quinta-feira, 17 de março de 2011

ALVIN AILEY

Alvin Ailey era um visionário, estava entre os profissionais que se diferenciam dos outros, justamente pois conheciam o mundo que viviam e conseguia ir além. Ele considerava que a dança teve sua origem do poo e volta e meia ela voltava ao seu berço, a sua origem, ou seja feita para o povo e pelo povo. Por conta disso, resolveu fundar uma Cia de dança que representasse também as expressões afro americanas no palco, pois na sua época, os negros nos EUA quase não tinham lugar no espaço artístico. Considerada uma das maiores companhias de dança do mundo a Alvin Ailey - fundada em março de 1958 - se projetou inovando, levando uma energia nunca antes vista ao palco no que se referia a dança. O motivo? A expressão negra foi valorizada. A partir daí a noção de dança moderna foi revolucionada nos EUA. A Cia, tem um espetáculo, Revelations (1960), considerado uma das maiores coreografias de dança moderna de todos os tempos. Seu fundador, Alvin, fundou uma cia inter-racial, mas que levava muito em consideração a experiencia dos afro americanos como expressão artística. Ele levou uma vida extremamente amargurada, viciando-se em drogas e acabou sofrendo uma colapso nervoso em 01 de dezembro de 1989. Apesar de tudo, Alvin tornou-se um gênio da arte no século XX e seu trabalho vai ficar para sempre na mente de dançarinos, diretores, do público...A Cia foi dirigida por Judith Jamison, que conheceu Alin em 1963 através do espetáculo My People, ex dançarina que leva o legado de Alvin a risca. Esta profissional fez crescer a Cia e hoje seus dançarinos se apresentam para cerca de 78 milhões de pssoas em suas apresentações anuais, além de possuir duas escolas - filiais - na África do Sul. Além de valorizar a expressão artística negra, a Cia também se firma como uma das fotes artisticas nitidamente norte americanas que vive espalhado seus conceitos para todo o mundo junto aos seus espetáculos.

Mas a África não foi um destino novo da Cia, pois desde 1965 eles já faziam inúmeras turnês ao redor do continente africano. Tanto que em 1967, viajam por 10 paises da África com suas coreografias. Com mais de 50 anos de existencia, a Alvin Ailey é com certeza referencia em todo o mundo da dança. Hoje ela é dirigida por Robert Battle coreografo que substituiu judith ano passado.


O site da cia e para os interessados em verem imagens simplesmente IMPRESSIONANTES escontra-se aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nesta quarta feira ás 20 horas, no Espaço Xisto Bahia, localizadado na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador, acontecerá a LEITURA DRAMÁTICA de TRANSMETRÓPOLIS, espetáculo com texto e direção minha. Transmetrópolis conta a história de Shirley, travesti dona de um bar em Pirajá, bairro da periferia de Salvador, que é casada com Alberto um ex segurança que faz bicos como motorista. Eles vivem muito bem, até que Alberto dá a notícia para Shirley que deseja fazer operação de mudança de sexo para se transformar em mulher!...
A partir deste ponto, o texto abre o leque de sexualidades presentes no nosso dia a dia. Será que todo hétero gosta do diferente durante toda a vida? Será que um gay não pode um dia tornar-se hetero? Gay é gay pra vida inteira? E os trans, são heteros ou podem ter outras irientações?...
Transmetrópolis é uma produção da SOUDESSA CIA DE TEATRO e o COLETIVO DOS PRODUTORES DO SUBÚRBIO, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias. Os três se dividem nos papéis dos personagens de uma trama que vai e volta no tempo para cutucar, além do tema das orientações sexuais, nas clínicas de cunho cristão que são destinadas a recuperar pessoas com transtornos sexuais. Tudo com bom humor, apesar de não se tratar de uma comédia rasgada.
O que vai acontecer nesta quarta-feira é uma leitura dramática do texto. Vamos testar como o tema abordado chega ao público. As Leituras dramáticas são uma peça de teatro lida em voz alta para uma plateia. Há dramaticidade, atores interpretado através de inflexões vocais e de expressões faciais com gestos econômicos. Você caro leitor, está convidado, a entrada é franca.
SERVIÇO:
O QUE: Leitura Dramática de Transmetrópolis (texto e direção de Filipe Harpo, com Valecio Santos, Henrique Bandeira e Ronei Dias).
ONDE: Espaço Xisto, Biblioteca Pública dos Barris.
QUANDO: dia 16/03/2011 - quarta-feira.
HORÁRIO: Às 20:00 horas.
QUANTO: Entrada franca.

sábado, 12 de março de 2011

SUPERNATURAL Des'Ree... Um álbum para...


MELHORAR SEU DIA EM TODOS OS SENTIDOS!... Nunca vi um álbum tão positivo em toda minha vida. Sabe aquele tipo de cd que é mão na roda quando você está triste, cabeça baixa, nada parece que vai dar certo? Este SUPERNATURAL, terceiro da carreira da cantora britanica, é com certeza o up da minha estante, o amuleto para dias frios. Destaque para as faixas What's Your Sing?, God only Knows, o super hit Life, Best Days - uma atrás da outra - Pround to be Dread, outro super hit I'm Kissing You - trilha sonora do filme Romeu & Julieta com Leo Dicaprio - além de Time e a nova roupagem para o clássico moderno Fire. Ufa! É um album maravilhoso, tem balada, música pros momentos romanticos, também para você chutar o pau da barraca, canção para você dançar sem parar... Todas para se sentir bem. Pois então, tá triste? Ouça Des'Ree SUPERNATURAL, lindo, leve, dançante, garanto que seu dia vai ficar melhor e logo logo um sorriso vai surgir no rosto... Sempre acontece comigo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Você já ouviu falar em... I, Alex Cross????

Quem precisa de um James Bond negro quando se tem um Alex Cross no comando? E se você pensa que nunca ouviu falar nele, engana-se, pois o detetive negro já foi interpretado em dois filmes por Morgan Freeman em Beijos Que Matam e Na Teia da Aranha.
Agora o mais novo contratado para viver o herói na franquia é o cineasta e ator Tyler Perry, famoso pelos filmes com sua personagem Madea.
O novo filme, I Am Alex Cross, contará a historia do detetive tentando prender o assassino da sua esposa. A única coisa que me incomoda é que o diretor Rob Cohen - A Múmia 3 - é o responsavel em comandar a produção.
O filme vai ser tocado de forma independente, não há empresa para distribuição ainda.

Aperte o Play!!! Chuck Berry - Johnny B. Goode live

Que som é esse minha gente?! Trata-se de nada mais nada menos que o pai do Rock and Roll!!! Olha como ele bota pra quebrar na guitarra... Nem todo cantor consegue fazer esse tipo de coisa atualmente, em quem toca mesmo DE VERDADE é o computador e seus efeitos. O cara brinca com o instrumento, tranquilo, completamente dizendo: "Olha, cara, eu sou o dono da festa!" Não é a toa que a canção Johnny B Goode tem a introdução de guitarra mais famosa da historia da música, está em 7º lugar nas 500 maiores músicas da história da Rolling Stone e foi escolhida como um dos sons humanos levados pelas naves Voyager 1 e 2 para o espaço, caso haja contato com seres extraterrestres... Tenho certeza que os E.Ts vão adorar este som! rsrsr

quarta-feira, 9 de março de 2011

Salvador ou... Gringolandia????

