segunda-feira, 24 de junho de 2013

PARTE 2: Relatos de Uma Guerra Que Não Acabou[1

Chego em casa, com os olhos ainda ardendo e ligo a tv, ligo o pc também. Enxurrada de informações. Não sei qual dos dois era pior. A tv em todos os canais fazia questão de dar ênfase nos confrontos e a tv local filiada global só exibia as manifestações alheias.  Nada de Salvador na tela da TV Bahia. As outras não eram diferentes... 
As reportagens que eram exibidas – e as outras que vieram depois – falavam de um movimento que começou pacífico, com um pequeno furdunço no final e o estouro da policia violenta e alguns manifestantes em revolta. Esse confronto entre policiais e a minoria revoltada era o foco do resto das reportagens. Nada de ideologia. Nada de motivações politicas. O que dá ibope é o pau quebrando. Então vamos ver o pega pra capá na tv, ao vivo, em HD, gente gritando em Som Digital...
O conteúdo sensacionalista era exibido na tv, mas no facebook era pior. Não se falava em outra coisa. fotos e mais fotos. Especulação em cima de especulação. Todo mundo com sua devida foto e a cartolina pra cima, seguidas de gente apanhando dos policias, varias montagens com a cara da presidenta do país ridicularizando seu papel perante o país que governa, gente fugindo, gente quebrando tudo, relatos que Salvador estava sitiada, que o centro era um inferno, todos os sites de jornais dando manchetes a cada minuto. Na minha opinião, o facebook oferecia a duvida da pior forma possível enquanto a tv dava o terror a população. 
Nos dias a seguir, a imprensa dava um relato mais ameno de tudo, oferecendo ao telespectador a visão de um país forte, unido, que acordou durante décadas de sono. Não estou falando só da imprensa na tv, falo no geral. Chove então, reportagens do lado “pra frente” dos movimentos que agora atingem o interior dos estados. É feito perfis dos jovens brasileiros que estavam nas marchas. A comparação com a Diretas Já. Cada reportagem linda de se ver. Revelando um pais mais forte, mais unido e mais... branco!
Sim branco. Ou você não foi capaz de reparar que nos inúmeros perfis do movimento as reportagens mostravam jovens da classe média ou jovens da periferia brancos? Teve uma da Globo que queria mostrar que o movimento vinha de todas as classes, mas as pessoas presentes nele eram brancas e SÓ brancas. Vi pelas ruas e na tv um movimento onde varias classes e raças estavam caminhando juntas. Mas a forma que a imprensa explorava o caso era ( e é!) muito complicada. Ao que parece o repórter (ganha um doce se adivinhar a cor do mesmo...) sabe só se enxergar enquanto povo. Já estou “acostumado” com a não representatividade do negro na arte, mas quando a imprensa não mostra os jovens, membros de movimentos, famílias negras deste país em um movimento brasileiro, isso pra mim é bastante complicado. Mas nós aparecemos... Pois jovens da periferia e da Orla negros temos câmeras e nossos próprios canais no You Tube ou canais de imprensa.
Mas a massa não nos viu fora de nossos guetos. Não estamos no Fantástico, no Profissão Repórter, no Jornal do SBT, da Band... A impressão que via era um movimento feito na França, sem a presença dos imigrantes. rs. Para você, caro leitor, não dizer que é exagero, eu me enxergava na tv somente em visões panorâmicas. No todo via meus irmãos. E só. Não quero passar na Globo não. Mas se a tv da visibilidade aos jovens formadores do movimento, então que dê a visão de todos TODOS os jovens. Os indígenas mesmo, estavam em Brasília e isso eu não vi explorado com ênfase na tv.
Fora a chamada esquerda do país se articulando por fora contra o PT, contra a presidenta, contra a atual politica brasileira, mas de outra forma. Como o movimento não tem um líder concreto, ou um partido ou instituição concisa na frente de tudo, aproveitadores logo surgiram em busca de um outro país. Um nacionalismo exagerado crescia a cada momento aproveitando-se da desorganização de uma geração que aparentemente insurge contra TUDO. E no rastro desse novo movimento vinha até pedido de recuperar o país através da ação dos... militares... Urgh!
O movimento não era mais popular. A elite já se apropriara dele: os formadores de opinião, a imprensa, a tv dominavam os canais de comunicação. Da mesma forma que a elite se apoderava das marchas em sua divulgação, ela também a desmistificava, ridicularizava as partes que não eram de seu interesse. A repressão mostrada na tv era contra os brancos, contra os filhos da elite e classe media. Não vi nenhum jovem negro apanhar e uma reportagem centrada dá foco a ele, ou a ela. Afinal de contas, pobre e preto é filho de quem mesmo?... Chove pela mesma imprensa a opinião dos jogadores de futebol Ronaldo e Pelé... A Copa do Brasil vs o Levante Brasileiro. Polemica. Gente chamando os jogadores – e com razão! – de todos os nomes possíveis e imagináveis...
A frase que mais ouço na tv é “A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas uma minoria acabou transformando as ruas em local de guerra”. Se não consegue enxergar todos os intrínsecos movimentos contidos nesta pequena frase, é porque com certeza você acredita em Papai Noel, ou democracia racial...
O Brasil que foi as ruas, visto pela perspectiva dos formadores de opinião, é um Brasil que não faço parte... A elite tem cor, ela não é e nunca foi multicultural, ou mesmo misturada racialmente. Eu e você, que acompanha o blog, sabemos disso muito bem. Ela vive bem dessa mistura e de propagar a combinação entre raças/classes que nunca existiu. Salvador é bem assim. Uma cidade propagada vezes como negra, vezes como miscigenada, depende do evento, da proposta da propaganda, do produto a ser vendido, ou a ser reprimido... E o Brasil propagado pela tv, o Brasil político que surge atualmente é branco, pois na cabeça dos que espalham é assim a cara da civilização. Não te faz lembrar nada?... E os movimentos migratórios pós abolição no começo do século XX?... Se o gigante acordou, seus inimigos também despertaram...





[1] NOME DE UM ESPETÁCULO DO BANDOD E TEATRO OLODUM SOBRE A 1° REVOLTA DO BUZU NA CIDADE DE SALVADOR – BA.

terça-feira, 18 de junho de 2013

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... The Butler?...

O que acontece quando um filme tem como diretor Lee Daniels - o mesmo de Preciosa - é produzido pelos Irmãos Weinstein (responsáveis por clássicos como Tempo de Violência e O Paciente Inglês) e reúne no elenco nomes como os de Opra Winfrey, Forest Whitaker, Cuba Gooding Jr, Lanny Cravitz, Mariah Carey, David Oyelowo, Alan Rickman, Jane Fonda, Vanessa Redgrave, Robin Willians, Liev Schreiber e Nicole Kidman? Caro leitor, VEM COISA BOA POR AÍ...
O nome da nova empreitada do diretor Lee Daniels é The Butler ou simplesmente O Mordomo. O filme conta a história de Eugene Allen, mordomo da Casa Branca que serviu presidentes de 1852 a 1986. Eugene ficou famoso depois que o Washington Post publicou um artigo sobre suas experiencias como funcionário junto a diversos presidentes, já que ele acompanhou momentos importantes do país perto da cúpula politica, da Guerra do Vietnã ao Movimento de Direitos Civis, parte de sua família se envolvendo no Partido dos Panteras Negras. Além disso, o mordomo foi convidado para a posse do primeiro mandato de Barack Obama.
O trailer tem cara de Oscar. Frases de efeito no lugar, produção ótima, música heroica, fotografia primorosa,  E com certeza os produtores e dona Oprah vão usar sua influencia para colocar o filme concorrendo a várias estatuetas...
O filme ainda não tem previsão de estréia no Brasil, mas como os envolvidos tem nome de peso é um pulo para que chegue aqui logo logo.

