quinta-feira, 19 de maio de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM...Medea's Big Happy Family?

Mesmo com 50 milhoes na bilheteria
o filme não tem lançamento garantido
nos cinemas no Brasil.
Curioso... para não escrever REVOLTANTE o caso dos filmes do cineasta Tyler Perry. Eu realmente achava que a maré de produções deste dramaturgo/produtor/cineasta iria melhorar a partir de Preciosa... Mas não. Continua tudo na mesma! Eu realmente não entendo como seus filmes quando chegam só passam em DVD por aqui no Brasil. Sua última cria, Medea's Big Happy Family, já arrecadou mais de 50 milhões (!!!) nos EUA, faz parte de uma série iniciada anos atrás com Diário de Uma Louca, todos os filmes da série com a personagem Madea (feita pelo próprio Perry) fizeram sucesso... Seu outro filme, dessa vez super aclamado pela crítica For Colored Girls... por aqui? Nem sombra. Sim, está disponível na net para baixar... Mas o bom é ver a grandiosidade da trama no cinema. E o filme tem no elenco nada mais que Janet Jackson, Loretta Devine, Kimberly Elise, Thandie Newton, Whoopi Goldberg e a cantora Macy Gray. Elenco amador, não é? Ai ai... Para quem ainda não conhece, Perry é cineasta quisto lá nos EUA pela comunidade negra e odiado por muitos criticos. Seus filmes são considerados pobres. Na verdade são comédias (muito) leves tratando sobre o dia a dia dos negros - de classe média alta e na sua maioria cristãos - norte americanos. São bons filmes, mas é fora da série Madea que o talento de Perry fica melhor... For Colored Girls e Preciosa é um grande exemplo desse seu incrível talento. Pena que apesar de ser o menino dos olhos da LionsGate - estúdio norte americano independente que tá fazendo e acontecendo nos últimos anos - os responsáveis por lançar seus filmes por aqui não enxerguem o talento deste grande cineasta. Quem sabe nos próximos anos, já que ele agora substituirá Morgan Freeman como o detetive Alex Croos nos próximos filmes da série que chegou aos cinemas com os espisódios Beijos Que Matam e Na Teia da Aranha. É esperar para ver...

domingo, 15 de maio de 2011

Lázaro Ramos o Cara Men's Health deste mês!!!

Pela primeira vez em cinco (5!!!!) anos de existencia a revista Men's Health coloca um homem negro na capa!!!!! É, meu caro leitor, ainda neste nosso Brasil vivemos os tempos do "primeiro negro que faz alguma coisa"... Neste mês a honra pertence a revista com reportagens sobre malhação - saúde - boa alimentação e azaração total. Tomare que não seja o primeiro e último, já que existem negros estampando as reportagens (algumas!) denro da revista, mas colocar o negão como capa (?), nossa que desafio! Foi preciso uma edição de aniversário para tal marca ser alcançada...
No facebook da revista já virou polemica a participação do astro na capa. Uns gostam, outros não... O principal foco dos que não gostam é de ele ser magrelo e não ter nada haver com o foco da revista! Hum... E lá vamos nós...
Eu realmente adorei, gosto também da idéia citada por um leitor de colocar os leitores na capa, os que mudaram com o resultado dos exercícios da revista. Mas realmente é meio que difícil esperar que TODOS os tipos de leitores estejam na capa com o tempo, já que os responsáveis da revista esperaram 5 anos de publicação para colocar um cara negro na capa. E desde já, isso não é complexo... É olho aberto!!!! Enxergo todos os dias vocês brancos nas revistas, mas alguém que me represente ou represente outra raça quase que não existe nas capas das poucas revistas desse país que realmente fazem diferença... Não tenho culpa que vocês só enxergam a si mesmos...

sábado, 14 de maio de 2011

OUVRIR MES AILES... Um álbum para...

SEDUZIR... Sabe aquele cd, aquele som, que serve para a hora h? O dia D? Aquele dia especial que você está pronto para dar o bote? Pois então, este cd do Medhy Custos é perfeito para estas ocasiões. Descobri o álbum tempos atrás, no início da minha paixão por zouk e toda semana ele toca aqui na minha lista de músicas/álbuns favoritos. O cd, na verdade é uma grande mistureba, já que não existe mais neste mundo negro globalizado de meu Deus, zouk puro. Então é zouk misturado com hip hop, remisturado com rap, re - remisturado com ritmos árabes e também outras vertentes da zouk music. O álbum é composto basicamente de dois tipos de música: falando sobre amor ou sobre mulher! Azaração total! E a voz do cantor contribui muito para o clima ficar quente... Os destaques vão para Mes Divas (a primeira e uma das melhores do cd), Pompiers (com a aprticipação do rapper Lord Kossity) ótima para ouir bem alto e prepare-se para rebolar muito, Ana Omri, Tant Pis (deliciosa!), o regaae Pá Fé Detáy e a maravilhosa e suave Auprés De Toi (essa eu não consigo parar de ouvir). Experimente colocar Medhy Custos na hora h, caro leitor, realmente funciona e sua noite pode se tornar incrível...

domingo, 8 de maio de 2011

VELOZES E FURIOSOS 5.

Poster oficil Brasil.
Para quem não me conhece pode parecer surpreendente... Mas para quem me conhece não, pois sabe que eu simplesmente AMO filme de brucutu! Para quem não sabe brucutu são aqueles astros musculosos, geralmente feios, ou terrivelmente feios, que fazem muito bem dois tipos de filme: aquele em que tudo explode e comédia de criança VS anabolizado. E só! Por isso – e puramente por isso – que adorei Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio. Eu realmente gosto de filme em que tudo explode, em que o roteiro pode ser descrito em duas linhas, em que o tamanho do bíceps do ator é muito mais importante que as reviravoltas do roteiro e tudo explode, tudo vai pros ares, o que não explode fica amassado, ou seja, destruição total e eu adoro ver isso em grande escala.

E os estereótipos? E a versão do Rio filmada em Porto Rico? E a favela cheia de traficantes ridicularizados pelo poderio norte americano, o povo semi-nu, os espanhóis, portugueses que parecem vivem bem perto de nós? Isso tudo conta? Olha se estiver ligando realmente para isso é melhor passar longe deste filme. Digo de verdade. Não vá, pois o filme tem horas que exagera, como na parte em que o personagem de Vin Diesel diz para quem quiser ouvir “Estamos no Brasil” e o povo ao redor saca uma arma diferente ameaçando a polícia norte americana, esta depois indo embora com medo. Absurdo total! Esse é o menor estereotipo que tem, ok? Então a partir deste voce já sabe o que vem por aí...

Mas isso não é um premio exclusivo do Brasil. Todo país em que os EUA resolve por a mão vem carregado de visões deturpadas. A Índia tem mosca e sujeira para todo canto, na Itália toda população é mau humorada, a China é uma confusão dos diabos, o México só tem gente não querendo viver lá, todos loucos para passar para o lado estadunidense, o Canadá tem sua cultura ridicularizada, a Austrália só tem campos e mais campos cheios de canguru, fora o continente africano hospital do mundo – pobreza sem limites – ditadores que matam todos – cólera – AIDS – morte etc etc... Não dá par reclamar dizendo que o caso é brasileiro e só. Não! Todo país tem sua queixa, pois os EUA faz isso com todo mundo.

Mostrando bem o que gringo sabe fazer...
Eu já sabia que ia encontrar algo dessa forma. Logo quando vi a sinopse oficial do filme. Então por que eu fui ver o filme? Pois realmente gosto de filme de ação com brucutu e nos últimos anos, meus brucutus de adolescência na andam fazendo muita coisa que preste. Silvéster Stallone fez Os Mercenários reunindo quando todo trabuco anabolizado da década de 90, mas eu realmente não me senti atraído em ver. E Stallone para mim hoje não significa muita coisa, aliás, nunca representou. Gostava mesmo de gente como Van Dame (Retroceder Nunca Render-se Jamais, Morte Súbita, TimeCop, Risco Máximo são os meus preferidos), Arnold Schwarzenegger (os dois primeiros Exterminador do Futuro, True Lies, O Vingador do Futuro), Wesley Snipes (O Demolidor, Zona Mortal, Blade) e Bruce Willis (Duro de Matar, 2, 3, 4... Zona de Perigo, O Chacal). Mas nos últimos anos, surgiram no cinema de ação – que tenta se erguer e está conseguindo – quatro representantes desse tipo de filme: Cuba Gooding Jr que entrou para esta fileira meio que obrigado, pois sua carreira depois do Oscar em 1996 não deu certo, Jason Statham, esse assumido e sem culpas basta ver o currículo dele, dos 24 filmes somente dois não tem correria desenfreada, Dwayne Johnson que tem um time cômico muito apurado e refez seu semblante por conta da carreira de ator que leva a sério e Vin Diesel, astro de Triplo X, de parte da série Velozes e Furiosos e de uma outra iniciada com Eclipse Mortal.