É de praxe. Quando acaba o carnaval, estouram em todos os lugares depoimentos de gente revoltosa com a maior festa popular do planeta. São pessoas que das duas uma: ou não gostam do carnaval e esculhambam mesmo não tendo motivo, ou outras que tem motivo de sobra, pois brincam e acabam vendo coisas que não gostariam de ver. Na festa deste ano – que aqui em Salvador começou na quarta-feira – em uma era dominada pelo you tube e seus vídeos sem fim, os depoimentos começaram muito antes do Carnaval terminar.
Circulou nos últimos dias, um vídeo da jornalista Raquel Sherazade, da Paraíba, jogando na parede sua opiniao sobre o carnaval, outro que agora ronda o facebook de quase todo mundo é o do cantor Marcio Vitor desabafando em pleno circuito da folia contra um homem branco que o chamou de “preto, pobre” e disse que sua música incita a violencia em um camarote aqui em Salvador. Um outro mostra flashs das “melhores” brigas do carnaval 2011...
A verdade é que o Carnaval de Salvador – nunca experimentei o de outros lugares – é uma festa de inúmeras contradições. Primeiro que a cidade devia mudar o nome para Gringolandia... Foi divulgada recentemente – terça-feira, 25/02/2011 – que a maioria da população soteropolitana faz questão de escapar do Carnaval. Sao 77,9%, sendo que 60,5% passam o carnaval em casa, o restante viaja. É quando a população de Salvador – em sua maioria negra – sai seja para o interior do estado, seja para as ilhas e os turistas invadem a cidade. É perceptivel, no Canraval, a população branca de SSA aumenta consideravelmente e nestes tempo de alta do dólar os gringos fazem a festa. Há algum problema nisso? Até então não. Mas basta um olhar mais atento para ver que as coisas não sao tao simples quanto parecem...
Primeiro, Salvador é uma cidade que tem uma cultura “paga pau” pra turista. Gringo aqui faz o que quiser. E isso não é balela! Os que vêm de fora são mais bem tratados que os nativos. Tem-se uma cultura de que o turista é alguém poderoso, que com seu dinheiro gasto na diversão pela diversão ele sustenta a cidade e por conta disso tem que ser tratado de forma completamente diferente. Então vai aí um colar pro gringo, junto com a melhor mesa no restaurante pra ele comer aquela moqueca suculenta, acompanhado de uma pretinha básica que serve a ele como guia turístico e depósito de sêmen a noite – ou na hora que ele quiser e entender.
Segundo, o turista trata de formas distintas o nativo branco e o negro. Até por que quando voce, de fora, imagina a Bahia, não coloca na sua cabeça a imagem de gente loira de olhos azuis, apesar que aqui em Salvador tem muitos. Mas o negro, na época da alta estação, é o alvo preferido do apetite sexual do turista. Ouvi esta temporada, que durou insuportáveis três meses, “Eu quero ver o que o baiano tem” (pretensa falta de criatividade, quase todo turista que vem de fora diz isso...), ou “Eu quero um corpo negro! Um pau enorme dentro de mim!”, “Eu quero ver a negona mexer. Mexe negona!”. Mas do outro lado também existem pérolas... “A cidade tá cheia de gringo! Vou hoje pra TAL BAR, pois lá tem mais turista.”. O problema alastra quando essa erotização, que não chega a irritar muitos passa para o caminho da marginalidade. Por que pra transar todo preto serve, mas para a convivência nem tanto... “Sim, tem carnaval na Liberdade, em Cajazeiras... ainda bem que os marginais não vem pra cá”. Não adianta a prefeitura querer convencer as pessoas do contrario, pois os turistas já compreenderam direitinho seu real plano.
Terceiro, o gringo faz e acontece aqui, mas por que será que ele vem fazendo isso durante tanto tempo e não pára? Por que nós não deixamos parar... Sim, o gringo é o vilão? Não exatamente. É de conhecimento de todos, das campanhas que o governo fazia sobre a Bahia para gringo ver, mulheres negras, quase peladas, se oferecendo que nem loucas com sorriso no rosto a todo homem de fora que visse pela frente. Mas não é culpa totalmente dos que nos governam não. Deixamos tudo acontecer sem problema algum. O soteropolitano se oferece, recebe bem o turista, quase que doa seu tempo a ele para mostrar a cidade nos seus mínimos detalhes. São nossas escolhas que acabam dando ao gringo a visão estereotipada que ele tanto tem sobre nós. Ele na maioria das vezes não nos estupra, estamos lá na cama do gringo (ou da gringa) de boa, mostrando para ele os melhores lugares, ou uma outra cidade que está fora dos circuitos turísticos e cá para nós é bem mais interessante.
É pecado então se entregar? Não! Temos que manter sempre uma postura radical? Não! Se entregue a quem você quiser, mas saiba o que o outro pode pensar sobre você... O problema real é quando nós exotizamos nossa existência a favor do pensamento nefasto do outro. salvador vira Gringolandia por que nós queremos. Abrimos as pernas conscientes, não adianta reclamar depois!...
Um forte exemplo do que falo é o tal vídeo do cantor Marcio Vitor... Ele foi chamado aos berros por um homem que ele era “preto, pobre” e que sua música incitava a violência. Aí o cantor ficou p da vida, deu um piti no circuito, fazendo um discurso a favor da periferia e... SÓ!... Não prestou queixa, não falou sobre o assunto até agora, não colocou o miserável racista na cadeia. E olha que ele tem a mídia a seu favor para fazer isso. Além disso, ele tem uma lei que salvaguarda o direito dele como cidadão negro em ser respeitado. Ouvi do cantor em vídeo postado no You Tube, “Respeite meu povo!”. Mas o cara vai continuar não respeitando. Ele não sofreu nada por conta da atitude nefasta que proclamou. Nada! Nem a cara dele apareceu.
É por conta disso que tenho certeza que não adianta só ter dinheiro, é preciso mais que isso. Marcio deve ter seus motivos bem estruturados para fazer o que fez, ou não fazer... Mas e o resto da população negra que é agredida todo dia?... Eu aprendo a ficar de braços cruzados, eu aprendo a sustentar o outro com o fruto do meu suor, eu aprendo a ficar quieto, eu aprendo que racismo é uma coisa feia e... distante de mim, eu aprendo a deixar o outro fazer o que quiser comigo. E principalmente, aprendo a baixar a cabeça!... Nesta quarta-feira de cinzas, fico me perguntando quando nós vamos deixar de nos iludir com algumas palavrinhas ditas no ouvido, bem de leve, de um cara que vem de fora... Reclamar depois, se fazendo de vítima não adianta mais...

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulherada... FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!

O MELHOR E O PIOR DE... Omar Epps.

O MELHOR: A série HOUSE M.D ganha de lavada em todos os seus projetos cinematográficos. O curriculo de Omar no cinema mistura muita coisa desde comédias romanticas como Além dos Limites da diretora Gina Prince-Bythewood (A Vida Secreta das Abelhas) ao qual foi indicado ao MTV Movie Awards de melhor interpretação masculina, Pânico 2 (eu nem me lembrava disso...), o suspense Perfume e o criativo Alfie - O Sedutor, ele faz o melhor amigo do personagem principal Jude Law que se interessa por sua namorada. Mas é na tv, há oito anos, que Epps brilha como o Dr. Eric Foreman, quase uma cópia mais jovem de House e se esforçando para nãos er exatamente igual a ele. O ator com sua interpretação do Dr. Eric, ganhou o NAACP Image Awards em 2007 e 2008, Ator Coadjuvante em Série de Drama. O NAACP é um prêmio de cinema e tv para a comunidade negra norte americana.
O PIOR: Drácula 2000. Confesso: eu vi este filme nos cinemas (!!!!!). Pensei que iria ver algo ao menos bom e acabei quebrando minha cara!!!!!!! Drácula é ressuscitado sem querer e ruma pros EUA recuperar a reencarnação de sua esposa... Ou seja, o filme não assusta, faz falta nenhuma se você não ver, é cópia frustrada do "formato Pânico" e a participação de Epps é pífia, esquecível!!! Prefira ver o clássico de Bram Stoker pelas mãos de Francis Ford Coppola que é muito bem feito.

sexta-feira, 4 de março de 2011

BEYONCE BRANCA???? PARTE 2...

Quando eu digo que vai virar polêmica, vira! O post sobre Beyonce branca rendeu. E como eu suspeitava era apenas publicação louca e sem fundamento de site que gosta de provocar com besteira. Recebi recentemente um comentário (anônimo!!!) sobre a postagem dando provas que a cantora negra mais poderosa do mundo continua do jeito que sempre foi, NEGONA! Seja na capa de revista francesa, seja ao vivo em jogo da NBA (01 de março e 2011) ela continua negra. Claro com o tom de pele negro mais claro como sempre foi, e loira (!!!), Beyonce nunca foi negra com pele escura. Eu, que particularmente como fã do trabalho da cantora, fico mais tranquilo! ps: Obrigado Anônimo pela informação...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY!!!! Mohombi - Dirty Situation (French Version) ft. Akon

Ele vem do Congo e está fazendo maior sucesso na Europa. Filho de pai congoles e mãe sueca, Mohombi tem 24 anos e em seu primeiro cd já tem duetos com Akon (aquele que canta parecendo que tem um ovo na boca...) e Nicole Scherzingere. O som dele é um regaae eletronico feito para divertir, azaração e só. Os clips dispostos no you tube são muito bons e o cara dança legal. Não vai mudar sua vida, em nada. Mas uma boa festa com Mohombi é garantida!

BEYONCE BRANCA????

A notícia não é nova, mas choca mesmo comentada dias após suas primeiras publicações... Beyonce está branca! Completamente mais clara. Está em tudo quanto é site sendo comparada a Michael Jackson e choca dez entre dez admiradores do seu trabalho. Não é a primeira vez que a pele dela chama atenção, Beyonce é a primeira artista negra a chegar a um patamar tão alto no mundo da música. Homens negros, alguns, já estiveram no topo do pódium, mas mulheres, pouquissímas. Depois sua pele foi novamente assunto já que comerciais da L"Oreal e revistas internacionais foram acusados de enbranquecerem sua pele. Na época, ninguém quiz falar sobre o assunto, mas agora aconteceu o que ninguém previa.
A artista está ficando branca realmente!

Tudo bem, pode até ser um truque de imagem, muitos fãs dizem isso em comentários em sites que publicaram a foto abaixo, mas que a nova aparencia da cantora é chocante isso ninguém tem dúvida. Em seu último DVD, Beyonce aparece em todas as imagens negona como sempre foi e a mudança dela (se for real) foi feita muito rápido.
E o pior nem é isso. Se você der uma pesquisada na net e der valor aos comentários brasileiros, verá que muitas pessoas acharam o novo visual lindo e bradam em caixa alta em negrito e itálico que ELA TEM TODO DIREITO DE FICAR MAIS BONITA, uma outra máxima que encontrei foi que "bronzear a pele não tem problema algum! Por que clarear gera um maior auê?". Olhe, nem vou comentar este tipo de frase. Minha paciência pra gente louca tá estourada estes tempos. Não vou aqui explicar o óbvio entre clarear a pele artificialmente com "sei lá que objetivo" e branzear o corpo.
Aguardem as cenas dos próximos capítulos, pois essa novela ainda vair render... e muito...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY!!! Jennifer Hudson Performs 'Where You At'

Olha só o que essa mulher é capaz de fazer ao vivo!!!!!!!!!! No Programa Ellen Degeneres, Jennifer Hudson, uma das melhores cantoras que surgiram na década passada, bota pra quebrar com sua nova música. Sim, já tem clip oficial e tudo, mas ver que os "efeitos de estúdio" são na verdade a voz dela sem efeito algum, é muito melhor. Jennifer, agora, nesta canção que compõe seu segundo cd I Remmember Me, educou muito mais a voz e não grita mais tanto para provar que canta ao estilo norte americano. Afinal de contas ela não é mais caloura do Ídolos, nem promessa do mundo da música. Não! Agora tornou-se DIVA! E canta como uma.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

APERTE O PLAY! Homenagem a Aretha Franklin GRAMMY 2011!

