quinta-feira, 28 de abril de 2011

APERTE O PLAY??? Nichol's - Tocam - APERTE O PLAY!!!! Nichols ft Marisa, Vini.

Vamos aos fatos: Este Nichol's se acha! Sabe aquele cara malhado que tá crente abafando que os músculos dele são o umbigo do mundo? Pois, o cantor - dono de boas melodias e letras nem tanto - é desse tipo de homem! Deve chegar na academia e antes de ir malhar fazer um aquecimento no espelho... Um de seus clips, Tocam é um grande exemplo desse ego mais que inflado. Meu povo, o que é isso?!!!!!! Teve um momento, mais precisamente quando o carro entrou em cena, pensei que o clip ia virar uma versão afro francesa de Velozes e Furiosos de tanta bomba!... O que salva? Hum... O casal dançando zouk! A melodia é uma delicia, sensual de verdade e os dois dançando é muito quente, uma fervura... E só! As mulheres ficam passando a mão no corpo dos homens e eu pensando: "E daí?"... E o pior é que este não é o único clip em que Nichol's tira onda de "a bala que matou John Lenon"! Tem outro, que não vou nem citar, pois hoje quem tá inflado é meu bom gosto, que ele praticamente tem uma cena de sexo com a modelo. Aliás, o cara só pega mulher bonita, mas parece um "filhote de Deus é mais"!...


Mas aí, de repente, surge do Olímpio a diva Marysa e põe juizo e ROUPA no corpytho do grandalhão!!!! Em Vini, Marysa, uma das melhores cantoras da zouk music, faz o cara finalmente ficar sensual sem forçar a barra. E com ele vestido! Quer dizer, ele tinha que fazer um terno "Armani" versão quero mostrar meus biceps enormes. O clip é simples, mas bem filmado, o cantor tá arrumadinho, sem ficar sussurando tanto e Marysa... Ah!!! Marysa está linda como sempre e sua voz maravilhosa. A música é a última do cd Sensual da cantora, que faz juz o nome. Ponto alto do clip, Nichol's canta Vini enquanto casais dançam ao seu redor. Muito massa. Fora a fotografia que é um primor. Um bom exemplo de zouk para este fim de noite.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

BIG WILLIE STILE... Um álbum para...


SWINGAR ATÉ ALTAS HORAS!!!! O primeiro álbum do hoje maior astro do cinema norte americano Will Smith, lançado em 1997, com o ator/cantor/produtor bombando no mundo por conta do filme MIB - HOMENS DE PRETO e consequentemente sua trilha sonora. O cd é maravilhoso, não tem uma música somente em destaque, até por que Will (olha a intimidade rsrs) produziu e divulgou muito bem o álbum com clipes divertidos e super vistos, além de performances em premiações inesquecíveis. Ouço sem parar faixas como: Y'All Know, a chiclete Gettin' Jiggy Wit It e sua coreografia que até hoje lembro, Candy, a forte Don't Say Nothin, Miami (lembro do clip brega até hoje...),  Just The Two Of Us que iniciou uma parceria super forte até hoje no mundo artístico; a de Will e seu filho Jada (o clip é muito massa!), a que dá nome ao álbum Big Willie Style com balanço muito bom e Men In Black (CLARO!). Incrivel como deixei de fora poucas faixas do cd. Entre uma faixa e outra, as famosas "interludes", presentes em muito cd de rap ou r&b que se preze. BIG WILLIE STILE faz você dançar e Smith coloca muito balanço no seu primeiro trabalho. Todas as faixas são assumidamente trabalhadas para virarem sucesso e você poder assobiar depois. O encarte é simples, traz algumas fotos do cantor e devidos créditos, nada demais. Vale realmente a pena.

APERTE O PLAY!!!!!! Toro Y Moi "Talamak".

Vou logo avisando, Toro y Moi não é pra qualquer tipo de ouvido! Dito isso, prossigo sem culpas, apresentando o cantor norte-americano Chaz Bundick que mistura música eletronica, com soul, com r&b e batidas de funk. Se você está acostumado aos novos talentos da MPB "alternativa clichê", com certeza não vai curtir este cara aqui. Ou até pode "curtir" só para dizer que é coll... Bem, o cara foi classificado por alguns críticos como "dono de um estilo eletronico rebuscado, over, um instrumental aparentemente complexo"... Na verdade Toro y Moi é o nome da sua banda, que é composta de um só elemento. É quase lounge o som de Chaz, digo quase pois no cd tem funk, pop, soul, baladinha. De tudo um pouco. Da para extrair bons tesouros  deste cantor.

APERTE O PLAY????!!! Comerciais de desodorante...

Faz um tempo já a Garnier lançou uma linha de produtos - mais precisamente desodorantes - que prometem proteger seus usuários por 48 horas. A tal "Eficácia ultrasseca que deixa a pele respirar" do Garnier Bi-o Mineral Men. Para isso, fez comerciais voltados a todos os públicos em todas as partes do mundo. É só colocar no You Tube e todas as versões chegam aos olhos. Gosto muito da série de comerciais, modelos bonitos, paisagem  bonita, isual arrojado. Esse que me representa, é claro, é o meu favorito...



O que não acontece com um outro fabricante, o Old Space. Gente, que negócio bizarro é esse? O ator e ex jogador de futebol americano, Terry Crews, que faz o Julius na série Todo Mundo Odeia Cris, despiroca totalmente, gritando, exibindo seus hiper músculos, gritando mais ainda, ficando de cueca com o desodorante na mão em cima de um tigre bizarro, gritando mais alto ainda... É demais para minha cabeça... Curioso como as propagandas norte americanas exageram no exagero!!!! É assim redundante mesmo!... Tanta informação ao mesmo tempo que chag dar dor de cabeça.

terça-feira, 19 de abril de 2011

APERTE O PLAY!!!! Nova música de BEYONCE: Girls (Who Rule The World)



Eu não pude deixar isso assim... Acordo hoje e dou de cara que ontem a nova música de Beyonce "vazou" (sei...) na net. Dias atrás, imagens do clip vieram a tona e me deixaram muito curioso para saber como as coisas iriam caminhar no seu novo album. Mas a julgar pela primeira música, lá vem coisa diferente aí... Neste novo single Beyonce - Girls (Who Rule The World) o som é bastante pesado - curioso como a cantora assume uma postura quase rock a cada trabalho que passa! - mas ao mesmo tempo você conhece as características marcantes que sempre estiveram no trabalho dela. A música é muito boa e confesso que estou louco para escutar logo os remixes! Que venha o álbum inteiro logo.

domingo, 17 de abril de 2011

Orixás – Do Orum ao Ayê

São 80 páginas que passam tão rapido que você não sente! Ao começar minha "crítica" com esta frase acho que resumi que Orixás – Do Orum ao Ayê deve estar na sua estante, caro leitor. Não sou especialista em quadrinhos, mas tem tempo que tenho em mãos uma revista tão bem cuidada, com encadernação perfeita e desenhos maravilhosos. Além do mais, o preço está em conta: por apenas R$ 19,90 você leva para casa um bom produto sobre uma parte - fundamental - da nossa cultura negra brasileira.

Orixás – Do Orum ao Ayê é o primeiro volume - de um total de cinco - de uma coleção feita para contar as fabulosas histórias dos Orixás. Seus criadores, o desenhista Caio Majado, Alex Mir que assina o roteiro e Omar Viñole, arte-final e cores, esbanjam imaginação ao recriar, nas páginas da HQ, os mitos, ensinamentos, o lado humano e poderoso dos Orixás.

A primeira coisa que me chamou atenção é a forma de ver a criação do universo, de forma negra. Galera, meus olhos ainda saltam quando vejo este tipo de coisa!!! Minha infancia e adolescencia foram cercadas por referencias APENAS brancas. Hoje vejo um novo mundo e me dou ao prazer de experimentar elementos infato-juvenis e voltar a ser criança/adolescente sem problema durante alguns minutos. Portanto, ver Olorum criando os primeiros seres vivos ainda faz meus olhos se supreenderem sim. Acho que para uma criança hoje que vê este tipo de coisa não deve surpreender muito, mas a mim, este ponto ainda parece fundamental.

Um outro ponto que friso é a linguagem usada pelos autores. O tom é épico. Apesar de ser quadrinho pensei folhear alguma escritura sagrada. A forma como tudo é narrado é tão grandiosa que você realmente não sente o que está lendo. As histórias, centradas no mito da criação do universo e do nosso mundo, tem pontos que desafiam sua criação eurocentrica, pois a forma como tudo foi estabelecido em sua cabeça é algo difícil de tirar... Por exemplo, como acreditar que a terra que compõe todo o mundo foi espalhada por uma galinha gigante?! Mas quando você se dá conta que tudo é construído, relaxa e aproveita. A revista serve também para ver como em diferentes partes do mundo o homem recria/cria Deus e diversas divindades de formas diferentes. Mas qual a versão final e oficial que chega a nós ainda hoje?...

Logo depois da história dos Orixás os autores mostram os "bstidores" da publicação, como acharam o traço próprio para os personagens, estudos da capa, do logotipo, dos cenários usados. Orixás - Do Orum ao Ayê foi publicado com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura do governo do estado de São Paulo, na edição de 2009. As lendas iorubás estão fortemente representadas neste trabalho primoroso. E por mais que você já tenha lido a revista dá vontade de ler novamente...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O MELHOR E O PIOR DE... Wesley Snipes.

