terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tyler Perry vem aí???????


O novo queridinho da Lions Gate (o estudio independente que vem papando Oscar recentemente), Tyler Perry (com seus filmes em dois anos arrecadando mais de 300 milhões de dólares nos cinemas estadunidenses) tem mais uma produção chegando nas telonas. Trata-se de I Can Do Bad All By Myself novamente com a pernsagem Madea que ele tanto gosta (insiste!!!) em fazer. Mas desta vez o cartaz do longa divulgado por toda net é horrível, ao contrário da maioria das artes que divulgam o trabalho do diretor. Que poster horrendo é este, Perry? Para não esquentar a cabeça com algo tão mal feito, abaixo segue o poster de outro filme até hoje inédito aqui no Brasil, The Family That Preys, primeiro filme do cineasta a colocar atores brancos nos papeis principais. O filme é sobre duas famílias de raças diferentes que se tornam intimamente envolvidas em assuntos afetivos e financeiros. Diferente do primeiro filme o segundo tem uma arte muito boa. Além desses dois, Perry está filmando For Colored Girls Who Have Considered Suicide When the Rainbow is Enuf filme baseado em uma série de 20 poemas que contam histórias de amor, abandono, violência doméstica aborto e outros problemas enfrentados por mulheres negras. É esperar para ver se os filmes do diretor queridinho da classe média negra norte americana chegam ao Brasil, nos cinemas ou pelo menos em video mesmo.

domingo, 29 de agosto de 2010

O Melhor e o Pior de... Beyonce Knowles

O MELHOR: DreamGirls - Em Busca de Um Sonho. Foi o melhor filme que ela fez até hoje, com certeza. Infelizmente o filme não é dela, por conta do elenco que rouba a cena toda vez que aparece, seja por conta do roteiro que possibilita personagens absolutamente mais fortes que o dela, por conta das interpretações (alheias) muito boas ou da história cheia de mal entendidos, ambições, ganância e muito glamour no mundo da música negra. Beyonce agarrou com todas as forças o que poderia ser - e até hoje é - o melhor filme de sua carreira. O filme tornou-se um enorme sucesso e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz. Ela faz o que pode, mas manda bem no seu recado.

O PIOR: Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro ou Carmen - A Hip Hopera. Pense em dois filmes ruins! Eu realmente não tenho cabeça para pensar qual dos dois é o pior. O primeiro, traz a esposa de Jay Z fazendo piada do seu "comediavel" cabelo black power, na participação mais insuportável que já vi na vida. O segundo, produzido pela MTV, é ruim todo, cada detalhe, cada peça do figurino, cada canção, cada plano, cada atuação é de péssima qualidade. Beyonce faz Carmen Brown (sim, o "Brown" é por que ela é negra! Oh!!!!!) aspirante a atriz que se apaixona pelo policial designado a coloca-la na cadeia. Bizarro!

sábado, 28 de agosto de 2010

Aperte o Play! Les Desses - On a Change

Eu descobri este trio francês faz tempo já. Gosto muito. Tanto que todo amigo (a) que chega aqui em casa coloco para ouvir e acaba se contaminando. Sério! O som das Les Desses gruda que nem chiclete! Sensual e dançante na medida certa. E nem sei por que ainda não postei o clip delas aqui. Mas não se empolga não, ok? O trio já acabou e a cantora principal já está trilhando seu caminho sozinha... É... Acontece com todas! Ou tá pensando que é só nos EUA que trio/grupo se separa? Não, não. Curta o clip, simples, mas muito bem feito. Não vai mudar sua vida, mas sua cintura nunca mais será a mesma...

Aperte o Play??????????? Lou Bega, Mambo Nr 5.

Alguém se lembra disso pelo amor de Deus? Sim, eu tenho um cd dele. O 1º é obvio! Ele até regravou Carmem Miranda no mesmo. Depois do incrivel sucesso que fez, Lou Bega lançou segundo cd e aí... Não deu outra, o cantor entrou para a terra encantada dos artistas que só duram um álbum. Mas para falar a verdade quem nunca dançou este hit louco, depois de tantas, pela madrugada em alguma festa perdida na memória?... Atire a primeira pedra quem nunca requebrou com o mambo número 5...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

3 ANOS DE PELÍCULA NEGRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Eita, faz três anos já! No primeiro ano fiz 5 postagens, depois a vontade de escrever foi aumentando, aumentando, até que este ano, que ainda nem terminou, já consegui fazer quase cem postagens. Sim, não é facil. Afinal de contas tenho vida social fora da net e tenho que dar conta de tudo aqui neste mundinho e no outro também. Além do mais, as postagens aumentaram também desde que aumentei a gama de assuntos dentro do Blog que antes era somente falando sobre cinema negro, tanto que os artigos relacionados a filmes/cinema estão em maior número. Obrigado a todos que comparecem. Feliz niver ao PELÍCULA NEGRA.

domingo, 22 de agosto de 2010

Deborah Bloch cabelo black...