Não tenho muita coisa para falar não. Só que esta é a apresentação do Grammy 2011 homenageando, logo no começo, nada mais nada menos que a diva da black music (já que ela se envolveu em tudo que é ritmo de música preta!) Aretha Franklin - que já levou este prêmio para casa 19 vezes!!!... E para fazer esta justa homenagem, "novas" divas vieram ao palco cantar alguns de seus sucessos, Jennifer Hudson, Yolanda Adams, Florence Welch, Martina McBride, Christina Aguilera, botaram pra quebrar! Achei que poderiam gritar um pouco menos, mas valeu a pena. A apresentação é só elas, a banda e os sucessos. Sem coreografia espalhafatosa, dançarinos, efeitos especiais, nada... Para provar que música de verdade não precisa de trambeleques para se manter.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Super Heróis Negros nas Telonas... Um Sonho Distante?

Já virou praxe ir ao cinema e antes do filme começar, sendo mais exato nos trailers, ser exibido a chegada de mais um super herói dos quadrinhos em breve, invadindo um bom numero de salas, com grande lançamento, orçamento multi milionário, efeitos surpreendentes e um grande astro dando suporte no papel principal. Hoje já me assusto quando não vejo mais um super herói chegar ao trailer alheio. Desde 2000, quando X-Men de Brian Singer chegou aos cinemas, ao lado de uma 20º Century Fox tremendo nas bases do filme não dar certo, todo ano chega mais um super herói nas grandes telas. Filme de super herói é o novo câncer de Hollywood, assim como filme sobre a Segunda Guerra Mundial mostrando os judeus como vítimas e era (?) anos atrás.
Todo mundo sabe que não é de hoje que os quadrinhos é fonte inesgotável para Hollywood. Vários super heróis já aportaram nas telonas, mas foi com Batman de Tim Burton que a máquina registradora do cinema comercial norte americano começou a tilintar. Com o filme só Jack Nicholson embolsou 60 milhões de dólares, pois foi esperto o suficiente para enxergar no homem morcego uma mina de ouro, abdicou de seu cachê habitual e disse que trabalharia por porcentagem na bilheteria. Pronto, em menos de um ano ficou ainda mais rico.
Depois de Batman vieram outros, Hollywood sempre tenta fazer com que seu vírus se alastre na cabeça de todo o mundo, mas nada igual ao sucesso do homem morcego em sua primeira aventura. Só em 1998 que um certo vampiro, que nem era tão super herói assim, fazia mais as bases de anti-heroi, chegou as telas e chamou atenção. Dirigido por uma tal Stephen Norrington, responsável pelo departamento de efeitos especiais em Alien 2, 3 e em O Destruidor (!) o filme chamou atenção e os empresários em Hollywood disseram “Olha, isso pode ficar ainda melhor... pro meu bolso!”. A partir de então, só alegria a Fox com o sucesso de Blade resolveu apostar em X-Men, a Sony com Homem Aranha e a Warner com Batman reformulado. Pronto! O resto todo mundo sabe, até a Marvel agora é estúdio de cinema e super herói de quadrinho só não faz sucesso se os responsáveis forem muito burros.
Mas é curioso, apesar da retomada do “cinema de quadrinho” ter começado com um negão vampiro empunhando sua espada e dando pulos fenomenais nas telas, os super heróis negros – que já são poucos – não aportam nos cinemas de forma alguma. Os heróis que chegam aos papéis principais, estampando os pôsteres e grandes lançamentos mundiais são brancos. O por que? Hum... Tem um monte de porquês... O primeiro é que a maioria esmagadora dos heróis que hoje chegam aos cinemas, foram criados nos EUA entre os anos 20 e 50... Não é preciso ser formado em história para saber que durante esta época dar destaque ao Poder Negro nem pensar, não é? Super heróis negros somente com a chegada do Movimento dos Direitos Civis e olhe lá. uma outra coisa, é o fato dos super heróis negros serem geralmente membros de grupos como Vingadores, X-Men etc. E como só ganha revista solo e futuramente filme solo quem alcança mais sucesso, os negros geralmente são deixados de lado. Não que seu público não tenha poder de compra, é que suas histórias geralmente são tratadas como pontos antagonistas em meio a Super Homens e Thors da vida.
O super herói negro foi acrescentado nos quadrinhos por conta de um movimento de coação (Movimento pelos Direitos Civis e inserção do negro ao “sonho americano”) e um ajuste da indústria ao politicamente correto. É mais ou menos o que acontecem com os gays hoje nas revistas. Estão lá por livre e espontânea pressão e não naturalmente! E por conta de terem nascido nesta época, toda sua vida/construção é perpassada pela raiz do racismo e contra o racismo. A negritude não é vista como algo normal, corriqueiro, a branquitude/branquidade esta perpassa por todos os lugares, mas o negro está extremamente ligado ao movimento contra a discriminação. Ele se envolve em outras tramas, é claro, mas a raiz dele está ligada a este ponto. Repare, por exemplo, que Pantera Negra, Tempestade, Blade, dentre outros tem um comportamento essencialmente violento, dando vazão à visão do negro radial nos conceitos e violento por conta de uma causa maior.
Fico me perguntando hoje com tanto super herói
chegando aos cinemas quando verei mais um negão inspirados nos quadrinhos invadindo a tela grande? Imagine, caro leitor, uma filme solo da Tempestade, ou quem sabe uma nova aventura de Blade – diferente da 3º, Blade Trinity, da qual ele virou coadjuvante da própria série – ou sei lá, um Pantera Negra – O Filme, herói criado por Lee e Kirby em 1966. Melhor seria ver Luke Cage, primeiro super herói negro dos quadrinhos a ganhar revista própria, sei lá feito por Will Smith. Ou quem sabe um Super Choque, negão que controla a eletricidade e mora no Harlem, vizinho de Luke Cage, até. Rsrs. Isso realmente seria interessante. Mas vamos por os pés no chão e ver que a única possibilidade remota de vermos nos próximos anos um negro nas telonas é com o segundo ou terceiro Lanterna Verde, já que John Stewart é substituto de Hal Jordan no setor 2814.
Como não custa nada sonhar, ainda penso (e muito!) em um Tempestade – O Filme (!), dirigido por Spike Lee (!!) e protagonizado por Jada Pinkett Smith (!!!) com cabelo branco gigantesco, uniforme ressaltando suas curvas, voando pelas ruas, enfrentando o crime em metrópole qualquer... E eu comendo pipoquinha com um sorriso grande vendo o filme em 3D. Ai ai...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... Yelling to the Sky?

Enquanto For Colored Girls e Frankie & Alice não chegam aos cinemas no Brasil, somos inundados por mais um lançamento de cinema negro que provavelmente pode não chegar por aqui. Trata-se de Yelling to the Sky com Gabourey Sidibe (Preciosa) e Zoë Kravitz, filha do cantor Lenny Kravitz. Zoë faz o papel de Sweetness, garota com 17 anos, filha de uma mãe negra e um pai branco, agressivo e ausente. O filme mostra como esta adolescente cresce em meio ao bairro pobre, familia desajustada, no colégio onde é agredida pelas colegas populares e para virar o jogo ao seu favor escolhe o caminho mais perigoso, traficando drogas e passando também a ser dona de uma atitude agressiva.
A diretora Victoria Mahoney disse sobre a trama "Eu convivo com pessoas que passaram por isso. Cresci vendo mulheres fortes, poderosas e feridas. Nós nascemos com isso. Essa força pode se perder quando a mulher se torna invisível, ignorada ou machucada, mas é uma característica nata". Pelo trailer o filme lembra o velho Kids, retato fiel da juventude perdida da década de 90 que chocou a todos no mundo inteiro quando chegou aos cinemas. Pelas cenas fica óbvio ser um filme forte, pesado, a fotografia, por exemplo, ressalta o tom de realidade da película. O filme concorre ao Urso de Ouro, prêmio mais importante do festival de Berlim. Tomare que vença e torne-se um sucesso, ao menos no circuito de arte e alguém aqui no Brasil se interesse pelo filme para compra-lo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SE ACASO VOCÊ CHEGASSE... VOLTA!


Se Acaso Você Chegasse, espetáculo da Cia de Teatro Arte e Sintonia está de volta, agora no Espaço Xisto que está novinho em folha! Sei que em Salvador a época agora parece ser dos ensaios de verão, cantoria a vontade e axé até dizer chega. Mas reserve um lugar todo especial na sua agenda e vá ver este Se Acaso... Vale a pena! Comece a noite com Elza e depois, aproveitando que o teatro fica no Centro, perto do Pelourinho, um pulo pra Barra e... se jogue negão...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA: Fernanda Julia.

