terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pelo Direito Negro a Futilidade...



A imagem aí acima não é nova. Faz parte de uma das temporadas do seriado Mulheres Ricas, versão gringa. Você já ouviu falar desse programa, que gerou grande polemica na sua versão brasileira, protagonizado por poderosas peruas - que trabalharam muito para serem ricas ou simplesmente deram o golp... ops deram a sorte de se casar com um homem velho e rico que as possibilitavam ter enorme conforto em nome do amor... O seriado foi bombardeado e adorado justamente por mostrar algo que todos já suspeitavam. Para além dos flashs e holofotes, a vida íntima da aristocracia brasileira e da alta burguesia (sim ela pode ser dividida em castas) é de uma futilidade absurda. Não muito diferente da vida dos pobres e oprimidos, que também tem seus momentos de futilidade... Substituindo cervejas, por bebidas das mais caras do mundo, bijuterias por joias e carros populares por jatinhos, o programa fez bastante sucesso e foi responsável por  - pelo menos durante 15 minutos - tirar do limbo a TV Bandeirantes.
Milagres a parte, o programa Mulheres Ricas em sua versão norte americana, teve uma de suas versões com mulheres negras. Vi alguns videos da "trama" real do seriado e estão lá todos os ingredientes para o sucesso de um grande reality show: barracos, intrigas, vida e segredos familiares expostos, micos horrendos, opiniões pitorescas sobre a pobreza. E no caso desse reality mais precisamente, dinheiro gastado a torto e a direita com coisas que muita gente pensa que nem existe, vaidade, luxuria, glamour, soberba, penteados carissímos, breguice disfarçado de luxo, jatinhos, carros importados, joias, lexotan etc...
O programa foi acusado pelos puritanos liberais frustrados de plantão por justamente idolatrar a futilidade, o gasta gasta de dinheiro a toa e mais uma vez dar valor a vida aristocrata como modelo a ser seguido. Eu encarava aquilo como comédia das boas. E quem não trabalhava era alvo principal das minhas chacotas. Como não rir de Narcisa e suas loucuras? De seu namorado de sorriso amarelo por conta dos micos que ela fazia ele passar para todo o Brasil ver? Ai que loucura!!! E Val minha gente?  O que era toda aquela ostentação; não como de tal forma, só vou a festa se servir tal coisa, não compro carro e sim jatinhos para ir a Paris... A tv sempre riu da cara dos pobres e pela primeira vez tinhamos a possibilidade de encarar algo diferente. Muito diferente. Eram os ricos ostentando, numa tentativa de mostrar o que pensam que são, mas o que se tornaram realmente é tão engraçado a ponto de ser ridículo.
E ai neste mundo virtual de meu Deus, encontro o mesmo seriado, versão norte americana, com tudo aquilo que o brasileiro tinha, só que adaptado...
"Não sei como você via esse tipo de coisa", me acusou um. Eu vejo tudo. Mentira. Vejo tudo o que me interessa, independente de quem vá gostar ou não. Mas o reality gringo com sua protagonistas negras me interessou justamente, pois evidenciou que Nossa Senhora da Futilidade roga por todos nós. E NÓS negros estamos também neste rastro...
Existe no meio negro - assim como todo meio social de grupos que são marginalizados pela sociedade - uma forte pressão junto a seus individuos para que sejam modelos a serem seguidos, na estética, no combate ao racismo, nos estudos, no trabalho. Sei disso com exatidão, pois vivi neste meio, de vários movimentos negros, quando estava na universidade. Às vezes você não faz por que gosta e sim pela obrigação da "negritude engajada". Se vc não fizer, vai ser rechaçado.
Este texto não é, caro leitor, mais uma acusação aos movimentos negros ou a suas entidades (pois tenho mais o que fazer e devo muito que sou ao conhecimento que aprendi neles), mas à forma como a negritude é constituida em muitos espaços. A perfeição deve ser seguida, regras extremamente calculadas para serem invisíveis, o velho embate do novo contra a velha geração etc.
Rebatem vários estereotipos, mas acabam construindo outros. Um dos exemplos que mais me incomodava era o protagonizado por mulheres negras, o mito da guerreira. Mulher pobre, cheia de filhos pra criar, muitas vezes nos empregos dos mais sofriveis, geralmente sem marido ou acompanhada de um projeto de homem para chamar de seu. Mesmo com todas as dificuldades da vida, essa mulher lutava dia e noite, sem cansar, cuidava dos filhos, encontrava tempo para fazer mil e uma coisas... não parava... não parava.... não...
Esse mulher existe? Sim, existem muitas mulheres por ai - em sua maioria negras - que fazem este tipo de coisa. Mas elas não choram? Elas não reclamam, elas nunca desistem, elas nunca abandonam, nunca fracassam? Sim! Afinal de contas o fracasso faz parte do ser humano, mas os movimentos sociais em geral não assumem este lado. Justamente por que ele trabalha com o coletivo. Não pensa sua filosofia para um e sim para muitos. Se não, não seriam movimentos sociais. Além disso, movimentos socias já se dão conta, dia após dia, com o fracasso de seus sujeitoS perante a sociedade que o discrimina. O drama do gay perante a sociedade heteronormativa, drama da mulher com o machismo, do negro contra o racismo. Fora quando esse ser carrega em si indentidades multiplas e subalternas. São forças coletivas. Mas e o indivíduo? Fica como?
No final do curso universitário acabei pensando para além da coletividade. Muitas vezes não me via nas identidades construidas pelos meus "irmãos" negros. Inúmeras vezes. Da labuta com a cultura negra, aquilo que voce gosta, o que não gosta, a forma como se enxerga o candomblé, maneira de levar sua sexualidade, a construção da estética. Essa forma exemplar e obrigatória de ser negro me aproximava da verdadeira raiz da mesma forma como a sociedade racista queria que eu fosse bem resolvido...
Os movimentos negros não tem obrigação de focar no ser. É a sociologia, a antropologia quem dá voz. Mesmo esta ultima que centra nos estudos do homem, na verdade é interpretada para além dele. Encontrei esse refúgio que precisava na literatura e no teatro. A psicologia também me salvou. Novas fontes de estudo dão caminhos diferentes para identificar nossos problemas e alegrias... Falo de psicologia, não que precissasse de terapia rs, mas por que muitas vezes a psicologia é individual, centrada em você. É o seu drama, sua alegria que está ali ni divã.
Você deve estar pensando que o trem do assunto principal descarrilhou de vez. Não, tudo faz parte de uma só coisa. Se tenho meu fracasso como individuo, minha forma de sucumbir reconhecida e não barrada em nome da perfeição, do exemplo como se deve agir... Então também tenho o direito de ser fútil ora bolas! De largar os livros pra cima, de ligar o you tube no video mais escroto possivel, de não querer estar sempre em lugares engajados, de sair e não ligar para os problemas do mundo. Pois minha identidade também é feita de momentos podres. Ou essas facetas podem até não serem podres, so são um outro lado meu...
O programa Mulheres Ricas versão gringa é justamente assim. Protagonizado por negros, mas sem compromisso algum. Que exemplo elas dão pelo amor de Deus? Ensinam o que? São bregas, gastam muito, ostentam mesmo, xingam, brigam. Sem culpa, ainda por cima. Existem negros que são assim e outros que não.
Viva a diversidade neste nosso microcosmo!!!