Abaixo o trailer do filme legendado:


segunda-feira, 17 de junho de 2013

APERTE O PLAY... Nelson Freitas e Chelsy - Amor Perfeito versão kizomba

Sou suspeito em postar esse vídeo e chamar essa versão de Amor Perfeito de simplesmente maravilhosa, pois gosto MUITO de kizomba (um zouk mais meloso rs). Além disso, adoro o cantor Nelson Freitas. Mas acho que dessa vez o cara se superou. Que som delicioso. Nelson tem uma forma muito peculiar de fazer seu som. É sensual, mas sem forçar a barra, fica de boa lá, largadão e deixa a música fazer seu papel... Fora que o sotaque dele e da cantora Chelsy faz todo um diferencial. Prefiro esta versão a de Roberto Carlos e até a de Claudia Leite - uma das poucas canções que acho ela acertou a mão.
O clip é simples, todo dentro de um quarto, produção correta. Mas fiquei pirado nessa versão. Deliciosa de ouvir as batidas deste kizomba gostoso. Namorar ao som disso deve ser bom... rsrsr


domingo, 19 de maio de 2013

100 SEGUIDORES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! OBRIGADOOOOOOO

Um post para agradecer. Simples assim. Obrigado, mesmo, a todos vocês que seguem o PELÍCULA NEGRA. São 7 anos (eu disse SETE ANOS!) escrevendo por aqui, em uma ideia que sempre achei não ir muito longe. Tanto que no começo, nem reparava para as estatísticas fornecidas pelo blog, de quem visita, quando visita, a partir de que programa acha o blog, qual o post mais visto... Coloquei o "seguidores" tem pouco tempo. Sei de muita gente que não aperta o SEGUIR, mas visita o site constantemente. Obrigado também a você (rs) silencioso ou anônimo. Valeu por tudo galera!


terça-feira, 14 de maio de 2013

Alice Walker em entrevista ao Programa Imagem da Palavra

Achei esse tesouro escondido. Com tão poucas visualizações... Com a palavra, aliás, saibas palavras, Alice Walker. Além de inteligentíssima, continua linda, repare o brilho nos olhos, a atenção ao responder a entrevista. Lindo de ser visto. Vou dormir hoje feliz. Alice para mim é uma das melhores coisas que descobri  no meu período universitário. A entrevista é simples, o programa tem uma linha muito inteligente, interrompendo vez por outra para "aprofundar" assuntos propostos pela entrevistada. Gostei.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

APERTE O PLAY - COMME UN SIGNE - Volta das Les Deesses


O Les Deesses foi o segundo grupo de zouk que conheci no começo da minha paixão pelo ritmo em 2008. Tenho o primeiro cd das meninas e só, depois se separaram e foram engatar cada uma a sua maneira uma carreira solo. Que não deu muito resultado e por isso - com certeza - estão voltando. O novo single Comme un Signe não é lá grande coisa, os remixes devem melhora-lo e muito, mas já serve como aperitivo ao vácuo de mais de 2 anos sem as meninas. Observe as novas caras do grupo, a cantora principal se mantém ativa, mas a dança das cadeiras andou rondando a nova formação do grupo rs Coisas do mundo do entretenimento, mudanças constantes...




sexta-feira, 3 de maio de 2013

APERTE O PLAY... Janelle Monáe - Q.U.E.E.N. feat. Erykah Badu [Official Video]

Depois de zilhões de anos (muito tempo não? rsrs) sem lançar algo de NOVO de verdade, Janelle Monáe em pleno dia do trabalho lança seu mais novo clip. O que tenho a dizer sobre ele? A originalidade de Monáe realmente faz falta no cenário pop norte americano. Q.U.E.E.N é ótima, som muito bom, o visual do clip é arrebatador, tudo branco em um museu louco (como quase todo ambiente dos clipes dessa diva contemporânea) e para completar a participação de nada mais nada menos que Erykah Badu (!!!). A pressão feita no clip na aparição da cantora faz jus a todo seu talento. E olha que não me derreto de amores por Badu assim tão fácil... Mas gostei realmente do clip. Achei de um bom gosto incrível. Fora que o som de Janelle é sempre inusitado e muito bom.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A arte que não transgride e sim aliena!...

Eu não preciso dizer nada, já pensava nisso há tempos, depois escrevo sobre isso... Por enquanto os dados são suficientes para reflexão...





domingo, 21 de abril de 2013

Travestismo branco e negritude!