Imagem da semana! Não. A TV aberta no Brasil nunca vai tomar juízo. Tenta até ser politicamente “hipócrita” correta, mas ajuizada ela nunca vai ser... A imagem da semana vai para o seriado Separação, com Deborah Bloch e Wladimir Brichta. No começo era nada mais que mais um seriado sem graça da Globo, mas de uns tempos pra cá o seriado tem “despirocado” e chega algumas vezes a ser bonzinho. As piadas estão a cada episodio ficando mais sujas, mas as desta semana foram podres, por conta de um detalhe: o cabelo transformado da atriz Deborah, que fez um tratamento que não deu certo no mesmo e ele acabou ficando assim, Black!
É curioso como o cabelo Black Power é uma forma de fazer rir. O cabelo do negro é um objeto “comediável”. E quanto maior, pior são as piadas. No caso da série, com capitulo exibido esta semana que passou, eram todas as piadas de um intenso mau gosto. Fico me perguntando se é todo mundo que ri daquele tipo imbecil de humor ou é somente um publico que não tem cabelo crespo, ou que os alisa, que se esbalda em todas as piadas evidenciadas pela série? Com certeza o espectador que ri de determinada piada também se joga em coisas do tipo “Super Tição” exibido pela Record, além de outras loucuras que é bom nem ficar lembrando, pois eu não acho graça alguma.
E a mesma emissora que exibiu a série com piadas racistas – se isso não é racismo inventa um nome a prática de fazer rir das características fenotípicas de determinados grupos raciais – vai passar a exibir nova temporada da sua novelinha adolescente com atores negros em maior quantidade. E MV Bill vai estar no meio das patricinhas de sangue azul... Ah! Pasmem, e como o MV Bill está lá ele vai encarnar um romance com uma personagem branca, já que os autores querem falar de romance inter racial. Sinceramente? Isso na Globo já foi explorado a exaustão. Ninguém agüenta mais o velho conflito do negro que se envolve com uma pessoa branca. Dá para
citar muitas novelas com este tema. As novelas escravagistas então nem se fala. Os casos inter raciais na Globo parecem, do jeito que eles passam, a solução para o racismo no Brasil. O negro acaba conhecendo um novo mundo, o branco deixa de ser racista (pois convive, transa, beija o corpo negro), as pessoas ao redor passam a aceitar as diferenças. E pronto! Diferente seria ver um casal de negros com real destaque nas produções da emissora. Vendo a Globo parece que a gente não se gosta, não se bica, que preto não gosta de preto e venera o branco como objeto de beleza e amor ideal. Um casal de negros que se amam e tenham importância na trama, isso sim seria diferente. Mas seria o mesmo que esperar um beijo gay em horário nobre na Rede Globo de Televisão... Mais fácil acreditar em Coelho da Páscoa.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Aperte o Play... Comercial Soteropolitano Lojas Renner.

Estou eu ontem, vendo a Grande Familia, rindo e descansando do dia cheio no sofá e entre uma propaganda e outra do intervalo comercial me deparo com uma campanha de marketing fabulosa. Produzida pela Paim Comunicações para as Lojas Renner, com o título de Homenagem a Mulher Baiana, o comercial criado por Rodrigo Pinto e narrado por Lázaro Ramos é fenomenal. Fiquei estatelado com tanta mulher preta e homem negros também em um comercial só. Eu simplesmente amei a propaganda. Acho que junto a propaganda da Semana da Consciência Negra do ano passado da Caixa Economica, essa fica para o ramal das melhores propagandas que já vi em minha vida. Parabéns a Paim Comunicação e as Lojas Renner - que fazem propagandas muito boas. Vejam, o comercial dura dois (2!!!) minutos, é incrivelmente fotografado e te dá um ânimo frente a brancura presente nos comerciais da atual televisão brasileira.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aperte o Play... Seven Days, Craig David.

Ele é britânico, começou cedo no mundo da música, estourou com apenas 19 anos nas paradas da Europa, recebeu elogios rasgados de Elton John, canta R&B e também se aventura pelo dance. Seu nome Craig David e o clip abaixo de 2007 é um dos seus principais sucessos. O clip é muito legal e pega carona da idéia do filme Feitiço do Tempo de 93 com Bill Murray. Se gostar de Craig experimente também a dançante Insomnia de 2009 e seu bom clip que toca direto aqui em casa.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Jubiabá em HQ.

