tocam no carnaval, geralmente os responsáveis elaboram um tema e desenvolvo de acordo com o trabalho proposto. No caso da inCID, como sou o único responsável pela marca e criação, busco inspiração em coisas ou pessoas que fazem parte do meu cotidiano.

A grife InCid faz moda masculina. Por que justamente escolheu o homem para vestir?

Verão Crítico 2010/2011
Lembro que minha relação com roupa começou com influência de minha mãe. Ela sempre mandou fazer minhas roupas de festa de natal, São João e aniversários de amigos e parentes. Com isso, sempre fui muito elogiado pela criatividade e exclusividade. Comecei a gostar daquilo... Alguns amigos chegavam a pedir os modelos emprestados para copiar ou para vestir em outros eventos. Mais tarde, comecei a criar minhas próprias roupas e customizava outras já existentes. Percebi que a moda masculina sempre foi muito básica, o homem moderno é mais exigente, tem mais ousadia. Pensando nisso, resolvi focar nesse público e criei a inCID, que veste o homem moderno e que tem atitude...

InCid é uma marca bastante conhecida pelas suas cores. Aliás, muitos estilistas soteropolitanos usam e abusam das cores nas suas coleções. É quase um traço baiano o uso de tonalidades fortes. O que diferencia a InCid de outras marcas/coleções soteropolitanas?

As cores fortes é uma marca da Bahia, principalmente de Salvador. A moda criada numa determinada cidade, acaba obedecendo as influencias nela existente. A principal diferença da inCID em relação a outras marcas é, principalmente as modelagens de suas roupas, além dos outros atributos, como atendimento personalizado e exclusividade em muito de suas peças.

A sua marca já tem sete anos de existência. O que mudou no estilista Cid Brito do começo da experiência com público para hoje?

O contato com o público é sempre uma nova experiência. Todo o dia lido com pessoas de diferentes estilos e com diferentes formas de pensamentos e gostos. A cada dia aprendo com o que observo. Não sei se trata de mudança e sim de adaptação. Hoje, as coisas acontecem com mais rapidez, tenho que me adaptar a mudanças de acordo com as exigências das demandas.

Quais são as suas influências culturais e também no mundo da moda? Podemos ver traços da moda internacional no seu trabalho?

Outono Inverno 2011 Metrópolis
Fui criado em um bairro popular, onde a cultura faz parte do DNA de seus moradores. Participei de afoxé, fui idealizador de quadrilha junina, líder de equipe de gincana de bairro. Esse contato com as culturas de bairro foi fundamental pra o desenvolvimento da minha linha de trabalho. No mundo da moda me inspiro no comportamento das pessoas, no urbano, no dia a dia... Com a expansão da internet no mundo moderno e a globalização, a moda segue traços que é comum a todos os povos. É possível encontrar as mesmas tendências em Paris, em NY e aqui em Salvador, obedecendo às particularidades de cada local, como clima, por exemplo, sendo diferencias pelo tipo de tecido e adaptado com “pitadas” de regionalismo.

Voce já fez o trabalho para blocos de carnaval – considerado um grande teatro a céu aberto. Já passou pela cabeça de levar suas ideias para o teatro e cinema?

O carnaval é uma vitrine de tamanho imensurável. A repercussão de um trabalho realizado numa festa como essa extrapola fronteiras nacionais. Estou feliz com o reconhecimento e resultado dos trabalhos desenvolvidos aqui na capital baiana. Cheguei a participar de um projeto para teatro com elaboração de croquis, a peça não chegou a estrear, mas gostei muito da experiência. Adoraria receber outros convites e mergulhar nesse universo fantástico da arte de representar assim como a da sétima arte.

Alguma idéia feita exclusivamente para figurinos e adereços no Carnaval acabou migrando para suas coleções na grife InCid?

Isso ainda não aconteceu

Seus desfiles abrangem outros tipos de linguagens como por exemplo a cultura proveniente de religiões de matriz africana como o Candomblé. Como se dá a construção das performances no desfile. A concepção é inteiramente sua/ Como acontece o processo?