O MELHOR: Bem, voce pode falar tudo sobre Wesley, caro leitor, dizer que ele está preso, que não sabe cuidar da vida direito, que não tem pinta de galã, que nos últimos anos se envolveu em filmes que mais pareciam saidos da mente doentia de um diretor sem talento, mas dizer que ele não tem bons trabalhos em seu curriculo, aí já é demais... Para mim, Wesley é o melhor brucutu que Hollywood fabrincou. Apesar de não ter o sucesso de um Shwazneger da vida ou mesmo um Van Dame, Snipes tem talento como ator, por mais que a escolha de seus filmes queria provar o contrário. E é por acreditar nisso que escolho como seu melhor trabalho Para Wong Foo, Obrigado Por Tudo Julie Newmar de 1995, de Beeban Kidron, que dirigiu a continuação de Bridget Jone. Ok, ok, todo mundo lembra dele por Blade - O Caçador de Vampiros, filme responsavel por retomar a carreira de todos os super heróis dos quadrinhos nos cinemas, mas ninguém (eu disse NINGUÉM!!!) na época imaginava ver o negão de filmes como Zona Mortal (94), O Demolidor (93), no papel de uma drag queen despirocada, ao lado de Patrick Swayze e John Leguizamo, pelo interior dos EUA em um cadilac. É por estas e outras que este ator chama atenção, ele desconstrói a própria marca que o fez famoso. Fez isso mais de uma vez até, em Febre na Selva (91), O Despertar Para a Vida (92), Falando de Amor (95), Estranha Obcessão (96), Sem Vestígios (2000), dentre outros... Fora quando exerce o papel de produtor, é dele por exemplo o incrível A Outra Face de John Woo. Acho que ele meteu os pés pelas mãos, mas não deixou de ter uma carreira realmente boa.


O PIOR: Com certeza cito Blade Trinity, onde ele virou coadjuvante da propria série!!!!!!! Como assim um personagem como Blade vira antagonista? Resultado: o filme foi um fracasso graças a Deus!!!!!!!! Imagina se a idéa dá certo?! Em um quarto filme poderiam inventar de Blade morrer e o quinto capitulo chamar O legado de Blade... Hollywood pode até levar a sério minha idéia...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Carnaval no Feminino.


Este Carnaval do Feminino chegou em minhas mãos através da diretora do colégio que ensino. O colégio recebeu e antes que ela pudesse colocar o livro na biblioteca pedi emprestado com uma cara de muxoxo que foi difícil ela dizer não. Levei comigo e não aguentei, comecei a ler pelo caminho, sentado no ônibus, este livro que preenche uma lacuna histórica ao retratar o Carnaval atráves da perspectiva feminina, sua alegria por estar e participar ativamente na festa, também o trabalho árduo que exercem e o machismo que enfrentam muitas vezes por estarem em espaços majoritariamente masculinos.

O livro, produzido pela SEPROMI - Secretaria de Promoção da Igualdade - expõe o depoimento de 38 mulheres, algumas grandes conhecidas da mídia como Margareth Menezes, Marcia Short, Carla Vizi, Negra Jho, Graça Onasilê e outras que não são tão conhecidas as vezes por não estarem mais nos grandes circuitos como grandes divas do carnaval como Claudete Macedo compositora de nada mais nada menos que Flor de Laranjeira feita em parceria com Zé Pretinho, ou a famosa Gal do Beco que saiu da Vasco da Gama e hoje reside no Dique do Tororó ainda tentando fazer o seu trabalho de divulgadora de novos grupos de samba.

Os relatos são deliciosos e reais. Não caem na armadilha do saudosismo de beira de esquina. Também não é um livro de lamentações, as mulheres é claro são levadas através de suas lembranças a visitarem momentos difíceis, algumas até se recusam a mecher em certas feridas ainda não cicatrizadas, mas no final exibem sempre um sorriso largo. São mulheres que lutaram e lutam ainda e fazem do carnaval da Bahia uma festa mais humana e menos desigual.

Curioso foi perceber que dentre as 38 existia uma que conhecia "muito bem", Tânia Santana é minha vizinha de bairro, já a vi muitas vezes e nem sabia sua história como pioneira na Ala de Canto do Bloco Afro Olodum, logo no início dos anos 90. Também tem gente que desconheço totalmente e minto se dizer que não fiquei curioso em conhecer, como Alaíde do Feijão, nossa (!), que história de vida e personalidade maravilhosas. E o sorriso e a alegria de Dona Nicinha, logo na primeira parte do livro? São 72 anos de pura experiência!!! Também me chamou atenção Laís dos Santos de 24 anos, que em 2008 foi rainha do Bloco Afro Bankoma, é dançarina e gordinha. Ou seja, bem diferente do modelo de corpo que geralmente a dança clássica se remete...

O livro mistura presente e passado, sendo organizado em cinco partes. A primeira reunindo mulheres mais velhas e toda sua experiência, a segunda com mulheres mais ligadas aos movimentos de blocos Afros, a terceira com mulheres que marcaram sua expressividade através do canto, a quarta (e uma das melhores!) com relatos das mulheres que participam o carnaval trabalhando efetivamente para a festa funcionar e a última sobre as mulheres que colocam os blcos afros na rua, para o povo ver nos dias de folia.

Carnaval no Feminino é um livro que emociona. Não está sendo distribuído em tudo quanto é canto - começou a ser distribuido este ano no dia internacional da mulher que caiu na semana de Carnaval - mas se chegar em suas mãos pegue e não solte. É possível ler em uma sentada. O seu úinico defeito é a encardenação, horrível, que solta as páginas com uma facilidade incrível. Deveria ao menos ser encadernado de forma digna, já que o material do livro é lindo, as fotos em preto e branco maravilhosas e os depoimentos com histórias de vida de mulheres que se encontram na cidade de Salvador, singulares. Vale muito a pena ler e passar adiante. No final, vem a sensação de saber mais da história do Carnaval da sua cidade - que não é somente aquele putetê todo - e também que existem mulheres que estão dentro de tudo quanto é força, ajudando a festa a funcionar, o bloco ser levado pela avenida, o canto dos ancestrais ser propagado, sempre com sorriso no rosto. Lição de vida!

domingo, 3 de abril de 2011

SANTO DE CASA AO VIVO... Um Álbum para...


QUEBRAR MUITO E REVIVER O RECÔNCAVO BAIANO... Mariene de Castro dispensa apresentações. Aqui em Salvador, então, todo mundo sabe quem é ela e a cantora ostenta já seu lugar no "mundo" das divas baianas. Neste Santo de Casa ao Vivo, segundo da carreira da cantora, ela repete muita coisa boa presente em seu primeiro CD Abre Caminho. O cd, gravado no Teatro Castro Alves, em uma manhã de Domingo, no projeto Domingo no TCA, com ingresso na época a R$ 1,00, conta com a animação de uma galera sem chorumelas, disposta a sambar junto com as lembranças do recôncavo que Mariene traz no seu trabalho. Destaques para Pot-pourri de Nené, Chico e Chica, Vi Mamãe na Areia, Abre Caminho. O ponto ruim é que Mariene não faz muita coisa diferente... Acontece com ela o que aconteceu também com Rita Ribeiro e seu Tecnomacumba ao Vivo, o cd é completamente uma versão ao vivo ao pé da letra do cd de estúdio. E realmente, todo mundo sabe que uma versão ao vivo tem que ter mais do que apenas o aplauso do público como diferencial. É ao vivo, o cantor (cantora) está mais livre para criar, para improvisar, para estender as músicas. Neste Santo de Casa Mariene não renova muito. Para quem não tem o Abre Caminhó - como eu - comprar este trabalho ao vivo é uma grande aquisição, mas para quem tem, não vai mudar sua vida não. Outra, Mariene deveria já ter mudado de repertório. Largar essa coisa de Clara Nunes e deixar de cantar Ilha de Maré, mas sei que é via de mão dupla, é como Bethania sem Negue e Ronda... Do resto, o cd tem bom repertório, arrnjos bons também, um visual lindo, um primor assinado por Marcelo Mendonça. E Mariene constrói o seu lugar no Samba brasileiro, expandindo o samba da Bahia.

quinta-feira, 31 de março de 2011

APERTE O PLAY??? cqc materia o povo que saber com deputado jair Bolsonaro.



Esse daí tá famoso pela merda que fez esta semana. O Brasil inteiro comenta em tudo quanto é rede social. O deputado Bolsonario em entrevista ao programa CQC sai natirando para todos os lados e faz comentários racistas, homofobicos,além de defender o sistema ditarial brasileiro vigente nas decadas de 60/70 e 80 neste país. Fala mal de Dilma, fala mal de Lula, fala mal de todo mundo... Eu sinceramente achei maravilhoso. Um choque de realidade para os liberais que acham que preconceito "é coisa ultrapassada"... Assim como tem gente como o deputado, existem aqueles que acham que muito mudou e pouca coisa acontece neste país "salada cultural"! Bem, exitem muitos como o deputado por aí. Esperando a oprtunidade de soltar suas ideias, não em qualquer lugar ou qualquer momento, até certos tipos de discriminação são crime no Brasil. Entao eles agora tomam e muito cuidado com tudo... Mas eles querem falar e quando encontram espaço, as ezes motivados pelo ego acabam falando tudo e entram pela culatra como um tiro mal dado... Agora todo mundo protesta, todo mundo quer a cabeça de um cara que foi eleito pelo voto direto do povo e defende um sistema que é contra toda e qualquer liberdade de expresão. Contradições deste mundo cruel... Esta manhã fui despertado por um comentário do diretor baiano Fernando Guerreiro no facebook que postou: "Precisamos é dar apoio a Jean Wills e aos políticos que querem avanços neste país. Não vamos esquecer que é o sexto mandato de Jair e grande parte da população apoio seus preconceitos e "delírios" racistas e homofobicos. A guerra está apenas começando!" Concordo com ele plenamente. Só alcançaremos um país digno através de uma tomada de consciencia de todos nós! Consciência no voto, na decisões, nas atitudes do dia a dia...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aprendendo a cozinhar com Chef G Garvin.