Diretora de incrível talento e ousadia, Fernanda Júlia veio do interior da Bahia, mais precisamente da cidade de Alagoinhas, para brilhar! De suas mãos sairam espetáculos como Perfil - Só Vendo Para Crer, A Eleição, Shirê Obá - A Festa do Rei e Ogum Deus e Homem (na foto ao lado Fernanda na estréia de Ogum em seu discurso de agradecimento com elenco e referenciais no palco). Em tão pouco tempo de trabalho em Salvador trabalhou em espetáculos que foram marcos no teatro baiano, seja a frente como diretora geral ou em outras funções que exerce como assistente de direção ou operadora de luz e som. Fernanda, é um "novo" talento que se aprimora a cada dia, cada montagem. Digo novo entre aspas, pois em sua cidade como uma desbravadora (algo que todo artista é!) trilhava seu caminho, seu talento junto a Cia de Teatro Nata fundada por ela. Essa menina de 31 anos tem uma alma encantandora e na entrevista abaixo nos abre um pouco de suas visões (sim, são várias!!!) sobre o teatro, academia eurocentrada, cultura negra, teatro em Salvador e outras coisinhas...
Você já foi baiana de acarajé e professora. Ao mesmo tempo em que estava nestas carreiras, na cidade de Alagoinhas, trilhava os primeiros passos como diretora da Cia de Teatro Nata, fundada por você. O que ficou da Fernanda Julia deste tempo de trabalhos paralelos, do tabuleiro e também da sala de aula na nova, hoje diretora de teatro “recém” formada pela Escola de Teatro da UFBA?
A Fernanda Júlia que possuía trabalhos paralelos ainda continua, pois apesar de ter me formado e já algum tempo está vivendo exclusivamente de teatro é necessário ter muitas atividades para garantir o salário no final do mês, a diferença é que hoje trabalho exclusivamente dentro da área teatral. O fato de ter sempre me desdobrado em funções díspares como baiana de acarajé, professora e diretora forjou o meu caráter profissional, estas atividades influenciaram todo o meu curso na Escola de Teatro, pois a disciplina e a seriedade que é necessária para ser baiana de acarajé e professora me fizeram encarar o teatro com a mesma seriedade e respeito. É o meu ofício, o que escolhi pra mim, o que quero e gosto de fazer.

A Cia de Teatro Nata tem dez anos de existência, é uma Cia que vem do interior da Bahia, enfrentando toda a invisibilidade que os artistas do interior enfrentam, mas conseguiu se sobressair finalmente. A partir de qual trabalho você sentiu que a Cia tinha amadurecido e poderia trilhar outros caminhos e por que você escolheu este momento?
Na verdade tudo é muito processual, o Nata em 2004 começou a enfrentar desafios maiores, pois quando fomos selecionados pelo Teatro Vila Velha para participarmos da mostra a Arte do interior na capital, resultado do projeto Teatro de cabo a rabo e pela primeira vez nos apresentaríamos num palco em Salvador e ainda mais num teatro que tem a história que o Vila tem, percebemos que apartir daquele momento o próximo passo seria definitivo. Ou assumíamos o teatro efetivamente ou não faríamos mais nada. Optamos por assumir o teatro e mergulhar em todas as camadas necessárias para sermos profissionais da cena. Então tudo que veio depois foi a confirmação disso. Estávamos amadurecendo... Mas o momento mais preciso dessa maturidade tem haver com montagem do espetáculo Shirê Obá “A festa do Rei” esta montagem é um divisor de águas para a Cia Nata.
Nesta montagem o Nata ganhou seu primeiro edital público de montagem, trabalhou com profissionais de peso em Salvador como Fernanda Paquelet, Jarbas Bittencourt, Marcelo Jardim, Marilza Oliveira, Thiago Romero. Realizou pela primeira vez em Alagoinhas uma temporada de um mês no Centro cultural da cidade, antes da Cia Nata nenhum espetáculo havia ficado tanto tempo em cartaz o máximo eram três dias. Recebeu três indicações no Prêmio Braskem de teatro 2010 a de melhor espetáculo adulto, direção revelação e recebeu prêmio na categoria especial pela trilha de Jarbas Bittencourt. A Cia afinou o discurso artístico e político e a linguagem estética debruçando-se sobre a cultura africana com foco e inspiração primordial no Candomblé.
A partir dessa montagem o grupo entrou numa nova fase a de profissionalizar-se efetivamente ao ponto de em 2010 ganhar o I Prêmio Nacional de Expressões Afro brasileiras patrocinado pelo MINC e Fundação Cultural Palmares. Na verdade não escolhi o momento ele foi resultado de uma confluência de fatos que nos levou até onde chegamos. Mas a invisibilidade do artista do interior ainda persiste, nós ainda encontramos barreiras enormes para realizar as atividades da Cia, principalmente na nossa cidade.

Dentro do histórico da Cia de Teatro Nata, do repertorio escolhido por você e os componentes da Cia, existem fatores fixos como a cultura nordestina, permeada pela negritude e as religiões de matriz africana. Ao mesmo tempo você já montou textos da Cia de Teatro Os Melhores do Mundo, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos... O que motiva você a escolha de determinada temática ou texto para ser abordada em seus espetáculos?
Antes de qualquer coisa temos que pensar o que queremos dizer, porque falar de tal tema e o que queremos com o espetáculo. Após respondermos estas questões é que vamos procurar o texto que caiba no nosso discurso. Existem as nossas preferências temáticas, mas o discurso político, ou seja qual é a utilidade deste espetáculo para o espectador fala muito mais alto do que os nossos devaneios cênicos. Mas devaneamos também.

Nesta estrada percorrida estes dez anos, você com certeza cruzou o caminho de outros diretores. Destes qual você ressalta o trabalho, virando referencia na sua forma de fazer teatro?
Eu sou uma privilegiada com tão pouco tempo de carreira tive a oportunidade de conviver com grandes mestres do teatro. São artistas que para além de referências o seu fazer artístico forjaram os pilares estéticos da Cia de Teatro Nata. São eles: Márcio Meirelles, Chica Carelli e o Bando de Teatro Olodum, Hilton Cobra e a Cia dos Comuns, Luiz Marfuz, Ângelo Flávio e o CAN.

Como você enxerga hoje o teatro afro-centrado na Bahia? E como o público de diferentes raças está enxergando esse “novo” teatro em Salvador?
O teatro afro-centrado é necessário, urgente e ainda escasso. O povo negro precisa ver-se representado em todas as mídias disponíveis e isso ainda não acontece plenamente, somos muitos, na verdade somos maioria e são as nossas histórias, conflitos, mitologia enfim cultura... que deveria nortear o padrão estético do que é feito no teatro, cinema, tv etc... O público de teatro em Salvador em sua maioria ainda estranha espetáculos como Shirê Obá e Ogum, mas por outra lado há uma gama de espectadores ansiosos e desejosos de montagens como Bença, O dia 14, Silêncio só pra citar alguns, estes espetáculos possuem um elenco majoritariamente negro e abordam temas referentes a afrobrasilidade.

Os diretores que lidam com a temática centrada na cultura africana e afro brasileira geralmente são tidos como radicais, polêmicos, chatos, difíceis. Esse seu viés dentro da cultura africana incomodou gente na Escola de Teatro da UFBA e seu arquétipo obviamente eurocentrado? Por quê?
Nada nunca foi claro, tudo sempre sutil, um racismo camuflado por comentários jocosos tipo: Menina monta um texto pronto consagrado construir uma dramaturgia dá muito trabalho... Se formos analisar o conceito de consagrado já já chegaremos as referências aprovadas pela academia. Tive alguns embates, mas fui uma aluna muito estimulada no que tange a defesa de um discurso, pois na Escola neste período que passei lá a maioria dos alunos diretores entram sem um discurso estético e político, muitos descobrem lá, outros terminam o curso e não sabem o que querem dizer com o teatro. Então uma aluna tão jovem e com um discurso tão forte chocava alguns e estimulava outros. Encontrei grandes parceiros que me instigavam a querer mais e melhor, Marfuz, Marcos Barbosa foram decisivos nesta caminhada.

Em OGUM DEUS E HOMEM, seu último espetáculo, os atores passaram por um intenso processo evidenciado no blog da produção. O quanto foi importante fazer estes rituais para que o projeto desse certo?
Sou capaz de dizer que se não houvesse esses momentos não haveria espetáculo. Faço um teatro calcado no teatro-físico ritual e não dá pra fazer de conta o ator tem que sentir efetivamente a energia, a atmosfera do candomblé, ouvir os cantos, comer as comidas, ver os Orixás, pra transmutar tudo em arte. Nesse caso tem que subir a montanha pra saber que é alto.

Luiz Marfuz, Fernando Guerreiro, Marcio Meirelles são alguns dos nomes que conseguiram manter o teatro baiano em pé e com qualidade. Mas com o tempo surgem novos talentos. Quem você poderia ressaltar o trabalho como grande promessa do teatro baiano atualmente?
Existem figuras que já estão trabalhando já algum tempo e que me inspiram um exemplo é Ângelo Flávio, outro é Thiago Romero agora como promessa para o teatro baiano eu diria Diego Pinheiro um jovem diretor negro que possui um grupo de investigação cênica, é dramaturgo e recentemente ganhou um prêmio de dramaturgia pela Fapex e está atento as novidades do teatro contemporâneo.

Existe, não só em Salvador, uma diferenciação do teatro “comercial” para o teatro “engajado”, “pura arte” e que é aparentemente consumido por pessoas distintas. Você acredita que esta diferenciação distancia o teatro como um produto a ser consumido como o cinema e a TV, por exemplo?
Não, acho que há espaço pra tudo. O teatro é mais uma possibilidade de entretenimento disponível para a sociedade. O maior barato é que ele seja diverso. È bom saber que existe o teatro do Bando, o de Marfuz, o de Guerreiro, o meu, o da Cia Baiana de Patifaria, todos muito diferentes, mas ainda assim teatro. A classificação só funciona na academia, na vida real o público quer ver bons espetáculos independentemente de ser engajado ou comercial.