Fiz uma coleção no verão passado que tinha uma ligação muito forte com a água. Nada mais apropriado que homenagear a Mãe das águas, Iemanjá, num desfile temático. Tudo a ver com a Bahia e com o cenário onde ocorreu o desfile, palco dos ensaios do Cortejo Afro. A concepção dos desfiles é determinada a partir do tema proposto para coleção a ser apresentada. Em todos os desfiles realizados, fui responsável pela concepção, mas contei com parceiros importantes que alimentaram essas minhas ideias.

O que podemos esperar da InCid nas próximas coleções?

Atitude. 

Mais informações sobre a InCid clic aqui.

Abaixo o modelo Ramirez Allenderr veste a grife InCid







quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Homenagem a Morgan Freeman no Globo de Ouro

O troféu Cecil B. DeMille é dado a artistas que contribuiram com seu trabalho para o desenvolvimento no mundo do cinema.Trata-se de uma premiação dentro do Globo de Ouro, que leva o nome de um dos maiores nomes da indústria cinematográfica norte americana do século passado. Cecil certamente era um grandioso gênio. E no Globo de Ouro 2012 o homenageado vai ser nada mais que Morgan Freeman, que já concorreu ao Globo quatro vezes, vencendo uma por Conduzindo Miss Daisy. Homenagem mais que merecida a este ator com 74 anos e um curriculo quase impécável, são mais de 45 filmes - como ator - uma experiencia como diretor, quatro filmes produzidos, diversos prêmios e a conquista do respeito do público.
Freeman virou sinônimo de ator negro dono de personagens dignos. Além disso, ele é um dos poucos atores negros que consegue papéis que não foram necessariamente escritos para negros, feito só visto com Will Smith e Denzel Washington. É um ator e tanto e merece essa homenagem pelo seu rico trabalho e enorme talento.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

APERTE O PLAY!!! SHAFT

Essa ganhou o Oscar de 1972 de melhor trilha sonora original merecidamente. Apesar da tentativa de sua refilmagem reestruturar a música aos novos tempos, a trilha original composta por Isaac Hayes é fenomenal. O disco fez muito sucesso na epoca em que foi lançado. A pegada disco de encher a alma, o balanço próprio do gueto negro setentista, tudo no seu devido lugar. Trilha sonora brilhante com certeza! Para ouvir, mais de uma vez...

domingo, 6 de novembro de 2011

10 Atrizes Negras Que Você Deveria Dar + Atenção.

Elas são incrivelmente talentosas! Disso ninguém pode ter dúvidas. Algumas delas abrangem seu talento para outros setores da produção de um filme, como direção, roteiro ou mesmo carregar o filme nas cotas como produtoras. Além de talentosas são lindas mulheres e super versáteis em seus papéis, longe do estereotipo de "atriz de um só personagem". Algumas são conhecidas do grande público, outras nem tanto, mas com certeza fazem bonito sempre que aparecem em tela grande ou na telinha da TV mesmo. E você, não tire o olho delas.


SOPHIE OKONEDO:
Ela tem mesmo 42 anos? Realmente não parece. Mas o curriculo desta atriz é de sobrar experiencia. Tudo começou com Ace Ventura - Um Maluco na África ao lado de Jim Carey como a princesa Wachati. Ok nada de grande papel, mas serviu para estar dois anos depois ao lado de  Bruce Willis em O Chacal. Mas foi somente em 2004 com Hotel Ruanda que a vida de Sophie virou de cabeça para baixo. Fazendo o papel de Tatiana Rusesabagina a atriz concorreu ao Oscar de atriz coadjuvante e fez sua primeira super produção Eon Flux, também seu primeiro fracasso. Outro filme bomba em que se meteu foi Alex Rider Contra o Tempo ficção teen muito feia, lançada no meio da década passada. Com A Vida Secreta das Abelhas a atriz mostrou que interpreta e muito bem e olha que o elenco com três grandes cantoras pop poderia fazer ela ofuscar, mas brilhou mais do que nunca. Fazendo o papel de uma deficiente mental, May Boatwright, Sophie rancou elogios de criticos e também do público. É uma atriz de talento formidável.