Você já ouviu falar em G. Garvin? O negão é um dos chefs de cozinha mais famosos dos EUA e suas receitas são mostradas de forma descontraida na tv norte americana fazendo um enorme sucesso entre homens e mulheres. Entre uma receita e outra, que vai desde o prato mais fácil a uma receita que precisa de concentração e tem um grau de dificuldade elevado, ele brinca, ele dança (sempre ao som de hip hop) e se comunica de uma forma bem humorada. Como não poderia deixar de ser, homem que cozinha e que dança bem... faz sucesso com a mulherada! Mas o cara é realmente cativante e se afasta do estilo "chef de cozinha de nariz em´pé" e cheio de frescura, já que o negão faz suas receitas sempre com um sorriso largo no rosto. Garvin percorre os melhores restaurantes de Nova York e decifra os sabores da mega cidade capital do mundo.
Para quem ficou interessado, o programa vai ao ar no canal GNT, Domingo as 13:00 h e Quinta as 12:30 em horário alternatio. Vale a pena...

segunda-feira, 21 de março de 2011

LUZ DOURADA, Margareth Menezes... Um álbum para

DANÇAR COM OS ANCESTRAIS!!! Conheci certa vez um suiço, negro, que resumiu a sensação de presenciar uma apresentação da cantora Margareth Menezes como alguém que com sua voz chamava os ancestrais para dançar junto a nós. Este, LUZ DOURADA, álbum de 1993 não tem os maiores hits de Maga, mas para quem conhece seu trabalho, sabe que as músicas presente nele deveriam estar em todo set list de show atual da baiana. Destaque para Vou Mandar (que fez sucesso relativo aqui na Bahia), Black Show, Raça Negra (que não dá para ouvir uma vez somente e a letra é um primor), Até Rir o Mar (um swing bom demais...) e Novos Rumos. Como Maga é ousada, o trabalho reune não só o afro ritmo que consolidou a voz de Maga por todo o país, mas ela é afro, é pop, é lambada, mete o dedo em tudo que é estilo. O único defeito do álbum é quando Maga se desemboca para o romantico! Aqui não dá muito certo. Em um outro trabalho mais a frente, Pra Você, ela consegue equilibrar a salada musical que tanto gosta e alcançar o romantico sem parecer forçado. Este Luz Dourada deveria ser mais conhecido.

domingo, 20 de março de 2011

A Promiscuidade Academica e Sua "Revolução" Fingida...


“E se fosse homem diria que estou de saco cheio dos políticos de eleição, dos estudantes de faculdade que vem aqui para ganhar nota de português vendo a gente falar errado, dos artistas que representam a vida da gente. ma sou mulher e para não ficar quieta escrevo estes pensamentos.” Carolina Maria de Jesus.
Descobri dias atrás uma escritora, presente faz tempo na literatura nacional, na grande literatura aliás, mas novinha em folha dentro da minha estante. Carolina Maria de Jesus está me despertando – como toda mulher que escreve – a enxergar outros sentidos. Esta frase, presente em uma revista com reportagem sobre sua vida, onde estavam escritos alguns de seus provérbios, me chamou atenção em meio a tanta coisa bem escrita sob a motivação da indignação e da fúria.
No trecho fica óbvio o desabafo. Mas dentro dele está algo que me chama atenção pelo momento que estou passando; “dos estudantes de faculdade que vem aqui para ganhar nota de português vendo a gente falar errado”. Algo que não é novidade para ninguém, este movimento que a academia tem de sempre estudar distante os movimentos que sem eles ela não existiria.
Isso me revolta. Quantos e quantos trabalhos sobre quilombos, desde – ou até antes – da lei que obriga o ensino de cultura afro brasileira, quantos trabalhos sobre favelas, e negros nas favelas, ou associações de negros... Inúmeros. Graças a Deus! Os negros na academia, que sempre foram estudados pelos brancos de forma “imparcial”, nos últimos anos, tiveram incentivos para que a pesquisa sobre seu povo fosse comandada por negros. Isso tem diferença? Sim tem. Todos nós sabemos disso, que há diferença do olhar. Um olhar antes marginalizado que passa a ser sujeito e não só objeto.
Mas, existe outro movimento. Universitários que fazem das tripas coração para montar trabalho sobre determinada célula da cultura negra (quilombos e favelas são o principal alvo), fazem seu trabalho, tiram fotos, convivem com a comunidade e depois que sua nota está linda no quadro de notas, ADEUS! Vi este movimento dentro da universidade inúmeras vezes. O romance universitário dura tempo suficiente para que sua fama dentro da academia aumente e que seu currículo lattes seja enaltecido pelo resto das instituições. Ele traveste seu estudo de “compromisso social”, já que vai estudar uma camada da sociedade “carente/marginalizada/não valorizada/afastada” da sociedade, convence a si mesmo que está “dando voz!” (clichê na boca de inúmeros universitários!) ao sujeito que encabeça sua pesquisa, faz o seu trabalho de pesquisa – se surpreendendo com a forma de vida do seu objeto de pesquisa (“Nossa, olha como eles vivem.” “Nossa, olha como eles comem!”) e no fim dá um belo pé na bunda nele. Aconteceu da parte dos brancos para os negros nas últimas décadas do século XX e atualmente acontece de nós para nós mesmos...
Afinal de contas a gente concebe direitinho o que o branco colonizador faz. E como diz a escritora Carolina, eu estou de saco cheio. Essa promiscuidade acadêmica muitas vezes me enoja. O estudo de vários temas não é o problema, mas a forma como a hipocrisia da revolução é formada isso sim desequilibra. Escrevo hipocrisia da revolução, pois a maioria dos universitários que estudam os marginalizados convencem que seu trabalho vai realmente mudar a forma como as pessoas vêem determinada camada da sociedade, ou que estes sujeitos serão ouvidos e seus gritos vão finalmente ser levados a sério. Alguns POUCOS conseguem algo relevante. Mas a maioria? Tem seus trabalhos presos dentro de uma biblioteca universitária junto a camadas e camadas de poeira de outros tantos trabalhos.
Não nego que a academia tenha feito muito pela sociedade. Seria covardia de minha parte não reconhecer isso. Mas para cada profissional que surge com esta visão, inúmeros estão em suas costas, sendo levados pelo fácil, pelo cômodo. Não mudam, representam. Não progridem, repetem! Inúmeras bolsas – com muito ou pouco dinheiro – “pipocam” nas universidades atrás de estudos revolucionários. Colocam o objeto de estudo em evidencia, vão para campo e depois o destino é sempre o mesmo.
Eu mesmo, até considero isso que estou escrevendo clichê. Ou melhor, um clichê dentro de outro. Estou falando de algo que uma escritora da década de 50/60 já desabafava! No seu contexto o acontecimento surgia de outra forma, com outros sujeitos, mas agora a construção é quase a mesma e os sujeitos são diferentes... Essa repercussão do afastamento que nós negros universitários sempre condenamos, acabamos readaptando a um contexto interno. Somos sujeitos e objeto da historia, mas será que concebemos a historia de uma forma mais intima? Estudantes universitários negros urbanos vão desembocar em quilombos afastados da urbanidade louca do dia a dia para estudar seu modo de vida, a forma como vivem e sobrevivem. São negros, mas são iguais? Não! Complexidades que só da para alcançar, entendendo as bifurcações e armadilhas que a diáspora negra nos trouxe.
Conversando com um antigo professor, acabamos concordando em uma critica ao sistema de cotas, que graças ao meu bom Deus está sendo mudada. Antes – su parte da primeira turma de cotistas da UNEB – as cotas “garantia” seu lugar lá dentro, mas e depois? Como seria sua vida lá? E o que voce ofereceria em troca da cultura e do movimento que lutaram para voce estar lá dentro junto ao seu esforço?... Os estudantes entravam e se esqueciam que uma coletividade foi responsável por ele estar ali. Sou negro, cheguei até aqui e... Ele era engolido pelo individualismo do mérito branco tão famoso nas últimas décadas. E o seu trabalho não vai voltar para a sociedade? Alguns até tinham esta consciência, mas o discurso universitário é que “ele volta o seu trabalho como uma ajuda para a comunidade”. É bom entender que não é ajuda, é obrigação! A universidade pública tem que deixar o viés politicamente correto do empadrianhamento, para o total engajamento da responsabilidade com os seus.
A academia eurocentrada achou durante anos de vitimizar os nossos e na minha opinião estamos indo por um caminho parecido. É preciso um quilombo sempre distante, uma favela desorganizada, um mendigo pitoresco para ser estudado, uma roda de samba com uma tradição não reconhecida... Não reconhecida por quem? Pela obviedade da academia que só consegue se enxergar, mesmo estudando fenômenos que nunca precisaram da ajuda dela para existir... Eu realmente tô de saco cheio do eurocentrismo, dos brancos e seus estudos epistemológicos há anos, mas também começo a ficar cansado com uma circulação de certas camadas do meu próprio povo...