Ouvi recentemente em uma palestra de um artista branco que faz arte tratando sobre o mundo negro, suas questões, alegrias e desafios, que ele aprendeu com o tempo a se enegrecer. Meu movimento não foi mais prestar atenção no que esse artista estava dizendo, mas de postar meu olhar para a plateia, aqueles que assistiam atentos a tudo que dizia... Eu me enegreci” dizia ele com orgulho, enquanto na plateia alguns se contorciam, outros faziam cara de muxoxo e outros aparentemente concordavam...
Sim. Concordavam. Talvez até não “de forma aparente” e sim aprovando plenamente o termo.  Estamos no Brasil, na Bahia, mais precisamente em Salvador e sabemos muito bem que não é de hoje que existem artistas brancos enegrecidos trabalhando com culturas de matriz africana e ganham (e muito) com isso. Afinal de contas, somos a cidade das misturas, a cidade dominante do status de baianidade (muitas vezes ser baiano é ser soteropolitano e só, não considerando outras formas de ser, como os baianos do interior...), a cidade em que os negros estão em todos os lugares, mas não se dão conta que sua negritude é cultura, é produto de venda e compra, de sustento, de fortuna... Os brancos reparam e se enegrecem com toda essa baianidade nagô.
Um homem branco dizer que se enegrece, falando sobre arte negra, fazendo seu discurso para uma plateia majoritariamente branca é algo cômodo demais e com certeza ele sabe disso!... Falo por experiência que o lugar da arte negra protagonizada por brancos em uma sociedade racista como a soteropolitana é uma faca de dois gumes para arte negra. É uma vantagem, a partir do momento em que numa sociedade racista a arte negra só ganha espaço se for qualificada em alguma instancia pela presença do corpo branco. Este corpo no espaço de comando. Diretor, produtor, distribuidor, autor, fomentador... Numa cidade de tantos Jorge Amados, Caribés, Roger Bastides da vida, ser negro que comanda a arte negra é como levantar um muro de impedimento à sua própria arte.
E ser um negro que se embranquece, pode?...
Um negro embranquecido, nunca assume sua branquidade – como faz o branco enegrecido –  e sim ela é citada como afronta a ele mesmo e a sua cultura. Um negro que se embranquece perdeu seu status de negro, não é negro, é sim vergonha, desleixado, afasta suas raízes, não gosta de si mesmo, negro metido, é “Orla e não favela” em uma expressão própria soteropolitano. O negro embranquecido é o que perdeu, o branco enegrecido é o que soma!
Analisando bem o poder do senso comum, é politicamente correto dizer que se enegreceu. Abre as portas, os editais, os sorriso negros, as portas de alguns terreiros até... Um branco dizer que tem alma negra é até engraçado. Dizer que tem um pé na senzala soa muitas vezes até verdadeiro... Os cantores de axé vivem com esse discurso na boca e são qualificados por isso. O negro de alma branca é a vergonha que não teve coragem o suficiente de se assumir como descendente de africanos e afasta sua verdadeira cultura assumindo para si uma máscara branca.
É notório o lugar do homem branco e de suas opiniões sobre o mundo negro. Ele pode se afastar de sua branquidade e se considerar negro para manter um dialogo mais propício com o mundo negro. Mas o contrário não existe! Claro! É obvio até. O negro, o corpo negro, nunca via ter o poder de travestismo que o corpo branco tem.  O corpo branco pode ser o que ele quiser, na hora que ele bem entender... em uma sociedade em que sua cor não é um problema  se configurar de outras ainda consideradas menores é um gesto de oportunismo que nunca reparam.
O negro tem que se embranquecer sim! Não no sentido em que o próprio branco construiu para o termo “enbranquecimento”, mas se “tornar” branco na partitura de entender a figura do colonizador e seu descendente... Seus conchavos, sua ideologia, sua politica, seu amor, sua cultura. Entender para dominar. Não é controlar, veja bem, é sim dominar. Pois quem controla perde o mínimo de domínio que acha ter em segundos. Dominar a cultura branca e conhece-la até no arquétipo de associação da cultura negra. Por que os brancos que se dizem negros são tão bem vistos, mas o contrario não é? por que ele pode mandar no meu espaço e ser tao bem visto, enquanto se eu estivesse no lugar dele estaria na posição de complexado, radical, chato, ditador...
Entender esses e outros caminhos da branquidade é entender a diferença de quem compra e apenas compra a geladeira popular e quem assina o documento governamental que libera a fabricação de eletrodomésticos populares com preço reduzido para população de baixa renda... Ou seja, o lugar do negro e respectivamente do branco no Brasil, na Bahia, em Salvador...

sábado, 20 de abril de 2013

Tichina Arnold... Para Além de Rochelle...


Existem papéis que fazem uma (um) atriz (ator), por conta da sua forte interpretação, ficarem na cabeça do público durante tempos e tempos... No caso de Tichina Arnold a personagem inesquecível da sua carreira parece mesmo, pelo menos aqui no Brasil, a mãe de Chris em Todo Mundo Odeia Chris, Rochelle. Tichina não é atriz recente, pois trabalha desde 1983 quando estreou com o filme The Brass Ring. Desde lá já fez séries de sucesso e tem uma carreira pequena no cinema, sempre em papéis secundários. Encontrei em uma das minhas pesquisas um filme onde ela finalmente faz o papel principal... Um telefilme - ao que me parece - baseado nos acontecimentos verdadeiros da vida de Lena Baker, a primeira e única mulher a ser condenada à cadeira elétrica no estado da Geórgia, nos EUA.
Não vi o filme, não encontro em lugar algum para comprar, nem para baixar... Mas, pelo visto aqui Tichina mostra seu outro lado como talentosa atriz. Se é drama que a história pede ela parece entregar direitinho a receita. Sabemos todos nós que trailer os estadunidenses sabem fazer muito bem e um trailer bem feito engana e muito o público sobre um filme mal feito, mas fica a esperança de uma ótima produção dentro da filmografia de Tichina que não é tão boa assim... Ela se saiu melhor na TV onde é dona de participações memoráveis em séries que fizeram sucesso na tv norte americana.
Segue abaixo o trailer de A Verdadeira História de Lena Baker


sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Melhor e o Pior de... Terry Crews



Ele estreou nos cinemas no filme onde Arnold Schwarzenegger voltava a ativa no começo dos anos 2000. Na ficção cientifica de quinta categoria O Sexto Dia, Terry fazia um pequeno papel... Mas foi como o pai do azarado Chris na série Todo Mundo Odeia Chris que este ex jogador de futebol americano, fez sucesso. O que gosto mais em Terry é que ele usa a figura dele de homem marombado e gigantesco a seu favor, não necessariamente para se impor como machão, mas justamente para fazer humor. E ele tem um time perfeito.





O MELHOR: Jullius em Todo Mundo Odeia Cris

Considerando a cinebiografia desse talentoso ator que escolhe projetos infames para participar a série Todo Mundo... acertou em cheio em contrata-lo como o patriarca da família. Avarento, mau humorado, viciado em trabalho, mas dono de um carisma sem igual, Jullius encanta os fãs da série até hoje. E o ator consegue se firmar perante o roteiro super elaborado e também se saindo bem com sua principal companheira de cena, Thichina Arnold que faz Rochelle sua esposa na série. Ele poderia ficar apagado ao seu lado, mas não, brilha da mesma forma. Sua fúria é certeza de ótimas risadas.

O PIOR: Norbit


A lista de filmes ruins não é pequena, mas acho que Norbit ganha no quesito "por que diabos concordei em participar desta m*rda?!" Eddie Murphy não toma vergonha na cara nunca e ainda consegue ter ideias bizarras e transforma-las em filmes horrendos. Aqui, Terry faz Jack Grandão, um papel que sinceramente deveria descartar de sua carreira. Mas o filme inteiro é de um péssimo gosto...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Na memória: Auristela Sá


Sabe aquela atriz que entra no palco e ilumina tudo o que vê? Sabe aquela profissional em que o teatro se sente feliz por ela estar fazendo parte dele? Pois esta era Auristela Sá. Ok. Não conheço o povo do Bando de Teatro Olodum e a relação que tive com Auristela Sá foi a mesma que muitos espectadores dos espetáculos do grupo tiveram. A relação de publico admirador e artista, somente. Mas isso já me bastava! Auristela era um dos grandes talentos do Bando e posso dizer sem exageros, era uma das melhores atrizes da Bahia. Não estou escrevendo isso por conta de seu falecimento decorrente de um câncer, mas quem viu, nem que seja só um espetáculo do Bando de Teatro Olodum sabe do que estou falando.
Auristela será para sempre nossa Flavia Karine, personagem com a mesma vibe das cantoras (loucas! rs) de axé, que tinha o bordão mais querido de quem já viu uma ou várias vezes ao Cabaré da Rrrrrrraça. Por que o negro é lindoooooooooo.
Para mim Auristela vai fazer MUITA FALTA. E ela tinha algo que nem todo artista tem e sabe desenvolver... o carisma. Talento para atuar muitos tem, coragem para estudar são poucos, mas existem os perseverantes também, mas essa coisa que faz a gente sorrir para um ator, que nos faz sair da nossa casa para vê-lo nos palcos... Nem todo mundo tem. E essa daí tinha de sobra.