VIOLA DAVIS:
Essa daqui trabalha feito operária!!! Tem um talento tão grande que participou de um "filminho" ao lado de Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, chamado Dúvida, durante 5 (eu disse cinco minutos!!!) e concorreu ao Oscar de atriz coadjuvante só por esta aparição. E realmente merecia!!! Seu primeiro longa metragem foi Irresistível Paixão e logo depois trabalhou em Trafic. E soube arquitetar uma carreira com participações em bons filmes, sempre pequenos. Mas sempre surpresas. Está esse ano no arrasa quarteirao Histórias Cruzadas em um dos papéis principais. Próximo ano com certeza outro sucesso no curriculo: Extremely Loud and Incredibly Close, ao lado de Sandra Bullock e Tom Hanks.


PAM GRIER:
Ela é o simbolo da blackspotation, movimento setentista norte americano de cinema negro. Foi eternizada pelo filme Foxy Brown de 1974. Muitos anos depois Tarantino iria resgatar sua carreira em Jackie Brown uma obvia homenagem ao gênero que lhe consagrou nos cinemas. Depois de uma luta brutal contra o câncer de mama, Pam voltu novamente ao sucesso com a serie lésbica The L World, participando das seis temporadas, todas com incrível sucesso. No cinema sua carreira é feita de MUITOS filmes ruins. Mas foi com a série de tv que Pam se reconstruiu no mundo do entretenimento.



TICHINA ARNOLD:
Quem não conhece a mãe de Cris, no seriado Todo Mundo Odeia Cris, a Rochelle? Se nunca viu tem que ver. Algo obrigatório. A intepretação dela vale muitos momentos bons da série. Na televisão Sra. Arnold é mais conhecida, mas no cinema sua carreira nunca rendeu grandes trabalhos. É uma comediante de mão cheia, mas devia rever o processo de escolha de seus filmes. Seu último longa foi Ela Dança Com meu Ganso de 2009. Eu eim!


OCTAVIA SPENCER:
É outra que trabalha muito!!!!!!!!! Estreou no liberal, mas eficiente Tempo de Matar com Sandra Bullock em 1996. A partir disso não parou mais. Tem filmes bons no curriculo.  Quero ser John Malkovich, Nunca Fui Beijada, S.W.A.T, Garotas Malvadas, O Solista, Arraste-me Para o Inferno entre outros... Em poucos foi artista principal, como em Histórias Cruzadas, sucesso estadunidense deste ano que estréia no próximo por aqui. Além disso, participou da série Ugly Betty.


JADA PINKETT SMITH:
 Ela é diretora, produtora, é mais conhecida no meio profissional pela sua carreira de atriz. É também mãe de Willow e Jaden Smith e esposa do maior astro do cinema norte americano atual Will Smith. Em 2008 Jada dirigiu e fez o roteiro o filme De Caso com o Inimigo, produzido pelo marido. Como atriz, fez a rinocenronte de Madagascar e também sua continuação, além de ter feito outra dublagem em animação na versão norte americana de A Princesa Mononoque, o suspense Colateral, as duas continuações de Matrix, Ali, Tupac Ressucition, trabalhou ao lado de Spike Lee em A Hora do Show, também ao lado de Wes Craven em Pânico 2, atuou em O Professor Aloprado de 1996. O curioso é que Jada trabalha agora em família: foi produtora de Karatê Kid, A Vida Secreta das Abelhas ao lado do marido e também administra a carreira da filha que é cantora. Super mãe, super mulher.



TARAJI P. HENSON:
Eu gosto muito do trabalho dessa atriz. Para vc que acha que não a conhece, nome de um filme: O Curioso Caso de Benjamim Button, como mãe adotiva do personagem principal. Ela estava estonteante neste papel, concorreu ao Oscar com este trabalho. Conseguia roubar a cena dos efeitos especiais que eram estrondosos. Parece fácil fazer isso, mas não é!!! Estreou mal no cinema: fez As Aventuras de Alceu e Dentinho, mas depois fez bons projetos. Quatro Irmãos, A Última Cartada e Karatê Kid (o novo) são alguns bons filmes. Fez também vários filmes para televisão, além de participações em várias séries. É uma atriz bastante versátil, sabe oferecer ternura e fortaleza em uma mesma personagem. Talento puro!