quinta-feira, 17 de março de 2011

ALVIN AILEY

Alvin Ailey era um visionário, estava entre os profissionais que se diferenciam dos outros, justamente pois conheciam o mundo que viviam e conseguia ir além. Ele considerava que a dança teve sua origem do poo e volta e meia ela voltava ao seu berço, a sua origem, ou seja feita para o povo e pelo povo. Por conta disso, resolveu fundar uma Cia de dança que representasse também as expressões afro americanas no palco, pois na sua época, os negros nos EUA quase não tinham lugar no espaço artístico. Considerada uma das maiores companhias de dança do mundo a Alvin Ailey - fundada em março de 1958 - se projetou inovando, levando uma energia nunca antes vista ao palco no que se referia a dança. O motivo? A expressão negra foi valorizada. A partir daí a noção de dança moderna foi revolucionada nos EUA. A Cia, tem um espetáculo, Revelations (1960), considerado uma das maiores coreografias de dança moderna de todos os tempos. Seu fundador, Alvin, fundou uma cia inter-racial, mas que levava muito em consideração a experiencia dos afro americanos como expressão artística. Ele levou uma vida extremamente amargurada, viciando-se em drogas e acabou sofrendo uma colapso nervoso em 01 de dezembro de 1989. Apesar de tudo, Alvin tornou-se um gênio da arte no século XX e seu trabalho vai ficar para sempre na mente de dançarinos, diretores, do público...A Cia foi dirigida por Judith Jamison, que conheceu Alin em 1963 através do espetáculo My People, ex dançarina que leva o legado de Alvin a risca. Esta profissional fez crescer a Cia e hoje seus dançarinos se apresentam para cerca de 78 milhões de pssoas em suas apresentações anuais, além de possuir duas escolas - filiais - na África do Sul. Além de valorizar a expressão artística negra, a Cia também se firma como uma das fotes artisticas nitidamente norte americanas que vive espalhado seus conceitos para todo o mundo junto aos seus espetáculos.

Mas a África não foi um destino novo da Cia, pois desde 1965 eles já faziam inúmeras turnês ao redor do continente africano. Tanto que em 1967, viajam por 10 paises da África com suas coreografias. Com mais de 50 anos de existencia, a Alvin Ailey é com certeza referencia em todo o mundo da dança. Hoje ela é dirigida por Robert Battle coreografo que substituiu judith ano passado.


O site da cia e para os interessados em verem imagens simplesmente IMPRESSIONANTES escontra-se aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nesta quarta feira ás 20 horas, no Espaço Xisto Bahia, localizadado na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador, acontecerá a LEITURA DRAMÁTICA de TRANSMETRÓPOLIS, espetáculo com texto e direção minha. Transmetrópolis conta a história de Shirley, travesti dona de um bar em Pirajá, bairro da periferia de Salvador, que é casada com Alberto um ex segurança que faz bicos como motorista. Eles vivem muito bem, até que Alberto dá a notícia para Shirley que deseja fazer operação de mudança de sexo para se transformar em mulher!...
A partir deste ponto, o texto abre o leque de sexualidades presentes no nosso dia a dia. Será que todo hétero gosta do diferente durante toda a vida? Será que um gay não pode um dia tornar-se hetero? Gay é gay pra vida inteira? E os trans, são heteros ou podem ter outras irientações?...
Transmetrópolis é uma produção da SOUDESSA CIA DE TEATRO e o COLETIVO DOS PRODUTORES DO SUBÚRBIO, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias. Os três se dividem nos papéis dos personagens de uma trama que vai e volta no tempo para cutucar, além do tema das orientações sexuais, nas clínicas de cunho cristão que são destinadas a recuperar pessoas com transtornos sexuais. Tudo com bom humor, apesar de não se tratar de uma comédia rasgada.
O que vai acontecer nesta quarta-feira é uma leitura dramática do texto. Vamos testar como o tema abordado chega ao público. As Leituras dramáticas são uma peça de teatro lida em voz alta para uma plateia. Há dramaticidade, atores interpretado através de inflexões vocais e de expressões faciais com gestos econômicos. Você caro leitor, está convidado, a entrada é franca.
SERVIÇO:
O QUE: Leitura Dramática de Transmetrópolis (texto e direção de Filipe Harpo, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias).
ONDE: Espaço Xisto, Biblioteca Pública dos Barris.
QUANDO: dia 16/03/2011 - quarta-feira.
HORÁRIO: Às 20:00 horas.
QUANTO: Entrada franca.

sábado, 12 de março de 2011

SUPERNATURAL Des'Ree... Um álbum para...


MELHORAR SEU DIA EM TODOS OS SENTIDOS!... Nunca vi um álbum tão positivo em toda minha vida. Sabe aquele tipo de cd que é mão na roda quando você está triste, cabeça baixa, nada parece que vai dar certo? Este SUPERNATURAL, terceiro da carreira da cantora britanica, é com certeza o up da minha estante, o amuleto para dias frios. Destaque para as faixas What's Your Sing?, God only Knows, o super hit Life, Best Days - uma atrás da outra - Pround to be Dread, outro super hit I'm Kissing You - trilha sonora do filme Romeu & Julieta com Leo Dicaprio - além de Time e a nova roupagem para o clássico moderno Fire. Ufa! É um album maravilhoso, tem balada, música pros momentos romanticos, também para você chutar o pau da barraca, canção para você dançar sem parar... Todas para se sentir bem. Pois então, tá triste? Ouça Des'Ree SUPERNATURAL, lindo, leve, dançante, garanto que seu dia vai ficar melhor e logo logo um sorriso vai surgir no rosto... Sempre acontece comigo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Você já ouviu falar em... I, Alex Cross????

Quem precisa de um James Bond negro quando se tem um Alex Cross no comando? E se você pensa que nunca ouviu falar nele, engana-se, pois o detetive negro já foi interpretado em dois filmes por Morgan Freeman em Beijos Que Matam e Na Teia da Aranha.
Agora o mais novo contratado para viver o herói na franquia é o cineasta e ator Tyler Perry, famoso pelos filmes com sua personagem Madea.
O novo filme, I Am Alex Cross, contará a historia do detetive tentando prender o assassino da sua esposa. A única coisa que me incomoda é que o diretor Rob Cohen - A Múmia 3 - é o responsavel em comandar a produção.
O filme vai ser tocado de forma independente, não há empresa para distribuição ainda.

Aperte o Play!!! Chuck Berry - Johnny B. Goode live

Que som é esse minha gente?! Trata-se de nada mais nada menos que o pai do Rock and Roll!!! Olha como ele bota pra quebrar na guitarra... Nem todo cantor consegue fazer esse tipo de coisa atualmente, em quem toca mesmo DE VERDADE é o computador e seus efeitos. O cara brinca com o instrumento, tranquilo, completamente dizendo: "Olha, cara, eu sou o dono da festa!" Não é a toa que a canção Johnny B Goode tem a introdução de guitarra mais famosa da historia da música, está em 7º lugar nas 500 maiores músicas da história da Rolling Stone e foi escolhida como um dos sons humanos levados pelas naves Voyager 1 e 2 para o espaço, caso haja contato com seres extraterrestres... Tenho certeza que os E.Ts vão adorar este som! rsrsr

quarta-feira, 9 de março de 2011

Salvador ou... Gringolandia????