Dos poucos livros que li de Jorge Amado este foi o único que gostei realmente. Foi por isso que me predispôs a ler este Jubiabá no formato HQ. Li o livro faz um bom tempo, ainda estava no Ensino Médio quando ele caiu em minhas mãos, mas como nunca fui fã de Amado e seu tipo peculiar de enxergar o estado em que vivo, acabei me surpreendendo com a historia de Antonio Balduíno, sua infância, seus amores, o sucesso como boxeador, artista circense dentre muitos outros casos. Aliás, dentre os livros de Jorge que mereciam virar filme aqui está um ótimo exemplo de uma obra que deveria ser revista, já que Jubiabá virou filme em 1987 pelas mãos de nada mais nada menos que Nelson Pereira dos Santos. O livro tem uma narrativa muito boa, apesar dos problemas de sempre de Amado em ver a Bahia com seu olhar pitoresco...
Já nos quadrinhos o universo de Jorge Amado, uma Bahia construída singularmente, ganha cores e detalhes precisos nas mãos de João Spacca de Oliveira quadrinista de mão cheia que nos últimos anos tem se dedicado a produzir HQs sobre personagens históricos, como Santos Dumont (Santô e os pais da aviação), Regis Debret (Viagem quadrinhesca ao Brasil) e Dom João VI (D. João Carioca). A revista é tão bem desenhada eu parece que as figuras vão sair da publicação, sem exagero algum. A historia também está bem resolvida junto ao formato dos quadrinhos. O ilustrador teve como base para os desenhos os trabalhos de Pierre Verger, a pintura Favela, de Di Cavalcanti, visitou a fundação Gregorio de Matas para saber como era a Salvador nos anos 20 e um guia de Salvador escrito pelo próprio Jorge Amado. Além disso, o texto é cheio de referencias pra quem não está totalmente familiarizado com o mundo de Jorge ou mais precisamente não mora na Bahia e nem sabe sua historia e seus costumes.
A única coisa que reclamo é o preço muito salgado do produto. Encontrei em algumas livrarias a novela por R$ 33,00 até a exorbitante quantia de R$ 48,00. Novamente vem o pensamento de quem realmente vai ler este tipo de quadrinho? O exemplar que peguei tinha formato de luxo, realmente era um produto muito bem acabado, mas será que precisa exagerar tanto no preço? Caímos no clichê de informação de ótima qualidade que tem um preço elevadíssimo para o padrão brasileiro. Sim, isso já virou chavão.
Eu não consigo entender como uma revista em quadrinho custa tão caro. Não desmerecendo aqueles que ralaram para construir o produto (no caso de Jubiabá foi um ano e meio dentre pesquisa e composição da revista), mas fico me perguntando como o publico pode experimentar de vários “mundos” a partir de um caminho tão caro? Recentemente comprei uma publicação – IV Volume da série de Brian Azzarello, 100 Balas Inevitável Amanhã – para ter a publicação em mãos tive que desembolsar R$ 19,90. Lindo isso, não?... Sim, fazer o que se gosto deste formato, principalmente a nova era dos quadrinhos feitos por gente como Alan Moore, Chirs Ware, Joe Sacco entre outros que saem da perspectiva de historia em quadrinho de super herói com historias simplistas para pré adolescente ler. Os quadrinhos adultos e suas historias diferentes invadiram as bancas já faz um tempo, mas os preços continuam exorbitantes. Para ler Jubiabá a quantia a ser tirada da carteira não vai ser baixa.

domingo, 15 de agosto de 2010

A Tempestade vem aí.


Mais uma peça de Shakespeare vira filme. A Tempestade é a peça da vez, sob o comando da diretora Julie Taymor, do musical Across the Universe. A produção fez substituições na historia em que dois homens são protagonistas, agora na versão de Taymor quem protagoniza são duas mulheres. E no primeiro poster divulgado Djimon Hounsou, que fez Amistad e A Ilha, e Helen Mirren marcam presença. Fiquei curioso de ver Shakespeare regado a tantos efeitos visuais e gostei bastante do primeiro (duvida que venham outros?) cartaz. É esperar para ver o resultado, o filme estreia em Dezembro nos EUA, com certeza tentando abocanhar uma certa estatueta dourada...

Chirs Rock - Kill The Messenger.

Não é novidade para ninguém que a “comédia em pé”, febre há muitos anos nos EUA, tornou-se o mais novo produto estadunidense importado em terras tupiniquins. Este estilo de comédia ultrapassou faz tempos seus barzinhos temáticos, teatros e invadiu de vez a televisão brasileira. Todo canal que se preze tem hoje o seu grupinho que faz humor com os dois pés fincados neste estilo. Também não é novidade que este caminho de fazer o espectador rir às vezes funciona e muitas vezes não. Parece que por tratar-se de um estilo simples de fazer rir o sujeito que se arrisca por esta estrada tem que sem muito bom, objetivo, inteirado com o que esta acontecendo no mundo e rápido. E todo mundo sabe que nem todo mundo no mundinho dos humoristas brasileiros é engraçado de verdade. Por tanto, essa tal comedia em pé não é mesmo para qualquer aventureiro.