sábado, 20 de outubro de 2012

APERTE O PLAY... Zouk Look! Fall In Love (Êta povo bonito rsrs)

Esse povo das Antilhas Francesas sei não viu... ótimos em fazer ótimos zouks. Este grupo o Zouk Look está na estrada desde meados da década de 90 e de lá para cá fez seis albuns. Descobri eles neste instante, vasculhando novas musicas de zouk aqui no pc. Se acompanha o blog sabe o quanto o dono dele gosta desta música de origem africana. Boa música africana aliás!!! As músicas do grupo são simples, muitas em ingles e seus cantores - duas mulheres e dois homens - são lindos! São na verdade dois homens que nos últimos trabalhos reslveram colocar duas backs no cast. Aliás vão ser bonitos assim na África rsrs



domingo, 14 de outubro de 2012

APERTE O PLAY!!! - NICHOLS - Love Gangster

Milagre na terra, ou o sinal dos tempos... Nichols fez um clip INTEIRO com camisa!!!!! Em seu novo clip, o cantor resolveu dar uma de comportado. Pois então, tudo aquilo que eu pensava saber sobre este bombadão tirado a sedutor foi por água abaixo. Claro, as mulheres em trajes mínimos e as insinuações de sexo em meio a canção falando sobre o "amor" continuam lá... Dessa vez o negócio é diferente mesmo, o clip é bem simples até, considerando o exagero proóprio do cantor. Mas o importante é que a música continua boa pra relaxar e dançar agarradinho como só Nichols sabe fazer. O curioso, o video foi lançado este ano, mas a faixa é do seu último cd de 2011, Undisputed. Abaixo segue o clip do bombadão cantor dando uma de bom moço e se contendo sem mostrar seus músculos...



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

NOVOS PROJETOS PARA QUERIDAS ESTRELAS


 Ontem postei o trailer de uma das produções mais esperadas este ano, sobre a vida da espoSa de Nelson Mandela, Winne com Jennifer Hudson no papel principal e claro cantando a canção principal do filme. Hoje chego também com projetos de dois queridinhos do cinema norte americano. Denzel Washington, com prestígio internacional, diversos prêmios no bolso e talento mais que reconhecido por critica e público. Denzel chega aos cinemas este ano com O Vôo filme dirigido por Robert Zemeckis - de Forrest Gump, A Morte Lhe Cai Bem e Reveleção. No filme, o ator vive um piloto de avião que ao salvar centenas de passageiros durante uma aterrissagem arriscada, é saudado como herói. Uma investigação revela que o sujeito sofre de alcoolismo e a situação do piloto se inverte. De queridinho da nação ele é acusado de vários crimes e pode pegar prisão perpétua. Pelo trailer vê-se o traço característico do diretor, efeitos especiais incríveis misturados a uma história meio fantasia meio realidade conduzidos de forma fabulosa.
Alex Cross (titulo em ingles) ou A Sombra do Inimigo (titulo do filme aqui) traz Telly Perry no primeiro papel da sua carreira que pode fazer dele alguém fora dos EUA. Em seu país de origem Telly é o queridinho da comunidade negra norte americana, principalmente negros de classe média protestantes, mas fora dos EUA suas produções ainda não ganharam o grande público. Também tem uma vida muito mais intensa como diretor e produtor que como ator. O filme é o primeiro de uma nova trilogia com os casos do detetive, digo nova, pois este personagem já foi feito anos atrás por nada mais que Morgam Freeman em Beijos Que Matam e Na Teia da Aranha. Dirigido por Rob Cohen (Velozes e Furiosos), A Sombra do Inimigo conta a história do detetive/psicólogo Alex Cross (Tyler Perry) no seu maior desafio na figura do cruel Michael "The Butcher" Sullivan (Matthew Fox). À medida que Cross investiga seus tenebrosos assassinatos, Sullivan decide enviar uma sangrenta mensagem ao policial. Dominado pela raiva, Cross jura caçar o criminoso nem que seja a última coisa que ele faça em sua vida. No entanto, Sullivan continua a provocar seu inimigo, forçando-o perigosamente em seus limites como homem da lei e também como pai. E enquanto se aproxima de seu alvo. Cross descobre evidências que apontam para o inimaginável -- uma revelação que pode mudar tudo.
Como era de se esperar para um filme dirigido por Rob, muita ação e o suspense garantido pela trama extraida dos romances. Claro que cenas originais foram feitas para dar um up ao filme, deixando a pelicula com um tom especial diferente dos livros.
Agora é esperar para ver estes dois filmes que estreiam em breve nos cinemas brasileiros e estadunidenses.
A Sombra do Inimigo - Alex Cross estréia em 26 de outubro no Brasil
O Vôo - 2 de novembro de 2012 mundialmente