É justamente estes dois últimos astros negros que estão em Velozes 5. E o interessante é ver eles explodindo, arrombando, esmurrando, gritando, fazendo o que um verdadeiro herói brucutu tem de fazer. E realmente os dois estão horrendos neste filme!!! Só mesmo em Hollywood para as lindas mulheres do filme se interessarem pelo festival de bombas da série. O que ma chamou atenção é o rosto e o corpo de Dwayne Johnson. Gente o que era aquilo? O homem tá enorme!!!!!! E conseguiu ficar horroroso. Ele, acho, é um dos poucos astros “brucutus” que dá para descrever a alcunha com aspas, pois o cara é bonito. Mas neste filme tá muito estranho. Os demais do elenco também não se salvam, somente as mulheres.

Olha o barraco...
Outro ponto do filme curioso é o Rio da franquia. Aquilo não é Rio de Janeiro coisa nenhuma... É Porto Rico modificada com computação gráfica. E só a gente sabe disso, ok? Tem imagem da cidade verdadeira claro, mas são poucas coisas. É igual a Nova York que na maioria dos filmes é rodada em Toronto e NINGUÉM repara. Substituir uma cidade pela outra é tecnicamente mais barato e pela logística do filme bem melhor, já que o Rio de Janeiro tem transito até não querer mais. A cena final com aquelas avenidas abertas... Só gringo que nunca veio ao Brasil para achar que o Rio tem tanto coqueiro e avenidas tão largas.


Caro leitor, com certeza observou que até agora – ao contrario das outras críticas – não descrevi a historia do pega-pega de Velozes 5... O por quê? Ainda pergunta?! Não importa. A historia do todo mundo atrás de todo mundo é a última coisa que realmente importa. Mesmo o filme tentando dar uma de inteligente, “olha a minha sacada a lá Oceans Eleven”, as cenas de ação são ótimas e realmente mais importantes do que o roteiro. Tanto que o filme quase não para. Desligue e cérebro e se divirta na medida do possível. O Brasil está lá, mesmo ele sendo filmado parte em Porto Rico, o Cristo Redentor também, o visual colorido para turista ver mantém sua presença e... A cena de ação do final que é uma das melhores cenas de ação que já vi na vida!!!! Que venha Velozes 6... passado em outro canto do mundo, pelo amor de Deus!!!!!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Você já ouviu falar em... Colombiana?

Colombiana é o mais novo filme de Luc Besson, infelizmente mais uma vez na produção, deixando a direção para Olivier Megaton - Carga Esplosia 3. O filme, estrelado pela atriz Zoe Saldana (Avatar, Star Trek)  - que particularmente adoro! - conta a história de uma menina que depois da morte do pai é treinada pelo tio mafioso para virar uma assassina de aluguel. Paralelamente, ela age como vigilante, em busca do mafioso responsável pela morte de seu pai. O filme estreia em 2 de setembro nos EUA e em 7 de outubro no Brasil. Recentemente o trailer da produção foi divulgado. Veja abaixo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

ENTREVISTA - JHÊ OLIVEIRA.

Jefferson Oliveira
Jhê Oliveira (ou Jefferson Oliveira) é ator e coreógrafo ilheense. Vive em Salvador desde 2004. No mesmo ano ingressou no Curso Livre de Teatro da UFBA, originando a montagem de Boca de Ouro de Nelson Rodrigues, dirigido por Paulo Cunha. O ator participou de duas montagens ano passado de grande repercussão na cidade OGUM – DEUS E HOMEM de Fernanda Júlia e AS VELHAS de Luiz Marfuz. Em entrevista ao PÉLICULA NEGRA, Jefferson, fala sobre o ofício de atuar, da cena teatral baiana, diretores, política e também sobre a arte de ensinar o que aprendeu.


Voce é natural de Ilhéus, seguiu o caminho de muitos artistas do interior que vem tentar uma carreira na capital do estado, Salvador. Em 2004, quando chegou, o que destaca de mais difícil e o que lhe surpreendeu positivamente na cena teatral soteropolitana?

Quando resolvi vir para Salvador eu tinha apenas 3 sonhos distintos. Já realizei os três. Lá em Ilhéus já não tinha espaço pra crescer e eu não acreditava que tudo estava ali, e realmente não estava mesmo! Tive professores como Pedro Matos e Equio Reis Grandes ícones do teatro baiano. Em 2004, quando cheguei em Salvador, acontecia o projeto ”Julho em Salvador” promovido por Virginia D’rim. Logo de cara eu falei “È isso que quero pra mim”, essa produção, essa oportunidade de fazer e de ver teatro “profissional” . Mas eu era só um jovem cheio de fantasias e vontades que me motivaram a ter o meu lugar hoje na cena soteropolitana. Mas ainda assim o que me deixa com o pé atrás é o discurso de algumas pessoas respeitáveis do meio que teimam em fazer panelas e só priorizarem “os mais experientes”. Acredito que existe lugar pra todo mundo, mas essa coisa de dizer que fulano, ganha mais porque tem mais tempo de carreira precisa acabar e logo.

Muitos atores reclamam, chamam atenção, para as dificuldades que se têm quando decidem viver de arte em Salvador, outros que conseguem se “dar bem” evidenciam o outro lado. Qual o seu ponto de vista sobre este assunto?


É realmente muito difícil! Muito mesmo! Às vezes constrangedor! Eu vivo só do “ser Ator”. Trabalhei o ano todo de 2010, esse ano já tenho meu primeiro espetáculo. Mas ainda não recebi muito cachê do ano passado, e os desse ano já estão atrasados. Falta compromisso com o repasse de verbas e isso não acontece só com o Governo não. Muitos outros contratos privados não são honrados em datas acordadas, ficamos à deriva, sem ter para quem apelar. Atrasamos o aluguel e contas. Acredito que precisamos de uma política cultural mais eficaz que não nos abandone em momento algum...

Voce não trabalhou somente com teatro, também fez propagandas e atuou em campanhas políticas, as do PT são um exemplo. Como foi para você trabalhar enquanto garoto propaganda de órgãos públicos? De alguma forma te prejudicou?

A primeira coisa que eu penso é como vai ficar minha carreira depois. Fiz.várias campanhas para empresas privadas e isso não me afetou muito. Financeiramente é ótimo! Fui fazer campanhas ligadas ao governo estadual e federal e até mesmo prefeitura, até hoje isso reverbera na minha carreira de uma maneira negativa. É claro que logo no início precisava me estabilizar financeiramente e era uma grande chance, mas você fica marcado e isso é ruim. Em 2006 fiz campanha política em Camaçari e fui ameaçado de morte. Dentro do ônibus, em novembro de 2007 tive que responder a uma senhora porque o metrô ainda não funcionava. Então comecei a entender que de certa forma eu também era responsável, pois era “ O Cara” da prefeitura. E até hoje me devem.

Pesquisando os espetáculos que fez, você participou de montagens que ficaram marcadas no cenário teatral da cidade. A Casa dos Espectros de Ângelo Flávio, Policarpo Quaresma de Luiz Marfuz, Inteiramente Nu, de Deolindo Checcucci, Ogum Deus e Homem de Fernanda Julia, dentre outros. Depois de tantos espetáculos no currículo, o que te chama atenção em um projeto e leva você a aceitar o convite feito pelo diretor?

A vontade de trabalhar mais! Eu sempre fui muito chamado pra trabalhar pela minha versatilidade e minha vontade de aprender. Hoje eu quero saber o que o papel (personagem) me diz enquanto homem. Tento me adaptar ao papel e aprender com ele. Outra coisa é a figura do diretor, sou apaixonado por eles, quando vejo o diretor sem saber o que fazer me desespero, mas sei que ele tem a solução. Gosto também dos que estudam em casa e já chegam prontos. Levo em conta também os colegas de elenco, não da para trabalhar com quem não se tem afinidade! E eu sou turrão pra caramba. Implico facilmente. Mas tenho tido a alegria de sempre estar em projetos vitoriosos. Acredito que o ator faz isso acontecer!

