domingo, 27 de fevereiro de 2011
APERTE O PLAY!!!! Mohombi - Dirty Situation (French Version) ft. Akon
BEYONCE BRANCA????

sábado, 26 de fevereiro de 2011
APERTE O PLAY!!! Jennifer Hudson Performs 'Where You At'
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
APERTE O PLAY! Homenagem a Aretha Franklin GRAMMY 2011!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Super Heróis Negros nas Telonas... Um Sonho Distante?
Já virou praxe ir ao cinema e antes do filme começar, sendo mais exato nos trailers, ser exibido a chegada de mais um super herói dos quadrinhos em breve, invadindo um bom numero de salas, com grande lançamento, orçamento multi milionário, efeitos surpreendentes e um grande astro dando suporte no papel principal. Hoje já me assusto quando não vejo mais um super herói chegar ao trailer alheio. Desde 2000, quando X-Men de Brian Singer chegou aos cinemas, ao lado de uma 20º Century Fox tremendo nas bases do filme não dar certo, todo ano chega mais um super herói nas grandes telas. Filme de super herói é o novo câncer de Hollywood, assim como filme sobre a Segunda Guerra Mundial mostrando os judeus como vítimas e era (?) anos atrás.Todo mundo sabe que não é de hoje que os quadrinhos é fonte inesgotável para Hollywood. Vários super heróis já aportaram nas telonas, mas foi com Batman de Tim Burton que a máquina registradora do cinema comercial norte americano começou a tilintar. Com o filme só Jack Nicholson embolsou 60 milhões de dólares, pois foi esperto o suficiente para enxergar no homem morcego uma mina de ouro, abdicou de seu cachê habitual e disse que trabalharia por porcentagem na bilheteria. Pronto, em menos de um ano ficou ainda mais rico.
Depois de Batman vieram outros, Hollywood sempre tenta fazer com que seu vírus se alastre na cabeça de todo o mundo, mas nada igual ao sucesso do homem morcego em sua primeira aventura. Só em 1998 que um certo vampiro, que nem era tão super herói assim, fazia mais as bases de anti-heroi, chegou as telas e chamou atenção. Dirigido por uma tal Stephen Norrington, responsável pelo departamento de efeitos especiais em Alien 2, 3 e em O Destruidor (!) o filme chamou atenção e os empresários em Hollywood disseram “Olha, isso pode ficar ainda melhor... pro meu bolso!”. A partir de então, só alegria a Fox com o sucesso de Blade resolveu apostar em X-Men, a Sony com Homem Aranha e a Warner com Batman reformulado. Pronto! O resto todo mundo sabe, até a Marvel agora é estúdio de cinema e super herói de quadrinho só não faz sucesso se os responsáveis forem muito burros.
Mas é curioso, apesar da retomada do “cinema de quadrinho” ter começado com um negão vampiro empunhando sua espada e dando pulos fenomenais nas telas, os super heróis negros – que já são poucos – não aportam nos cinemas de forma alguma. Os heróis que chegam aos papéis principais, estampando os pôsteres e grandes lançamentos mundiais são brancos. O por que? Hum... Tem um monte de porquês... O primeiro é que a maioria esmagadora dos heróis que hoje chegam aos cinemas, foram criados nos EUA entre os anos 20 e 50... Não é preciso ser formado em história para saber que durante esta época dar destaque ao Poder Negro nem pensar, não é? Super heróis negros somente com a chegada do Movimento dos Direitos Civis e olhe lá. uma outra coisa, é o fato dos super heróis negros serem geralmente membros de grupos como Vingadores, X-Men etc. E como só ganha revista solo e futuramente filme solo quem alcança mais sucesso, os negros geralmente são deixados de lado. Não que seu público não tenha poder de compra, é que suas histórias geralmente são tratadas como pontos antagonistas em meio a Super Homens e Thors da vida.O super herói negro foi acrescentado nos quadrinhos por conta de um movimento de coação (Movimento pelos Direitos Civis e inserção do negro ao “sonho americano”) e um ajuste da indústria ao politicamente correto. É mais ou menos o que acontecem com os gays hoje nas revistas. Estão lá por livre e espontânea pressão e não naturalmente! E por conta de terem nascido nesta época, toda sua vida/construção é perpassada pela raiz do racismo e contra o racismo. A negritude não é vista como algo normal, corriqueiro, a branquitude/branquidade esta perpassa por todos os lugares, mas o negro está extremamente ligado ao movimento contra a discriminação. Ele se envolve em outras tramas, é claro, mas a raiz dele está ligada a este ponto. Repare, por exemplo, que Pantera Negra, Tempestade, Blade, dentre outros tem um comportamento essencialmente violento, dando vazão à visão do negro radial nos conceitos e violento por conta de uma causa maior.
Como não custa nada sonhar, ainda penso (e muito!) em um Tempestade – O Filme (!), dirigido por Spike Lee (!!) e protagonizado por Jada Pinkett Smith (!!!) com cabelo branco gigantesco, uniforme ressaltando suas curvas, voando pelas ruas, enfrentando o crime em metrópole qualquer... E eu comendo pipoquinha com um sorriso grande vendo o filme em 3D. Ai ai...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM... Yelling to the Sky?