Mas e no seu país de origem? Quem é engraçado por lá? Quem virou referencia? Quem domina esta técnica como ninguém? Dentre muitos nomes um que com certeza está no hall dos mais famosos é o do comediante Chris Rock. Com certeza você conhece Chris de filmes como A Enfermeira Betty, Maquina Mortífera 4, Em Má Companhia, Dogma e também como criado e produtor da genial série Todos Odeiam Chris – baseada na sua infância. Mas um outro lado de Chirs pode ser visto em Kill The Mensseger filme produzido pela HBO, trata-se na verdade de um registro daquilo que o ator sabe fazer de melhor: fazer rir através da provocação com muita, mas muita informação e inteligência.

O filme é um show do comediante em três lugares diferentes, na África do Sul na Cidade do Carnaval do Casino, em Nova York no Apollo Theater e no Carling Apollo Hammersmith, em Londres. Aliás, lugares TOTALMENTE diferentes um dos outros, com platéia lotada em todos eles, mas compostos por pessoas que pensam de formas completamente opostas, até por conta do território que estão.

Chris (olha minha intimidade!!!) em seu show fala sobre tudo quanto é tipo de assunto. Rap, relacionamentos, racismo, sexo, política, diferenças econômicas, paternidade além de outros. E fala magistralmente e com um lugar de fala muito bem demarcado. Chris é negro, veio das periferias, ralou muito para estar hoje entre os melhores do mundo e soube aproveitar isso de forma majestosa. Ele sabe que o humor na verdade é uma arma, daquelas que disparam milhares de tiros por minuto.

Sim, o filme é só isso. Um show, com pouco mais de 1h 20min, com imagens extraídas desses três lugares em que o ator passou. É só isso e é isto tudo ao mesmo tempo. Não vou ficar aqui estragando a surpresa e entregando as piadas maravilhosas que compõem o filme, mas teve momentos em que parei para rir muito da mesma piada várias vezes. Aproveitei o filme a cada minuto, primeiro por se tratar de humor de primeiríssima categoria, segundo por ser um ator negro falando sobre racismo de uma forma realmente engraçada e terceiro pela inteligência de Chris a cada momento sendo evidenciada no seu show. Claro, teve partes em que achei o ator exagerado, principalmente por conta do numero de palavrões que usa, mas até a maioria deles são colocados na hora certa. Este filme é uma das poucas comédias que ao assistir novamente você irá rir de novo e de novo das mesmas piadas. Ótima pedida.

Segue abaixo link de um blog para baixar o filme:

http://filmesblack.blogspot.com/2009/04/chris-rock-kill-messenger-comedia.htm

sábado, 14 de agosto de 2010

Gilberto Freyre... o espetáculo.

Pesquisando sobre teatro negro pela net me deparei com algo no minimio inusitado. Uma versão teatral da obra "impar" Casa Grande & Senzala do antropólogo Gilberto Freyre. Quando eu penso que já vi de tudo neste mundo aparece algo sempre mais surpreendente, pitoresco, enfim louco de pedra... O livro virou espetáculo teatral em duas versões, uma em 1964 encenado em Recife e a outra em 1980, montagem realizaada pelo Teatro da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Todo mundo sabe que foi com Gilberto que começou a se espalhar pelo Brasil o tal mito da mistura de raças que ocorreu de forma pacífica (????!!!) entre negros, brancos e indigenas. Dessa vitamina de banana nasce o "Brasileiro" que reune as caracteristicas desses três povos fundadores do país. Com seu jeito especial (!!!) de escrever Gilberto faz do período colonial uma passagem tranquila na história brasileira. Acredita neste conto de fadas quem dele tirar algum proveito... E um sujeito chamado José Carlos Cavalcanti Borges resolveu transformar esta "obra prima" em espetáculo teatral... Pense na visão do inferno! Eu fico tentando imaginar como tudo ficou nos palcos e só vem pesadelos na minha mente. O resultado não deve ter ficado muito bom, já que a montagem não teve mais nenhum destaque pelos anos seguintes (ainda bem!). Ninguém quis mais montar a versão teatral do conto do vigário de Freyre. Me supreende realmente o por que não virou um clássico da dramaturgia brasilera. Muita gente adora Freyre. Idolatra ele até. A Rede Globo é um dos polos em que sua teoria vez por outra ganha espaço. O resultado deve ter ficado muito ruim!!! A ponto dos dramaturgos renaegarem Casa Grande e Senzala - A Peça - ao limbo. Não tenho notícia de montagem atual do livro. E que ela permaneça lá por muito tempo...

Aperte o Play...Janelle Monáe

Sim, eu voltei e agora pra ficar. Tem um monte de coisa acontecendo de uma vez só. Tudo ao mesmo tempo agora, mas meu querido blog eu não deixo nem na porrada!... Voltando ao mundinho pop negro, posto mais um vídeo da cantora Janelle Monáe. Sim, muito boa na medida certa. E no meio de tanto hip hop insuportável e das bandas de rock emo que surgem uma nova a cada minuto, Janelle Monáe é pura salvação.

domingo, 1 de agosto de 2010

5.000 visitas...