LYA KABEDE:
Chamou atenção por sua atuação em Flor do Deserto. Com certeza veio da Etiópia para brilhar! Fez também O Bom Pastor e O Senhor das Armas. Tem só estes três filmes no curriculo, mas é uma atriz singela, de sorriso pequeno, linda como poucas e extremamente centrada nos seus trabalhos, além que entrega suavidade e sensualidade como ninguém.

ANIKA NONI ROSE:
Cinco filmes no curriculo e uma carreira que só faz subir. Estreou na comedia Sobreviendo ao Natal, dois anos depois estava no musical de sucesso DreamGirls ao lado de Jennifer Hudson e Beyonce, depois trabalhou no filme The No. 1 Ladies Detective Agency sobre uma mulher sul africana que decide abrir a primeira agencia feminina de seu país. No ano seguinte dublou a primeira princesa negra da Disney em A Princesa Sapo e em 2010 fez o For Colored Girls de Tyler Perry. Ou seja, tem tudo para chegar ao primeiro time em pouco tempo.


LORETTA DIVINE;
Essa é da velha guarda!!! Fez de um tudo. Filme ruim (os DOIS Lenda Urbanda (???!!!)), filme bom, DreamGirls como mãe de Jennifer Hudson e Crash, série de tv e também filmes feitos para televisão. Sabe fazer tudo, do drama a comédia rasgada, pastelão. Não se leva a sério na hora certa, é garantia de ótimo entretenimento e também pode supreender arrancando interpretacões estonteantes. Destaque para asua participação na série Greys Anatomy e as suas colaborações ao lado do cineasta Tyler Perry.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... MÃE DE SANTO?...

O seriado MÃE DE SANTO foi um marco na televisão brasileira por inúmeros motivos. Imagine um seriado sobre o Candomblé, tratando com respeito as divindades africanas, pesquisa elaborada, feito fora do eixo Rio/São Paulo (a série se passa aqui em Salvador), com atores negros como protagonistas e produção bem acabada, tudo isso no início da década de 90.
Além de todos esses feitos, a série foi a primeira a realizar um beijo ente dois homens. Em seu décimo primeiro episódio, a minissérie narrou a história de Lúcio e Rafael, um casal homossexual interpretado pelos atores Raí Alves e Daniel Barcellos, respectivamente. Ou seja, a extinta TV Manchete foi a responsável por tal feito ousado nesta série dirigida por Henrique Martins.
A série não teve uma repercurssão boa na mídia. Foi exibida logo após o incrível sucesso da novela Pantanal na emissora, em torno de um mês, de 9 de outubro a 2 de novembro as 22:30. A produção não tinha história fixa, tratava de uma Mãe de Santo vivida por Zezé Mota que conta as pessoas que chegam ao seu terreiro as histórias dos Orixás.
Não cheguei a ver tudo, mas pelo pouco que vi gostei. Fiquei imaginando as pessoas da época vendo. Loucura total. Só a cena em que aparecem os Orixás pela primeira vez, saindo de uma igreja católica e descendo o Pelourinho como se estivessem libertos - na minha interpretação... - é de cair o queixo. Nada por conta da grandiosa produção, mas por conta da ousadia da série...
Segue abaixo o primeiro episódio da série Mãe de Santo.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

APERTE O PLAY???? BEYONCE - PARTY...

Eu sou fã de Beyonce. A cantora pop para mim é uma das melhores coisas que apareceu no mundo do entretenimento em muitos anos.
Não é por que gosto de muita coisa que ela faz que sou obrigado é abrir sorriso para todo produto que ela fabrica. Sou fã do trabalho de Beyonce, não de sua vida pessoal, os perfumes que lança, se ela está gravida ou não, se ela brigou com o pai ou não. Gosto das performances, da energia dela no palco, dos cds e a mistura de R&B com ários outros sons. E sou bastante crítico, até por que nestes anos de "baixar música pela net" ainda compro tudo da cantora original, ou seja, pego meu dim dim do meu bolso para sustentar seu lindo ego... De fã em fã Beyonce enche a conta bancária.
Mas este clip é o símbolo do tropeço. E ela dessa vez caiu na poça do mau gosto. Que clip é esse? E a estética (???!!!) bizarra. Os xiitas vão me condenar, mas a contora depois de uma leva de bons clips deste 4º álbum entrega isso? Nem a presença da prima - no final - ajuda. A música é muito boa, mas o clip é feio! Muito por sinal.
Segue abaixo o "clip" novo de Beyonce...