Vá em paz irmã!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Você já ouviu falar em TITICA? Cantora angolana transex?...



Conheci Titica pela internet, lar doce lar de artistas corajosos que não encontram espaço nas mídias tradicionais, mas acabam se promovendo fabricando suas próprias oportunidades. E a ação de fabricar oportunidades exige muita cara de pau e persistência. Isso Titica, artista (DIVA!!!) angolana do Kuduro tem de sobra. O primeiro contato foi através do hit Olha o Boneco e seu clip despretensioso. Logo depois de uma postada no facebook... Pronto! Um amigo que trabalhava na época em Angola me passou muitas informações sobre essa cantora maravilhosa. A carreira de Titica cruza com temas bastante dispares, percebe-se que ela não é uma qualquer no mercado do kuduro.
O nome verdadeiro dela é Teca Miguel Garcia, dançou muito tempo como menino para cantores tradicionais de kuduro em Angola, depois de um tempo foi percebendo que aquele corpo não era o certo para sua personalidade e seus desejos e passou aos poucos a mudar o que podia, um detalhe aqui, outro ali. Foi quando veio para o Brasil, colocar sua prótese de seios e assim nasceu a Titica que Angola conhece tão bem.
Titica é uma artista de sucesso em um país conhecido em todo mundo por levar a homossexualidade em ponto de bala. Em Angola, assim como em muitos países africanos, homossexualidade não é aceita. Claro, todos nós sabemos aqui também não é. Mas sabemos também de alguns países (Não só na África) onde a homofobia é institucionalizada, ganhando apoio do governo e também de toda a população. Titica é força e referencial politico. Você deve estar a perguntar: Sim e daí? Titica é mais uma transex que lança cd neste mundo. Mas o alcance que ela consegue em meio a todo tradicionalismo homofóbico do seu país. Isso não é para qualquer uma.
E tem talento. Ok, não espere o desenvolvimento e extensão vocal de uma Beyonce da vida, mas a ousadia de Titica está em cada faixa de seu álbum CHÃO. No começo você vai estranhar, pois o kuduro é um ritmo cantado muito rápido, mas com o tempo o ouvido se acostuma e vem logo a assimilação em meio a rapidez das palavras.
O cd lembra muito a estrutura de artistas independentes brasileiros, álbum simples, com encarte sem letras, onde Titica exibe em fotos sua feminilidade. No mesmo, Titica agradece a Deus , seus colaboradores (todos!), seus fãs, padrinhos e dj que lhe ajudaram a formar a artista que hoje faz sucesso por toda Angola. Mona Star também é outra parceira de Titica que vale ser lembrada. Presente em 4 faixas como compositora e no hit OLHA O BONECO num feat muito bom.
Um ponto curioso do cd é do kuduro muitas vezes se aproximar muito do pagode baiano. Explico. Não na sonoridade. Mas a aproximação vem justamente da mistura inusitada entre tom politico e palavras de ordem chulas como “vai pro chão”, gritinhos ensandecidos, de uma música aparentemente feita para dançar e só.
Tudo começa com SUNGUINA. Musica que apresenta Titica para o mundo.  A cantora transex canta “Antes não era nada, hoje sou comentada!”, “reconheces, tu não és igual a mim e sua inveja não me leva ao fim/ tenho kuduro no sangue” ou “Sinta a potencia da minha voz”. Versos simples, mas que quando junto a historia da cantora tornam-se muito mais que meras frases de efeito fácil.
Logo depois, vem a musica que dá nome ao álbum CHÃO. O gritinho (insuportável!) de Titica que permeia o cd inteiro abre a canção que simplesmente manda você ir pro chão e mexer as ancas pra cima. Sim, a musica é só isso. E quantas vezes você não dançou e se entregou pra algo igual aqui no Brasil, não é?... Próxima música, SIDA NÃO. Somente uma artista transex para construir uma musica que fala abertamente, sem rodeio algum, sobre o HIV. E serve pra dançar também, afinal é kuduro! Outra coisa, somente a Africa para falar sobre Aids em Africa sem assistencialismos ou fingimentos. É o papo reto e curto.
REBOLO COLÓ e AGRI TITICA vem da necessidade de Titica se afirmar perante o mercado do kuduro, que com certeza apesar da grande participação de homossexuais é prioritariamente machista (outra característica próxima ao pagode baiano...). Titica canta que vai revirar o mercado e se não gostou ela compra a briga. KUSI DE POLE é ótima e despretensiosa muito por conta da sua coreografia onde Titica assume que era menino e agora é uma boneca linda e exibe seus peitos na coreografia mais fechativa que já vi na vida!!!!!
Em seguida OLHA O BONECO é a minha preferida. Poderia muito bem abrir o cd tranquilamente e não há duvidas por que é a canção hit e carro chefe do cd. Com ajuda de Mona Start a canção é puramente pop, com referencias a Lady Gaga, ao pânico que Titica causa em plateias tradicionais, a Michael Jackson e depois de tudo ainda tem a ousadia de dizer “É pra saberem! Titica aguenta tudo e não tem medo de nada”, mais transex impossível!
O álbum fecha com ESSA É A TKNY. De tão rápida da primeira vez não da pra entender nada. Mistura de português de Angola, com as línguas locais, mais as pausas loucas próprias do dj ALavio. Confesso, não entendi muito, mas é gostosa para dançar, mexer todo o esqueleto. Aliás, disso os passos do kuduro entendem muito bem.
Consegui meu álbum por meio do meu amigo, que viu logo que gostaria da performance fechativa angolana. E eu simplesmente fiz o post em agradecimento. Em meio a minha coleção – que ainda sustento – de cds está em evidencia a transex maravilhosa e talentosa Titica e seu álbum revolucionário CHÃO.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Um James Bond Negro??????

Conhece Idris Elba? Acha que não? Sim, você conhece... E com certeza viu ele esta semana se assistiu a reapresentação de Obsessiva na tv, filme de suspense com a cantora Beyonce. Idris fazia justamente o marido da personagem da cantora, que é assediado por uma funcionaria aficionada nele.
Idris já participou de inúmeros filmes, mas tem chamado bastante atenção por ser cotado (NOVAMENTE)  ao papel do agente mais famoso do cinema. O ator foi cotado para ser James Bond quando Daniel Craig quase saiu da série, mas este retornou para o ultimo capítulo dirigido por Sam Mendes. Agora Idris novamente está  cotado e já participou até de reuniões com produtores para ser o atual dono da Wather PPK na série. Ano passado o ator participou da ultima produção de Ridley Scott, além disso ele encabeça a série britânica Luther em que vive um policial. Pontos a favor para que o ator seja o primeiro ator negro no papel de James Bond? HUm... Primeiro, que a série depois de um bom período anseia por reformulação. Segundo, Craig está contratado para mais dois filmes e Idris pode ser contratado para assumir um outro personagem dentro dos filmes com Craig. Terceiro, Idris é britânico e sabemos que nomes como Mel Gibson e Christopher Lambert perderam o papel pois eram norte americanos.
Agora é torcer para que James Bond tenha um novo rosto e que uma nova e boa super produção do agente mulherengo chegue aos cinemas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lincoln de Steven Spielberg