O Película Negra comemora mais uma vez. em menos de dois meses, mais de 5.000 visitas. Nossa! Para um blog com um assunto voltando a um público tão específico (gente que se interesse por cultura pop aliada a negritude) a quantidade de gente é grande. Sim, é claro que fico anos luz dos blogs de fofoca com 5.000 visitas diárias ou até mais, mas como sei que vida dos outros é cultura, mas não é sobre este tipo de cultura que pretendo escrever, fico aqui no meu lugar colhendo os pequenos frutos deste modesto blog. Obrigado a todos que veem sempre, ou aqueles que cairam aqui sem querer, ou os que cairam sem querer mas comparecem muito, os que comentam, os que não comentam, aqueles que passaram odiaram o que viram e nunca mais voltaram, aos que divulgam junto aos amigos etc etc. Obrigado mesmo pessoal que comparece! Sei que estou em falta, queria ter tempo para escrever tudo o que ando vendo, assitindo, lendo, sabendo... Mas sempre encontro um tempinho. Obrigado novamente e grandes abraços a todos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Melhor e e o Pior de... Eddie Murphy.

O MELHOR: Os Picaretas/ Dreamgirls. Juro, eu não consigo dizer qual das duas interpretações é a melhor de Eddie. O primeiro é uma comedia maravilhosa com Steven Martin em que ele faz dois papéis e ao contrário de outras produções como O Professor Aloprado nesta Eddie não faz uso de maquiagem alguma. Lembro que ri muito com os dois papéis dele neste filme de 1999 dirigido pelo magnifico Frank Oz.
Já o segundo, como todo comediante que se preza a fazer papel dramático arraza, Eddie entrega o seu melhor papel como James "Thunder" Early cantor magnifico que se vicia em drogas e acaba na sarjeta. Se Eddie tomasse juizo com Thunder ele acertava o seu caminho com o sucesso, mas desandou de vez novamente.


O PIOR: Um Vampiro no Brooklin Esse pode ser considerado uma das piores comédias de todos os tempos. Ou o pior filme de terror de todos os tempos. Depois do fracasso de Um Tira da Pesada 3 em 94 o ator entrega ao público o que pode ser considerado o seu pior filme até hoje - e olhe que ele tem outros que concorrem duro a este posto. O filme não se decide entre terror, terrir ou comédia. E Eddie está péssimo neste filme, aliás o filme inteiro é ruim. A direção ainda por cima é de Wes Craven (A Hora do Pesadelo, Série Pânico, Vôo Noturno) que não sabe se faz o que faz de melhor - terror - ou o que não nasceu para fazer - comédia.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Aperte o Play!!!!!!... Sheron Menezes: Dança dos Famosos.

Bem, chegou ao fim mais um Dança dos Famosos - uma das poucas, se não a única, que presta no Faustão - e Sheron Menezes perdeu o concurso. Não vou nem entrar no mérito racial dessa vez e ressalto um outro ponto, não saindo muito desta questão racial... Sheron ao contrário de outros atores - até daqueles que conseguem despontar no cenário artístico nacional - não baixava a cabeça nunca. Todo mundo sabe o lugar subalterno que o ator negro tem na dramaturgia nacional e nem vem me falar de Lazaro Ramos que ele é UM caso em um milhão. O mesmo ator que está fazendo papel principal em filme de sucesso pode virar o mordomo apagado na próxima novela das oito... Sheron foi derrotando um por um dos convidados e sempre melhorando, se superando. Dava pra ver que ela estava ali para ganhar. Torcia por Sheron, não pelo fato de ela ser negra, mas por que ela era uma baita negona que estava dançando super bem e que tinha tudo para ganhar. Mas não deu... Isso eu digo que foi muito por culpa dos jurados e não necessariamente do público. Sua concorrente errou muitas vezes como Carlinhos de Jesus disse e naquela dança não merecia levar tanta nota 10,0. Fica aqui a homenagem para uma atriz talentosa, que se superou, comprou briga com Deborah Secco (adorei!) e chegou a final. Sheron brilha dançando.


domingo, 25 de julho de 2010

Sete Ventos

Para que serve um espetáculo teatral? Um espetáculo serve para divertir a platéia, informar, provocar, instigar, desmistificar, abalar, fazer sorrir, emocionar, incomodar, quebrar modelos, surpreender, embasar, armar o espectador, um espetáculo serve para um monte de coisas e é esse monte de coisas que Sete Ventos , espetáculo em cartaz em Salvador somente neste fim de semana, inspirado no mito de Iansã, vai fazer você sentir. Perfeito em sua execução, com texto versátil e mirabolante, o espetáculo explode para todos os lados provocando, informando e divertindo como um bom espetáculo teatral compromissado deve fazer.