Para piorar a situação, mais uma cantora resolve dizer que Beyonce está plagiando uma antiga cria sua... Uma tal de Khia (sim eu nunca ouvi falar) com um clip igualmente bizarro e uma porcaria de letra na canção. Eu não achei nada parecido. Pintar o subúrbio com cores fortes não é algo novo nem aqui nem na China! Cristina e um monte de cantora já fez isso. Mas se voce gosta da intriga, veja a porcaria abaixo. Consegue ser pior do clip de Beyonce e tem a cara de pau de dizer que que está sendo plagiada...


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... A COR PÚRPURA MUSICAL - BRASIL?

A Cor Purpura, um das maiores obras literarias de todos os tempos já virou filme e também espetáculo teatral sob o comando de Oprah Winfrey e Quincy Jonnes. Um sucesso por lá por sinal. Vendido pela bagatela de 45 mil doláres e 12% em participação em bilheteria a produtora Oprah cedeu os direitos do musical ao ator/produtor Luciano Szafir que junto a Ricco Antony comandam este incrível projeto de seis (SEIS) milhões de reais.
São 37 atores, negros, escolhidos entre mais de 2000 inscritos. Dentre eles nomes "nada conhecidos" como Vanessa Jackson - cotadíssima para o papel principal - e Isabela Filardis que no primeiro dia da audição não foi muito bem e não foi poupada de criticas. Ou seja, não tem essa de "famosidde" o que está sendo julgado é competencia!!! Abaixo segue o primeiro vídeo sobre o processo de criação da produção e de seleção de elenco. Preparem-se, este será um marco na história do teatro brasileiro. A Cor Púrpura chega ao Brasil em 2012!!!!!!!!!!

ps: muito obrigado ao leitor M.Black por postar informações sobre o espetáculo no post sobre o cd de A Cor Púrpura.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... RED TAILS?

Filme produzido por George Lucas (preciso mesmo falar o que ele fez para você?...), sobre o primeiro grupo de pilotos negros da história do exército dos EUA - que precisaram superar muito racismo para provar seu valor em combate. O trailer é carregado de efeitos especiais - marca registrada do cineasta que apesar de não dirigir o filme, produz, não gostou do resultado final e dizem finalizou o filme ele mesmo - tem as famosas frases de efeito, cenas de ação para atrair o público masculino e um elenco de primeira que inclui nomes como Bryan Cranston, Terrence Howard, Cuba Gooding Jr., Daniela Ruah, Michael B. Jordan, Ne-Yo, Andre Royo, Tristan Wilds. O nome Red Tails vem das traseiras dos aviões pintadas de vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, da esquadra dos Tuskegee Airmen
O filme estéia nos EUA no dia 20 de janeiro. Não vai concorrer ao Oscar 2012, pois os concorrentes deste ficam até dezembro de 2011.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VELHO HUMOR... BURRAS PIADAS...

Em uma boate da "diversidade" perto de você... Velhas piadas se repetem e as mesmas pessoas riem, os velhos que levam na esportiva (pois se não levarem são taxados como complexados!) e outros anciãos da burrice, pois adoram um negro rindo de si mesmo para todo mundo ver... Observe e ria... Não esconda o riso. Ria...