Trailer de O VÔO




 Trailer de A SOMBRA DO INIMIGO

terça-feira, 25 de setembro de 2012

APERTE O PLAY: WINNIE


Disponível o trailer do filme que conta a historia da mulher de Nelson Mandela. No papel principal está a cantora e atriz Jennifer Hudson. Pelo visto Sra Hudson repetirá os elogios. Em seu primeiro filme, Dreamgirls, a atriz iniciante na época acabou, mesmo cercada por estrelas, chamando atenção mais do que os outros atores. Além de elogios, recebeu prêmios pela maravilhosa atuação. O que pode acontecer novamente nesta produção, junção entre Eua e África do Sul. Sabemos todos que um trailer resume os melhores momentos de um filme para vender BEM o mesmo, mas me parece que Jennifer tem várias chances de provar seu talento em cena.
O filme é baseado no livro "Winnie Mandela: A Life", escrito por Anne Marie du Preez Bezdrob e a história centra-se na luta da ativista sul-africana contra a discriminação racial ao lado de seu marido, que será interpretado por Terrence Howard.
Em entrevista à revista Variety, quando se tornou público que iria interpretar Winnis Mandela, Jennifer Hudson revelou te ficado emocionada. "A Winnie é uma mulher complexa e extraordinária. Foi uma honra enorme ter sido escolhida para interpretá-la. Esta é uma aula de História que tem de ser dada ao mundo", confessou.
Jennifer Hudson como de costume vai também cantar o tema musical do filme.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

APERTE O PLAY: Don Omar - Danza Kuduro ft. Lucenzo

Sem palavras rsrsrs o original é BEM melhor!!!!!!!!!!!
Sim, você ouve esta música todo dia, na versão brasileira é claro. Mas gostei também da versão original e o clip é bem melhor. Don Omar começou sua carreira em 2002, ganhou o Billboard Latin para “Álbum Reggaeton do Ano” para “King of Kings”, mas foi com a trilha de Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio que começou a ganhar mais notoriedade. Repetiram o casamento com a franquia dos carros loucos em Velozes e Furiosos 4 onde tiveram duas músicas na trilha e mais recentemente ganharam mais evidência no quinto longa da mesma série. Ou seja, viraram figura cativa e com certeza estarão no sexto longa da cine série. O clima machão alfa dos rapazes faz bem a cara da franquia com Vin Diesel.



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Imagem da Semana: Denzel Washington estampa capa da GQ americana de Outubro


O que esperar de Denzel Washington? Simplesmente o melhor. Ator, diretor e produtor de mão cheia, além de estampar a capa da GQ norte americana do mês de Outubro rende-se aos clicks de Nathaniel Goldberg e concede entrevista ao editor da revista Michael Hainey. Na entrevista Denzel fala sobre familia, religião, presidencia dos EUA, atuar, idolos, entre outras coisas. A revista só chega as bancas - olha o banho de água fria: em 25 de Setembro nos EUA!!! - mas as fotos estão disponíveis na net para você ver. O ator continua com seu sorriso vasto e marcante e passa um depoimento para os negros norte americanos, que também serve para os negros de outros lugares, por que não?...

 “Tenham responsabilidade. Olhem no espelho e diga, ‘O que posso fazer de melhor?’. Quaisquer que sejam as suas escolhas, as faça da melhor maneira. Vocês têm um presidente afroamericano. Vocês são capazes. Mas tenham responsabilidade”. 






terça-feira, 18 de setembro de 2012

APERTE O PLAY: A voz de uma pequena grande Estrela!!!!

Talento. Acredito que a gente nasce sim com ele, mas se não for estimulado cai por terra! Essa daqui nasceu com o gogó virado pra lua. Veja os videos com Aliyah e espere em breve uma maravilhosa cantora. Voz de criança sim, mas a vibração de mulher feita. Adorei. Fora que respeita as marcações do diretor, faz tudo no momento certo e de forma profissional. O legado de cantoras como Beyonce e Jennifer Hudson está salvo com esta pequena notável.






domingo, 12 de agosto de 2012

Beleza é Fundamental!