Por que compromissado? Por conta que Sete Ventos, na verdade um monólogo, feito pela atriz (antiga Cia dos Comuns) Débora Almeida, é fruto de muitas pesquisas por parte da atriz, que ao construir o espetáculo se revezou entre o oficio de atuar, dirigir e escrever. Sete Ventos é o resultado de um trabalho de muito tempo de pesquisas, sobre o mito de Iansã, sobre identidade negra, identidade de mulher negra, sobre a transformação do mito no século XXI, depoimentos de mulheres negras, dentre outras. Desse caldeirão de pesquisas nasce, em meio a improvisações e estudos, o espetáculo que fala sobre Barbara e sua trajetória de vida. Simples assim. Só que como toda pessoa, como toda mulher, como toda mulher negra, sua identidade transita entre varias outras vidas também. Como deixa muito claro em vários pontos da peça, Barbara, não é somente dela, ela é mãe, é filha, é irmã, é neta, é filha de santo e um monte dentro dela mesma.

E nesta mostragem de identidades é importante destacar o texto, que costura como poucos, tantos personagens vivenciados pela excelente atriz. E o melhor, você se identifica com todas as personagens, por que o texto transcende. É um monologo, feito por uma mulher negra, para mulheres negras, mas não tem como os homens (acho que só os mais insensíveis) não se identificarem, não verem uma mãe, uma filha, uma irmã sua ali, vivenciada no palco. Além que o texto tem momentos de pura magia, lirismo e de puro humor escrachado. Tem piadas que bolem com antigas identidades negras, novas identidades. Pena que não dá para contar aqui algumas pois faz o riso perder a graça.

E como transitar sem medo por tantos gêneros em um só monologo? Com talento! E isso Débora Almeida tem de sobra. A atriz diz coisas olhando pra você, olhando para o espectador, buscando o interesse dele, não deixando pensar no mundo lá fora. Ela quer você junto dela, compartilhando de tudo aquilo que ela fala. É uma das melhores atuações que já vi na vida, parece uma prima sua querida que você não vê a um tempão e ela começa a te contar historias da vida dela a você contadas somente para aquela conversa.

A peça tem pontos negativos? Hum... Tem. Não gostei da luz. Parece que o iluminador do dia não estava inspirado ou não estava familiarizado com a parafernália do Cabaré dos Novos por que a luz não estava casando com os movimentos de Débora no espetáculo. E olha que o desenho de luz é perfeito. Mas muitas vezes vi, ou não vi, Débora no escuro. Dentro do marco de luz, mas opaca. E isso necessariamente não é culpa do iluminador. Alguns atores insistem em ser membros da “Escola do Escuro”, mantendo-se fora de foco achando que o público vê eles perfeitamente. Um recadinho de quem estava na platéia: Não vê não viu?! Recentemente fui a um espetáculo no Gamboa, também um monólogo, que o ator ficava tão na beira do palco e fora da luz que sua cabeça era completamente decepada pelo escuro. Fica a pergunta: Manter-se no escuro – e dar o texto todo nele – é uma nova técnica teatral que a platéia ainda não se familiarizou nem alcançou? Ainda bem que estes dois exemplos são de fora da cidade...

Do mais, Sete Ventos é ótimo. Prepare-se para ver um monólogo cheio de qualidades, com texto afinado e feito por uma atriz emocionada em apresentar em Salvador. Destaco também a iniciativa da SEPROMI em trazer o espetáculo em meio às comemorações do dia da mulher negra. Ótima iniciativa. O espetáculo assim como O Dia 14 fica em cartaz apenas dois dias, INFELIZMENTE (com maiúsculas mesmo!!!). Se você não tem nada para fazer neste fim de semana, vá ao Cabaré dos Novos, pegue seu ingresso uma hora antes do espetáculo começar (as 16 horas, pois a peça começa as 17) e vá assistir este espetáculo maravilhoso. Mas se você já tem algo interessante para fazer... Véi, na fé, desmarque, por que esta é uma das únicas oportunidades de se ver algo imenso dentro do teatro. Peças sobre negritude, com compromisso, sem liberalismo frustrado, é algo difícil, então não perca a oportunidade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aperte o PLAY!!!!!!... Janelle Monáe - Tightrope ft. Big Boi.