sábado, 15 de outubro de 2011

4 ANOS DE PELÍCULA NEGRA!!!!!!!!!

Oh meu velho e bom Deus!!!!!!!!! Esse ano tem sido tão cheio do que fazer que não comemorei o aniversário de 4 anos do meu querido blog!!!!! Sim estou BAITA atrasado. Muito mesmo, era para ter comemorado o feito em... AGOSTO!!!!!! Mas não deu, principalmente por conta da Cia de Teatro, blá, blá, blá... E eu acabei me lembrando agora. Sim, nesse instante, lembrei e estou escrevendo. Me passei. Sempre horrendo para datas meu caro leitor, o que seria eu se não fosse facebook, orkut (isso ainda existe????) e minha velha e querida agenda lembrando de um monte de coisas que devo fazer e não deixar para trás.
Bem, são 4 anos (tenho que bolar algo para os 5, não? rsrsr Uma entrevista com sei lá, Oprah?...) falando sobre arte negra. Na cara de pau entrevistando gente boa e competente e por que não expondo também nossas feridas. Pois não é por que sou preto e amo arte negra que tenho que gostar de qualquer tipo de porcaria que é feito por aqui, pelos EUA e por toda parte do mundo... Agradeço também aos 56 seguidores do blog. Valeu mesmo! Aos fãs de 50 Cent que vez por outra não me deixam em paz (rs) e ao povo que oficialmente não segue o blog, não comenta, nem cutuca, mas está presente aqui.
E para você que não comenta... Deixe de besteria rapaz (moça), coloque sua opinião aí vai. Eu quero saber o que voce acha... Sua visão sobre cultura negra, racismo... Coloca ae vai. Só não venha com "a raça é humana", "somos todos iguais", " Que absurdo, racismo em pleno sec XXI" que te gongo em três dígitos rapidinho. Um amigo disse que tem medo de comentar. Veja só, eu vou morder? As vezes sinto até vontade. Mas não dá...
Muito obrigado a todos. Só mantenho o blog, pois ele é visto. Tem um monte de blog por este mundinho virtual que não sobrevive aos 10 posts. E o nosso querido PELÍCULA NEGRA é odiado e amado na mesma proporção. Parabéns PELÍCULA! Parabéns aos guerreiros que persistem.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O MELHOR E O PIOR DE... Chris Rock


O MELHOR: Todos Odeiam Cris. Alguém duvida? Rock tem mais de 15 anos de carreira, realiza filmes, projetos teatrais, é ator, produtor, diretor, roteirista... Mas seu ponto certo foi a série de TV Todos Odeiam Cris que durou cino temporadas e é simplesmente genial. Acho que não existe outra palavra para resumir a forma como a vida de Cris e sua familia são retratadas. As histórias são ótimas e por mais que tudo se passe nos anos 80, nos EUA, não dá para se afastar tanto de Cris e seu mundo vivendo nos anos 2000 aqui no Brasil. Os personagens são maravilhosos, feito por atores talentosos. O roteiro um primor, bem escrito, sem buracos, trazendo piadas cada vez mais politicamente incorretas e cruéis. A série aborda o racismo com extrema ironia de uma forma única! Considero ela um clássico moderno. Apesar de Todo Mundo Odeia Cris soltar no curriculo do ator, é dele os melhores momentos de Tiros em Columbine, Madagascar, fez o ótimo Dogma, dirigiu o documentario ainda inédito por aqui Good Hair, além da participação em A Hora do Show de Spike Lee. Rock fala sobre racismo como nenhum outro, sem dramas, da forma mais impactante e ironica possivel - sim ele consegue fazer os dois!!!!!!!!! Além disso fala magistralmente sobre muita coisa além do racismo... ou seja, não é limitado.


O PIOR: Acho Que Amo Minha Mulher. Meu Deus que filme insuportável!!!!!!!!!!! Sabe aquela vontade de apertar o stop antes de meia hora de filme passar na sua frente? Meu Deus que arrependimento! Que vontade de pedir meu dinheiro de volta... Homem casado com constantes fantasias sexuais com outras mulheres jamais se arrisca a cometer qualquer tipo de traição. Mas sua moral será testada quando ele recebe a visita de uma ex-namorada. E esta porca miséria ainda é refilmagem do frances "Amor à Tarde", de Eric Rohmer. Ô filme ruim, uma mancha no quase irretocável curriculo de Chris. Tudo tão bem acabado, mas conduzido de forma insuportável. O pior de tudo é ver Rock querendo dar uma de Wood Allen, só que mais machista... Muito ruim.

domingo, 9 de outubro de 2011

A COR PÚRPURA, UM ÁLBUM PARA...