Ao lado de Jussara Mathias, Val Perré e Fernando Santana
em Ogum Deus e Homem dirigido por Fernanda Julia.
Existem profissionais do teatro baiano que ainda não trabalhou e deseja? Quais e por quê?

Muitos. Estou “namorando” muitos. Mas tem um que fiz um trabalho lá em Itabuna .Eu tava novinho ainda e queria muito ter a oportunidade de reencontrá-lo em sala de ensaio. Fernando Guerreiro. Também tem Hebe Alves, e Marcio Meireles. Os porquês não vou responder!! kkkk

Além de ator voce também é coreografo. A impressão que tenho é que o teatro tem muito mais espaço apesar das dificuldades, além de uma predisposição do público baiano em ver espetáculos teatrais. Isso é verdade? Em sua opinião, como anda o cenário da dança na Bahia?

Sinto a dança tão distante do teatro, teve um tempo que vivia nos dois núcleos. Eu me formei na Funceb e isso me fez crescer muito, como homem e como artista. Decidi não ser dançarino e sim coreografo, porque adoro criar. Acho que a dança tem que abrir mais e aceitar mais o teatro e digo isso do teatro também. Sofro muito precoceito por ter sido dançarino. Alguns atores fazem boicotes por eu ter uma predisposição para dança. A dança e o teatro deverian andar mais juntos. A dança na Bahia tem seus momentos de respiração, mas depois é abafada. Acho isso ruim, tem tanta gente boa...

Você vem construindo um caminho diverso na sua carreira como ator e coreógrafo. Ela é permeada por participações em cinema, vídeos, campanhas publicitárias e em projetos sociais para adolescentes e crianças. Centrando neste último ponto, qual o seu objetivo em levar para este público o seu trabalho?

Eu sempre dei aula para crianca e adoro! Agora estou meio parado, mas tenho um projeto de levar o que aprendi para crianças e idosos. Acredito que vai ser bem legal.

A premiada atriz Andrea Elia e Jefferson contracenando
em As Velhas de Lurdes Ramalho.
Voce também ensina a sua arte. Como vê seu ofício do ponto de vista do professor, já que são visões diferentes sobre o mesmo trabalho?

Acredito que é pela educação que a melhoria aconteça. Quando penso em ensinar arte, lembro que eu não tive essa oportunidade. Então está na hora de levar o que eu aprendi a outros e por isso sou feliz em sala de aula. Não me considero um professor e sim um facilitador, pois também sou aluno dos alunos. Acabo aprendendo com eles!

Como foi a experiência ano passado de estar em dois espetáculos super concorridos pelo público aqui em Salvador? As Velhas e Ogum – Deus e Homem. Com foi o processo de construção das duas montagens para voce?

Em média em Salador o que faço por ano são 2 espetaculos! O processo em Ogum foi muito bom, por se tratar de algo muito pessoal pra mim. Minha religião. Por mais que eu soubesse que era teatro, não dava pra não fazer uma ligação com o divino. Mesmo o teatro já tendo essa ligação com Baco, que pra mim e super divino. O processo foi divertido complicado, por contas das relações humanas, mas o resultado foi belíssimo. Em As velhas, já me senti mais maduro enquanto ator! Marfuz é muito bom, quando se trata de ator, ele tem cuidado, e sabe qual o limite. Pra compor meu personagem, voltei muito pra minha infância, para minha vida em Ilhéus. E nas fazendas que minha mãe trabalhou. Reencontrei grandes figuras que ajudaram a compor o mascate, que na minha concepção, marca minha carreira. Sem duvidas um ano onde o homem e o ator se juntaram e decidiram juntos, seguir em frente.

Recentemente em Salvador, Pólvora e Poesia se destacou na cena baiana por ser produzida por um dos atores do elenco. Também já trilhou este caminho de ser produtor/ator? Ou pensa, em um futuro projeto?

Em Ilhéus eu mesmo produzia os espetáculos infantis que fiz. Minha mãe já financiou espetáculo meu com dinheiro do tabuleiro dela. Na época nós trabalhávamos muito com apoio. Lá não existia edital. Hoje penso sim em fazer como Thales, ator de Pólvora! Está na hora de voltar a pensar que uma lata de tinta e um pedaço de tecido como apoio também é bem vindo. E eu acredito que todo esforço é valido! Tenho um projeto pessoal, que esse ano vai acontecer. Eu vou produzir e atuar, com uma grande amiga do meu lado.

domingo, 1 de maio de 2011

MARGARETH MENEZES - NATURALMENTE AO VIVO

Este cd, INFELIZMENTE, não está a venda... Produto promocional de uma das cantoras mais influentes da música baiana, este Naturalmente Ao Vivo é um dos melhores cds de Maga. Terceiro ao vivo da cantora, foi gravado este ano na Concha Acústica do Teatro Castro Alves - show que fui ver de perto e realmente trata-se de um trabalho incrível.
Primeiro que Maga propõe se reinventar, traz roupagens novas para músicas que o público achava dominar... Um forte exemplo é a versão rock de Faraó e O Quereres. Por sinal, a cantora neste novo trabalho, está mais rock do que nunca! Tem até participação de Andreas Kisser em duas faixas. Regrava sucesso do Capital Inicial, Primeiros Erros, (seu erro de esquecer a letra foi retirado da versão final, é claro!!!), de Marcelo D2 com Qual É? e Os Cegos do Castelo dos Titãs - uma linda versão por sinal, misturando rock com afro music.
Ponto alto do cd? Maga se reciclando!!! Começa com o que esperamos dela... afro, samba-reggae, de ótima qualidade, letras e sonoridade virada nas 600 (!), para ter uma idéia, Saudação ao Caboclo (Selei), Coco do M e Na Ponta do Pé vem de uma vez só. Quando acha que o cd está totalmente sob controle, vem Faraó versão rock. Ai o cd vira de cabeça pra baixo, mostrando uma cantora que realmente não segue a rótulos, mas mantém influencias de suas raizes muito bem demarcadas. Logo depois, dessa passagem de Maga pelo rock Dança de Yaô, Dandalunda / Toté de Mainagá vem para fechar o cd...
Fechar o cd? Não mesmo. Margareth ainda inclui um pedido - quase uma ORDEM do público que a interrompe cantando a todo volume um de seus maiores sucessos e clássico da música negra, Elogibô. Como ela diz, "Vocês não pediram?"... O cd então acaba de uma das melhores formas! Muito bom registro. Parabens Maga, por um cd realmente impressionante.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

APERTE O PLAY??? Nichol's - Tocam - APERTE O PLAY!!!! Nichols ft Marisa, Vini.

Vamos aos fatos: Este Nichol's se acha! Sabe aquele cara malhado que tá crente abafando que os músculos dele são o umbigo do mundo? Pois, o cantor - dono de boas melodias e letras nem tanto - é desse tipo de homem! Deve chegar na academia e antes de ir malhar fazer um aquecimento no espelho... Um de seus clips, Tocam é um grande exemplo desse ego mais que inflado. Meu povo, o que é isso?!!!!!! Teve um momento, mais precisamente quando o carro entrou em cena, pensei que o clip ia virar uma versão afro francesa de Velozes e Furiosos de tanta bomba!... O que salva? Hum... O casal dançando zouk! A melodia é uma delicia, sensual de verdade e os dois dançando é muito quente, uma fervura... E só! As mulheres ficam passando a mão no corpo dos homens e eu pensando: "E daí?"... E o pior é que este não é o único clip em que Nichol's tira onda de "a bala que matou John Lenon"! Tem outro, que não vou nem citar, pois hoje quem tá inflado é meu bom gosto, que ele praticamente tem uma cena de sexo com a modelo. Aliás, o cara só pega mulher bonita, mas parece um "filhote de Deus é mais"!...


Mas aí, de repente, surge do Olímpio a diva Marysa e põe juizo e ROUPA no corpytho do grandalhão!!!! Em Vini, Marysa, uma das melhores cantoras da zouk music, faz o cara finalmente ficar sensual sem forçar a barra. E com ele vestido! Quer dizer, ele tinha que fazer um terno "Armani" versão quero mostrar meus biceps enormes. O clip é simples, mas bem filmado, o cantor tá arrumadinho, sem ficar sussurando tanto e Marysa... Ah!!! Marysa está linda como sempre e sua voz maravilhosa. A música é a última do cd Sensual da cantora, que faz juz o nome. Ponto alto do clip, Nichol's canta Vini enquanto casais dançam ao seu redor. Muito massa. Fora a fotografia que é um primor. Um bom exemplo de zouk para este fim de noite.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

BIG WILLIE STILE... Um álbum para...