O que você ressalta de bom no conhecimento formulado pela academia para um diretor/ator/profissional de teatro que queira prestar vestibular para a área de artes cênicas e quer seguir a estética da cultura afro brasileira?
A academia possibilita o contato direto com a teoria e teóricos que influenciaram o teatro de forma contundente, o fato de se ter contato com a obra de Brecht, Eugênio Barba só pra citar alguns é fabuloso. Mesmo fora da academia você pode conhecer estes teóricos, mas os mecanismos utilizados na academia para a absorção dos conteúdos desses teóricos, as discussões com variados pontos de vista e experiência de diferentes professores estimula entendimento. Algo que você levaria talvez anos pra conhecer e entender sozinho numa pesquisa auto didata, ás vezes a depender do professor você leva um semestre. A quantidade de material disponível o diálogo com um profissional da área que pesquisa este ou aquele teórico e a cima de tudo a reflexão dão a possibilidade de ampliar quantitativamente e qualitativamente a sua percepção. A academia é o lugar privilegiado para o exercício do pensamento, da elucubração, da conjectura. Mas um artista não se forja na academia ele é uma das possibilidades de formação. No que tange a estética da cultura afro brasileira estamos longe de sermos uma presença efetiva. Existe um sistema para nos invisibilizar, é sutil ás vezes sorrateiro, temos que estar atentos Já ouvi de algumas pessoas que o trabalho que faço é catequético no mal sentido, que as pessoas pra conhecerem o candomblé devem ir a uma festa e não ao teatro.
Bom esse tipo de discurso já denota a ignorância e o racismo que muitos expressam quando vêem a nossa cultura colocada no foco. Por isso temos que mais e mais falarmos de nós, dos nossos, sem nenhum pudor, temos que nós mesmos contar a nossa história e impedir que o estrangeiro continue nos estudando e ganhando dinheiro com a nossa cultura. Se alguém tem que falar que sejamos nós mesmos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY! Propaganda gay Doritos!

Ano passado a DORITOS foi acusada por grupos gays por vincular um comercial homofóbico. Passada a polemica em torno da propaganda, ela resolveu atacar pelo lado politicamente correto e trazer ao mercado uma propaganda com uma pegada sexualmente gay. São duas propagandas. O problema é que as propagandas estão sendo recusadas por alguns canais, por conta do alto ( e boata alto) "teor sexual". Não que seja pornô, não é isso, mas não é uma propaganda que se deva passar em todos os horários, por exemplo. Se os setores conservadores dos EUA já chiam com propagandas heterossexuais que exageram vez por outra na dose, imagina quando a tv pega fogo por conta do 'frete' entre dois homens? O povo inventa é coisa viu?! Veja abaixo uma das propagandas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!!!! RITA BATISTA no BOA TARDE BAHIA 2

Olha eu sou suspeito quando falo de Rita Batista, pois eu amo esta mulher!!!! Aqui na Bahia ela já é mais que querida pelos telespectadores e vem roubando a audiencia de gente que insiste em fazer a gente almoçar com o medo, sangue e ladrões ridicularizados... Para voce, caro leitor, qeu não mora na Bahia ou não tem como pegar o sinal da Band Bahia repare como ter uma apresentara desta, em uma tv aberta para a população negra - e branca também por que nao?! - é realmente um diferencial. Neste post, ela entrevista o ator Luis Miranda com seu espetáculo 7 Conto. Para quem não mora na Bahia, irmão se adiante criatura - como diz Rita - e exija algo parecido na sua terra!!!!!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

FAVELA ON BLAST - FAVELA BOLADA

Sem sombra de dúvidas o funk é mais que um simples ritmo... trata-se de um movimento. Tem gente que além de dançar, trabalha nele, direta ou indiretamente, ele balança a favela, crianças, mais velhos, desenha o dia a dia da periferia no Rio de Janeiro. Dele os moradores expõem o que fica "escondido" entre quatro paredes e explodem filosofia da melhor qualidade, pois trata-se de uma poesia que retata a realidade das favelas. Funk é inspiração, funk é sexo (dos bons!!!), funk é ensinamento, funk é putaria, o funk canta o amor, a glória, a cachaça, o pai de familia que sai cinco horas da manhã pra trabalhar, o funk canta a sexta-feira, ele esculacha, brinca, revolta a violencia e faz pensar. Se isso não é um movimento me diz o que isso é pelo amor de Deus!!!!!!!
Este incrível movimento vai ser retratado de forma primorosa pelos diretores Diplo (Wesley Pentz) e Leandro HBL no documentário Favela Bolada ( Favela On Blast) que passou em inúmeros festivais pelo país e pelo mundo. O filme está disponivel em blogs, além de uma versão no you tube e vale muito a pena assitir, pois os diretores deixaram o funk exposto por aqueles que fazem funk. Pela graça do nosso senhor Deus os responsáveis pelo documentario não preferiram uma visão academica, não apelaram em nenhum momento para estudiosos de funk, pois em todo o filme a favela e os seus moradores sao retratados. Isso garante ao documentário uma vivacidade, uma paixão toda própria por um ritmo extremamente condenado e adorado ao mesmo tempo.
Passam pela película gente como Mc Duda, Mc Frank, Mc Colibri, Mister Catra, Mc Pana, Gailoa das Poposudas, Dj Wally, Biruleibe, Dj Sanny, Mc Galo, Mc Serginho, Mc Deise Tigrona, Mc Pé de Pano, Junior e Leonardo, Dj Jorginho, Mc Ju, Dj Marlboro, muitos deles desconhecidos do grande público, ou do resto do Brasil, mas nas favelas cariocas elas e eles são verdadeiros deuses. E para mostrar todo este Olímpio o filme traz fotografia primorosa, evidenciando a favela, suas vielas, becos, escadarias em grande estilo. O roteiro do documentario também não é algo comum de se ver, já que não trata o tema de forma explicadinha, quadrada, mas cresce a aprtir que seus personagens mostram o que eles querem chamar atenção.
Tudo feito sem julgamentos, mostrando as várias facetas do funk e suas histórias, são muitas e a maioria divertidas. O documentário também pontua a violencia e a visão que a favela tem do funk junto a policia e como a policia reage ao ritmo que modifica o dia-a-dia dos cariocas. O único defeito de Favela Bolada (Favela On Blast) é ficar parado enquanto os vários funks ecooam na sala... este movimento é quase impossível...

sábado, 22 de janeiro de 2011

ARIADNA... BBB 11!

Faz cinco dias que a "personagem" mais fascinante e curiosa do big brohter saiu. Ariadna foi eliminada do programa e fez com que qualquer chance de eu acompanhar o big brother fosse pras cucuias. O resto dos participantes que ficaram na casa são a personificação da obviedade. Todos - ou quase todos, pois tem gente que não tem talento nem para isso - irão colocar suas genitálias de fora endurecidas ou arregaladas em revistas e mais revistas de nu "artistico" que fazem filme das Brasileirinhas parecer coisa de criança. Tiro desta leva, ao meu ver, somente a gordinha/super gostosa Paula com sua alto estima mais que elevada em meio a tanta gente sarada e vazia de conteúdo.
Ariadna tinha uma vida completamente diferente para ser mostrada na tv. Negra, transsexual, foi prostituta, deixada de lado pelos familiares, um olhar às vezes vago às vezes triste, mas sempre desconfiado. Esse "personagem" nenhum autor da Globo e suas tramas também obvias nunca iriam construir. Por isso, ela logo logo foi para fora da casa. O público está acostumado com as tramas globais e suas bobagens batidas, não aceitam o novo, precisam de uma trama que mais parece rádio de tão quebrada que é - repare que se você tentar acompanhar a novela das seis, por exemplo, sem ver a trama (ficar em frente a tv) vai conseguir comprender a novela de tão mastigada que ela é.
Uma outra coisa... E quem disse que Ariadna não tinha orgulho de ser quem é? Nos comercias globias os flash do big brother mostravam pessoas dizendo que o mal dela é que ela tinha vergonha. O que ela tinha não era vergonha, mas insegurança! Pois está em um país que não aceita um sujeito homem homossexual, quanto mais uma trans negra que foi prostituta e não sorri por qualquer besteira.
O programa mais desinteressante da tv brasileira - não por que sempre foi chato, mas por que está totalmente descuidado - perdeu a única coisa que poderia fazer ele crescer. Mas paciencia, o público quer novela das nove com personagens caricatos e trama batida.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E quando o racismo vem de dentro de casa?