Você caro leitor (a) sente-se não representado pela mídia, por não aparecer em comerciais de produtos de marcas famosoas em todo planeta? Sente-se rechaçado por só aparecer em horário politico em ano de eleição? De somente esses candidatos de merda ligarem para sua existência quando etão efetivamente precisando do seu voto? Não se vê nas novelas, nos comerciais de produtos de beleza, nas campanhas das grandes redes de departamento? Seus problemas acabaram!
Onde SE encontrar? No You Tube! rs É isso mesmo, no you tube, esse canalzinho que fez tanta gente da gente virar gente famosa, celebridade da noite para o dia e... para nossa alegria, existem meninas (os) que compartilham suas experiências neste canalzinho tão usado por muitos de nós.
No You Tube pretos e pretas compartilham experiencias com videos falando sobre os melhores (e os piores) produtos de beleza, como fazer um torso, bonito, a melhor maquiagem para seu tom de pele negra, dentre outras coisas. Pode não ter a qualidade de um video global, mas vale (e muito) a iniciativa de uma, digamos, mídia própria para valorização de um coletivo. As pessoas se mostram aqui, não somente para aparecer, mas para compartilhar de uma vivência que não é vista na grande mídia.
Só acho que os meninos deveriam postar também vídeos... A maioria esmagadora são de meninas super vaidosas que compartilham tudo, desde as marcas (e o diferencial entre elas), preço, praticidade, qualidade dos produtos, livros e sites sobre beleza e tudo quanto é coisa que se pode divulgar pela net.
E sim, acho que beleza é um dos pilares para o ser humano se sentir bem. É legal vestir algo que caiba bem em seu corpo, manter seu cabelo lindo, grande, black, encaracolado, rasta etc, sua pele limpa com um produto que não a enmbranqueça com o tempo... Se olhar no espelho e ficar satisfeito com o que vê, sem nenhuma necessidade de ser o outro é algo maravilhoso. Viva a vaidade!
Abaixo segue um dos videos do Beleza Preta, no you tube existem uma infinidade deles. Divirta-se! rs


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sim... Eu sumi!...


Nos últimos dias algo tem impedido (e muito) de novas postagens surgirem aqui no Película Negra. Na verdade a segunda montagem da minha Cia. a SouDessa Cia de Teatro.  Mais precisamente a leitura dramática do texto dessa próxima montagem: CONDENADOS. A leitura acontece em Julho, mais precisamente no dia 26 desse mês, no Cine Teatro Solar Boa Vista em Brotas e a estreia no mês de Setembro...
Só a leitura tem me tomado um bom tempo de muita coisa. Fazer uma leitura dramática não é tão simples. Aliás, pode ser simples até, depende de como o diretor conduz a parafernália, mas eu sinceramente não gosto disso. Por isso, dá-lhe revisão de texto, e projeta luz e trabalha a retórica dos atores e faz reunião disso e daquilo... Imagina quando for a montagem MESMO?!
Com “Condenados” a Cia convida o público a uma nova reflexão: discutir crimes homofobicos a partir de um ponto de vista diferente: o de quem pratica agressão. O que motiva às pessoas a violência? O ato violento é uma lição, um castigo, um ato premeditado ou motivado pelo desespero? E a vitima pode ser em algum momento algoz? A homofobia atinge somente a comunidade homossexual ou toda a sociedade? Através dos estudos formulados pelo psiquiatra e escritor antilhano Frantz Fanon, sobre descolonização e psicopatologia da descolonização, o espetáculo adentra pelo universo das violências: a física, a verbal, a psicológica...
Minhas referencias negras estão lá, no seu lugar de sempre, mas agora uso de meu povo para falar sobre homofobia! Alice Walker, Malcolm X, Luther King e o já citado Frantz Fanon... A montagem, com texto e direção minhas e traz no elenco os atores Beto Cerqueira (Diferentes) e Marcus Sousant (Édipo Rei / Cortex) interpretando vários personagens, vitimas e algozes de uma chacina homofobica ocorrida na capital baiana.
Se interessou, apareça lá no Solar Boa Vista dia 26. A leitura Dramática é gratuita.

terça-feira, 19 de junho de 2012

TREME... UM album para...