1865. O EUA – dividido por 13 colônias, separadas em Norte e Sul com modos de vida totalmente diferentes – está destruído pela Guerra Civil, milhões de mortos se amontoam pelo país. No meio de tudo está o 16° presidente Abraham Lincoln, adorado em todo país pelo povo, que se amontoa onde for para ouvir seus discursos e confia nele perdidamente. O presidente agora foi reeleito e como está quase vencendo a guerra, tem o poder da politica do país em suas mãos. O Sul dos EUA está quase que vencido e ele pode muito bem usar a vitória ao seu favor para começar bem seu segundo mandato. Mas Lincoln quer mais! Como todo político é natural o desejo de mais e mais poder... E é justamente esse o assunto principal do mais novo filme de Steven Spielberg. Lincoln é um filme sobre o conchavo. Na minha opinião, é um filme honesto. O mais honesto de Spielberg até hoje desde a Lista de Schindler.
Aliás, Lincoln é muito mais que um filme honesto sobre política. É de interesse do reeleito presidente, manter a guerra sob seu comando até onde ele quiser para que a 13° emenda seja aprovada. Lincoln tenta convencer que somente a nova emenda dará a paz para os Estados Unidos, estabelecendo equilíbrio entre Norte e Sul. A tal 13° emenda, garante aos negros escravizados liberdade. E é justamente pelo sistema que ela dará fim, que Lincoln será bastante cauteloso, para sua vontade ser realizada e os homens racistas de sua época não entenderem que, na cerne, estão aprovando uma lei que vai contra a costumes trabalhistas seculares.
O presidente quer o fim da escravidão e o Sul integrado aos costumes do Norte. Simples assim. E é disso que trata o filme Lincoln (2012). Politica do inicio – com uma rápida explicação sobre os motivos da Guerra Civil Norte Americana junto a também rápida passagem do confronto na tela – ao fim, com a morte do presidente querido já revestido como herói da nação.
Sim, Lincoln é pintado como herói neste quadro de Spielberg. Mas ele é honesto, pois em momento algum o diretor trata da pessoa Lincoln e sim do personagem. A figura do presidente, homem alto, feição estranha, corcunda e amoroso é explorada pelo filme em todos os momentos. Seria impossível colocar uma figura histórica como essa a partir de um prisma real. Steven assume que está filmando a ação de um mito e faz isso as vezes descaradamente em cenas em que a luz não ilumina ninguém a não ser o próprio personagem principal ou de forma subliminar colocando Lincoln no centro de uma conversa comum em meio a políticos degenerados e ele sempre se sai bem de todos os embates.
E haja embate neste filme. A ação básica da produção são os (ótimos!) diálogos. O filme trata do “toma lá da cá” politico. Eu te entrego tal coisa e você me garante um belo “Yes!” no dia da votação da emenda. Não concordo com a crítica de Pablo Vilaça do site Cinema em Cena e sua opinião sobre o filme não evidenciar os negros na luta contra a escravidão, pois este é um filme assumidamente sobre os brancos e seus ajustes políticos para favorecer a si mesmos.
Gostei muito da forma como o cineasta trabalha o elenco negro do filme. Coloca a ama da esposa do presidente como mera espectadora, longe no segundo andar, em meio a tantos homens brancos nos dias de votação. Os negros dentro de uma politica branca são meros espectadores. O que vier de favorecimento é nada mais que acaso, sorte apenas. Outro fator é que o filme noa trabalha a figura do homem que convive com todos. Lincoln era um homem simples, mas branco e viva nos EUA no século XIX... Então ele não podia viver a torto e a direita apertando mão de negro pra lá, colocando menino negro no colo... Isso é visto de forma brilhante em uma cena em que sua empregada ex escrava conversa com ele. Ela pergunta se ele conhece o povo dela. Ele diz que não. Que estaria disposto a conhecer, mas que não os conhece.
É neste ponto que o filme prossegue com subtextos. Qual o real interesse do presidente em aprovar a 13° emenda, se ele não conhecia (em inúmeros sentidos) o povo favorecido por ela? A resposta é uma só: Lincoln como bom burguês não queria um costume católico aristocrata (a escravidão) atrapalhando os seus planos de desenvolvimento estadunidense. É depois do fim da escravidão que o ideal de américa começa a se arredondar direitinho...
E o filme deixa no ar milhares de trechos. Muitas vezes é colocado em xeque se os abolicionistas acreditam ou não na igualdade PLENA de direitos... Um silencio enorme paira na tela grande. Essa pausa é própria de um liberal frustrado, que é racista, sabe que o sistema racista apoia seus interesses, mas nunca terá coragem o suficiente para assumir seu ponto no sistema que tanto lhe dá vantagens. Impossível não notar os olhares constrangidos dos personagens abolicionistas contradizendo as opressoras expressões dos personagens conservadores.  Por isso os brancos no novo filme de Spielberg não são pintados como heróis completos e sim como iguais. Abolicionistas e escravocratas são iguais, lutam para manter ou acabar um sistema econômico e não contra ou a favor do racismo.
Com certeza, caro leitor, está achando que estou me contradizendo. Digo que Lincoln é pintado como herói e depois digo que os brancos não são heróis... Desenvolvo: o personagem do presidente é sim o herói da historia. O partido escravocrata é sim o vilão do filme, mas o roteiro em medida alguma discute racismo, discute política e um sistema de trabalho considerado ultrapassado pelos liberais do Norte contra os escravocratas do Sul. O interesse dos brancos políticos é um (com o fim da escravidão ou não) e dos negros é outro completamente diferente. Tanto que a ex escrava e agora empregada da esposa do presidente, na mesma conversa, não sabe o significado do que seja realmente a liberdade...
O silencio neste filme é muito mais profundo que aparenta ser. Quer dizer (ou não dizer) muita coisa. São interesses de brancos contra brancos. Os sapos que um tem que aguentar. Os posicionamentos feitos por traz das cortinas. As chantagens. Os outros seres humanos? Bolas de gude, jogadas para lá e para cá conforme anda a politica.
É até estranho um filme de Steven Spielberg ser baseado no subtexto... Logo ele que é tão grandioso em tudo que faz. Mas estão lá suas características. Os planos abertos evidenciando a grandiosidade do fato e da produção, os closes arrebatadores em momentos crucias da trama, a música (contida, mas ela está lá) de John Wlliams subindo na hora certa. A produção é impecável. As atuações de todos os atores são muito boas. Lincoln também é um filme de homens, personagens masculinos bem desenvolvidos, os atores tem um texto para brilhar. Não. Você não vai chorar como em A Cor Púrpura ou Amistad, este filme está mais para Munique ou a Lista de Schindler. Emociona, acho que mais pela leitura que os liberais fazem de Lincoln e seu legado atualmente pelo que realmente diz ou silencia dizendo...
Lincoln é um ótimo filme. Texto bem feito e subtexto melhor ainda, cortesia do roteirista Tony Kushner (da série de TV Angels in America), parceiro de Steven Spielberg em Munique (2005). Concordo com vários críticos que dizem sobre a grandiosidade dos diálogos, mas ressalto principalmente o silencio ideológico presente no filme. Onde a retorica política não alcança, o silencio se faz presente em meio à covardia dos seres humanos poderosos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