Meu Deus eu descobri um tesouro!!!! Já ouviu falar em Janelle Monáe? Eu até hoje não, mas vi um só clip e estou fascinado simplesmente! E o melhor, Monáe não é apenas uma simples contora, aos 24 anos e em seu primeiro álbum podemos dizer que nasce uma diva, completa! Ela é filha de faxineira e motorista de caminhão, sempre anda com um moicano todo ajeitadinho, de terno preto e branco, dança como ninguém loucamente, mistura tudo quanto é tipo de música preta e renova o tão batido R&B norte americano, agradou a crítica e o público norte americanos, tem como referências Walt Disney, Alfred Hitchcock, James Brown, Judy Garland, Stevie Wonder, Salvador Dali, Puffy Daddy - seu empresário - e largou a Broadway para tentar a carreira de cantora sendo descoberta por Big Boi, do OutKast. Quer mais? Só assitindo o clip. Agora não vá esperando mais uma diva fabricada, cópia de Beyonce, Alicia Keys, Andie Arie... Essa negona tem outra pegada. O som é diferente, as roupas são diferentes, o comportamento é mais livre, sem marcações, a coreografia também distinta, sem maquiagens estremamente elaboradas, cabeleiras clichês... Eu simplesmente adorei. Tava precisando de uma pegada assim... diferente! Muito bom.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aperte o PLAY!!!... Brenda Fassie - Sing for Mandela.

Brenda Fassie com sua canção para Mandela, acho que é uma das minhas favoritas. E também é o meu clip preferido dela. Simplesmente amo esta música. Barack Obama utilizou esta canção na sua campanha para presidente dos EUA. Brenda é super querida na África do Sul, diva total pelas bandas de lá. Não está mais entre nós, mas continua reinando. Na Copa da África do Sul foi homenageada por Alicia Keys. Lembro do reporter da Globo (louco!) vendo a diva norte americana cantar e pensando tratar-se de uma nova música, na verdade era uma homenagem da cantora a super estrela sul africana. A seguir, resolvi postar também a versão de Alicia, cantando no show da Copa a música To Late For Mama de Brenda... É impressão minha ou Alicia tá lendo a letra da música enquanto canta?... Hum, ficou feeeeeeeeeio...



alicia canta brenda fassie...
http://www.youtube.com/watch?v=g9H1Rgx5VVU&feature=related

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um comentário, sobre outro, que gera outro...

Dando uma passada pelo Blog do Teatro Vila Velha, que reune um misto de produções e interesses dos funcionários do teatro e seus grupos residentes, dei de cara com uma postagem sobre uma postagem daqui do Blog. A primeira coisa que me veio a cabeça foi "Nossa, eles lêem meu blog?" ou melhor "Alguém de lá de dentro lê meu blog?!", passado o bac (risos), continuei lendo o post que incentiva as pessoas que acessam o blog do Vila a lerem a postagem do PELICULA NEGRA, em meio a provocações que achei ótimas. Será mesmo que no teatro baiano atual o nível de produções caiu?... Será?... Eu tenho minha opinião, eles a deles, e você caro leitor... a sua!

O Melhor e o Pior de... Lázaro Ramos.


O MELHOR: Cidade Baixa. Fiquei em dúvida... Madame Satã... O Homem que Copiava... Meu Tio Matou um Cara... Lázaro é muito versátil e consegue convencer o espectador em tudo que faz, mas preferi dar destaque ao filme Cidade Baixa de 2005, do diretor Sérgio Machado. Ele faz um homem que trabalha com transportes marítimos e se envolve em triângulo amoroso com os personagens de Vagner Moura e Alice Braga. A força que Lázaro mostra em atuar, dá vida a um de seus peronsagens mais fortes, neste filme intenso sobre uma outra Salvador, sem o glamour dos points turísticos.
O PIOR: Cinderela Baiana. É uma comédia? Um conto de fadas pós moderno? Um filme terror involuntário? Um musical trash pop de oxente music? Que diabos é isso?... Lembro até hoje da estréia de Carla Perez nos cinemas. O povo daqui dava altas gargalhadas e ia ao cinema somente pra ver "o filme ruim da dançarina do É O Than". O filme tem diálogos toscos, figurinos horrendos, direção equivocada, planos malucos, músicas nada haver e o pior de tudo é ver Lázaro Ramos ( que dizem, utilizou o dinheiro que ganhou com o filme para se manter enquanto fazia artes cênicas em Salvador) no meio de todo aquela loucura desbaratinada! Acho que ao lado de Super Xuxa Contra o Baixo Astral é um dos piores filmes feitos no país, pois até a própria dançarina nem quer ouvir falar dele...

sábado, 17 de julho de 2010

O Teatro Afro Centrado...

Não é novidade dizer que o teatro baiano está às moscas. As grandes produções presentes na década de 90, nos anos 2000 completamente foram desaparecendo até que hoje não existem mais grandes bons exemplos de espetáculos teatrais no estado. É uma pena, pois durante a década de 90, muita coisa boa surgiu nos palcos, principalmente em Salvador. E “grandes bons exemplos” não significa peças gigantescas, com atores globais, ou clássicos revistos em super produções, não, não... O teatro construído na Bahia, na década de 90, foi algo incrível de se ver. E foi em meados da década de 90 que comecei a fazer teatro, portanto, vi de perto os melhores anos e com certeza as melhores produções baianas quando era adolescente.