ESQUECER A MPB... Gaby Amarantos é a nova queridinha da musica no Brasil. Tem reportagem dela em tudo quanto é revista, está estourada na radio por conta da musica na abertura da novela das sete, estourada também na internet por conta do clip Xirley, participa de tudo quanto é programa da maior emissora do país. O por que? Ah! Tem um monte de motivos: 1º. A MPB há anos não produz algo que preste e seus velhos mestres apelam para “inovações” que de nada acrescentam a nova musica produzida no Brasil. 2º. Há anos também, a classe C ganhou evidencia, pois agora podem comprar tudo que pensa e neste rastro sua cultura – antigamente chamada de subcultura – agora ganha os holofotes. 3º. A ultima cantora que fez sucesso elevando status de musica de rua foi Daniela Mercury quando colocou o samba reggae para todo brasileiro ouvir com o disco O Canto da Cidade no começo da década de 90. Ou seja, diva popular no Brasil? Cri cri cri... 4º. Agora é chic ser brega, nem que seja por uma noite, não só pelo crescimento da classe C, mas também os alternativos de plantão se jogam na vibe periférica. 5º A cultura das periferias e dos subúrbios brasileiros é que fazem a diferença. Observe que as elites se parecem mesmo separadas geograficamente, não há muita diferença entre Pituba, Jardins e Copacabana. Rico gosta das mesmas coisas, mesmos moveis, música, mesma cultura a anos... Mas há diferenças estapafúrdias entre Cidade de Deus e Paripe, por exemplo. 6º. O discurso de Gaby é diferencial, ela é brega, mas é política, ela é negra e se assume negra, tem ótima voz, mas não destrambelhou a colocar rosa na cabeça e cantar MPB desafinando... Ela é ela e ponto final. 7º. Gaby vem do Pará, mas não é Joelma, não grita, não se joga no brega solidão fossa, não traz coreografias bizarras inventadas por ela... Por estas e outras, seu mais novo cd Treme, produzido por Luiz Feliz Robatto (o gordinho enfezado do Ídolos, produtor do Skank dentre outros) é um dos melhores CDs a venda ( ou para baixar tanto faz...) nos últimos meses.
O cd começa com Xirley, faixa que gruda como chiclete, letra repetida quatro vezes, mas é tão gostosa de ouvir e seu som, essa batida importada do Pará é tão boa que não tem como passar despercebida. Logo depois, Ela Tá Beba Doida chega com letra simples (!), mas com a aparelhagem fervendo. Ótima para balançar uma festa. A terceira faixa voce já conhece, Ex My Love está na boca de tudo quanto é tipo de gente neste Brasil Guaranil por conta da novela Cheias de Charme. Com Merengue Latino o cd fica meio confuso na minha opinião, uma lambada pós moderna não tem muito haver, apesar que a letra é boazinha. A qualidade sobe novamente com o dueto com Fernanda Takai – Pimenta com Sal – maravilhosa, sensual. A voz potente de Gaby contrasta com o doce de Fernanda. Muito bom. A classe do cd continua com as ótimas Gemendo, Vem Me Amar e desce novamente com Galera da Laje, parece discurso disfarçado de música; “Sou da periferia!!!”, fora que o som é muito ruim. Com Ela Tá no Ar, o trabalho de Gaby ganha novo fôlego, mas desce novamente com Mestiça. Musica feita pelo desejo brasileiro de se orgulhar dessa mistura de 40 milhões de raças, aquele bla bla bla insuportável e piegas de sempre. Na seguinte faixa, Gaby consegue elevar o status de Zezé di Camargo com Coração Está em Pedaços, já conhecida pelo público, mas totalmente repaginada e linda! Já Chuva, com letra de Thalma de Freitas e Iara Rennó é de uma sutileza, conquista voce aos poucos e domina de vez. Eira e Faz Um T, com letra da própria Gaby (assim como Gemendo e Ela Tá no Ar), fecham o cd com chave de ouro, a primeira puro tecno brega a outra uma mistura do brega com o carimbó.
Gaby Amarantos vem conquistando a cena musical brasileira, com seu visual de trava pisca pisca pós contemporânea, seu engajamento político (política entenda em posicionar-se, saber dizer não, se diferenciar, veja entrevista no De Frente Com Gaby disposta na net, ela fala melhor que muita diva por aí...), seu sorriso sempre largo. Conquista todas as classes, todas as cores, mas não se deslumbra... Não esquece suas raízes. Como escreveu um critico, lá Mercury no inicio da década de 90 espalhou um ritmo de rua para todo Brasil, samba reggae, cultura negra, mas atuava somente como cantora, pois não pertencia totalmente a cultura que reverberava. Já Gaby, espalha a periferia e vem de lá, fala sobre negritude no seu discurso e é negra e linda e canta muito bem. Para voce isso pode não ser importante, mas para mim isso tem um significado inigualável. Uma das poucas vezes que um artista negro faz sucesso com a sua cultura aqui no Brasil. Sucesso mesmo! Não pela metade... Treme vale a pena!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

A Jogada Certa


Para produzir um filme desses, do tipo despretensioso aqui no Brasil, o nosso cinema terá que avançar anos luz. Primeiro, perder essa culpa de fazer cinema comercial, deixar de querer fazer filme conceito, que gere burburinho em festival, mas que muitas vezes o grande público acha tudo muito chato e tudo bom pra manter distancia. Dizem, pois o publico brasileiro se acostumou com as porqueiras norte americanas. Não é exatamente isso, por que muito produto norte americano não faz sucesso aqui. É por que muita coisa produzida lá fora é boa então o publico vai lá e consome. E cinema é uma arte como outra qualquer, também pode (e deve!) ser feita única e exclusivamente para diversão.
Segundo que o cinema brasileiro deve pensar a negritude do nosso país de outra forma que não seja a negritude marginal ou a negritude vitimizada. E uma grande parcela de nossos cineastas não conseguem pensar a negritude além disso. Basta ver a maioria dos filmes onde o negro é o centro da trama (!!??), como a negritude é posta em película. Muitas vezes é de doer!
Terceiro, independente da visão, o cinema brasileiro tem que deixar de ser racista. E tá na moda hoje ser racista sem ser. Apelar para mil e uma desculpas e dizer que nada do que esta sendo feito, mesmo com participação nula muitas vezes de elencos negros em papéis que prestem, é racista! Voce comete o ato e voce mesmo diz que não esta sendo racista. Advogado do diabo tem aos montes no mundo das artes.
Por estas e outras questões, um filme como Jogada Certa demorará (sim eu acredito que um dia...) de ser produzido aqui no Brasil. Infelizmente, pois se tem uma coisa que o cinema comercial aqui no Brasil sabe fazer é comédia romântica ou filme romântico!!! E este é um dos bons. Bom apenas, nada de surpreendente não, mas ótimo dentro do mundinho que lhe cabe. Está tudo no seu lugar. Protagonistas fofos, uma vilâ que não é bem uma vilã, coadjuvantes fada madrinha e padrinhos. Todo mundo muito bonito, homens e mulheres, bem arrumados, fotografia correta para deixar até maçã podre linda de morrer! As locações lindas até os lugares pobres são bonitos. O roteiro? Sim o roteiro é quadradinho e funciona que é uma beleza, . E segue a nova cartilha de não entregar tudo conforme o figurino, provocar uma revolta aqui, uma torcida acolá... Filme de romance ué!