É de praxe. Quando acaba o carnaval, estouram em todos os lugares depoimentos de gente revoltosa com a maior festa popular do planeta. São pessoas que das duas uma: ou não gostam do carnaval e esculhambam mesmo não tendo motivo, ou outras que tem motivo de sobra, pois brincam e acabam vendo coisas que não gostariam de ver. Na festa deste ano – que aqui em Salvador começou na quarta-feira – em uma era dominada pelo you tube e seus vídeos sem fim, os depoimentos começaram muito antes do Carnaval terminar.
Circulou nos últimos dias, um vídeo da jornalista Raquel Sherazade, da Paraíba, jogando na parede sua opiniao sobre o carnaval, outro que agora ronda o facebook de quase todo mundo é o do cantor Marcio Vitor desabafando em pleno circuito da folia contra um homem branco que o chamou de “preto, pobre” e disse que sua música incita a violencia em um camarote aqui em Salvador. Um outro mostra flashs das “melhores” brigas do carnaval 2011...
A verdade é que o Carnaval de Salvador – nunca experimentei o de outros lugares – é uma festa de inúmeras contradições. Primeiro que a cidade devia mudar o nome para Gringolandia... Foi divulgada recentemente – terça-feira, 25/02/2011 – que a maioria da população soteropolitana faz questão de escapar do Carnaval. Sao 77,9%, sendo que 60,5% passam o carnaval em casa, o restante viaja. É quando a população de Salvador – em sua maioria negra – sai seja para o interior do estado, seja para as ilhas e os turistas invadem a cidade. É perceptivel, no Canraval, a população branca de SSA aumenta consideravelmente e nestes tempo de alta do dólar os gringos fazem a festa. Há algum problema nisso? Até então não. Mas basta um olhar mais atento para ver que as coisas não sao tao simples quanto parecem...
Primeiro, Salvador é uma cidade que tem uma cultura “paga pau” pra turista. Gringo aqui faz o que quiser. E isso não é balela! Os que vêm de fora são mais bem tratados que os nativos. Tem-se uma cultura de que o turista é alguém poderoso, que com seu dinheiro gasto na diversão pela diversão ele sustenta a cidade e por conta disso tem que ser tratado de forma completamente diferente. Então vai aí um colar pro gringo, junto com a melhor mesa no restaurante pra ele comer aquela moqueca suculenta, acompanhado de uma pretinha básica que serve a ele como guia turístico e depósito de sêmen a noite – ou na hora que ele quiser e entender.
Segundo, o turista trata de formas distintas o nativo branco e o negro. Até por que quando voce, de fora, imagina a Bahia, não coloca na sua cabeça a imagem de gente loira de olhos azuis, apesar que aqui em Salvador tem muitos. Mas o negro, na época da alta estação, é o alvo preferido do apetite sexual do turista. Ouvi esta temporada, que durou insuportáveis três meses, “Eu quero ver o que o baiano tem” (pretensa falta de criatividade, quase todo turista que vem de fora diz isso...), ou “Eu quero um corpo negro! Um pau enorme dentro de mim!”, “Eu quero ver a negona mexer. Mexe negona!”. Mas do outro lado também existem pérolas... “A cidade tá cheia de gringo! Vou hoje pra TAL BAR, pois lá tem mais turista.”. O problema alastra quando essa erotização, que não chega a irritar muitos passa para o caminho da marginalidade. Por que pra transar todo preto serve, mas para a convivência nem tanto... “Sim, tem carnaval na Liberdade, em Cajazeiras... ainda bem que os marginais não vem pra cá”. Não adianta a prefeitura querer convencer as pessoas do contrario, pois os turistas já compreenderam direitinho seu real plano.
Terceiro, o gringo faz e acontece aqui, mas por que será que ele vem fazendo isso durante tanto tempo e não pára? Por que nós não deixamos parar... Sim, o gringo é o vilão? Não exatamente. É de conhecimento de todos, das campanhas que o governo fazia sobre a Bahia para gringo ver, mulheres negras, quase peladas, se oferecendo que nem loucas com sorriso no rosto a todo homem de fora que visse pela frente. Mas não é culpa totalmente dos que nos governam não. Deixamos tudo acontecer sem problema algum. O soteropolitano se oferece, recebe bem o turista, quase que doa seu tempo a ele para mostrar a cidade nos seus mínimos detalhes. São nossas escolhas que acabam dando ao gringo a visão estereotipada que ele tanto tem sobre nós. Ele na maioria das vezes não nos estupra, estamos lá na cama do gringo (ou da gringa) de boa, mostrando para ele os melhores lugares, ou uma outra cidade que está fora dos circuitos turísticos e cá para nós é bem mais interessante.
É pecado então se entregar? Não! Temos que manter sempre uma postura radical? Não! Se entregue a quem você quiser, mas saiba o que o outro pode pensar sobre você... O problema real é quando nós exotizamos nossa existência a favor do pensamento nefasto do outro. salvador vira Gringolandia por que nós queremos. Abrimos as pernas conscientes, não adianta reclamar depois!...
Um forte exemplo do que falo é o tal vídeo do cantor Marcio Vitor... Ele foi chamado aos berros por um homem que ele era “preto, pobre” e que sua música incitava a violência. Aí o cantor ficou p da vida, deu um piti no circuito, fazendo um discurso a favor da periferia e... SÓ!... Não prestou queixa, não falou sobre o assunto até agora, não colocou o miserável racista na cadeia. E olha que ele tem a mídia a seu favor para fazer isso. Além disso, ele tem uma lei que salvaguarda o direito dele como cidadão negro em ser respeitado. Ouvi do cantor em vídeo postado no You Tube, “Respeite meu povo!”. Mas o cara vai continuar não respeitando. Ele não sofreu nada por conta da atitude nefasta que proclamou. Nada! Nem a cara dele apareceu.
É por conta disso que tenho certeza que não adianta só ter dinheiro, é preciso mais que isso. Marcio deve ter seus motivos bem estruturados para fazer o que fez, ou não fazer... Mas e o resto da população negra que é agredida todo dia?... Eu aprendo a ficar de braços cruzados, eu aprendo a sustentar o outro com o fruto do meu suor, eu aprendo a ficar quieto, eu aprendo que racismo é uma coisa feia e... distante de mim, eu aprendo a deixar o outro fazer o que quiser comigo. E principalmente, aprendo a baixar a cabeça!... Nesta quarta-feira de cinzas, fico me perguntando quando nós vamos deixar de nos iludir com algumas palavrinhas ditas no ouvido, bem de leve, de um cara que vem de fora... Reclamar depois, se fazendo de vítima não adianta mais...

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulherada... FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!

O MELHOR E O PIOR DE... Omar Epps.

O MELHOR: A série HOUSE M.D ganha de lavada em todos os seus projetos cinematográficos. O curriculo de Omar no cinema mistura muita coisa desde comédias romanticas como Além dos Limites da diretora Gina Prince-Bythewood (A Vida Secreta das Abelhas) ao qual foi indicado ao MTV Movie Awards de melhor interpretação masculina, Pânico 2 (eu nem me lembrava disso...), o suspense Perfume e o criativo Alfie - O Sedutor, ele faz o melhor amigo do personagem principal Jude Law que se interessa por sua namorada. Mas é na tv, há oito anos, que Epps brilha como o Dr. Eric Foreman, quase uma cópia mais jovem de House e se esforçando para nãos er exatamente igual a ele. O ator com sua interpretação do Dr. Eric, ganhou o NAACP Image Awards em 2007 e 2008, Ator Coadjuvante em Série de Drama. O NAACP é um prêmio de cinema e tv para a comunidade negra norte americana.
O PIOR: Drácula 2000. Confesso: eu vi este filme nos cinemas (!!!!!). Pensei que iria ver algo ao menos bom e acabei quebrando minha cara!!!!!!! Drácula é ressuscitado sem querer e ruma pros EUA recuperar a reencarnação de sua esposa... Ou seja, o filme não assusta, faz falta nenhuma se você não ver, é cópia frustrada do "formato Pânico" e a participação de Epps é pífia, esquecível!!! Prefira ver o clássico de Bram Stoker pelas mãos de Francis Ford Coppola que é muito bem feito.

sexta-feira, 4 de março de 2011

BEYONCE BRANCA???? PARTE 2...

Quando eu digo que vai virar polêmica, vira! O post sobre Beyonce branca rendeu. E como eu suspeitava era apenas publicação louca e sem fundamento de site que gosta de provocar com besteira. Recebi recentemente um comentário (anônimo!!!) sobre a postagem dando provas que a cantora negra mais poderosa do mundo continua do jeito que sempre foi, NEGONA! Seja na capa de revista francesa, seja ao vivo em jogo da NBA (01 de março e 2011) ela continua negra. Claro com o tom de pele negro mais claro como sempre foi, e loira (!!!), Beyonce nunca foi negra com pele escura. Eu, que particularmente como fã do trabalho da cantora, fico mais tranquilo! ps: Obrigado Anônimo pela informação...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY!!!! Mohombi - Dirty Situation (French Version) ft. Akon

Ele vem do Congo e está fazendo maior sucesso na Europa. Filho de pai congoles e mãe sueca, Mohombi tem 24 anos e em seu primeiro cd já tem duetos com Akon (aquele que canta parecendo que tem um ovo na boca...) e Nicole Scherzingere. O som dele é um regaae eletronico feito para divertir, azaração e só. Os clips dispostos no you tube são muito bons e o cara dança legal. Não vai mudar sua vida, em nada. Mas uma boa festa com Mohombi é garantida!

BEYONCE BRANCA????

A notícia não é nova, mas choca mesmo comentada dias após suas primeiras publicações... Beyonce está branca! Completamente mais clara. Está em tudo quanto é site sendo comparada a Michael Jackson e choca dez entre dez admiradores do seu trabalho. Não é a primeira vez que a pele dela chama atenção, Beyonce é a primeira artista negra a chegar a um patamar tão alto no mundo da música. Homens negros, alguns, já estiveram no topo do pódium, mas mulheres, pouquissímas. Depois sua pele foi novamente assunto já que comerciais da L"Oreal e revistas internacionais foram acusados de enbranquecerem sua pele. Na época, ninguém quiz falar sobre o assunto, mas agora aconteceu o que ninguém previa.
A artista está ficando branca realmente!