Quando tive os meus primeiros contatos com referências que para mim hoje parecem tão comuns como Fanon, Sudbury, Abdias do Nascimento, Ari Lima entre outros, comecei a me relacionar com um novo mundo negro. Neste mundo eu me olhava no espelho e sentia orgulho de mim mesmo. Olhava para meu cabelo e reparava que o que antes achava feio agora belo era arquitetado na minha cabeça. Por dentro, as mudanças também continuavam, sorria mais, passei a não dar valor aos meus medos, descobri dentro de mim um curioso que há tempos havia perdido, pois o mundo que vivia era chato demais... Além de achar meu cabelo, minha pele, meu nariz, belos, de descobrir minha cultura, eu por dentro hoje sou outro, devido aos autores que descobri e por algumas pessoas que encontrei pelo caminho.
Esses encontros, além de servirem como reformulação do meu ser, possibilitaram também me defender do mundo e de sua opressão. Não estou querendo pronunciar o meu papel de vitima na sociedade, mas sei que o racismo formulado/inventado por brancos séculos atrás – e ainda usado por estes no século atual – tem força hoje e sua extinção é um trabalho de anos e de complicado aparato. Todo negro precisa se defender contra o racismo! Conhecer a si mesmo é o primeiro caminho. Não adianta querer fazer revolução lá fora se dentro de casa está tudo virado de cabeça pra baixo. O racismo não só tira seu emprego. O racismo enlouquece, humilha, ridiculariza, afasta voce de si mesmo... É uma invenção poderosa, inteligente e que todos nós negros precisamos ganhar algum tempo do nosso dia-a-dia aprendendo a nos defender.
E com o tempo e a experiência acabamos ganhando esta auto confiança e informações valiosíssimas contra o racismo. Ficamos fortes, com orgulho maior que nosso cabelo, ele agora cresce sem problemas e dentro de uma auto estima consciente. O mundo pode vir quente, a gente não se importa. Aos poucos, nos preparamos para saber onde meter o nosso pé, com quem andar, o que falar na hora em que ouvir certos tipos de absurdo. O racismo não vai deixar de existir por que voce está preparado, ele vem bem mais forte que voce pensa, mas as armas estão perto, as referências estão aí, para que você as use e se defenda.
Mas isso é com o mundo! E o outro mundo? O de dentro de casa? Quando o racismo te atinge dentro de casa? Com seus irmãos, seu pai, sua mãe, seus primos, tias, enfim sua família? O que você faz? Carrega a metralhadora e sai atirando para todos os lados com os argumentos intensos para os de fora, que são estranhos, estão presente em congressos, onde você disputa retórica, ou processa por discriminação? O povo de casa é tratado por você como o povo da rua?
Comigo não. Para mim o caso dentro de casa é extremamente diferente. Primeiro que não estou lhe dando com um estranho, é alguém que cuidou de mim, que me dá carinho, que briga comigo pelo meu bem e que tem a seu favor todo arcabouço da cultura “familiar” construída em torno de séculos e séculos ao seu lado. “Respeite seu pai!” ou “Com família a gente não faz assim desse jeito...”. Não é militância, é dentro de casa. Não é seu colega racista no trabalho, é seu irmão com signos racistas contra você. E ai, vai sair metendo a porra em todo mundo?...
Venho de uma família negra, com suas várias tonalidades de peles escuras, mas com alma ferozmente colonizada. Aliás, ferozmente só não. Como o racismo aprende subterfúgios para existir plenamente, acaba sendo “evidenciado” através de brincadeiras, sorrisos, no meio daquele churrasco de Domingo familiar. E é um tal de rir do seu cabelo, de abrir debate no meio do almoço sobre o crescimento do cabelo de fulano e beltrano, de chamar filho de macaco, ou de “vermelhinho cor de formiga”, de brincar com o nariz do outro, de não aceitar o namorado da irmã que é mais escuro que ela. Muita dessas coisas aconteceram na minha família e pode acontecer/aconteceu na sua e na de muitos outros negros...
O racismo para mim é inteligente por conta deste ponto; ele não precisa do outro para ser efetivado! Ele não precisa do branco, nós mesmos aprendemos com os valores coloniais, anos e anos atrás, a nos violentar e passar isso de geração em geração. Até chegar na sala de jantar de sua casa com sua tia dando um valor danado ao namorado branco que sua irmã arranjou, falando dos olhos deles, do porte, da beleza e distinguindo, de forma peculiar, a sua namorada com aquele cabelo diferente... “Por que ela não corta? Ela é tão bonita!...”
Neste ponto não adianta. As referencias que voce leu, releu, na hora não servem para nada. Por que o nervoso ataca. Como compreender que as pessoas que vivem contigo e te amam acabam dizendo frases do tipo “Voce agora só fala de negro” te transformando em um chato ininterrupto, ou “Tá na moda usar essa desgraça desse cabelo assim dessa forma né?”, “Vem macaco comer!”... E por aí vai. Nós negros aprendemos a nos estraçalhar e fazer isso vez por outra na esportiva... Com brilho nos olhos... A violência entra como um vampiro na sua casa e logo lá onde você pode se recuperar das atrocidades do mundo externo, voce é violentado também.
É preciso muita paciência! MUITA PACIENCIA! Pois este contato, das festas, da alegria, da reunião, do amor, que é próprio da cultura negra, de dar valor extremo ao coletivo, pode estar em jogo nestas horas. Toda família negra faz práticas que são próprias da cultura herdada dos valores africanos. Muitas e muitas vezes faz isso sem a mínima consciência, sem conhecimento de onde aquele gesto vem etc. O valor tão preciso e único de conhecer a si mesmo, que chamei atenção lá em cima, aqui faz uma diferença enorme. Como um tio seu que acha o cabelo dele ruim, horrível, - por que aprendeu isso – pode achar bonito o seu cabelo? Como ele vai compreender, ele não é neto de escravo e sim de negros escravizados? Como?
Conheço um monte de amigos meus que hoje não tem mais paciência com a família. Quando o assunto é racismo atam as mãos, pois cansaram. Cada um faz o que quiser da própria vida. Aqui em casa consegui ter um papo com os meus e aprendi que não era só eu que tinha a ensinar, pois com a abertura do diálogo eles me ensinaram muito. O movimento negro na minha vida não esteve fora de casa, o Movimento Negro pra mim é a MINHA casa! Sei que com as pessoas mais velhas é bem mais difícil este tipo de coisa. Elas já tem opinião formada, estão em um estágio da vida que querem aproveitar das conclusões que tiram e não muito de reformular conceitos. Outra coisa é que o racismo às vezes entra e nunca mais sai, infelizmente, da cabeça de um ser negro. Acorde, viu?! É uma realidade! Alguns são tão bons alunos que chegam a defender certos tipos de práticas que são intrínsecas e o racismo “institucionalizado”, aquele que bate na cara sem perdão, faz ele emudecer.
Concordo em gênero numero e grau quando Bell Hooks em um de seus textos diz para que nós negros nos amarmos. O amor é a base fundamental de tudo nesta vida. E por conta dessa falta de amor próprio, de referências sobre si mesmo, desse nosso eu que a nós foi tanto negado e escondido, estamos nos exterminando e só duramos gerações e gerações, pois somos teimosos! Viver para rancar a brancura colonialista que existe dentro de nós. A família, em um ceio negro, é a base de toda a força. Não estou dizendo aqui que nas famílias de outras raças e culturas não exista esta força, mas falo dos meus, pois os meus eu conheço muito bem. Os livros na nossa cultura falam sobre agrupamento sempre, o candomblé é uma família (irmã de santo, mãe de santo... lembra?), as músicas remetem reuniões familiares, os nossos amigos são nossos irmãos. Tenho certeza que aprendemos por conta do processo de colonização racista (redundante não???? rsrs) a nos violentar, mas ao mesmo tempo a aproveitar nossa força para sermos uma nova família. É só lembrar da historia do Brasil onde famílias negras inteiras eram separadas. Um irmão ia pra o sul da Bahia, a mãe fica em Salvador, seu marido no recôncavo e sua filha ia parar no Rio de Janeiro talvez... Mas os negros escravizados acabaram por se reformular e ver que também poderiam se proteger, se familiarizar, e se juntaram formando novos ceios familiares... Acho que pode ser daí também que vem essa coisa da gente se agrupar de forma tão fácil com povos negros de outra parte do mundo, de gente preta do Rio grande do Sul se dar bem com a gente, de conhecer a negona que mora no Maranhão e veio passar férias em Salvador e tratá-la como irmã. A pele negra compartilha caro leitor. Sempre!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Aperte o Play!!! E de novo e de novo...Perle Lama - Cours De Danse Zouk

Você que acompanha o PELÍCULA NEGRA já reparou que dentre outras coisas eu AMO zouk! Posto e muito canções/clips do ritmo afro caribenho. Como é bom curtir a música sabendo dançar, achei um videozinho onde nada mais nada menos que Perle Lama - diva da zouk music - ensina, em frances, como se dança o negócio de forma certa. O vídeo é rapido e ela dá os passos básicos. Também não se preocupe se não sabe frances, eu também não sei e dá para enteder mais ou menos o que ela ensina. Siga o passo da diva, arranje um belo par para praticar, inventar outros passos e dance sem parar. Garanto, o zouk tem poderes que a gente desconhece...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Seriado JÁ É!