SWINGAR ATÉ ALTAS HORAS!!!! O primeiro álbum do hoje maior astro do cinema norte americano Will Smith, lançado em 1997, com o ator/cantor/produtor bombando no mundo por conta do filme MIB - HOMENS DE PRETO e consequentemente sua trilha sonora. O cd é maravilhoso, não tem uma música somente em destaque, até por que Will (olha a intimidade rsrs) produziu e divulgou muito bem o álbum com clipes divertidos e super vistos, além de performances em premiações inesquecíveis. Ouço sem parar faixas como: Y'All Know, a chiclete Gettin' Jiggy Wit It e sua coreografia que até hoje lembro, Candy, a forte Don't Say Nothin, Miami (lembro do clip brega até hoje...),  Just The Two Of Us que iniciou uma parceria super forte até hoje no mundo artístico; a de Will e seu filho Jada (o clip é muito massa!), a que dá nome ao álbum Big Willie Style com balanço muito bom e Men In Black (CLARO!). Incrivel como deixei de fora poucas faixas do cd. Entre uma faixa e outra, as famosas "interludes", presentes em muito cd de rap ou r&b que se preze. BIG WILLIE STILE faz você dançar e Smith coloca muito balanço no seu primeiro trabalho. Todas as faixas são assumidamente trabalhadas para virarem sucesso e você poder assobiar depois. O encarte é simples, traz algumas fotos do cantor e devidos créditos, nada demais. Vale realmente a pena.

APERTE O PLAY!!!!!! Toro Y Moi "Talamak".

Vou logo avisando, Toro y Moi não é pra qualquer tipo de ouvido! Dito isso, prossigo sem culpas, apresentando o cantor norte-americano Chaz Bundick que mistura música eletronica, com soul, com r&b e batidas de funk. Se você está acostumado aos novos talentos da MPB "alternativa clichê", com certeza não vai curtir este cara aqui. Ou até pode "curtir" só para dizer que é coll... Bem, o cara foi classificado por alguns críticos como "dono de um estilo eletronico rebuscado, over, um instrumental aparentemente complexo"... Na verdade Toro y Moi é o nome da sua banda, que é composta de um só elemento. É quase lounge o som de Chaz, digo quase pois no cd tem funk, pop, soul, baladinha. De tudo um pouco. Da para extrair bons tesouros  deste cantor.

APERTE O PLAY????!!! Comerciais de desodorante...

Faz um tempo já a Garnier lançou uma linha de produtos - mais precisamente desodorantes - que prometem proteger seus usuários por 48 horas. A tal "Eficácia ultrasseca que deixa a pele respirar" do Garnier Bi-o Mineral Men. Para isso, fez comerciais voltados a todos os públicos em todas as partes do mundo. É só colocar no You Tube e todas as versões chegam aos olhos. Gosto muito da série de comerciais, modelos bonitos, paisagem  bonita, isual arrojado. Esse que me representa, é claro, é o meu favorito...



O que não acontece com um outro fabricante, o Old Space. Gente, que negócio bizarro é esse? O ator e ex jogador de futebol americano, Terry Crews, que faz o Julius na série Todo Mundo Odeia Cris, despiroca totalmente, gritando, exibindo seus hiper músculos, gritando mais ainda, ficando de cueca com o desodorante na mão em cima de um tigre bizarro, gritando mais alto ainda... É demais para minha cabeça... Curioso como as propagandas norte americanas exageram no exagero!!!! É assim redundante mesmo!... Tanta informação ao mesmo tempo que chag dar dor de cabeça.

terça-feira, 19 de abril de 2011

APERTE O PLAY!!!! Nova música de BEYONCE: Girls (Who Rule The World)



Eu não pude deixar isso assim... Acordo hoje e dou de cara que ontem a nova música de Beyonce "vazou" (sei...) na net. Dias atrás, imagens do clip vieram a tona e me deixaram muito curioso para saber como as coisas iriam caminhar no seu novo album. Mas a julgar pela primeira música, lá vem coisa diferente aí... Neste novo single Beyonce - Girls (Who Rule The World) o som é bastante pesado - curioso como a cantora assume uma postura quase rock a cada trabalho que passa! - mas ao mesmo tempo você conhece as características marcantes que sempre estiveram no trabalho dela. A música é muito boa e confesso que estou louco para escutar logo os remixes! Que venha o álbum inteiro logo.

domingo, 17 de abril de 2011

Orixás – Do Orum ao Ayê

São 80 páginas que passam tão rapido que você não sente! Ao começar minha "crítica" com esta frase acho que resumi que Orixás – Do Orum ao Ayê deve estar na sua estante, caro leitor. Não sou especialista em quadrinhos, mas tem tempo que tenho em mãos uma revista tão bem cuidada, com encadernação perfeita e desenhos maravilhosos. Além do mais, o preço está em conta: por apenas R$ 19,90 você leva para casa um bom produto sobre uma parte - fundamental - da nossa cultura negra brasileira.

Orixás – Do Orum ao Ayê é o primeiro volume - de um total de cinco - de uma coleção feita para contar as fabulosas histórias dos Orixás. Seus criadores, o desenhista Caio Majado, Alex Mir que assina o roteiro e Omar Viñole, arte-final e cores, esbanjam imaginação ao recriar, nas páginas da HQ, os mitos, ensinamentos, o lado humano e poderoso dos Orixás.

A primeira coisa que me chamou atenção é a forma de ver a criação do universo, de forma negra. Galera, meus olhos ainda saltam quando vejo este tipo de coisa!!! Minha infancia e adolescencia foram cercadas por referencias APENAS brancas. Hoje vejo um novo mundo e me dou ao prazer de experimentar elementos infato-juvenis e voltar a ser criança/adolescente sem problema durante alguns minutos. Portanto, ver Olorum criando os primeiros seres vivos ainda faz meus olhos se supreenderem sim. Acho que para uma criança hoje que vê este tipo de coisa não deve surpreender muito, mas a mim, este ponto ainda parece fundamental.

Um outro ponto que friso é a linguagem usada pelos autores. O tom é épico. Apesar de ser quadrinho pensei folhear alguma escritura sagrada. A forma como tudo é narrado é tão grandiosa que você realmente não sente o que está lendo. As histórias, centradas no mito da criação do universo e do nosso mundo, tem pontos que desafiam sua criação eurocentrica, pois a forma como tudo foi estabelecido em sua cabeça é algo difícil de tirar... Por exemplo, como acreditar que a terra que compõe todo o mundo foi espalhada por uma galinha gigante?! Mas quando você se dá conta que tudo é construído, relaxa e aproveita. A revista serve também para ver como em diferentes partes do mundo o homem recria/cria Deus e diversas divindades de formas diferentes. Mas qual a versão final e oficial que chega a nós ainda hoje?...

Logo depois da história dos Orixás os autores mostram os "bstidores" da publicação, como acharam o traço próprio para os personagens, estudos da capa, do logotipo, dos cenários usados. Orixás - Do Orum ao Ayê foi publicado com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura do governo do estado de São Paulo, na edição de 2009. As lendas iorubás estão fortemente representadas neste trabalho primoroso. E por mais que você já tenha lido a revista dá vontade de ler novamente...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O MELHOR E O PIOR DE... Wesley Snipes.

O MELHOR: Bem, voce pode falar tudo sobre Wesley, caro leitor, dizer que ele está preso, que não sabe cuidar da vida direito, que não tem pinta de galã, que nos últimos anos se envolveu em filmes que mais pareciam saidos da mente doentia de um diretor sem talento, mas dizer que ele não tem bons trabalhos em seu curriculo, aí já é demais... Para mim, Wesley é o melhor brucutu que Hollywood fabrincou. Apesar de não ter o sucesso de um Shwazneger da vida ou mesmo um Van Dame, Snipes tem talento como ator, por mais que a escolha de seus filmes queria provar o contrário. E é por acreditar nisso que escolho como seu melhor trabalho Para Wong Foo, Obrigado Por Tudo Julie Newmar de 1995, de Beeban Kidron, que dirigiu a continuação de Bridget Jone. Ok, ok, todo mundo lembra dele por Blade - O Caçador de Vampiros, filme responsavel por retomar a carreira de todos os super heróis dos quadrinhos nos cinemas, mas ninguém (eu disse NINGUÉM!!!) na época imaginava ver o negão de filmes como Zona Mortal (94), O Demolidor (93), no papel de uma drag queen despirocada, ao lado de Patrick Swayze e John Leguizamo, pelo interior dos EUA em um cadilac. É por estas e outras que este ator chama atenção, ele desconstrói a própria marca que o fez famoso. Fez isso mais de uma vez até, em Febre na Selva (91), O Despertar Para a Vida (92), Falando de Amor (95), Estranha Obcessão (96), Sem Vestígios (2000), dentre outros... Fora quando exerce o papel de produtor, é dele por exemplo o incrível A Outra Face de John Woo. Acho que ele meteu os pés pelas mãos, mas não deixou de ter uma carreira realmente boa.