Tudo bem, pode até ser um truque de imagem, muitos fãs dizem isso em comentários em sites que publicaram a foto abaixo, mas que a nova aparencia da cantora é chocante isso ninguém tem dúvida. Em seu último DVD, Beyonce aparece em todas as imagens negona como sempre foi e a mudança dela (se for real) foi feita muito rápido.
E o pior nem é isso. Se você der uma pesquisada na net e der valor aos comentários brasileiros, verá que muitas pessoas acharam o novo visual lindo e bradam em caixa alta em negrito e itálico que ELA TEM TODO DIREITO DE FICAR MAIS BONITA, uma outra máxima que encontrei foi que "bronzear a pele não tem problema algum! Por que clarear gera um maior auê?". Olhe, nem vou comentar este tipo de frase. Minha paciência pra gente louca tá estourada estes tempos. Não vou aqui explicar o óbvio entre clarear a pele artificialmente com "sei lá que objetivo" e branzear o corpo.
Aguardem as cenas dos próximos capítulos, pois essa novela ainda vair render... e muito...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY!!! Jennifer Hudson Performs 'Where You At'

Olha só o que essa mulher é capaz de fazer ao vivo!!!!!!!!!! No Programa Ellen Degeneres, Jennifer Hudson, uma das melhores cantoras que surgiram na década passada, bota pra quebrar com sua nova música. Sim, já tem clip oficial e tudo, mas ver que os "efeitos de estúdio" são na verdade a voz dela sem efeito algum, é muito melhor. Jennifer, agora, nesta canção que compõe seu segundo cd I Remmember Me, educou muito mais a voz e não grita mais tanto para provar que canta ao estilo norte americano. Afinal de contas ela não é mais caloura do Ídolos, nem promessa do mundo da música. Não! Agora tornou-se DIVA! E canta como uma.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY! Homenagem a Aretha Franklin GRAMMY 2011!

Não tenho muita coisa para falar não. Só que esta é a apresentação do Grammy 2011 homenageando, logo no começo, nada mais nada menos que a diva da black music (já que ela se envolveu em tudo que é ritmo de música preta!) Aretha Franklin - que já levou este prêmio para casa 19 vezes!!!... E para fazer esta justa homenagem, "novas" divas vieram ao palco cantar alguns de seus sucessos, Jennifer Hudson, Yolanda Adams, Florence Welch, Martina McBride, Christina Aguilera, botaram pra quebrar! Achei que poderiam gritar um pouco menos, mas valeu a pena. A apresentação é só elas, a banda e os sucessos. Sem coreografia espalhafatosa, dançarinos, efeitos especiais, nada... Para provar que música de verdade não precisa de trambeleques para se manter.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Super Heróis Negros nas Telonas... Um Sonho Distante?

Já virou praxe ir ao cinema e antes do filme começar, sendo mais exato nos trailers, ser exibido a chegada de mais um super herói dos quadrinhos em breve, invadindo um bom numero de salas, com grande lançamento, orçamento multi milionário, efeitos surpreendentes e um grande astro dando suporte no papel principal. Hoje já me assusto quando não vejo mais um super herói chegar ao trailer alheio. Desde 2000, quando X-Men de Brian Singer chegou aos cinemas, ao lado de uma 20º Century Fox tremendo nas bases do filme não dar certo, todo ano chega mais um super herói nas grandes telas. Filme de super herói é o novo câncer de Hollywood, assim como filme sobre a Segunda Guerra Mundial mostrando os judeus como vítimas e era (?) anos atrás.
Todo mundo sabe que não é de hoje que os quadrinhos é fonte inesgotável para Hollywood. Vários super heróis já aportaram nas telonas, mas foi com Batman de Tim Burton que a máquina registradora do cinema comercial norte americano começou a tilintar. Com o filme só Jack Nicholson embolsou 60 milhões de dólares, pois foi esperto o suficiente para enxergar no homem morcego uma mina de ouro, abdicou de seu cachê habitual e disse que trabalharia por porcentagem na bilheteria. Pronto, em menos de um ano ficou ainda mais rico.
Depois de Batman vieram outros, Hollywood sempre tenta fazer com que seu vírus se alastre na cabeça de todo o mundo, mas nada igual ao sucesso do homem morcego em sua primeira aventura. Só em 1998 que um certo vampiro, que nem era tão super herói assim, fazia mais as bases de anti-heroi, chegou as telas e chamou atenção. Dirigido por uma tal Stephen Norrington, responsável pelo departamento de efeitos especiais em Alien 2, 3 e em O Destruidor (!) o filme chamou atenção e os empresários em Hollywood disseram “Olha, isso pode ficar ainda melhor... pro meu bolso!”. A partir de então, só alegria a Fox com o sucesso de Blade resolveu apostar em X-Men, a Sony com Homem Aranha e a Warner com Batman reformulado. Pronto! O resto todo mundo sabe, até a Marvel agora é estúdio de cinema e super herói de quadrinho só não faz sucesso se os responsáveis forem muito burros.
Mas é curioso, apesar da retomada do “cinema de quadrinho” ter começado com um negão vampiro empunhando sua espada e dando pulos fenomenais nas telas, os super heróis negros – que já são poucos – não aportam nos cinemas de forma alguma. Os heróis que chegam aos papéis principais, estampando os pôsteres e grandes lançamentos mundiais são brancos. O por que? Hum... Tem um monte de porquês... O primeiro é que a maioria esmagadora dos heróis que hoje chegam aos cinemas, foram criados nos EUA entre os anos 20 e 50... Não é preciso ser formado em história para saber que durante esta época dar destaque ao Poder Negro nem pensar, não é? Super heróis negros somente com a chegada do Movimento dos Direitos Civis e olhe lá. uma outra coisa, é o fato dos super heróis negros serem geralmente membros de grupos como Vingadores, X-Men etc. E como só ganha revista solo e futuramente filme solo quem alcança mais sucesso, os negros geralmente são deixados de lado. Não que seu público não tenha poder de compra, é que suas histórias geralmente são tratadas como pontos antagonistas em meio a Super Homens e Thors da vida.
O super herói negro foi acrescentado nos quadrinhos por conta de um movimento de coação (Movimento pelos Direitos Civis e inserção do negro ao “sonho americano”) e um ajuste da indústria ao politicamente correto. É mais ou menos o que acontecem com os gays hoje nas revistas. Estão lá por livre e espontânea pressão e não naturalmente! E por conta de terem nascido nesta época, toda sua vida/construção é perpassada pela raiz do racismo e contra o racismo. A negritude não é vista como algo normal, corriqueiro, a branquitude/branquidade esta perpassa por todos os lugares, mas o negro está extremamente ligado ao movimento contra a discriminação. Ele se envolve em outras tramas, é claro, mas a raiz dele está ligada a este ponto. Repare, por exemplo, que Pantera Negra, Tempestade, Blade, dentre outros tem um comportamento essencialmente violento, dando vazão à visão do negro radial nos conceitos e violento por conta de uma causa maior.
Fico me perguntando hoje com tanto super herói
chegando aos cinemas quando verei mais um negão inspirados nos quadrinhos invadindo a tela grande? Imagine, caro leitor, uma filme solo da Tempestade, ou quem sabe uma nova aventura de Blade – diferente da 3º, Blade Trinity, da qual ele virou coadjuvante da própria série – ou sei lá, um Pantera Negra – O Filme, herói criado por Lee e Kirby em 1966. Melhor seria ver Luke Cage, primeiro super herói negro dos quadrinhos a ganhar revista própria, sei lá feito por Will Smith. Ou quem sabe um Super Choque, negão que controla a eletricidade e mora no Harlem, vizinho de Luke Cage, até. Rsrs. Isso realmente seria interessante. Mas vamos por os pés no chão e ver que a única possibilidade remota de vermos nos próximos anos um negro nas telonas é com o segundo ou terceiro Lanterna Verde, já que John Stewart é substituto de Hal Jordan no setor 2814.
Como não custa nada sonhar, ainda penso (e muito!) em um Tempestade – O Filme (!), dirigido por Spike Lee (!!) e protagonizado por Jada Pinkett Smith (!!!) com cabelo branco gigantesco, uniforme ressaltando suas curvas, voando pelas ruas, enfrentando o crime em metrópole qualquer... E eu comendo pipoquinha com um sorriso grande vendo o filme em 3D. Ai ai...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... Yelling to the Sky?

Enquanto For Colored Girls e Frankie & Alice não chegam aos cinemas no Brasil, somos inundados por mais um lançamento de cinema negro que provavelmente pode não chegar por aqui. Trata-se de Yelling to the Sky com Gabourey Sidibe (Preciosa) e Zoë Kravitz, filha do cantor Lenny Kravitz. Zoë faz o papel de Sweetness, garota com 17 anos, filha de uma mãe negra e um pai branco, agressivo e ausente. O filme mostra como esta adolescente cresce em meio ao bairro pobre, familia desajustada, no colégio onde é agredida pelas colegas populares e para virar o jogo ao seu favor escolhe o caminho mais perigoso, traficando drogas e passando também a ser dona de uma atitude agressiva.
A diretora Victoria Mahoney disse sobre a trama "Eu convivo com pessoas que passaram por isso. Cresci vendo mulheres fortes, poderosas e feridas. Nós nascemos com isso. Essa força pode se perder quando a mulher se torna invisível, ignorada ou machucada, mas é uma característica nata". Pelo trailer o filme lembra o velho Kids, retato fiel da juventude perdida da década de 90 que chocou a todos no mundo inteiro quando chegou aos cinemas. Pelas cenas fica óbvio ser um filme forte, pesado, a fotografia, por exemplo, ressalta o tom de realidade da película. O filme concorre ao Urso de Ouro, prêmio mais importante do festival de Berlim. Tomare que vença e torne-se um sucesso, ao menos no circuito de arte e alguém aqui no Brasil se interesse pelo filme para compra-lo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SE ACASO VOCÊ CHEGASSE... VOLTA!