APERTE O PLAY!!! Dançando Zouk com Albir e Sara

Existem vários vídeos de Albir e Sara soltos pela net. Os dois devem ser casados (acho também que são espanhóis), não consegui descobrir muita coisa sobre os dois. Sei que vida dos outros é cultura, mas isso é o que menos importa aqui, o grande lance é o zouk. Eles dançam super bem, tem uma quimica gostosa e passam toda a sensualidade que o zouk exala. Virei fã dos dois de cara. Adoro a forma dele conduzir a dama e como ela se comporta independente dele. E não tem como não ficar ligado com os dois juntos. Veja ao redor enquanto os dois dançam, tem gente que não tira o olho deles. Existem vários videos do casal demonstrando em algumas partes do mundo o que o zouk é capaz... Abaixo o primeiro vídeo que vi do casal e acho que é o mais visto também, mais de 4 milhões de visualizações. E depois me perguntam o por que gosto tanto de zouk... Olha como se dança minha gente (!!!) e passe a se apaixonar também hehehe...


domingo, 20 de janeiro de 2013

APERTE O PLAY!!!!!! Saya - Une femme avec une femme

Primeira postagem do ano (atrasado não? rsrsrs) Um amigo por via facebook me chama atenção in box e vê um video e lembra de mim. Pensando ser um daqueles videos loucos de gente que na verdade faz besteira em frente a câmera, abro como quem não espera muita coisa... Até que uma grata surpresa vem a tona. Descubro então a cantora Saya coma canção Uma Mulher Com Uma Mulher. Lindo. Não sei muita coisa sobre a moça a não ser que faz um som maravilhoso, um R&B gostoso de ouvir e em francês... Rsrsrs... Em francês música de amor é sempre melhor. E nesse caso a negona canta de mulher para mulher. Clip e música lindos!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Você já ouviu falar de... Chico & Rita???

Veja o trailer do filme Chico & Rita, do ganhador do Oscar Fernando Trueba e Javier Mariscal, sobre o romance entre uma cantora e um pianista cubanos separados pela fama mundial. O filme é uma animação belíssima, elogiada por onde passa. Além do traço incrível, a trilha sonora é um primor!!!!!! Lindo de ver, vontade de assistir e ouvir por muito tempo...

Site oficial, click aqui

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

After Earth... Novo de Will Smith e seu filho Jaden


Impressionado com o trailer do novo filme de Will e Jaden Smith...

1) A cara do pai focinho do filho... Minha gente parece clone!!!!!!! rsrsrs

2) Dá a impressão que é uma continuação de "Eu Sou A Lenda" sem cachorro e mulher, mas com menino...

3) Os efeitos são de primeira...

4) O roteiro de Gary Whitta ( O Livro de Eli) garante uma boa condução da ficção cientifica.

5) M. Night Shymalan ressurge!

A primeira ficção cientifica do diretor de O Sexto Sentido conta a história de uma humanidade forçada a sair da Terra por causa de um cataclisma. Mil anos depois, pai e filho sofrem um acidente com nave no espaço e acabam caindo no planeta Terra que se tornou um território inóspito. É do filho a missão de recuperar o sinalizador de resgate já que o pai está ferido e sozinho na nave danificada.

É esperar para ver. Gosto muito da direção de M. Night e espero que acompanhado de Will ele consiga novamente o sucesso.

ps: vendo a condução da carreira de Jaden... Nãos ei quem é mais esperto/inteligente... Se o pai ou o filho...




Você já ouviu falar em... Queen Ificra??????



Conheci a cantora Queen Ifrica por conta do dj Bob Sinclar e uma de suas canções New New New que tem nos vocais além de Queen traz também a presença poderosa da cantora Makedah. Adoro Bob e esta canção New New New. A partir do ótimo primeiro contato com as duas fui ver o que elas eram capazes sozinhas. Ainda não encontrei muita coisa sobre Makedah, mas Queen foge totalmente ao regaae dançante que faz com Bob em algumas faixas. Na Jamaica, onde é mais conhecida, sua música é sinônimo de politica, com letras engajadas sobre violência de gênero, a frustração da pobreza nos guetos e é claro o olhar feminino dando um ar diferente a visão que tem sobre todas as coisas. Queen é dona de uma voz extremamente violenta e suave ao mesmo tempo. Só ouvindo para entender... Estou gostando muito de conhecer essa cantora que foge e muito das divas pop norte americanas pós Beyonce, que imitam tanto seu jeito de ser e estão longe da algum resquício de originalidade...
Abaixo, video onde conheci Queen. Aliás, ela nele está bem despojada até...




E agora Queen Ifrica por Queen Ifrica.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

Você já ouviu falar em... DIA DE PRETO?



Dois Coelhos faz escola. Depois do cinema brasileiro "perder de vez" a vergonha de fazer comercio no trilho da arte, mas não deixar de fazer boa arte, alguns cineastas pegam na mão da produção que balançou os cinemas ano passado no Brasil e se jogam em outras histórias. Da para ver desde o início que DIA DE PRETO de Marcos Felipe é pop, ou se propõe a ser pop desde o início. Uma mistureba de tom fantastico, filme de ação, filme histórico, drama e muito mais coisa que aí só vendo. Desde já o filme está sendo vendido como produção feita com orçamento de curta metragem, patrocinado por iniciativas privadas e resultado de uma mistura de criatividade, orçamentos enxutos, saídas digitais leves e visão multicultural. Seja lá o que isso for, o site do filme me pareceu, para evitar confusão, explicar o conceito do filme tim tim por tim tim, mostrando seu tom politicamente corrento, apesar do seu tom rebelde... Até o titulo do filme eles dissecam, evidenciando que o mesmo poderia ser mau interpretado (!) antes mesmo de compreenderem o sentido do mesmo no filme. Mas eles preferiram arriscar. Santa coragem (!!).
Segundo o site "o título reunia as condições estabelecidas pelo trio de diretores, que decidiram bancar a ideia e encarar as possíveis críticas oriundas do desconhecimento ou ignorância em relação ao filme. Na trama, o personagem de Marcelo Batista vive um dia especialmente fantástico, literalmente indescritível, com tudo de bom, ruim, gostoso, maluco, assustador, tenso, relaxante e perigoso que a expressão pode significar, nos seus mais diferentes usos." (!!!). Tenho até medo com o tamanho da justificativa.
Ainda segundo o site, o filme é uma adaptação moderna da lenda brasileira do primeiro escravo alforriado do Brasil, o filme conta a história de um jovem negro lutando pela sua liberdade. Ele foge de seu patrão e de uma gangue sinistra, que procuram uma relíquia sagrada roubada: um sino de ouro histórico, peça valiosa que remonta ao Rio de Janeiro do Século XVII. Com suspense e humor, DIA DE PRETO conduz os espectadores sob o ponto de vista do protagonista durante um dia alucinante, cheio de contratempos e personagens bizarros. No fim dessa jornada de vida e morte, nosso herói acaba aprendendo que algumas histórias nunca terminam.
Lindo não?... Agora é só esperar até o dia 23 de Novembro (Semana da Consciencia Negra (!!!!)) para ver o resultado. Se vamos morder a língua ou presenciar mais um filme que pisa na bola quando o assunto é populção/cultura negra.