EMOCIONAR!!!! A trilha sonora do clássico A Cor Púrpura é simplesmente fenomenal. É com esta frase clichê até que inicio o post sobre um dos melhores trabalhos musicais que já vi na vida. Uma das poucas trilhas instrumentais também que funcionam sem o filme. Enquanto escrevo este post aproveito para rever Celie, seus dramas e suas alegrias através dos maravilhosos arranjos de Quincy Jones grande tiranossauro rex da música norte americana. Este aliás é um dos poucos trabalhos do diretor Steven Spielberg sem a colaboração do seu fiel maestro John Williams. Não sei como seria a versão filmada do romance de Alice Walker pelas mãos do dono de trilhas inesquecíveis como Perdidos no Espaço, Parque dos Dinossauros, Indiana Jones (todos) e mais recentemente Harry Potter – os primeiros, mas nas mãos de Quincy o mundinho sulista de Celie ganha proporções gigantescas.
O trabalho é excelente. São dois CDs, o Box que tenho é antigo, aquele enorme que não dava para colocar junto aos outros, pois não tinha porta cd que o segurasse. O primeiro cd começa com nada mais nada menos que Miss Celie’s Blues letra de Quincy Jones e Lionel Richie... Uma das melhores músicas que já vi na vida!!!! Em seguida o tema inesquecivel da personagem principal Main Title, que música, exprime toda a fortaleza e sensibilidade da menina que mesmo com os percalços da vida continua seguindo em frente contando sua vida em verdadeiros desabafos a Deus. O amor de Celie por seu infame marido é retratado em uma música angustiante. Quincy consegue extrair da personagem através da música que apesar do personagem, vivido brilhantemente pelo ator Danny Glover, maltratar Celie durante quase todo filme, ela ainda sentia algo por ele, a música misturas arranjos de puro pastelão, com angustia e também a tristeza que significa o “amor” entre os dois no filme.
Outra faixa que destaco é Nettie Teacheres Celie . carinho, amor, sensibilidade estão presentes para retratar um dos ótimos e belos momentos do filme em que as duas irmãs aprendem e ensinam uma a outra. The Separation vem logo depois forte, pesada e não se engane querido leitor o pesada é pois sinônimo de aflição para uma das cenas mais fortes do cinema norte americano. Não tem como não chorar e com a trilha de Quincy – meu Deus!!! – fica ainda pior suportar esta parte do filme. Outras significativas do primeiro cd são I’m Here fofa, Body and Soul que retrata a chegada de Sofia a trama, vigorosa como a personagem de Oprah.
A música gospel negra estadunidense vai ser a principal base para o segundo cd deste álbum. Quincy não abandona o soul e o blues, mas mistura muito os três ritmo. O disco abre com Celie and Harpo. Linda. Ate chegar em Sophia Leaves Harpo com Quincy construindo magistralmente momentos de tensão e ternura em uma única canção. Show!!!  A áfrica é revisitada em duas canções Junk Bucket Blues e The Dirty Dozens a última com dozes CAVALARES de gospel. A partir deste momento a África conhecida por Celie pelas cartas descobertas da irmã vai entrar em ação. Os sons já esperados de uma “visão musical” sobre o continente africano vem misturado com pegadas gospel e a batida grandiloqüente própria dos anos 80, época em que o filme foi feito. A´te que o cd fecha com chave de ouro entoando o mais significativo e tradicional gospel com direito a coral gigantesco amplificado. Celie Shaves Mr/ Scarification Ceremony, Maybe God Is Tryin' To Tell You Somethin e Reunion/Finale são forte, exigentes com o ouvinte (só da para entender isso que escrevi se você ouvir e ver o filme!), divertidas e traduzem a mudança que Celie, nossa queridíssima heroína, passa ao longo de todo filme.
Se A Cor Púrpura foi um filme inesquecível para voce, então sua trilha sonora também vai ser gigante caro leitor. Lindo e forte trabalho. Inesquecível. Gigante. Viagem musical. Enfim, amor a primeira vista em uma das melhores, se não a melhor trilha que tenho em minha estante...
... Ps: poucas coisas no mundo me fazem ficar emocionado. Este cd – novamente – me fez ficar assim... Meio emotivo...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma negritude estampada na cara?