A televisão aberta do Brasil é burra! Disso todo mundo já sabe. A tv aberta no Brasil é racista, isso também não é novidade para ninguém. E quando o espectador quer ver algo de qualidade, que represente ele de alguma forma, vai para... A tv a cabo e os programas gringos? Nem todo mundo tem dinheiro, não é mesmo?! Mas a solução mais barata pode estar as suas mãos através da lan house mais perto. Quer ver uma história com protagonistas negros sem a "pegada gueto" que a Rede Globo explorou nos últimos anos? Vai pra net. O seriado Já é! é um sonho do diretor Wlliam Lemos e conta a história de três personagens - Leopoldo Mello é um executivo de sucesso; Pedro Avaraz, um produtor musical à procura de uma estrela; Bianca de Andrade, uma empresária de moda à beira da falência. Esses personagens são na verdade amigos que se reencontram dez anos depois do término de faculdade. Em entrevista a revista Raça Brasil deste mês o diretor entregou o seguinte depoimento: "No seriado, paralelo à história, vamos inserir personagens e situações que mostram o negro por outro ângulo, sem estereótipos, como o médico bem-sucedido, o músico clássico, o professor universitário, o chef de cozinha internacional. Vamos mostrar para a sociedade que estamos em todas as áreas".
Isso realmente me deixou tranquilo. Curioso o trato como somente o negro dá ao próprio negro. O outro parece sempre que estereotipa ou transforma em estereotipo nossa vida e nossa cultura. O negro faz tudo ficar comum! Existem não só marginais negros, mas existe também médicos, advogados, enfermeiros, professores, gente de sucesso, gente tendendo ao fracasso, complexidade no mundo negro além da probreza eminente que o mundo branco enxerga. Me agrada também a possibilidade de algo diferente do "modelo ó paí ó" de ser... Vi certa vez um escritor de sucesso baiano dizendo que na série da Rede Globo não tinha um negro universitário, ficava parecendo que os negros no Pelourinho (todos!) tem aquele jeitinho de resolver as coisas... aquela coisa safada que parece faz parte da raça!... E todos nós sabemos que não parece. Eu mesmo não me enxergo naquele modelo. Nada contra quem se enxerga, mas o pitoresco de vez em quando mais fasta que agrega.
Estou ancioso para ver como o diretor Lemos vai colocar essas historias na web. A seleção em outros estados também vai ser feita e os laboratório serão construídos a partir de março. A web realmente tem sido uma saída e muito boa por sinal.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O FENÔMENO KIRIKU.

Quem nunca viu Kiriku que atire a primeira pedra!!! Já assisti este desenho tantas vezes - no começo sozinho matando minha fome de referencias infantis negras, logo depois para meus alunos de todas as séries - que sei ele de cor. A animação, produzida pela França, Bélgica e Luxemburgo, dirigida pelo até então estreante Michel Ocelot, lançada no final da década de 90, foi um marco quando chegou às escolas e lares de todo Brasil.
Tudo isso, pois Kiriku não era um desenho qualquer. Poderia não ter o desenvolvimento técnico da Disney, ou a velocidade e o colorido dos filmes da Pixar, mas tinha elementos que nenhum outro desenho infantil até então explorara. O protagonista de Kiriku e a Feiticeira era um menino negro, pequenino, curioso e que não para quieto – igual a toda criança na idade dele. Mas já fazia estripulias que mostravam sua diferença e inteligência sagaz frente aos outros de sua aldeia: desde cedo falava na barriga da mãe, escolheu seu próprio nome desde que nasceu e sabia que seu destino é a liberdade, tanto que parte em busca dela para sua aldeia enfrentando a feiticeira Karabá. Kiriku também corre velozmente e consegue escapar de tudo quanto é ameaça com sua velocidade e inteligência.
A historia do filme é baseada em uma lenda da África Ocidental. Além disso, o filme em nenhum momento descamba para o chulo, ou estereotipo, ou agride a cultura africana em razão do humor fácil tipicamente hollywoodiano. Pelo contrário, até o tempo da animação é totalmente diferente dos filmes que nossas crianças estão acostumados a ver. O filme é cheio de silêncios e com passagens lentas, mas incrivelmente a animação em momento algum fica chata ou faz perder o interesse.
Kiriku e a Feiticeira teve anos depois (2005) uma continuação, lançada aqui no Brasil em pouquíssimos cinemas. Este filme, intitulado Kiriku e os Animais Selvagens na verdade trata-se de um prelúdio e é inferior ao original, apesar do apuro técnico ser incrivelmente maior ao primeiro filme. Na época, as canções do segundo filme ainda não tinham sido legendadas ou mesmo dubladas, ou seja quem não entendia o idioma perdia muito do filme, já que as músicas de Kiriku contavam a historia e não eram simplesmente um up na historia como acontece nos desenhos da Disney. Com o passar dos anos o problema foi solucionado.
Tanto Kiriku e a Feiticeira como a continuação tornaram-se febre nas escolas e projetos sociais, principalmente aquelas que seguem a lei 10.639 de forma correta. Sempre quando vejo um educador descobrindo Kiriku vejo três movimentos curiosos: o primeiro deste que cresceu sem referencias infantis negras e volta a ser criança vendo a historia do menino veloz. Depois, o professor passa para seus alunos uma animação estranha no começo – pelo protagonista, pela vilã, pelo território que passa a historia e também pela historia – mas que depois ganha o coração de todos. E o terceiro movimento, do professor tendo que repetir inúmeras vezes o filme em sala de aula, com as crianças pedido Kiriku pela qüinquagésima vez. Falo isso por experiência própria!
Engraçado que anos depois vários desenhos infantis ou não chegaram com historias e protagonistas negros. Produções como A Rainha Sol, Afro Samurai, A Princesa Sapo, As Aventuras de Azur e Asmar, Príncipes e Princesas (estes últimos do mesmo Ocelot que dirigiu os dois Kiriku), dentre outros abrangeram o cenário da cultura africana pelo mundo. Kiriku é um marco, como desenho para crianças, como animação adulta, como objeto pedagógico. Trata-se de uma animação completa.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!!! Princess Lover "Mon Soleil 2007"

Princess Lover : Ela é maravilhosa, faz muito sucesso na Europa e é uma das cantoras de zouk da "velha" geração que está em corrente atividade. Mon Soleil é um dos seus grandes sucessos, tanto que possui outras versões - até um outro clip tem. A letra é linda. Fala sobre entrega a um amor que te revira de cabeça pra baixo. "Você é meu dom. Iluminando meus dias, minhas noites. Você me supreende, você alimenta as minhas ânsias..." É, esses dias eu tô romantico! E essa música veio no momento certo para ilustrar esta minha nova fase... Ai ai viu! Curtam ai Princess Lover com sua Mon Soleil versão 2007 e dancem a vontade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!! Snap! Rhythm is a dancer.

Em uma dessas conversas de bar... Rola um papo sobre dance music dos anos 90. Entre uma lembrança e outra da adolescencia fica a dúvida na conversa... Rhythm is a dancer, hit que ficou na cabeça de todo mundo por conta da novela De Corpo e Alma e do go go boy feito pelo ator Victor Fasano no Clube das Mulheres era mesmo um hit da cantora Corona? Eu fiquei na dúvida, pois nunca ouvi Corona cantando isso. Na verdade a canção é do grupo Snap! Curta aí o som e reviva um dos símbolos da dance music.

PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA de ELISA LUCINDA.

Qual o caminho natural das coisas? Qual? Aquele caminho feijão com arroz que tá todo mundo acostumado e que por vezes não faz a gente se surpreender, mas a gente continua mesmo assim? Qual a transformação natural de um texto? Que vire peça, vire filme, que seja declamado... Ou uma peça que vira filme e que o roteiro vira “livro” de tanto sucesso que o filme fez. Ou um livro que vira peça e depois vira filme. Esse geralmente é o lugar natural da arte que nos cerca. Só que neste Parem de Falar Mal da Rotina o caso aconteceu diferente. O espetáculo teatral virou livro! Não um livro na forma de texto de teatro, mas um livro mais ou menos em prosa, mas ao mesmo tempo uma prosa não tão prosaica, com um que de teatralidade, um misto de professora, amiga, atriz, dona da história e poeta.
Aplaudido de pé por 1 milhão de pessoas, o espetáculo simples, com mais de duas horas de duração, virou um livro para ser lido várias e várias vezes. O espetáculo mudava a cada sessão por conta do seu maravilhoso tema: a rotina! Só mesmo uma poeta para nos fazer enxergar que a rotina pode nos oeferecer vários ensinamentos e nós desatentos é que não enxergamos. Elisa mostra que a rotina sim é mutante, basta olhar direito. Parem de Falar Mal da Rotina (desde já Parem), é nada mais que um milhão de livros dentro de um só. É livro de auto ajuda, tratado sobre e contra o racismo (e outros tipos de conceitos absolutos absurdos), livro de um bom humor incrível, livro também de poemas inesquecíveis, escrita ágil, ensinamentos maravilhosos, historias curiosas e personagens inesquecíveis. Este Parem ensina, reclama, repreende, faz sorrir e refletir. É lindo enfim!
Confesso que não suporto livros de auto ajuda, mas este por não ser um dos exemplares inúteis e iguais dispostos na livraria, acaba chegando ao objetivo que os outros tidos como “auto-ajuda” não fazem, mas divulgam que sim. E eis aqui exemplo de livro feito para ser emprestado, ou presenteado e lido muitas vezes, seguidas até. Da capa a última linha escrita agradeço a Elisa Lucinda por se meter sempre na vida alheia e nos contar todos os ensinamentos que teve.
Eu que nunca fui com a cara da poesia fiquei encantado com a forma dessa poeta escrever, e se comunicar com o simples através de palavras tão rebuscadas. Sim, por que sempre vi poesia dita como discurso, poetas que mais pareciam políticos. Nunca gostei do lírico ser dito com obrigação e aos berros. Elisa ao lado de Maria Bethania me fizeram acreditar que estava certo. Peosia merece bravura não violencia! Não vou ficar aqui embromando sobre o livro. Parem é para ser comprado e nunca, eu disse NUNCA, guardado! Pois deve ser lido sempre.
Os livros escritos por mulheres geralmente me trazem esta percepção avantajada da vida. Alice Walker, Elisa Lucinda dentre outras, essas mulheres que se metem a escrever sempre me arrancam do real, me fazem transcender. Com homem só fiquei assim uma vez: CIDADE DE DEUS de Paulo Lins e pronto! E este sorriso de Elisa na capa surge como se fosse um convite. Leia-me! Novamente! E de novo e de novo! Está vendo, voce não reparou nisso da última vez que leu?! Agora empreste-me! Deixe-me na mão de um amigo por um tempo. Diga que é a cara dele e ele logo ficará curioso. Se fiz bem a você que tal fazer bem a outra pessoa?... Parem de Falar Mal da Rotina um livro do sempre! Leia e sorria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!!!! Alexandra Burke.