Clic AQUI para o site do filme.

Abaixo trailer de DIA DE PRETO.


APERTE O PLAY... E DANÇA ZOUK...

Só de olhar dá uma coisa por dentro... Adoro zouk e você, se acompanha o blog, sabe muito bem disso. Mas o por que eu gosto tanto desse ritmo africano? Ouve a batida e observa BEM como se dança!!! Gostoso demais. Tive uma professora africana (agora não lembro de que país ela vinha) na pós que dizia que zouk é como sexo bem feito, uma ótima noite ao lado de alguém bom de verdade. E realmente, essa dança tem o poder de fazer você esquecer o que está ao redor e só centrar na sua parceira ou parceiro... Em um mundo onde as pessoas dançam separadas cada vez mais, o zouk, a África vem para nos unir. E da melhor forma possível!!! rsrsr


sábado, 10 de novembro de 2012

7 Ventos...

Eu só volto ao teatro pra ver uma peça novamente quando ela me toca de maneira especial. Só vou ao teatro ver uma espetáculo mais de uma vez quando ele é muito mais que uma concepção cênica perfeita, uma luz maravilhosa, um texto bem escrit
o, uma interpretação precisa... Volto quando o espetáculo me faz esquecer que a ótima técnica existe e me faz acreditar em tudo que vejo ali no palco, mesmo eu não esquecendo que tudo aquilo dali é um mundinho do palco "apenas". Hoje vi mais uma vez Sete Ventos (RJ) com Debora Almeida Festival A Cena Tá Preta . Estava lá num cantinho observando TUDO novamente. Linda apresentação. Fui com o objetivo de me emocionar e me emocionei novamente. Desde já sou fã in-con-di-cio-nal de Samara, a advogada que quer EMPRETECER o Leblon.

Tem uma diferença muito FORTE ver algo que te representa!!!


Nada contra Nelson, Shakespeare, Alcione dentre outros (longe de mim!!!), mas a arte em que vc se enxerga de alguma forma, que te toca além, é de uma sensação... sei lá... não tenho palavras. Acho que o texto dessa peça me toca MUITO. E a interpretação de Debora me faz lembrar minhas alunas, minhas primas, tias, mãe e demais mulheres da minha vida. Me faz sair emocionado e lembrando de muita coisa que vivi ao lado de mulheres boas!!!

Fora que me da a certeza que é no caminho do teatro que quero ficar.

Por sinal, uma das ultimas falas do espetáculo me provocam demais. Sobre os 7 ventos de Iansã que tomam a personagem e como cada vento a provoca de uma forma completamente diferente.

Lindo. Salve Iansã. Salve Sete Ventos.

Entrevista com Debora Almeida aqui
Crítica sobre Sete Ventos aqui




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Festival A Cena Tá Preta!

A partir desta semana todos os caminhos levarão ao Teatro Vila Velha, onde a arte negra será representada - apresentada em suas diversas identidades na 4° edição do Festival A Cena Tá Preta produzido pelo Bando de Teatro Olodum junto com o Coletivo de Produtores do Suburbio. A programação deste ano está ÓTIMA e é de graça! Sendo assim, programe-se que o bicho vai pegar e os espetáculos vão encher rapidinho. O ingressos já estão sendo distribuidos na bilheteria do Vila.

Mais informações pelo site oficial do festival, aqui.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Zoe Saldanha como Nina Simone?...

 
Zoe protagonista de NINA

Meses atrás saiu a noticia que a historia da vida da cantora / pianista / compositora Nina Simone, diva do Blues, iria virar filme. Até aí tudo bem. Principalmente que o filme ao que parece não vai afastar os olhos da ligação de Nina com os Panteras Negras, a relação com Luther King e centrar "somente" na sua música. A biografia vai alcançar inumeros períodos da vida da cantora. Ótimo. Mas a escolha da atriz provocou fúria dos fãs. Admiradores da cantora e principalmente familiares não gostaram de Zoe Saldanha (Colombiana) para protagonizar a história. O por que? Por que atriz não tem a pele escura de Nina, nem a "energia" própria que precisaria o papel. A filha de Nina Simone recentemente deu sua opinião sobre a escolha da atriz na revista Ebony. Disse que não tem anda contra o trabalho da atriz Zoe Saldanha, que já viu seus filmes e como segue na carreira e gosta muito do seu trabalho, mas que ela não tem a força para interpretar a mãe. No depoimento ela ainda diz que poderiam contratar atrizes com pele escura e com lábios grossos para interpretar a mãe. Cita ainda o que seriam suas escolhas: Viola Davis - sim, esta daria uma ÓTIMA Nina Simone - e também o trabalho de Kimberly Elise (A Bem Amada / Diário de Uma Louca). O papel também já passou pelas mãos de Mary J Blige até "cair" nas mãos da queridinha do momento Zoe Saldanha.
"Nina" cinebiografia de Nna Simone terá no elenco também o ator  David Oyelowo no elenco como par romantico da cantora. É esperar para ver o resultado.



 
Viola Davis e Kimberly Elise escolhas da filha de Nina

O ator David Oyelowo como par romântico da cantora


Pelo Direito Negro a Futilidade...