O PIOR: Com certeza cito Blade Trinity, onde ele virou coadjuvante da propria série!!!!!!! Como assim um personagem como Blade vira antagonista? Resultado: o filme foi um fracasso graças a Deus!!!!!!!! Imagina se a idéa dá certo?! Em um quarto filme poderiam inventar de Blade morrer e o quinto capitulo chamar O legado de Blade... Hollywood pode até levar a sério minha idéia...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Carnaval no Feminino.


Este Carnaval do Feminino chegou em minhas mãos através da diretora do colégio que ensino. O colégio recebeu e antes que ela pudesse colocar o livro na biblioteca pedi emprestado com uma cara de muxoxo que foi difícil ela dizer não. Levei comigo e não aguentei, comecei a ler pelo caminho, sentado no ônibus, este livro que preenche uma lacuna histórica ao retratar o Carnaval atráves da perspectiva feminina, sua alegria por estar e participar ativamente na festa, também o trabalho árduo que exercem e o machismo que enfrentam muitas vezes por estarem em espaços majoritariamente masculinos.

O livro, produzido pela SEPROMI - Secretaria de Promoção da Igualdade - expõe o depoimento de 38 mulheres, algumas grandes conhecidas da mídia como Margareth Menezes, Marcia Short, Carla Vizi, Negra Jho, Graça Onasilê e outras que não são tão conhecidas as vezes por não estarem mais nos grandes circuitos como grandes divas do carnaval como Claudete Macedo compositora de nada mais nada menos que Flor de Laranjeira feita em parceria com Zé Pretinho, ou a famosa Gal do Beco que saiu da Vasco da Gama e hoje reside no Dique do Tororó ainda tentando fazer o seu trabalho de divulgadora de novos grupos de samba.

Os relatos são deliciosos e reais. Não caem na armadilha do saudosismo de beira de esquina. Também não é um livro de lamentações, as mulheres é claro são levadas através de suas lembranças a visitarem momentos difíceis, algumas até se recusam a mecher em certas feridas ainda não cicatrizadas, mas no final exibem sempre um sorriso largo. São mulheres que lutaram e lutam ainda e fazem do carnaval da Bahia uma festa mais humana e menos desigual.

Curioso foi perceber que dentre as 38 existia uma que conhecia "muito bem", Tânia Santana é minha vizinha de bairro, já a vi muitas vezes e nem sabia sua história como pioneira na Ala de Canto do Bloco Afro Olodum, logo no início dos anos 90. Também tem gente que desconheço totalmente e minto se dizer que não fiquei curioso em conhecer, como Alaíde do Feijão, nossa (!), que história de vida e personalidade maravilhosas. E o sorriso e a alegria de Dona Nicinha, logo na primeira parte do livro? São 72 anos de pura experiência!!! Também me chamou atenção Laís dos Santos de 24 anos, que em 2008 foi rainha do Bloco Afro Bankoma, é dançarina e gordinha. Ou seja, bem diferente do modelo de corpo que geralmente a dança clássica se remete...

O livro mistura presente e passado, sendo organizado em cinco partes. A primeira reunindo mulheres mais velhas e toda sua experiência, a segunda com mulheres mais ligadas aos movimentos de blocos Afros, a terceira com mulheres que marcaram sua expressividade através do canto, a quarta (e uma das melhores!) com relatos das mulheres que participam o carnaval trabalhando efetivamente para a festa funcionar e a última sobre as mulheres que colocam os blcos afros na rua, para o povo ver nos dias de folia.

Carnaval no Feminino é um livro que emociona. Não está sendo distribuído em tudo quanto é canto - começou a ser distribuido este ano no dia internacional da mulher que caiu na semana de Carnaval - mas se chegar em suas mãos pegue e não solte. É possível ler em uma sentada. O seu úinico defeito é a encardenação, horrível, que solta as páginas com uma facilidade incrível. Deveria ao menos ser encadernado de forma digna, já que o material do livro é lindo, as fotos em preto e branco maravilhosas e os depoimentos com histórias de vida de mulheres que se encontram na cidade de Salvador, singulares. Vale muito a pena ler e passar adiante. No final, vem a sensação de saber mais da história do Carnaval da sua cidade - que não é somente aquele putetê todo - e também que existem mulheres que estão dentro de tudo quanto é força, ajudando a festa a funcionar, o bloco ser levado pela avenida, o canto dos ancestrais ser propagado, sempre com sorriso no rosto. Lição de vida!

domingo, 3 de abril de 2011

SANTO DE CASA AO VIVO... Um Álbum para...


QUEBRAR MUITO E REVIVER O RECÔNCAVO BAIANO... Mariene de Castro dispensa apresentações. Aqui em Salvador, então, todo mundo sabe quem é ela e a cantora ostenta já seu lugar no "mundo" das divas baianas. Neste Santo de Casa ao Vivo, segundo da carreira da cantora, ela repete muita coisa boa presente em seu primeiro CD Abre Caminho. O cd, gravado no Teatro Castro Alves, em uma manhã de Domingo, no projeto Domingo no TCA, com ingresso na época a R$ 1,00, conta com a animação de uma galera sem chorumelas, disposta a sambar junto com as lembranças do recôncavo que Mariene traz no seu trabalho. Destaques para Pot-pourri de Nené, Chico e Chica, Vi Mamãe na Areia, Abre Caminho. O ponto ruim é que Mariene não faz muita coisa diferente... Acontece com ela o que aconteceu também com Rita Ribeiro e seu Tecnomacumba ao Vivo, o cd é completamente uma versão ao vivo ao pé da letra do cd de estúdio. E realmente, todo mundo sabe que uma versão ao vivo tem que ter mais do que apenas o aplauso do público como diferencial. É ao vivo, o cantor (cantora) está mais livre para criar, para improvisar, para estender as músicas. Neste Santo de Casa Mariene não renova muito. Para quem não tem o Abre Caminhó - como eu - comprar este trabalho ao vivo é uma grande aquisição, mas para quem tem, não vai mudar sua vida não. Outra, Mariene deveria já ter mudado de repertório. Largar essa coisa de Clara Nunes e deixar de cantar Ilha de Maré, mas sei que é via de mão dupla, é como Bethania sem Negue e Ronda... Do resto, o cd tem bom repertório, arrnjos bons também, um visual lindo, um primor assinado por Marcelo Mendonça. E Mariene constrói o seu lugar no Samba brasileiro, expandindo o samba da Bahia.

quinta-feira, 31 de março de 2011

APERTE O PLAY??? cqc materia o povo que saber com deputado jair Bolsonaro.



Esse daí tá famoso pela merda que fez esta semana. O Brasil inteiro comenta em tudo quanto é rede social. O deputado Bolsonario em entrevista ao programa CQC sai natirando para todos os lados e faz comentários racistas, homofobicos,além de defender o sistema ditarial brasileiro vigente nas decadas de 60/70 e 80 neste país. Fala mal de Dilma, fala mal de Lula, fala mal de todo mundo... Eu sinceramente achei maravilhoso. Um choque de realidade para os liberais que acham que preconceito "é coisa ultrapassada"... Assim como tem gente como o deputado, existem aqueles que acham que muito mudou e pouca coisa acontece neste país "salada cultural"! Bem, exitem muitos como o deputado por aí. Esperando a oprtunidade de soltar suas ideias, não em qualquer lugar ou qualquer momento, até certos tipos de discriminação são crime no Brasil. Entao eles agora tomam e muito cuidado com tudo... Mas eles querem falar e quando encontram espaço, as ezes motivados pelo ego acabam falando tudo e entram pela culatra como um tiro mal dado... Agora todo mundo protesta, todo mundo quer a cabeça de um cara que foi eleito pelo voto direto do povo e defende um sistema que é contra toda e qualquer liberdade de expresão. Contradições deste mundo cruel... Esta manhã fui despertado por um comentário do diretor baiano Fernando Guerreiro no facebook que postou: "Precisamos é dar apoio a Jean Wills e aos políticos que querem avanços neste país. Não vamos esquecer que é o sexto mandato de Jair e grande parte da população apoio seus preconceitos e "delírios" racistas e homofobicos. A guerra está apenas começando!" Concordo com ele plenamente. Só alcançaremos um país digno através de uma tomada de consciencia de todos nós! Consciência no voto, na decisões, nas atitudes do dia a dia...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aprendendo a cozinhar com Chef G Garvin.