Amigo e leitor assíduo do blog, Leo, ontem me pergunta se eu conhecia uma tal de Alexandra Burke. Eu prontamente disse: Quem? Depois ele me explicou a história dela, participante do programa X Factor, espécie de Idolos inglês. Ele me disse que a mocinha tinha cantado junto a Beyonce no programa e era para ouvir a mulher cantando, que eu gostaria e colocaria no Película. E olha que Leo estava certo! Aliás, por onde andava meu ouvido, que nunca escutei isso antes????
Não foi a primeira vez que Alexandra tentou entrar no X Factor, em 2005 lá estava ela segura de si, mas infelizmente pelo seu não tão bom desenvolvimento foi eliminada logo na primeira fase. Mas anos depois, olha quem resurge das cinzas? Alexandra! É um talento maravilhoso, tanto que venceu a edição 2009 do programa. Realmente muito boa. Xandinha (intimo, não?!), no programa, ficou imortalizada com performaces de Toxic, On The Radio e Listen que por sinal fez dueto com Beyonce.

E uma coisa que o X Factor tem que o Idolos e todos os outros concursos de calouros não tem aqui no Brasil: incentivo a performace. Aqui o povo canta e só. Lá não. É gigantesco, até na Inglaterra que é tudo mutito discreto. Olha só uma dos números protagonizados por Alexandra no programa, Please Don't Stop The Music.

E depois de vencer o programa e tornar-se com BAD BOYS a número 1 na Inglaterra durante 3 semanas seguidas.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

IAM WORLD TOUR - BEYONCE

No começo do ano passado, um show aportou aqui na cidade de Salvador e completamente parou a cidade. I Am Tour da cantora Beyonce chegou em soteropolis para fazer história e ter presenciado aquela produção de perto foi uma das melhores experiencias da minha vida e um dos grandes momentos de 2010. Sou fã de Beyonce, acompanho o trabalho dela esperando sempre o melhor e para mim ver tudo aquilo da distancia que vi (pertinho pertinho) foi algo realmente inesquecível.
No final do mesmo ano, chega as lojas, depois de datas e datas falsas de lançamento, o dvd do show que veio para Salvador. E mais uma vez, acompanhar a carreira de Beyonce é sempre uma surpresa. Eu, não sou daquele tipo de fã que está lá no site todos os dias, que só sabe falar do seu astro preferido, que anda pra lá e pra cá com camisa. Não. Para mim por exemplo, estou pouco me lixando com a vida pessoal dela, se ela casa, descasa, fica gravida ou não, se alisa cabelo, se corta, se faz plástica... Eu acompanho o trabalho. CD, DVD, show, filme essas coisa que artista BOM faz. Fofoca? Estou nem aí.
E se tem uma coisa que Beyonce sabe fazer é trabalhar. Tenho amigos que não gostam da cantora, mas sempre admitem show woman igual a ela atualmente não tem. A mulher faz cada coisa no palco que até Deus duvida e além de estar para o público diretamente, também dá pitaco em outras partes da produção. Seu nome e seu dedo está em cada etapa do processo. Ela pode até não fazer o trabalho inteiro - o que é óbvio! - mas nada passa sem que ela dê uma opinião, até por que quem vai estar na hora dando luz ao resultado de tudo é ela.
O DVD é um misto de documentário e show - nada de supreendente, já que Madonna já tinha feito isso antes - mas é na forma de evidenciar essa mistura que o I Am Tour se destaca. Beyonce faz uso de várias formas de filmagem, a convencional digital, imagens de celular, de câmeras com alta resolução e outras nem tão boas assim. De imagens completamente ensaiadas e outras tiradas do improviso.
Outro ponto que friso é a forma como o show é passado para quem vê ele na telinha. Algumas músicas estão pelo meio, já que em algumas partes o documentario está mais evidente que o show. Nada que comprometa o resultado final, pelo contrário, deixa a experiencia de ver o dvd mais saborosa. Fora que beyonce, canta, dança, representa, voa (coisa que ela não fez no Brasil), vai para um outro palco, dança, dubla a própria voz (em dois números), faz homenagem a Michael Jackson e ao Movimento dos Direitos Civis, dança de novo, canta assustadoramente bem, se joga na platéia, cumprimenta (e pergunta o nome) de fã de perto, tudo isso com muita energia, sempre deixando claro que fazer aquilo tudo tem um preço, tem toda uma responsabilidade e que ela foi trabalhada para trabalhar assim mais parecendo uma máquina.
Parece que Beyonce deixou claro, que tudo que o público está vendo é resultado de MUITO trabalho. No show ao vivo você não tem essa impressão, por que ela não passa isso obviamente. Mas no dvd, depois ou antes de cada número tudo é explicado. Como se o mundo parasse "Olha o quanto ralei pra fazer isso!". Ou seja, o glamour é fabricado da mesma forma que o figurino e a coreografia - e ques coreografias.
Mas não fique achando que o dvd passa essa mensagem através do didatismo chato. É através da diversão ininterrupta que o show acontece e quando a última música chega, você nem sentiu que já se passaram mais de duas horas. Beyonce faz muito bem feito seu trabalho, de forma leve, bem humorada, as vezes chora (todo mundo chora) ora agradecendo a Deus pelo talento, ora triste de saudades da família e do marido. Ossos do ofício em ser diva.
Continuo fã e sem arrependimento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MOVIMENTO EXU TRANCA RUAS 2!!!!!!!!

Bem, está só começando!... O primeiro dia de protestos contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 2,50 foi tranquilo e simplesmente parou a região do Iguatemi em Salvador. Foram 500 estudantes que das 15:30 às 19:40 h simplemsene não deixaram nada passar. O engarafamento foi aumentando, aumentando até que a av. Bonocô, ACM, o Itaigara, a avenida Ogunjá até o Comércio parou! O tema é o assunto mais comentado no twitter em Salvador nesta segunda.A população pelo que parece está ao lado do movimento e tudo está tranquilo até demais... Vamos ver o que acontece no resto da semana com o movimento tomando força por toda Salvador... Parar uma cidade turística, na sua alta temporada, com certeza é motivo de pânico para as autoridades, já que os próprios soteropolitanos estão mostrando que sua cidade linda não é tão bonita quanto parece...

MOVIMENTO EXU TRANCA RUAS!!!!!!!!!!!!!

No ano de 2003 a cidade de Salvador foi parada por uma manifestação estudantil. O motivo? O aumento da passagem de ônibus para R$ 1,80. Lembro até hoje, era estudante ainda, eu atravessando todo o centro da cidade para chegar ao meu bairro, pois nada, eu disse NADA, passava. Bairros como o Iguatemi, a Avenida Joana Angélica ficaram completamente fechados durante horas. A cidade que sempre está em movimento contínuio parou, tudo por conta de estudantes - na sua grande maioria de escolas públicas e negros - indignados com o aumento da passagem nos coletivos.
A revolta foi manchete em vários jornais, até de cunho nacional. E no final das contas, mesmo com a tentativa do governo e de líderes sociais comprados acabarem com o movimento a meta foi alcançada, nada de aumento por um bom tempo. Mas a Prefeitura de Salvador e seu incompetente chefe criou uma estratégia que vem funcionando durante anos... A passagem aumenta sempre, só que no começo do ano, primeiros dias, já que pega todo mundo de surpresa e também os estudantes de férias.
Agora tudo parece florecer por um outro caminho. A nova tarifa de R$ 2,50 vai ser combatida hoje pelos mesmos estudantes protagonistas da Revolta do Buzu de 2003 - que de tão histórica virou conteúdo a ser estudado em algumas escolas aqui de Salvador. A revolta vem em um momento certo. Os coletivos de Salvador são uma porcaria! Conservação zero, "profissionais" mau educados, estações de transbordo que mais parecem um inferno em terra. A Lapa então é uma vergonha, com ratos (que mais parecem cachorros!) correndo pela estação, sujeira para todo canto, marginalidade cada vez maior, muitas infiltrações, iluminação nota -1, no subsolo um calor, misturado a sujeira e ao cheiro de fumaça saida dos ônibus. A Estação Pirajá e a de Mussurunga também não perdem nada para a Lapa, a única vantagem é que Mussurunga e Pirajá não ameaçam cair na sua cabeça, mas experimente pegar um tal BARRA 2 as sete da manhã na Estação Pirajá. Aquilo é a visão do inferno. Acho até que o demonio quando vê o estado de como o ônibus sai diz: "Nossa, aqui o negócio tá brabo!"
Por isso, os estudantes farão um novo protesto. E TODOS na cidade devem apoiar o movimento, pois não se trata apenas de uma luta de um grupo e seus interesses, a passagem influencia TODO MUNDO NESSA CIDADE. Ou vai querer continuar pagando R$ 5,00 de passagem? A conta no final do mês, juntando comida, luz, água, telefone, net, escolas dos filhos, fica muito cara! Não temos como impedir a tentativa do vilão em colocar a população contra a parede, mas temos como não deixar isso acontecer.

domingo, 2 de janeiro de 2011

APERTE O PLAY!!!!! Snap.-.I've Got The power

Lembra dessa música?... Se o poder é bom, eu também quero!