Os atores Valécio Santos como Shirley
e Henrique Bandeira como Alberto,
em cena de Transmetrópolis
Dias atrás, fui provocado por um amigo, sobre um dos pontos – considerados por ele – mornos de Transmetrópolis, meu primeiro espetáculo profissional como diretor e autor. Ele dizia ver minha veia sobre sexualidade presente na peça, mas que meu lado sobre negritude, forte característica que também sou conhecido pelas pessoas, neste primeiro espetáculo da SouDessa Cia de Teatro – que sou fundador e diretor – ele não conseguia enxergar. Fiquei pensando se por ser negro, ter militado um tempo e conhecido alguns movimentos negros por onde passei, tenho mesmo que mostrar que “sou negro!” para todo mundo ver? Não está na cara que Transmetrópolis é um trabalho de um diretor negro? Para a negritude estar presente, ela precisa ser evidenciada na sua cara, muitas vezes de forma panfletária e chata?...
Bem, como não estou nos anos 80 e apitaços e placas de “diga não ao preconceito” para mim não servem de muita coisa... Mostro-me de outras formas. Sim, minha negritude está no espetáculo, achava que só não veria quem não quer... Mas hoje sei que não é bem assim. As referencias as quais construí Transmetropolis são negras. Para falar sobre identidades Stuart Hall (apesar de acharem que sou chegado a teoria queer), para construir o arquétipo de Shirley (personagem principal da trama) estava com a ousadia de Madame Satã na cabeça. Shirley cita Steve Biko. Para fazer Moisés tive como referencia um pastor negro “ex homossexual” que dá cursos sobre como se tornar um hétero. A trama da peça é passada em um bairro periférico de Salvador chamado Pirajá e a religião que domina a periferia e pode até ser considerada como nova religião negra do país (sim isso é uma provocação, pense nisso!!!) são as congregações evangélicas.
Transmetropolis acabou sendo feito – em sua segunda temporada – com um elenco majoritariamente branco. Até um dos atores, Jean Carlos, chamou atenção para isso: “Nossa! Essa periferia está branca demais” em um dos ensaios. Eu realmente não ligo para isso nesta montagem, contanto que a personagem principal fosse feito por um ator/atriz negro (a), para mim tudo bem. Shirley, é quase óbvio, é uma extensão de mim. Muitas coisas que diz sou eu quem digo. Muitas coisas que pensa sou eu quem penso. Muitos desejos que tem eu já tive. Não consigo me enxergar na pele do Outro. O personagem principal para esta montagem tem que ser negro. É e curioso que quando encaramos a possibilidade de substituição – sei lá por quaisquer motivos – do ator Valécio Santos as pessoas dizem sempre: “Não enxergo ela feita por alguém branco.” “Quem faz Shirley tem que ser negra.” Quando dizem isso fico satisfeito, minha negritude não se mostrou panfletaria e aberta na trama, mas ela conseguiu transparecer para o público a ponto de ele se manifestar. Algumas pessoas conseguiam ver minhas referencias negras, outras nem sabiam quem são Steve Biko, Madame Satã, Fanon, mas enxergavam a força de uma NEGRITUDE NATURAL no espetáculo. Geralmente estas pessoas eram negras. Pois, Shirley é negra!
Para além de Transmetropolis, penso a negritude como algo que pode ser evidenciado não somente em cima de palanques, teses de mestrado de 150 páginas, discursos inflados e espetáculos panfletários. Precisamos avançar. Colocar a negritude em um patamar normal! Normalidade que para ser alcançada precisa de muito esforço da nossa parte. Descolonizar nossas cabeças! As ditas minorias, ou maiorias sem representação majoritária em espaços de poder, ainda encontram sua identidade exposta por fatores exóticos. E a destruição do exotismo muitas vezes não se dá a partir de gritos, placas nas mãos, apitos ensurdecedores. Essa negritude eu deixo para quem tem saco de ficar gritando embaixo de sol a pino. Nasci nos anos 80, mas a forma de lutar – na minha opinião – de lá pra cá mudou e muito.
Sou negro. E a minha negritude está na minha essência. Ela não precisa bradar para existir. Pois ela não se oferece como uma carência. Ela é!