Se Acaso Você Chegasse, espetáculo da Cia de Teatro Arte e Sintonia está de volta, agora no Espaço Xisto que está novinho em folha! Sei que em Salvador a época agora parece ser dos ensaios de verão, cantoria a vontade e axé até dizer chega. Mas reserve um lugar todo especial na sua agenda e vá ver este Se Acaso... Vale a pena! Comece a noite com Elza e depois, aproveitando que o teatro fica no Centro, perto do Pelourinho, um pulo pra Barra e... se jogue negão...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA: Fernanda Julia.

Diretora de incrível talento e ousadia, Fernanda Júlia veio do interior da Bahia, mais precisamente da cidade de Alagoinhas, para brilhar! De suas mãos sairam espetáculos como Perfil - Só Vendo Para Crer, A Eleição, Shirê Obá - A Festa do Rei e Ogum Deus e Homem (na foto ao lado Fernanda na estréia de Ogum em seu discurso de agradecimento com elenco e referenciais no palco). Em tão pouco tempo de trabalho em Salvador trabalhou em espetáculos que foram marcos no teatro baiano, seja a frente como diretora geral ou em outras funções que exerce como assistente de direção ou operadora de luz e som. Fernanda, é um "novo" talento que se aprimora a cada dia, cada montagem. Digo novo entre aspas, pois em sua cidade como uma desbravadora (algo que todo artista é!) trilhava seu caminho, seu talento junto a Cia de Teatro Nata fundada por ela. Essa menina de 31 anos tem uma alma encantandora e na entrevista abaixo nos abre um pouco de suas visões (sim, são várias!!!) sobre o teatro, academia eurocentrada, cultura negra, teatro em Salvador e outras coisinhas...
Você já foi baiana de acarajé e professora. Ao mesmo tempo em que estava nestas carreiras, na cidade de Alagoinhas, trilhava os primeiros passos como diretora da Cia de Teatro Nata, fundada por você. O que ficou da Fernanda Julia deste tempo de trabalhos paralelos, do tabuleiro e também da sala de aula na nova, hoje diretora de teatro “recém” formada pela Escola de Teatro da UFBA?
A Fernanda Júlia que possuía trabalhos paralelos ainda continua, pois apesar de ter me formado e já algum tempo está vivendo exclusivamente de teatro é necessário ter muitas atividades para garantir o salário no final do mês, a diferença é que hoje trabalho exclusivamente dentro da área teatral. O fato de ter sempre me desdobrado em funções díspares como baiana de acarajé, professora e diretora forjou o meu caráter profissional, estas atividades influenciaram todo o meu curso na Escola de Teatro, pois a disciplina e a seriedade que é necessária para ser baiana de acarajé e professora me fizeram encarar o teatro com a mesma seriedade e respeito. É o meu ofício, o que escolhi pra mim, o que quero e gosto de fazer.

A Cia de Teatro Nata tem dez anos de existência, é uma Cia que vem do interior da Bahia, enfrentando toda a invisibilidade que os artistas do interior enfrentam, mas conseguiu se sobressair finalmente. A partir de qual trabalho você sentiu que a Cia tinha amadurecido e poderia trilhar outros caminhos e por que você escolheu este momento?
Na verdade tudo é muito processual, o Nata em 2004 começou a enfrentar desafios maiores, pois quando fomos selecionados pelo Teatro Vila Velha para participarmos da mostra a Arte do interior na capital, resultado do projeto Teatro de cabo a rabo e pela primeira vez nos apresentaríamos num palco em Salvador e ainda mais num teatro que tem a história que o Vila tem, percebemos que apartir daquele momento o próximo passo seria definitivo. Ou assumíamos o teatro efetivamente ou não faríamos mais nada. Optamos por assumir o teatro e mergulhar em todas as camadas necessárias para sermos profissionais da cena. Então tudo que veio depois foi a confirmação disso. Estávamos amadurecendo... Mas o momento mais preciso dessa maturidade tem haver com montagem do espetáculo Shirê Obá “A festa do Rei” esta montagem é um divisor de águas para a Cia Nata.
Nesta montagem o Nata ganhou seu primeiro edital público de montagem, trabalhou com profissionais de peso em Salvador como Fernanda Paquelet, Jarbas Bittencourt, Marcelo Jardim, Marilza Oliveira, Thiago Romero. Realizou pela primeira vez em Alagoinhas uma temporada de um mês no Centro cultural da cidade, antes da Cia Nata nenhum espetáculo havia ficado tanto tempo em cartaz o máximo eram três dias. Recebeu três indicações no Prêmio Braskem de teatro 2010 a de melhor espetáculo adulto, direção revelação e recebeu prêmio na categoria especial pela trilha de Jarbas Bittencourt. A Cia afinou o discurso artístico e político e a linguagem estética debruçando-se sobre a cultura africana com foco e inspiração primordial no Candomblé.
A partir dessa montagem o grupo entrou numa nova fase a de profissionalizar-se efetivamente ao ponto de em 2010 ganhar o I Prêmio Nacional de Expressões Afro brasileiras patrocinado pelo MINC e Fundação Cultural Palmares. Na verdade não escolhi o momento ele foi resultado de uma confluência de fatos que nos levou até onde chegamos. Mas a invisibilidade do artista do interior ainda persiste, nós ainda encontramos barreiras enormes para realizar as atividades da Cia, principalmente na nossa cidade.

Dentro do histórico da Cia de Teatro Nata, do repertorio escolhido por você e os componentes da Cia, existem fatores fixos como a cultura nordestina, permeada pela negritude e as religiões de matriz africana. Ao mesmo tempo você já montou textos da Cia de Teatro Os Melhores do Mundo, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos... O que motiva você a escolha de determinada temática ou texto para ser abordada em seus espetáculos?
Antes de qualquer coisa temos que pensar o que queremos dizer, porque falar de tal tema e o que queremos com o espetáculo. Após respondermos estas questões é que vamos procurar o texto que caiba no nosso discurso. Existem as nossas preferências temáticas, mas o discurso político, ou seja qual é a utilidade deste espetáculo para o espectador fala muito mais alto do que os nossos devaneios cênicos. Mas devaneamos também.

Nesta estrada percorrida estes dez anos, você com certeza cruzou o caminho de outros diretores. Destes qual você ressalta o trabalho, virando referencia na sua forma de fazer teatro?
Eu sou uma privilegiada com tão pouco tempo de carreira tive a oportunidade de conviver com grandes mestres do teatro. São artistas que para além de referências o seu fazer artístico forjaram os pilares estéticos da Cia de Teatro Nata. São eles: Márcio Meirelles, Chica Carelli e o Bando de Teatro Olodum, Hilton Cobra e a Cia dos Comuns, Luiz Marfuz, Ângelo Flávio e o CAN.

Como você enxerga hoje o teatro afro-centrado na Bahia? E como o público de diferentes raças está enxergando esse “novo” teatro em Salvador?
O teatro afro-centrado é necessário, urgente e ainda escasso. O povo negro precisa ver-se representado em todas as mídias disponíveis e isso ainda não acontece plenamente, somos muitos, na verdade somos maioria e são as nossas histórias, conflitos, mitologia enfim cultura... que deveria nortear o padrão estético do que é feito no teatro, cinema, tv etc... O público de teatro em Salvador em sua maioria ainda estranha espetáculos como Shirê Obá e Ogum, mas por outra lado há uma gama de espectadores ansiosos e desejosos de montagens como Bença, O dia 14, Silêncio só pra citar alguns, estes espetáculos possuem um elenco majoritariamente negro e abordam temas referentes a afrobrasilidade.

Os diretores que lidam com a temática centrada na cultura africana e afro brasileira geralmente são tidos como radicais, polêmicos, chatos, difíceis. Esse seu viés dentro da cultura africana incomodou gente na Escola de Teatro da UFBA e seu arquétipo obviamente eurocentrado? Por quê?
Nada nunca foi claro, tudo sempre sutil, um racismo camuflado por comentários jocosos tipo: Menina monta um texto pronto consagrado construir uma dramaturgia dá muito trabalho... Se formos analisar o conceito de consagrado já já chegaremos as referências aprovadas pela academia. Tive alguns embates, mas fui uma aluna muito estimulada no que tange a defesa de um discurso, pois na Escola neste período que passei lá a maioria dos alunos diretores entram sem um discurso estético e político, muitos descobrem lá, outros terminam o curso e não sabem o que querem dizer com o teatro. Então uma aluna tão jovem e com um discurso tão forte chocava alguns e estimulava outros. Encontrei grandes parceiros que me instigavam a querer mais e melhor, Marfuz, Marcos Barbosa foram decisivos nesta caminhada.

Em OGUM DEUS E HOMEM, seu último espetáculo, os atores passaram por um intenso processo evidenciado no blog da produção. O quanto foi importante fazer estes rituais para que o projeto desse certo?
Sou capaz de dizer que se não houvesse esses momentos não haveria espetáculo. Faço um teatro calcado no teatro-físico ritual e não dá pra fazer de conta o ator tem que sentir efetivamente a energia, a atmosfera do candomblé, ouvir os cantos, comer as comidas, ver os Orixás, pra transmutar tudo em arte. Nesse caso tem que subir a montanha pra saber que é alto.

Luiz Marfuz, Fernando Guerreiro, Marcio Meirelles são alguns dos nomes que conseguiram manter o teatro baiano em pé e com qualidade. Mas com o tempo surgem novos talentos. Quem você poderia ressaltar o trabalho como grande promessa do teatro baiano atualmente?
Existem figuras que já estão trabalhando já algum tempo e que me inspiram um exemplo é Ângelo Flávio, outro é Thiago Romero agora como promessa para o teatro baiano eu diria Diego Pinheiro um jovem diretor negro que possui um grupo de investigação cênica, é dramaturgo e recentemente ganhou um prêmio de dramaturgia pela Fapex e está atento as novidades do teatro contemporâneo.