O filme conta a história de Leslie Wright (Queen Latifah) é uma fisioterapeuta que não consegue namorar, já que os homens sempre a vêem como uma boa amiga. Fã de basquete, um dia ela tem como cliente um grande astro do esporte, Scott McKnight (Common). Ela passa a tratá-lo em tempo integral, iniciando um procedimento visando seu retorno às quadras, algo que muitos duvidam que vá acontecer. No meio deste processo, os dois percebem que há algo mais entre eles além do relacionamento entre médico e paciente.
Queen em um papel feito para ela, o rapper Cammon também a vontade como galã. O elenco coadjuvante também lindo. O que voce quer mais como espectador? Curtir seu belo filme no sofá não é mesmo? já que o cinema nacional não aposta em filmes comerciais, quanto mais em um filme com elenco negro comercial, consuma os produtos norte americanos. Eu geralmente já abri minha cabeça para este tipo de coisa: quando quero me ver na tela, apelo para os estadunidenses. É uma saída, já que o nosso cinema não anda para frente em certas questões...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

APERTE O PLAY!!! Marysa feat Nichols - VINI

Dois deuses da zouk music! Marysa, que sou fã e falei por aqui com seu cd SENSUAL e o cantor Nichols, desta vez comportadinho, sem tirar a camisa, sem insinuações de sexo com ninguém... Esta musica está no cd SENSUAL da cantora, o clip é velho, mas a maioria das pessoas aqui no Brasil ainda não se renderam ao zouk, então vale a pena postar. Se você acompanha o PELICULA NEGRA sabe o quanto gosto de zouk, então... De quebra, aula de zouk com os dançarinos mostrados na festa. E o clip é lindo! Vale a pena ver!!!


sexta-feira, 25 de maio de 2012

O MELHOR E O PIOR DE... Will Smith

Na semana de estréia de MIB 3, nada melhor que seu principal astro para esta postagem.


O MELHOR: EU SOU A LENDA. Como carregar um filme inteiro nas costas e praticamente sozinho?... A resposta está no carisma do ator, que o diretor não foi besta e soube aproveitar direito em toda metragem do filme. Will está em ótima forma, extremamente concentrado, bonito e faz aqui o que sabe fazer melhor, salvar o mundo. Este filme está dentro de uma leva de bons filmes que Will vinha fazendo ano após ano. Digo que é dificil a tarefa de escolher o melhor de Smith, pois a maioria dos filmes dele são bons. E ele não é homem somente de atuar não. Produz a carreira dos filhos, vai na contramão com a carreira de cantor, é produtor de filmes que passa longe como ator e de suas próprias séries de TV. Não é a toa que tem o titulo de un dos maiores atores de Hollywood, um dos mais lucrativos e o mais quisto pelo público. Da-lhe negão!




O PIOR: AS LOUCAS AVENTURAS DE JAMES WEST. Recenemtente até o próprio ator confessou que este é o ponto morto de sua carreira. Feito no primeiro auge de Smith durante a decada de 90, pós o sucesso de OS BAD BOYS e INDEPENDENCE DAY, esta vitamina de banana mal feita, faroeste + ficção cientifica + filme de ação de 5º categoria, foi um fracasso merecido. A unica coisa que se salva no meio de tanta meleira é a trilha sonora do próprio Smith que por ter feito a trilha de Man in Black (muito sucesso obrigado!) se arriscou novamente no gogó nesta produção aqui. Lembro até hoje o acontecimento da apresentação do astro em um premio da MTV. Pena que o filme não chega aos pés da pressão feita na sua epoca de lançamento. Notícia boa? Trata-se de um dos poucos exemplares de Will com trabalho ruim em anos de carreira.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Desde Que o Samba é Samba de Paulo Lins.