O negócio era tão bom a ponto de ver colega meu preferindo ver espetáculo da terra ao assistir peça com ator global que aportava no Teatro Castro Alves a preços exorbitantes. Lembro muito bem de ter presenciado espetáculos como Abismo de Rosas (uma das melhores coisas que vi até hoje), Lábios Que Beijei, Nada Será Como Antes, Quartett, A Ver Estrelas, Chá de Cogumelos, O Alienista, A Megera Domada de Teresa Costalima... Sim, também tinha coisas horrendas, até hoje não esqueço a experiência medonha que foi ver o “espetáculo” Anjos no Espelho no espaço Xis. Mas a maioria das produções eram ótimas, a platéia, lembro, ficava animada antes de o espetáculo começar, mesmo que você fosse ver um texto dramático em cena.

Hoje é tudo muito diferente. O teatro soteropolitano caiu e muito. Onde estão as idéias mirabolantes, os espetáculos que tiravam meu sono, que me faziam sorrir durante muito tempo, que eu retornava pra ver de tão bons? Sumiu tudo! Diretores, atores, escritores bons desapareceram ou entraram em colapso. Sim, não é culpa da nova geração somente, que muitas vezes é acusada de não manter a boa qualidade dos espetáculos de antes. Mas também dos “velhos” profissionais que não fazem lá muita coisa boa pela cidade.

Mas em meio a toda esta falta de imaginação teatral o que vem motivando a cena soteropolitana, e por que não dizer a baiana, dando um gás novo, diferente, são os espetáculos com temas e técnicas advinda da cultura afro brasileira e africana. Não são muitos, a crise teatral que atinge o “teatro branco” também aporta no teatro negro, mas o que chega as casas de espetáculo com os dois pés na negritude são de ótima qualidade.

Primeiro cito o mais famoso e o mais duradouro dos grupos, o Bando de Teatro Olodum que voltou aos palcos com sua mais nova versão de Cabaré da Raça, espetáculo de maior sucesso do bando. O bando está se preparando para lançar Bença, espetáculo sobre o respeito aos mais velhos, que promete balançar a cena baiana. O grupo também revolucionou o jeito de fazer teatro infantil com Áfricas, coisa linda de se ver. Há tempos não saia do teatro tão empolgado quanto da vez que fui ver Áfricas. O CAN – Coletivo Abdias do Nascimento, também é destaque, com suas montagens que mesclam provocação e informação na medida certa. Destaco duas; A Casa dos Espectros e O Dia 14, uma sobre a loucura que o racismo pode provocar na mente de uma mulher negra e a outra sobre o que aconteceu com os negros após o dia 13 de maio de 1888. Outro destaque vem da Cia de Teatro Nata, vinda do interior da Bahia, mais precisamente da cidade de Alagoinhas, que baseados na pesquisa cênica de “Ativação do movimento ancestral”, construiu com seus 10 anos de vida nas costas, o espetáculo Shire Obá – A Festa do Rei. Para a Cia com certeza foi um diferencial enorme, já que o espetáculo além de fazer sucesso, concorreu ao premio Braskem de Teatro, inclusive de melhor revelação para a diretora Fernanda Julia e ousou também ao sair do espaço cênico tradicional e foi apresentado em terreiros de candomblé em alguns lugares. Também tem a Cia Arte em Sintonia Cia de Teatro (12 anos de história) com a montagem Se Acaso Você Chegasse musical sobre a vida de Elza Soares, muito bom.

Mas é claro que este viés tem seus bons e maus exemplos. Lembro até hoje de Mestre Haroldo e os Meninos, do sul africano Athol Fugard, espetáculo que foca no racismo de forma muito, mas muito estranha! Fugard é conhecido como dramaturgo sul africano mais famoso em todo mundo, mas este exemplo de sua dramaturgia condiz exatamente do lugar de onde vem... Mestre Haroldo parece aquelas peças feitas por liberais frustrados que tentam falar sobre racismo tentando afastar a responsabilidade branca sobre o mesmo. A montagem de Mestre Haroldo me fez ficar incomodado, não um incomodo provocativo, mas estava ali como espectador presenciando algo ruim.

Apesar de não enxergar criatividade em setores teatrais tradicionais, o teatro que me representa como sujeito/espectador negro vem me deixando alegre e com esperança de ver bom teatro na cidade de Salvador. É claro que existem outros grupos, outras montagens, pois citei somente uma pequena porcentagem de tudo. Principalmente que tem muita coisa formulada na periferia da cidade e que não chega aos palcos. Muita coisa boa em bairros como Liberdade, Paripe, Sussuarana, Plataforma, São Caetano, Pirajá, Itinga, bem diferente do que vemos no centro, sem toda aquela pirotecnia, mas querendo passar sua mensagem de forma única.

Vida longa ao teatro, as boas idéias e aos bons e contundentes espetáculos.