A imagem aí acima não é nova. Faz parte de uma das temporadas do seriado Mulheres Ricas, versão gringa. Você já ouviu falar desse programa, que gerou grande polemica na sua versão brasileira, protagonizado por poderosas peruas - que trabalharam muito para serem ricas ou simplesmente deram o golp... ops deram a sorte de se casar com um homem velho e rico que as possibilitavam ter enorme conforto em nome do amor... O seriado foi bombardeado e adorado justamente por mostrar algo que todos já suspeitavam. Para além dos flashs e holofotes, a vida íntima da aristocracia brasileira e da alta burguesia (sim ela pode ser dividida em castas) é de uma futilidade absurda. Não muito diferente da vida dos pobres e oprimidos, que também tem seus momentos de futilidade... Substituindo cervejas, por bebidas das mais caras do mundo, bijuterias por joias e carros populares por jatinhos, o programa fez bastante sucesso e foi responsável por  - pelo menos durante 15 minutos - tirar do limbo a TV Bandeirantes.
Milagres a parte, o programa Mulheres Ricas em sua versão norte americana, teve uma de suas versões com mulheres negras. Vi alguns videos da "trama" real do seriado e estão lá todos os ingredientes para o sucesso de um grande reality show: barracos, intrigas, vida e segredos familiares expostos, micos horrendos, opiniões pitorescas sobre a pobreza. E no caso desse reality mais precisamente, dinheiro gastado a torto e a direita com coisas que muita gente pensa que nem existe, vaidade, luxuria, glamour, soberba, penteados carissímos, breguice disfarçado de luxo, jatinhos, carros importados, joias, lexotan etc...
O programa foi acusado pelos puritanos liberais frustrados de plantão por justamente idolatrar a futilidade, o gasta gasta de dinheiro a toa e mais uma vez dar valor a vida aristocrata como modelo a ser seguido. Eu encarava aquilo como comédia das boas. E quem não trabalhava era alvo principal das minhas chacotas. Como não rir de Narcisa e suas loucuras? De seu namorado de sorriso amarelo por conta dos micos que ela fazia ele passar para todo o Brasil ver? Ai que loucura!!! E Val minha gente?  O que era toda aquela ostentação; não como de tal forma, só vou a festa se servir tal coisa, não compro carro e sim jatinhos para ir a Paris... A tv sempre riu da cara dos pobres e pela primeira vez tinhamos a possibilidade de encarar algo diferente. Muito diferente. Eram os ricos ostentando, numa tentativa de mostrar o que pensam que são, mas o que se tornaram realmente é tão engraçado a ponto de ser ridículo.
E ai neste mundo virtual de meu Deus, encontro o mesmo seriado, versão norte americana, com tudo aquilo que o brasileiro tinha, só que adaptado...
"Não sei como você via esse tipo de coisa", me acusou um. Eu vejo tudo. Mentira. Vejo tudo o que me interessa, independente de quem vá gostar ou não. Mas o reality gringo com sua protagonistas negras me interessou justamente, pois evidenciou que Nossa Senhora da Futilidade roga por todos nós. E NÓS negros estamos também neste rastro...
Existe no meio negro - assim como todo meio social de grupos que são marginalizados pela sociedade - uma forte pressão junto a seus individuos para que sejam modelos a serem seguidos, na estética, no combate ao racismo, nos estudos, no trabalho. Sei disso com exatidão, pois vivi neste meio, de vários movimentos negros, quando estava na universidade. Às vezes você não faz por que gosta e sim pela obrigação da "negritude engajada". Se vc não fizer, vai ser rechaçado.
Este texto não é, caro leitor, mais uma acusação aos movimentos negros ou a suas entidades (pois tenho mais o que fazer e devo muito que sou ao conhecimento que aprendi neles), mas à forma como a negritude é constituida em muitos espaços. A perfeição deve ser seguida, regras extremamente calculadas para serem invisíveis, o velho embate do novo contra a velha geração etc.
Rebatem vários estereotipos, mas acabam construindo outros. Um dos exemplos que mais me incomodava era o protagonizado por mulheres negras, o mito da guerreira. Mulher pobre, cheia de filhos pra criar, muitas vezes nos empregos dos mais sofriveis, geralmente sem marido ou acompanhada de um projeto de homem para chamar de seu. Mesmo com todas as dificuldades da vida, essa mulher lutava dia e noite, sem cansar, cuidava dos filhos, encontrava tempo para fazer mil e uma coisas... não parava... não parava.... não...
Esse mulher existe? Sim, existem muitas mulheres por ai - em sua maioria negras - que fazem este tipo de coisa. Mas elas não choram? Elas não reclamam, elas nunca desistem, elas nunca abandonam, nunca fracassam? Sim! Afinal de contas o fracasso faz parte do ser humano, mas os movimentos sociais em geral não assumem este lado. Justamente por que ele trabalha com o coletivo. Não pensa sua filosofia para um e sim para muitos. Se não, não seriam movimentos sociais. Além disso, movimentos socias já se dão conta, dia após dia, com o fracasso de seus sujeitoS perante a sociedade que o discrimina. O drama do gay perante a sociedade heteronormativa, drama da mulher com o machismo, do negro contra o racismo. Fora quando esse ser carrega em si indentidades multiplas e subalternas. São forças coletivas. Mas e o indivíduo? Fica como?
No final do curso universitário acabei pensando para além da coletividade. Muitas vezes não me via nas identidades construidas pelos meus "irmãos" negros. Inúmeras vezes. Da labuta com a cultura negra, aquilo que voce gosta, o que não gosta, a forma como se enxerga o candomblé, maneira de levar sua sexualidade, a construção da estética. Essa forma exemplar e obrigatória de ser negro me aproximava da verdadeira raiz da mesma forma como a sociedade racista queria que eu fosse bem resolvido...
Os movimentos negros não tem obrigação de focar no ser. É a sociologia, a antropologia quem dá voz. Mesmo esta ultima que centra nos estudos do homem, na verdade é interpretada para além dele. Encontrei esse refúgio que precisava na literatura e no teatro. A psicologia também me salvou. Novas fontes de estudo dão caminhos diferentes para identificar nossos problemas e alegrias... Falo de psicologia, não que precissasse de terapia rs, mas por que muitas vezes a psicologia é individual, centrada em você. É o seu drama, sua alegria que está ali ni divã.
Você deve estar pensando que o trem do assunto principal descarrilhou de vez. Não, tudo faz parte de uma só coisa. Se tenho meu fracasso como individuo, minha forma de sucumbir reconhecida e não barrada em nome da perfeição, do exemplo como se deve agir... Então também tenho o direito de ser fútil ora bolas! De largar os livros pra cima, de ligar o you tube no video mais escroto possivel, de não querer estar sempre em lugares engajados, de sair e não ligar para os problemas do mundo. Pois minha identidade também é feita de momentos podres. Ou essas facetas podem até não serem podres, so são um outro lado meu...
O programa Mulheres Ricas versão gringa é justamente assim. Protagonizado por negros, mas sem compromisso algum. Que exemplo elas dão pelo amor de Deus? Ensinam o que? São bregas, gastam muito, ostentam mesmo, xingam, brigam. Sem culpa, ainda por cima. Existem negros que são assim e outros que não.
Viva a diversidade neste nosso microcosmo!!!

sábado, 20 de outubro de 2012

APERTE O PLAY... Zouk Look! Fall In Love (Êta povo bonito rsrs)

Esse povo das Antilhas Francesas sei não viu... ótimos em fazer ótimos zouks. Este grupo o Zouk Look está na estrada desde meados da década de 90 e de lá para cá fez seis albuns. Descobri eles neste instante, vasculhando novas musicas de zouk aqui no pc. Se acompanha o blog sabe o quanto o dono dele gosta desta música de origem africana. Boa música africana aliás!!! As músicas do grupo são simples, muitas em ingles e seus cantores - duas mulheres e dois homens - são lindos! São na verdade dois homens que nos últimos trabalhos reslveram colocar duas backs no cast. Aliás vão ser bonitos assim na África rsrs



domingo, 14 de outubro de 2012

APERTE O PLAY!!! - NICHOLS - Love Gangster

Milagre na terra, ou o sinal dos tempos... Nichols fez um clip INTEIRO com camisa!!!!! Em seu novo clip, o cantor resolveu dar uma de comportado. Pois então, tudo aquilo que eu pensava saber sobre este bombadão tirado a sedutor foi por água abaixo. Claro, as mulheres em trajes mínimos e as insinuações de sexo em meio a canção falando sobre o "amor" continuam lá... Dessa vez o negócio é diferente mesmo, o clip é bem simples até, considerando o exagero proóprio do cantor. Mas o importante é que a música continua boa pra relaxar e dançar agarradinho como só Nichols sabe fazer. O curioso, o video foi lançado este ano, mas a faixa é do seu último cd de 2011, Undisputed. Abaixo segue o clip do bombadão cantor dando uma de bom moço e se contendo sem mostrar seus músculos...