Infelizmente é inevitável não pensar em CIDADE DE DEUS quando se lê este DESDE QUE O SAMBA É SAMBA do renomado/concorrido/super cultuado Paulo Lins. Até o caminho da compra do livro, seu livro antigo que virou filme (um dos maiores sucessos de bilheteria nacional) faz questão de ser lembrado. Na prateleira da livraria olha Cidade de Deus pegando no seu pé das mais diferentes formas: edição antiga, edição de luxo pós sucesso do filme, edição de comemoração de tantos anos de lançamento com textos adicionais de fulano e beltrano...
Aí voce senta a bunda no sofá e começa a ler este novo livro de Paulo Lins. Um dos poucos escritores negros de sucesso aqui no Brasil. Meu objetivo na livraria nem era comprar um livro dele, mas algum livro falando sobre negritude que não fosse de tema sofrido. Se quisesse isso (JESUS!) tinha demais – curioso é o numero de escritores brancos que sabem ver um mundo sombrio dentro da negritude, mas isso é assunto para outra postagem... – mas um livro com personagem negro, protagonista, leve, nossa como é difícil conseguir...
Ate que me veio à cabeça Paulo Lins. E resolvi apostar. O livro dele estava ali, pedindo para ser comprado. Comprei! Acabei devorando ele em pouco mais de uma semana. Resultado? Um livro bom! Um protagnista marcante, humano (defeitos e qualidades que fazem ele se aproximar demais da gente...), um símbolo sexual feminino com certeza reconhecido daqui a muitos anos e mais uma vez fatos históricos maravilhosamente arquitetados junto à ficção.
Por que é um livro bom? Por que o livro começa de forma magistral, mas acaba de forma “qualquer coisa”. Qualquer coisa mesmo!!! Mas vale a leitura e uma boa leitura. O livro não é daqueles que te faz ficar ansioso pela próxima folha, ou adiar seu fechamento, já que te mantém grudado nele... Não. Este te seduz aos poucos, vai revelando o povo, as ruas do Rio de Janeiro, o samba tomando forma, o politicamente incorreto do mundo dos cafetões, a putaria das prostitutas que gostam do perigo, a putaria do povo politicamente correto que diz não fazer, mas não consegue viver sem uma boa sacanagem e a homossexualidade de alguns personagens (históricos ou não), tudo aos pedacinhos. Em um mundo que até a literatura atual mais se parece com textos de um blog curto, fazer escrever literatura que nãos e parece com roteiro de cinema é um desafio.
Desde Que o Samba é Samba fala sobre justamente o mundo do ritimo que transformou o Rio de Janeiro. O samba carioca e seu lugar e personagens de nascimento. Gente famosa e inventada, tudo junto e misturado. Vemos um Brasil, pós abolição, com mudanças históricas revolucionárias. É neste Brasil, mais precisamente no mundo das putas e cafetões, que o samba vai encontrar achego. Também o livro dá lugar merecido ao povo de santo (Ubanda e Candomblé), que em seus centros e terreiros este ritimo cresceu e viveu por muitos anos. Neste cenário Lins dá vida ao triângulo amoroso Brancura, Vladirene e Sodré.
Brancura é um protagonista marcante. Negro, alto, forte, terno muitas vezes impecável, politicamente incorreto, safado, puto, sem vergonha, trabalhador, humano, macho alfa, doido por uma confusão, desafiador dos fundamentos de Exu... Eis um personagem negro incrivelmente RICO! Em todos os sentidos. Só lendo para entender seu desenvolvimento, sua tentativa de sair do mundo da zona e suas justificativas quando descobre que aquele mundo é seu de verdade. Fora que Lins acabou escrevendo uma lenda!
Já Valdirene é um símbolo sexual de proporções gigantescas. Além disso, é uma mulher guerreira, força inigualável, safada como toda mulher puta tem que ser. Sua garra lembrou muito Rita Baiana de O Cortiço. Mas ela é ela rsrs! Escrita como uma mulher que consegue amarrar qualquer tipo de homem. Ela consegue fazer com que um personagem largue as surubas masculinas para ficar no aconchego de sua vagina! Isso é que é mulher! Outra personagem politicamente incorreta no texto de Lins.
O escritor Paulo Lins
O escritor Paulo Lins
Aliás, negros e brancos, putas e beatas, cafetões e funcionários públicos, sambistas e cantores burgueses, ninguém presta realmente neste enredo. O “não presta” significa descarado, que na primeira oportunidade da rasteira em ótario. Os únicos dentro da trama que tem algum respeito é o povo de Santo e olhe lá... Por falar neles, gostei da forma como Lins da voz aos Exus, caboclos, pomba giras  e deixam os Orixás “quietos” nesta trama. Eles fazem a comunicação direta com o humano, são eles que chegam e falam com as pessoas, dão conselhos e guarda a vida.
A homossexualidade está presente e é um capitulo a parte. O personagem Sodré, um descendente de portugueses, um idiota de quinta categoria, que tem um relacionamento pífio com a família, não quer saber de trabalho, vagabundo nato, é um caso a parte. Ele começa a tomar jeito de gente logo quando começa a... comer e dar o cu adoiado pro vizinho e fumar maconha!!!!! Acho que foi o mais louco desenvolvimento de personagem que vi na minha vida. Só neste aspecto da para ver que Desde que o Samba é Samba não é um livro qualquer...
E o vai e vem no tempo que Lins sabe fazer tão bem está aqui neste exemplar também.  Então espere por uma historia com inicio meio e fim bonitinhos, mas como outros inícios meios e fins pelo livro, tudo muito bem explicadinho e gostoso de ler. No final, Desde Que o Samba é Samba é um bom livro, nada de obra prima, pois no final o livro parece que foi apressado, tipo o editor botando pressão por conta do prazo no final de processo e por conta disso, o autor se meteu a escrever qualquer coisa. É uma visão de um leitor que esperava mais de uma trama tão gostosa de ler.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Gays negros e... enrustidos!...

Zapenado (!!!!!!!) na net, encontrei um blog sobre os afazeres da comunidade negra homossexual norte americana. Traduzindo um pouco dali, decrifando girias de lá, acabo me esbarrando com uma série de 2005 chamada As Crônicas de DL. Ela teve mais de uma temporada e fez bastante barulho na sua época de lançamento, tudo por conta de sua história; sobre homens que por consequência ou opção mantém estilos de vida sexualmente duplos e secretos. Se identificam como héteros, se casam com mulheres até, mas secretamente se envolvem com homens.

Achei de uma genialidade incrivel a idéia. Falar de homosexualidade enrustida não deve ser coisa fácil, mas os produtores resolveram levar a série com este tema polêmico. Aliar isso à negritude? Genialidade dobrada. No You tube tem a série toda (eu acho)! Mas em inglês!!!!!!!

Um amigo acabou postando no face que possuia a série com legendas, mas acabou perdendo... Pois então, versão legendada existe. Quem possuir essa versão por favor/encarecidamente/pelo amor de Deus (!!!) post aqui por comentário. Agradeço e muito a ajuda!