Existe, não só em Salvador, uma diferenciação do teatro “comercial” para o teatro “engajado”, “pura arte” e que é aparentemente consumido por pessoas distintas. Você acredita que esta diferenciação distancia o teatro como um produto a ser consumido como o cinema e a TV, por exemplo?
Não, acho que há espaço pra tudo. O teatro é mais uma possibilidade de entretenimento disponível para a sociedade. O maior barato é que ele seja diverso. È bom saber que existe o teatro do Bando, o de Marfuz, o de Guerreiro, o meu, o da Cia Baiana de Patifaria, todos muito diferentes, mas ainda assim teatro. A classificação só funciona na academia, na vida real o público quer ver bons espetáculos independentemente de ser engajado ou comercial.

O que você ressalta de bom no conhecimento formulado pela academia para um diretor/ator/profissional de teatro que queira prestar vestibular para a área de artes cênicas e quer seguir a estética da cultura afro brasileira?
A academia possibilita o contato direto com a teoria e teóricos que influenciaram o teatro de forma contundente, o fato de se ter contato com a obra de Brecht, Eugênio Barba só pra citar alguns é fabuloso. Mesmo fora da academia você pode conhecer estes teóricos, mas os mecanismos utilizados na academia para a absorção dos conteúdos desses teóricos, as discussões com variados pontos de vista e experiência de diferentes professores estimula entendimento. Algo que você levaria talvez anos pra conhecer e entender sozinho numa pesquisa auto didata, ás vezes a depender do professor você leva um semestre. A quantidade de material disponível o diálogo com um profissional da área que pesquisa este ou aquele teórico e a cima de tudo a reflexão dão a possibilidade de ampliar quantitativamente e qualitativamente a sua percepção. A academia é o lugar privilegiado para o exercício do pensamento, da elucubração, da conjectura. Mas um artista não se forja na academia ele é uma das possibilidades de formação. No que tange a estética da cultura afro brasileira estamos longe de sermos uma presença efetiva. Existe um sistema para nos invisibilizar, é sutil ás vezes sorrateiro, temos que estar atentos Já ouvi de algumas pessoas que o trabalho que faço é catequético no mal sentido, que as pessoas pra conhecerem o candomblé devem ir a uma festa e não ao teatro.
Bom esse tipo de discurso já denota a ignorância e o racismo que muitos expressam quando vêem a nossa cultura colocada no foco. Por isso temos que mais e mais falarmos de nós, dos nossos, sem nenhum pudor, temos que nós mesmos contar a nossa história e impedir que o estrangeiro continue nos estudando e ganhando dinheiro com a nossa cultura. Se alguém tem que falar que sejamos nós mesmos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY! Propaganda gay Doritos!

Ano passado a DORITOS foi acusada por grupos gays por vincular um comercial homofóbico. Passada a polemica em torno da propaganda, ela resolveu atacar pelo lado politicamente correto e trazer ao mercado uma propaganda com uma pegada sexualmente gay. São duas propagandas. O problema é que as propagandas estão sendo recusadas por alguns canais, por conta do alto ( e boata alto) "teor sexual". Não que seja pornô, não é isso, mas não é uma propaganda que se deva passar em todos os horários, por exemplo. Se os setores conservadores dos EUA já chiam com propagandas heterossexuais que exageram vez por outra na dose, imagina quando a tv pega fogo por conta do 'frete' entre dois homens? O povo inventa é coisa viu?! Veja abaixo uma das propagandas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!!!! RITA BATISTA no BOA TARDE BAHIA 2

Olha eu sou suspeito quando falo de Rita Batista, pois eu amo esta mulher!!!! Aqui na Bahia ela já é mais que querida pelos telespectadores e vem roubando a audiencia de gente que insiste em fazer a gente almoçar com o medo, sangue e ladrões ridicularizados... Para voce, caro leitor, qeu não mora na Bahia ou não tem como pegar o sinal da Band Bahia repare como ter uma apresentara desta, em uma tv aberta para a população negra - e branca também por que nao?! - é realmente um diferencial. Neste post, ela entrevista o ator Luis Miranda com seu espetáculo 7 Conto. Para quem não mora na Bahia, irmão se adiante criatura - como diz Rita - e exija algo parecido na sua terra!!!!!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

FAVELA ON BLAST - FAVELA BOLADA

Sem sombra de dúvidas o funk é mais que um simples ritmo... trata-se de um movimento. Tem gente que além de dançar, trabalha nele, direta ou indiretamente, ele balança a favela, crianças, mais velhos, desenha o dia a dia da periferia no Rio de Janeiro. Dele os moradores expõem o que fica "escondido" entre quatro paredes e explodem filosofia da melhor qualidade, pois trata-se de uma poesia que retata a realidade das favelas. Funk é inspiração, funk é sexo (dos bons!!!), funk é ensinamento, funk é putaria, o funk canta o amor, a glória, a cachaça, o pai de familia que sai cinco horas da manhã pra trabalhar, o funk canta a sexta-feira, ele esculacha, brinca, revolta a violencia e faz pensar. Se isso não é um movimento me diz o que isso é pelo amor de Deus!!!!!!!
Este incrível movimento vai ser retratado de forma primorosa pelos diretores Diplo (Wesley Pentz) e Leandro HBL no documentário Favela Bolada ( Favela On Blast) que passou em inúmeros festivais pelo país e pelo mundo. O filme está disponivel em blogs, além de uma versão no you tube e vale muito a pena assitir, pois os diretores deixaram o funk exposto por aqueles que fazem funk. Pela graça do nosso senhor Deus os responsáveis pelo documentario não preferiram uma visão academica, não apelaram em nenhum momento para estudiosos de funk, pois em todo o filme a favela e os seus moradores sao retratados. Isso garante ao documentário uma vivacidade, uma paixão toda própria por um ritmo extremamente condenado e adorado ao mesmo tempo.
Passam pela película gente como Mc Duda, Mc Frank, Mc Colibri, Mister Catra, Mc Pana, Gailoa das Poposudas, Dj Wally, Biruleibe, Dj Sanny, Mc Galo, Mc Serginho, Mc Deise Tigrona, Mc Pé de Pano, Junior e Leonardo, Dj Jorginho, Mc Ju, Dj Marlboro, muitos deles desconhecidos do grande público, ou do resto do Brasil, mas nas favelas cariocas elas e eles são verdadeiros deuses. E para mostrar todo este Olímpio o filme traz fotografia primorosa, evidenciando a favela, suas vielas, becos, escadarias em grande estilo. O roteiro do documentario também não é algo comum de se ver, já que não trata o tema de forma explicadinha, quadrada, mas cresce a aprtir que seus personagens mostram o que eles querem chamar atenção.
Tudo feito sem julgamentos, mostrando as várias facetas do funk e suas histórias, são muitas e a maioria divertidas. O documentário também pontua a violencia e a visão que a favela tem do funk junto a policia e como a policia reage ao ritmo que modifica o dia-a-dia dos cariocas. O único defeito de Favela Bolada (Favela On Blast) é ficar parado enquanto os vários funks ecooam na sala... este movimento é quase impossível...

sábado, 22 de janeiro de 2011

ARIADNA... BBB 11!

Faz cinco dias que a "personagem" mais fascinante e curiosa do big brohter saiu. Ariadna foi eliminada do programa e fez com que qualquer chance de eu acompanhar o big brother fosse pras cucuias. O resto dos participantes que ficaram na casa são a personificação da obviedade. Todos - ou quase todos, pois tem gente que não tem talento nem para isso - irão colocar suas genitálias de fora endurecidas ou arregaladas em revistas e mais revistas de nu "artistico" que fazem filme das Brasileirinhas parecer coisa de criança. Tiro desta leva, ao meu ver, somente a gordinha/super gostosa Paula com sua alto estima mais que elevada em meio a tanta gente sarada e vazia de conteúdo.
Ariadna tinha uma vida completamente diferente para ser mostrada na tv. Negra, transsexual, foi prostituta, deixada de lado pelos familiares, um olhar às vezes vago às vezes triste, mas sempre desconfiado. Esse "personagem" nenhum autor da Globo e suas tramas também obvias nunca iriam construir. Por isso, ela logo logo foi para fora da casa. O público está acostumado com as tramas globais e suas bobagens batidas, não aceitam o novo, precisam de uma trama que mais parece rádio de tão quebrada que é - repare que se você tentar acompanhar a novela das seis, por exemplo, sem ver a trama (ficar em frente a tv) vai conseguir comprender a novela de tão mastigada que ela é.
Uma outra coisa... E quem disse que Ariadna não tinha orgulho de ser quem é? Nos comercias globias os flash do big brother mostravam pessoas dizendo que o mal dela é que ela tinha vergonha. O que ela tinha não era vergonha, mas insegurança! Pois está em um país que não aceita um sujeito homem homossexual, quanto mais uma trans negra que foi prostituta e não sorri por qualquer besteira.
O programa mais desinteressante da tv brasileira - não por que sempre foi chato, mas por que está totalmente descuidado - perdeu a única coisa que poderia fazer ele crescer. Mas paciencia, o público quer novela das nove com personagens caricatos e trama batida.