Você já ouviu falar em G. Garvin? O negão é um dos chefs de cozinha mais famosos dos EUA e suas receitas são mostradas de forma descontraida na tv norte americana fazendo um enorme sucesso entre homens e mulheres. Entre uma receita e outra, que vai desde o prato mais fácil a uma receita que precisa de concentração e tem um grau de dificuldade elevado, ele brinca, ele dança (sempre ao som de hip hop) e se comunica de uma forma bem humorada. Como não poderia deixar de ser, homem que cozinha e que dança bem... faz sucesso com a mulherada! Mas o cara é realmente cativante e se afasta do estilo "chef de cozinha de nariz em´pé" e cheio de frescura, já que o negão faz suas receitas sempre com um sorriso largo no rosto. Garvin percorre os melhores restaurantes de Nova York e decifra os sabores da mega cidade capital do mundo.
Para quem ficou interessado, o programa vai ao ar no canal GNT, Domingo as 13:00 h e Quinta as 12:30 em horário alternatio. Vale a pena...

segunda-feira, 21 de março de 2011

LUZ DOURADA, Margareth Menezes... Um álbum para

DANÇAR COM OS ANCESTRAIS!!! Conheci certa vez um suiço, negro, que resumiu a sensação de presenciar uma apresentação da cantora Margareth Menezes como alguém que com sua voz chamava os ancestrais para dançar junto a nós. Este, LUZ DOURADA, álbum de 1993 não tem os maiores hits de Maga, mas para quem conhece seu trabalho, sabe que as músicas presente nele deveriam estar em todo set list de show atual da baiana. Destaque para Vou Mandar (que fez sucesso relativo aqui na Bahia), Black Show, Raça Negra (que não dá para ouvir uma vez somente e a letra é um primor), Até Rir o Mar (um swing bom demais...) e Novos Rumos. Como Maga é ousada, o trabalho reune não só o afro ritmo que consolidou a voz de Maga por todo o país, mas ela é afro, é pop, é lambada, mete o dedo em tudo que é estilo. O único defeito do álbum é quando Maga se desemboca para o romantico! Aqui não dá muito certo. Em um outro trabalho mais a frente, Pra Você, ela consegue equilibrar a salada musical que tanto gosta e alcançar o romantico sem parecer forçado. Este Luz Dourada deveria ser mais conhecido.

domingo, 20 de março de 2011

A Promiscuidade Academica e Sua "Revolução" Fingida...


“E se fosse homem diria que estou de saco cheio dos políticos de eleição, dos estudantes de faculdade que vem aqui para ganhar nota de português vendo a gente falar errado, dos artistas que representam a vida da gente. ma sou mulher e para não ficar quieta escrevo estes pensamentos.” Carolina Maria de Jesus.
Descobri dias atrás uma escritora, presente faz tempo na literatura nacional, na grande literatura aliás, mas novinha em folha dentro da minha estante. Carolina Maria de Jesus está me despertando – como toda mulher que escreve – a enxergar outros sentidos. Esta frase, presente em uma revista com reportagem sobre sua vida, onde estavam escritos alguns de seus provérbios, me chamou atenção em meio a tanta coisa bem escrita sob a motivação da indignação e da fúria.
No trecho fica óbvio o desabafo. Mas dentro dele está algo que me chama atenção pelo momento que estou passando; “dos estudantes de faculdade que vem aqui para ganhar nota de português vendo a gente falar errado”. Algo que não é novidade para ninguém, este movimento que a academia tem de sempre estudar distante os movimentos que sem eles ela não existiria.
Isso me revolta. Quantos e quantos trabalhos sobre quilombos, desde – ou até antes – da lei que obriga o ensino de cultura afro brasileira, quantos trabalhos sobre favelas, e negros nas favelas, ou associações de negros... Inúmeros. Graças a Deus! Os negros na academia, que sempre foram estudados pelos brancos de forma “imparcial”, nos últimos anos, tiveram incentivos para que a pesquisa sobre seu povo fosse comandada por negros. Isso tem diferença? Sim tem. Todos nós sabemos disso, que há diferença do olhar. Um olhar antes marginalizado que passa a ser sujeito e não só objeto.
Mas, existe outro movimento. Universitários que fazem das tripas coração para montar trabalho sobre determinada célula da cultura negra (quilombos e favelas são o principal alvo), fazem seu trabalho, tiram fotos, convivem com a comunidade e depois que sua nota está linda no quadro de notas, ADEUS! Vi este movimento dentro da universidade inúmeras vezes. O romance universitário dura tempo suficiente para que sua fama dentro da academia aumente e que seu currículo lattes seja enaltecido pelo resto das instituições. Ele traveste seu estudo de “compromisso social”, já que vai estudar uma camada da sociedade “carente/marginalizada/não valorizada/afastada” da sociedade, convence a si mesmo que está “dando voz!” (clichê na boca de inúmeros universitários!) ao sujeito que encabeça sua pesquisa, faz o seu trabalho de pesquisa – se surpreendendo com a forma de vida do seu objeto de pesquisa (“Nossa, olha como eles vivem.” “Nossa, olha como eles comem!”) e no fim dá um belo pé na bunda nele. Aconteceu da parte dos brancos para os negros nas últimas décadas do século XX e atualmente acontece de nós para nós mesmos...
Afinal de contas a gente concebe direitinho o que o branco colonizador faz. E como diz a escritora Carolina, eu estou de saco cheio. Essa promiscuidade acadêmica muitas vezes me enoja. O estudo de vários temas não é o problema, mas a forma como a hipocrisia da revolução é formada isso sim desequilibra. Escrevo hipocrisia da revolução, pois a maioria dos universitários que estudam os marginalizados convencem que seu trabalho vai realmente mudar a forma como as pessoas vêem determinada camada da sociedade, ou que estes sujeitos serão ouvidos e seus gritos vão finalmente ser levados a sério. Alguns POUCOS conseguem algo relevante. Mas a maioria? Tem seus trabalhos presos dentro de uma biblioteca universitária junto a camadas e camadas de poeira de outros tantos trabalhos.
Não nego que a academia tenha feito muito pela sociedade. Seria covardia de minha parte não reconhecer isso. Mas para cada profissional que surge com esta visão, inúmeros estão em suas costas, sendo levados pelo fácil, pelo cômodo. Não mudam, representam. Não progridem, repetem! Inúmeras bolsas – com muito ou pouco dinheiro – “pipocam” nas universidades atrás de estudos revolucionários. Colocam o objeto de estudo em evidencia, vão para campo e depois o destino é sempre o mesmo.
Eu mesmo, até considero isso que estou escrevendo clichê. Ou melhor, um clichê dentro de outro. Estou falando de algo que uma escritora da década de 50/60 já desabafava! No seu contexto o acontecimento surgia de outra forma, com outros sujeitos, mas agora a construção é quase a mesma e os sujeitos são diferentes... Essa repercussão do afastamento que nós negros universitários sempre condenamos, acabamos readaptando a um contexto interno. Somos sujeitos e objeto da historia, mas será que concebemos a historia de uma forma mais intima? Estudantes universitários negros urbanos vão desembocar em quilombos afastados da urbanidade louca do dia a dia para estudar seu modo de vida, a forma como vivem e sobrevivem. São negros, mas são iguais? Não! Complexidades que só da para alcançar, entendendo as bifurcações e armadilhas que a diáspora negra nos trouxe.
Conversando com um antigo professor, acabamos concordando em uma critica ao sistema de cotas, que graças ao meu bom Deus está sendo mudada. Antes – su parte da primeira turma de cotistas da UNEB – as cotas “garantia” seu lugar lá dentro, mas e depois? Como seria sua vida lá? E o que voce ofereceria em troca da cultura e do movimento que lutaram para voce estar lá dentro junto ao seu esforço?... Os estudantes entravam e se esqueciam que uma coletividade foi responsável por ele estar ali. Sou negro, cheguei até aqui e... Ele era engolido pelo individualismo do mérito branco tão famoso nas últimas décadas. E o seu trabalho não vai voltar para a sociedade? Alguns até tinham esta consciência, mas o discurso universitário é que “ele volta o seu trabalho como uma ajuda para a comunidade”. É bom entender que não é ajuda, é obrigação! A universidade pública tem que deixar o viés politicamente correto do empadrianhamento, para o total engajamento da responsabilidade com os seus.
A academia eurocentrada achou durante anos de vitimizar os nossos e na minha opinião estamos indo por um caminho parecido. É preciso um quilombo sempre distante, uma favela desorganizada, um mendigo pitoresco para ser estudado, uma roda de samba com uma tradição não reconhecida... Não reconhecida por quem? Pela obviedade da academia que só consegue se enxergar, mesmo estudando fenômenos que nunca precisaram da ajuda dela para existir... Eu realmente tô de saco cheio do eurocentrismo, dos brancos e seus estudos epistemológicos há anos, mas também começo a ficar cansado com uma circulação de certas camadas do meu próprio povo...