Link para a série em ingles no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=jL1Q1PMBDEg

terça-feira, 8 de maio de 2012

Para os infernos com o politicamente correto!!!!


Voce já deve ter participado de um fenômeno desses: Assunto vai, assunto vem, do nada surge o tópico preconceito que pula para o capítulo racismo em dois tempos e daqui pra ali, o sujeito que estava falando sobre preconceito abre o bojo e expõe seus conceitos (geralmente contra) sobre o sistema de cotas raciais no Brasil. Pronto! Polemica! Confusão! Gritaria! Argumentos pra lá, conceitos de origem/raça/mestiçagem tudo misturado, a velha noção que no Brasil todo mundo é todo mundo, nosso país na verdade é uma grande vitamina de banana... No final, ninguém chegou a lugar algum que realmente vá mudar a nação, mas em um ponto a conversa com certeza andou: inimizade dos envolvidos
O nervosismo é geral quando se fala de racismo. Uma parte daqueles que estão envolvidos na conversa sempre acham os negros politicamente coretos demais, chatos, complexados, nervosinhos, radicais, doentes. E a outra fica, geralmente, tentando convencer o outro que está certo, ou reconfigurar o outro e tirar o racismo presente nele. Um fator importante presente nessas conversas é quando não se tem argumento contra os argumentos a favor das cotas, começa uma chacota/humilhação dos contextos de quem é a favor. Daí para o nervosismo é um pulo.
E ai me vem a pergunta: Por que o stress?
Aprendi com os anos, que é contraproducente argumentar de forma civilizada com quem se acha o dono da razão. Com que objetivo mesmo? Só para VOCE ficar nervoso, não é mesmo? Os movimentos negros neste país estão cheios de militantes que por conta do politicamente correto, do uso adequado das leis, acabam entrando em embates ideológicos e saem muitas vezes machucados, e estigmatizados como radicais, ruins, nervosinhos, chatos e afastam por conta de um auto controle inexistente a possibilidade de agregar gente ao NOSSO pensamento.
Também aprendi com a arma do outro contra argumentar. Simples assim. Ironia, e chacota, certamente são coisas não ensinadas por mamãe e papai, mas o mundo instrui neste quesito! Então, antes de usarem contra voce que use contra eles. Desenhando para os que não entenderam: o politicamente incorreto faz bem para a pele. Primeiro que a ironia quando objetivada te dá um censo de superioridade, pode até ser passageira, mas é deliciosa!!! Segundo: contra argumentos ditos com sabor de “leve na esportiva” o nervosismo e o racismo pensam duas vezes antes de se manifestar. Voce geralmente nesses casos simplesmente ri, os músculos da face se movimentam e o botox natural é acionado.
Dia esses uma sujeita no ônibus, que eu nunca tinha visto na vida, começa a jogar conversa fora comigo e cai logo no assunto cotas raciais. Ela era contra, negra e dizia a todo momento que não precisou de cotas para entrar na universidade. Emputeci e de forma irônica, falando baixo, calmo joguei o veneno: Voce está fazendo o que para que as cotas acabem? Já que é contra, para voce o sistema é errado. E aí? Faz o que? Só reclama? Só é contra? Só isso? Só?... Ela calou-se. Melhor segundos depois mudou de assunto...
Quando eu deixava meu cabelo crescer e colocava tranças nele, ouvia todo tipo de comentário. Um dia ouvi de uma senhora branca: “Voce lava seu cabelo? Por que Bob Marley não lavava!”. Retruquei: “A senhora conhecia ele? Devia ser intima pra ver Bob não tomando banho...” Depois ela me pediu desculpas pelas besteiras que perguntava. Fui mais venenoso: “Por que as desculpas?” nem ela soube responder o por que. Outro dia estava passando com um colega no Pelourinho, passam duas meninas negras e um homem negro no meio delas. Ele diz: “Olha pra aquilo. Gosto assim, com cara de suburbano, gostoso!” abri meu lindo sorriso e joguei: “Mas ele não é do subúrbio, conheço ele mora na Graça. (cara do sujeito no chão. Sem deixar ele respirar) Por que ele tem cara que mora no subúrbio?”... Vocês não sabem o quanto me diverti nestas e outras ocasiões.
Os brancos no Brasil sabem que são brancos, sabem que a cor da sua pele lhe dá vantagens em uma sociedade racista, mas nunca vão assumir este tipo de coisa. Afinal de contas, o problema é do negro, a questão é negra e não branca... E se eles foram acostumados a rir do nosso cabelo, da nossa cultura, a dizer o que somos o que nao somos, qual é o nosso lugar, o que temos cara e o que não temos. Vou apelar para a ironia, para a chacota. Não tenho mais a idade de ficar no ponto de coitado, de sofredor, tenho o direito de olhar por cima. Às vezes voce chama ate o racista de burro e ele não se dá conta da burrice própria. Como uma conhecida que foi indagada sobre como lavava a suas tranças. Ela: Com shampoo! Outro: Só isso? Ela: Ah!!! E condicionador, né?!... Falava num tom de criança irônica entende? O racista de plantão nem sentiu que estava sendo chamado de idiota.
Repito: o politicamente incorreto faz bem para a pele. Claro que há momentos em que é válido (eu disse VÁLIDO) brigar e gritar. Mas existem momentos que a velha e boa ironia deve ser usada, sem culpas. Para o seu próprio bem. O sorriso que voce vai abrir caro leitor, é negro!!!!!!!!!!!! Rsrsrs. Entenda a frase anterior da forma como quiser...