quinta-feira, 17 de março de 2011

ALVIN AILEY

Alvin Ailey era um visionário, estava entre os profissionais que se diferenciam dos outros, justamente pois conheciam o mundo que viviam e conseguia ir além. Ele considerava que a dança teve sua origem do poo e volta e meia ela voltava ao seu berço, a sua origem, ou seja feita para o povo e pelo povo. Por conta disso, resolveu fundar uma Cia de dança que representasse também as expressões afro americanas no palco, pois na sua época, os negros nos EUA quase não tinham lugar no espaço artístico. Considerada uma das maiores companhias de dança do mundo a Alvin Ailey - fundada em março de 1958 - se projetou inovando, levando uma energia nunca antes vista ao palco no que se referia a dança. O motivo? A expressão negra foi valorizada. A partir daí a noção de dança moderna foi revolucionada nos EUA. A Cia, tem um espetáculo, Revelations (1960), considerado uma das maiores coreografias de dança moderna de todos os tempos. Seu fundador, Alvin, fundou uma cia inter-racial, mas que levava muito em consideração a experiencia dos afro americanos como expressão artística. Ele levou uma vida extremamente amargurada, viciando-se em drogas e acabou sofrendo uma colapso nervoso em 01 de dezembro de 1989. Apesar de tudo, Alvin tornou-se um gênio da arte no século XX e seu trabalho vai ficar para sempre na mente de dançarinos, diretores, do público...A Cia foi dirigida por Judith Jamison, que conheceu Alin em 1963 através do espetáculo My People, ex dançarina que leva o legado de Alvin a risca. Esta profissional fez crescer a Cia e hoje seus dançarinos se apresentam para cerca de 78 milhões de pssoas em suas apresentações anuais, além de possuir duas escolas - filiais - na África do Sul. Além de valorizar a expressão artística negra, a Cia também se firma como uma das fotes artisticas nitidamente norte americanas que vive espalhado seus conceitos para todo o mundo junto aos seus espetáculos.

Mas a África não foi um destino novo da Cia, pois desde 1965 eles já faziam inúmeras turnês ao redor do continente africano. Tanto que em 1967, viajam por 10 paises da África com suas coreografias. Com mais de 50 anos de existencia, a Alvin Ailey é com certeza referencia em todo o mundo da dança. Hoje ela é dirigida por Robert Battle coreografo que substituiu judith ano passado.


O site da cia e para os interessados em verem imagens simplesmente IMPRESSIONANTES escontra-se aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nesta quarta feira ás 20 horas, no Espaço Xisto Bahia, localizadado na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador, acontecerá a LEITURA DRAMÁTICA de TRANSMETRÓPOLIS, espetáculo com texto e direção minha. Transmetrópolis conta a história de Shirley, travesti dona de um bar em Pirajá, bairro da periferia de Salvador, que é casada com Alberto um ex segurança que faz bicos como motorista. Eles vivem muito bem, até que Alberto dá a notícia para Shirley que deseja fazer operação de mudança de sexo para se transformar em mulher!...
A partir deste ponto, o texto abre o leque de sexualidades presentes no nosso dia a dia. Será que todo hétero gosta do diferente durante toda a vida? Será que um gay não pode um dia tornar-se hetero? Gay é gay pra vida inteira? E os trans, são heteros ou podem ter outras irientações?...
Transmetrópolis é uma produção da SOUDESSA CIA DE TEATRO e o COLETIVO DOS PRODUTORES DO SUBÚRBIO, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias. Os três se dividem nos papéis dos personagens de uma trama que vai e volta no tempo para cutucar, além do tema das orientações sexuais, nas clínicas de cunho cristão que são destinadas a recuperar pessoas com transtornos sexuais. Tudo com bom humor, apesar de não se tratar de uma comédia rasgada.
O que vai acontecer nesta quarta-feira é uma leitura dramática do texto. Vamos testar como o tema abordado chega ao público. As Leituras dramáticas são uma peça de teatro lida em voz alta para uma plateia. Há dramaticidade, atores interpretado através de inflexões vocais e de expressões faciais com gestos econômicos. Você caro leitor, está convidado, a entrada é franca.
SERVIÇO:
O QUE: Leitura Dramática de Transmetrópolis (texto e direção de Filipe Harpo, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias).
ONDE: Espaço Xisto, Biblioteca Pública dos Barris.
QUANDO: dia 16/03/2011 - quarta-feira.
HORÁRIO: Às 20:00 horas.
QUANTO: Entrada franca.

sábado, 12 de março de 2011

SUPERNATURAL Des'Ree... Um álbum para...


MELHORAR SEU DIA EM TODOS OS SENTIDOS!... Nunca vi um álbum tão positivo em toda minha vida. Sabe aquele tipo de cd que é mão na roda quando você está triste, cabeça baixa, nada parece que vai dar certo? Este SUPERNATURAL, terceiro da carreira da cantora britanica, é com certeza o up da minha estante, o amuleto para dias frios. Destaque para as faixas What's Your Sing?, God only Knows, o super hit Life, Best Days - uma atrás da outra - Pround to be Dread, outro super hit I'm Kissing You - trilha sonora do filme Romeu & Julieta com Leo Dicaprio - além de Time e a nova roupagem para o clássico moderno Fire. Ufa! É um album maravilhoso, tem balada, música pros momentos romanticos, também para você chutar o pau da barraca, canção para você dançar sem parar... Todas para se sentir bem. Pois então, tá triste? Ouça Des'Ree SUPERNATURAL, lindo, leve, dançante, garanto que seu dia vai ficar melhor e logo logo um sorriso vai surgir no rosto... Sempre acontece comigo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Você já ouviu falar em... I, Alex Cross????

Quem precisa de um James Bond negro quando se tem um Alex Cross no comando? E se você pensa que nunca ouviu falar nele, engana-se, pois o detetive negro já foi interpretado em dois filmes por Morgan Freeman em Beijos Que Matam e Na Teia da Aranha.
Agora o mais novo contratado para viver o herói na franquia é o cineasta e ator Tyler Perry, famoso pelos filmes com sua personagem Madea.
O novo filme, I Am Alex Cross, contará a historia do detetive tentando prender o assassino da sua esposa. A única coisa que me incomoda é que o diretor Rob Cohen - A Múmia 3 - é o responsavel em comandar a produção.
O filme vai ser tocado de forma independente, não há empresa para distribuição ainda.

Aperte o Play!!! Chuck Berry - Johnny B. Goode live

Que som é esse minha gente?! Trata-se de nada mais nada menos que o pai do Rock and Roll!!! Olha como ele bota pra quebrar na guitarra... Nem todo cantor consegue fazer esse tipo de coisa atualmente, em quem toca mesmo DE VERDADE é o computador e seus efeitos. O cara brinca com o instrumento, tranquilo, completamente dizendo: "Olha, cara, eu sou o dono da festa!" Não é a toa que a canção Johnny B Goode tem a introdução de guitarra mais famosa da historia da música, está em 7º lugar nas 500 maiores músicas da história da Rolling Stone e foi escolhida como um dos sons humanos levados pelas naves Voyager 1 e 2 para o espaço, caso haja contato com seres extraterrestres... Tenho certeza que os E.Ts vão adorar este som! rsrsr

quarta-feira, 9 de março de 2011

Salvador ou... Gringolandia????

É de praxe. Quando acaba o carnaval, estouram em todos os lugares depoimentos de gente revoltosa com a maior festa popular do planeta. São pessoas que das duas uma: ou não gostam do carnaval e esculhambam mesmo não tendo motivo, ou outras que tem motivo de sobra, pois brincam e acabam vendo coisas que não gostariam de ver. Na festa deste ano – que aqui em Salvador começou na quarta-feira – em uma era dominada pelo you tube e seus vídeos sem fim, os depoimentos começaram muito antes do Carnaval terminar.
Circulou nos últimos dias, um vídeo da jornalista Raquel Sherazade, da Paraíba, jogando na parede sua opiniao sobre o carnaval, outro que agora ronda o facebook de quase todo mundo é o do cantor Marcio Vitor desabafando em pleno circuito da folia contra um homem branco que o chamou de “preto, pobre” e disse que sua música incita a violencia em um camarote aqui em Salvador. Um outro mostra flashs das “melhores” brigas do carnaval 2011...
A verdade é que o Carnaval de Salvador – nunca experimentei o de outros lugares – é uma festa de inúmeras contradições. Primeiro que a cidade devia mudar o nome para Gringolandia... Foi divulgada recentemente – terça-feira, 25/02/2011 – que a maioria da população soteropolitana faz questão de escapar do Carnaval. Sao 77,9%, sendo que 60,5% passam o carnaval em casa, o restante viaja. É quando a população de Salvador – em sua maioria negra – sai seja para o interior do estado, seja para as ilhas e os turistas invadem a cidade. É perceptivel, no Canraval, a população branca de SSA aumenta consideravelmente e nestes tempo de alta do dólar os gringos fazem a festa. Há algum problema nisso? Até então não. Mas basta um olhar mais atento para ver que as coisas não sao tao simples quanto parecem...
Primeiro, Salvador é uma cidade que tem uma cultura “paga pau” pra turista. Gringo aqui faz o que quiser. E isso não é balela! Os que vêm de fora são mais bem tratados que os nativos. Tem-se uma cultura de que o turista é alguém poderoso, que com seu dinheiro gasto na diversão pela diversão ele sustenta a cidade e por conta disso tem que ser tratado de forma completamente diferente. Então vai aí um colar pro gringo, junto com a melhor mesa no restaurante pra ele comer aquela moqueca suculenta, acompanhado de uma pretinha básica que serve a ele como guia turístico e depósito de sêmen a noite – ou na hora que ele quiser e entender.
Segundo, o turista trata de formas distintas o nativo branco e o negro. Até por que quando voce, de fora, imagina a Bahia, não coloca na sua cabeça a imagem de gente loira de olhos azuis, apesar que aqui em Salvador tem muitos. Mas o negro, na época da alta estação, é o alvo preferido do apetite sexual do turista. Ouvi esta temporada, que durou insuportáveis três meses, “Eu quero ver o que o baiano tem” (pretensa falta de criatividade, quase todo turista que vem de fora diz isso...), ou “Eu quero um corpo negro! Um pau enorme dentro de mim!”, “Eu quero ver a negona mexer. Mexe negona!”. Mas do outro lado também existem pérolas... “A cidade tá cheia de gringo! Vou hoje pra TAL BAR, pois lá tem mais turista.”. O problema alastra quando essa erotização, que não chega a irritar muitos passa para o caminho da marginalidade. Por que pra transar todo preto serve, mas para a convivência nem tanto... “Sim, tem carnaval na Liberdade, em Cajazeiras... ainda bem que os marginais não vem pra cá”. Não adianta a prefeitura querer convencer as pessoas do contrario, pois os turistas já compreenderam direitinho seu real plano.
Terceiro, o gringo faz e acontece aqui, mas por que será que ele vem fazendo isso durante tanto tempo e não pára? Por que nós não deixamos parar... Sim, o gringo é o vilão? Não exatamente. É de conhecimento de todos, das campanhas que o governo fazia sobre a Bahia para gringo ver, mulheres negras, quase peladas, se oferecendo que nem loucas com sorriso no rosto a todo homem de fora que visse pela frente. Mas não é culpa totalmente dos que nos governam não. Deixamos tudo acontecer sem problema algum. O soteropolitano se oferece, recebe bem o turista, quase que doa seu tempo a ele para mostrar a cidade nos seus mínimos detalhes. São nossas escolhas que acabam dando ao gringo a visão estereotipada que ele tanto tem sobre nós. Ele na maioria das vezes não nos estupra, estamos lá na cama do gringo (ou da gringa) de boa, mostrando para ele os melhores lugares, ou uma outra cidade que está fora dos circuitos turísticos e cá para nós é bem mais interessante.
É pecado então se entregar? Não! Temos que manter sempre uma postura radical? Não! Se entregue a quem você quiser, mas saiba o que o outro pode pensar sobre você... O problema real é quando nós exotizamos nossa existência a favor do pensamento nefasto do outro. salvador vira Gringolandia por que nós queremos. Abrimos as pernas conscientes, não adianta reclamar depois!...
Um forte exemplo do que falo é o tal vídeo do cantor Marcio Vitor... Ele foi chamado aos berros por um homem que ele era “preto, pobre” e que sua música incitava a violência. Aí o cantor ficou p da vida, deu um piti no circuito, fazendo um discurso a favor da periferia e... SÓ!... Não prestou queixa, não falou sobre o assunto até agora, não colocou o miserável racista na cadeia. E olha que ele tem a mídia a seu favor para fazer isso. Além disso, ele tem uma lei que salvaguarda o direito dele como cidadão negro em ser respeitado. Ouvi do cantor em vídeo postado no You Tube, “Respeite meu povo!”. Mas o cara vai continuar não respeitando. Ele não sofreu nada por conta da atitude nefasta que proclamou. Nada! Nem a cara dele apareceu.
É por conta disso que tenho certeza que não adianta só ter dinheiro, é preciso mais que isso. Marcio deve ter seus motivos bem estruturados para fazer o que fez, ou não fazer... Mas e o resto da população negra que é agredida todo dia?... Eu aprendo a ficar de braços cruzados, eu aprendo a sustentar o outro com o fruto do meu suor, eu aprendo a ficar quieto, eu aprendo que racismo é uma coisa feia e... distante de mim, eu aprendo a deixar o outro fazer o que quiser comigo. E principalmente, aprendo a baixar a cabeça!... Nesta quarta-feira de cinzas, fico me perguntando quando nós vamos deixar de nos iludir com algumas palavrinhas ditas no ouvido, bem de leve, de um cara que vem de fora... Reclamar depois, se fazendo de vítima não adianta mais...

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulherada... FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!

O MELHOR E O PIOR DE... Omar Epps.

O MELHOR: A série HOUSE M.D ganha de lavada em todos os seus projetos cinematográficos. O curriculo de Omar no cinema mistura muita coisa desde comédias romanticas como Além dos Limites da diretora Gina Prince-Bythewood (A Vida Secreta das Abelhas) ao qual foi indicado ao MTV Movie Awards de melhor interpretação masculina, Pânico 2 (eu nem me lembrava disso...), o suspense Perfume e o criativo Alfie - O Sedutor, ele faz o melhor amigo do personagem principal Jude Law que se interessa por sua namorada. Mas é na tv, há oito anos, que Epps brilha como o Dr. Eric Foreman, quase uma cópia mais jovem de House e se esforçando para nãos er exatamente igual a ele. O ator com sua interpretação do Dr. Eric, ganhou o NAACP Image Awards em 2007 e 2008, Ator Coadjuvante em Série de Drama. O NAACP é um prêmio de cinema e tv para a comunidade negra norte americana.
O PIOR: Drácula 2000. Confesso: eu vi este filme nos cinemas (!!!!!). Pensei que iria ver algo ao menos bom e acabei quebrando minha cara!!!!!!! Drácula é ressuscitado sem querer e ruma pros EUA recuperar a reencarnação de sua esposa... Ou seja, o filme não assusta, faz falta nenhuma se você não ver, é cópia frustrada do "formato Pânico" e a participação de Epps é pífia, esquecível!!! Prefira ver o clássico de Bram Stoker pelas mãos de Francis Ford Coppola que é muito bem feito.

sexta-feira, 4 de março de 2011

BEYONCE BRANCA???? PARTE 2...

Quando eu digo que vai virar polêmica, vira! O post sobre Beyonce branca rendeu. E como eu suspeitava era apenas publicação louca e sem fundamento de site que gosta de provocar com besteira. Recebi recentemente um comentário (anônimo!!!) sobre a postagem dando provas que a cantora negra mais poderosa do mundo continua do jeito que sempre foi, NEGONA! Seja na capa de revista francesa, seja ao vivo em jogo da NBA (01 de março e 2011) ela continua negra. Claro com o tom de pele negro mais claro como sempre foi, e loira (!!!), Beyonce nunca foi negra com pele escura. Eu, que particularmente como fã do trabalho da cantora, fico mais tranquilo! ps: Obrigado Anônimo pela informação...