Enquanto For Colored Girls e Frankie & Alice não chegam aos cinemas no Brasil, somos inundados por mais um lançamento de cinema negro que provavelmente pode não chegar por aqui. Trata-se de Yelling to the Sky com Gabourey Sidibe (Preciosa) e Zoë Kravitz, filha do cantor Lenny Kravitz. Zoë faz o papel de Sweetness, garota com 17 anos, filha de uma mãe negra e um pai branco, agressivo e ausente. O filme mostra como esta adolescente cresce em meio ao bairro pobre, familia desajustada, no colégio onde é agredida pelas colegas populares e para virar o jogo ao seu favor escolhe o caminho mais perigoso, traficando drogas e passando também a ser dona de uma atitude agressiva.sábado, 5 de fevereiro de 2011
SE ACASO VOCÊ CHEGASSE... VOLTA!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
ENTREVISTA: Fernanda Julia.
Diretora de incrível talento e ousadia, Fernanda Júlia veio do interior da Bahia, mais precisamente da cidade de Alagoinhas, para brilhar! De suas mãos sairam espetáculos como Perfil - Só Vendo Para Crer, A Eleição, Shirê Obá - A Festa do Rei e Ogum Deus e Homem (na foto ao lado Fernanda na estréia de Ogum em seu discurso de agradecimento com elenco e referenciais no palco). Em tão pouco tempo de trabalho em Salvador trabalhou em espetáculos que foram marcos no teatro baiano, seja a frente como diretora geral ou em outras funções que exerce como assistente de direção ou operadora de luz e som. Fernanda, é um "novo" talento que se aprimora a cada dia, cada montagem. Digo novo entre aspas, pois em sua cidade como uma desbravadora (algo que todo artista é!) trilhava seu caminho, seu talento junto a Cia de Teatro Nata fundada por ela. Essa menina de 31 anos tem uma alma encantandora e na entrevista abaixo nos abre um pouco de suas visões (sim, são várias!!!) sobre o teatro, academia eurocentrada, cultura negra, teatro em Salvador e outras coisinhas...A Fernanda Júlia que possuía trabalhos paralelos ainda continua, pois apesar de ter me formado e já algum tempo está vivendo exclusivamente de teatro é necessário ter muitas atividades para garantir o salário no final do mês, a diferença é que hoje trabalho exclusivamente dentro da área teatral. O fato de ter sempre me desdobrado em funções díspares como baiana de acarajé, professora e diretora forjou o meu caráter profissional, estas atividades influenciaram todo o meu curso na Escola de Teatro, pois a disciplina e a seriedade que é necessária para ser baiana de acarajé e professora me fizeram encarar o teatro com a mesma seriedade e respeito. É o meu ofício, o que escolhi pra mim, o que quero e gosto de fazer.
A Cia de Teatro Nata tem dez anos de existência, é uma Cia que vem do interior da Bahia, enfrentando toda a invisibilidade que os artistas do interior enfrentam, mas conseguiu se sobressair finalmente. A partir de qual trabalho você sentiu que a Cia tinha amadurecido e poderia trilhar outros caminhos e por que você escolheu este momento?
Na verdade tudo é muito processual, o Nata em 2004 começou a enfrentar desafios maiores, pois quando fomos selecionados pelo Teatro Vila Velha para participarmos da mostra a Arte do interior na capital, resultado do projeto Teatro de cabo a rabo e pela primeira vez nos apresentaríamos num palco em Salvador e ainda mais num teatro que tem a história que o Vila tem, percebemos que apartir daquele momento o próximo passo seria definitivo. Ou assumíamos o teatro efetivamente ou não faríamos mais nada. Optamos por assumir o teatro e mergulhar em todas as camadas necessárias para sermos profissionais da cena. Então tudo que veio depois foi a confirmação disso. Estávamos amadurecendo... Mas o momento mais preciso dessa maturidade tem haver com montagem do espetáculo Shirê Obá “A festa do Rei” esta montagem é um divisor de águas para a Cia Nata.
Nesta montagem o Nata ganhou seu primeiro edital público de montagem, trabalhou com profissionais de peso em Salvador como Fernanda Paquelet, Jarbas Bittencourt, Marcelo Jardim, Marilza Oliveira, Thiago Romero. Realizou pela primeira vez em Alagoinhas uma temporada de um mês no Centro cultural da cidade, antes da Cia Nata nenhum espetáculo havia ficado tanto tempo em cartaz o máximo eram três dias. Recebeu três indicações no Prêmio Braskem de teatro 2010 a de melhor espetáculo adulto, direção revelação e recebeu prêmio na categoria especial pela trilha de Jarbas Bittencourt. A Cia afinou o discurso artístico e político e a linguagem estética debruçando-se sobre a cultura africana com foco e inspiração primordial no Candomblé.
A partir dessa montagem o grupo entrou numa nova fase a de profissionalizar-se efetivamente ao ponto de em 2010 ganhar o I Prêmio Nacional de Expressões Afro brasileiras patrocinado pelo MINC e Fundação Cultural Palmares. Na verdade não escolhi o momento ele foi resultado de uma confluência de fatos que nos levou até onde chegamos. Mas a invisibilidade do artista do interior ainda persiste, nós ainda encontramos barreiras enormes para realizar as atividades da Cia, principalmente na nossa cidade.
Dentro do histórico da Cia de Teatro Nata, do repertorio escolhido por você e os componentes da Cia, existem fatores fixos como a cultura nordestina, permeada pela negritude e as religiões de matriz africana. Ao mesmo tempo você já montou textos da Cia de Teatro Os Melhores do Mundo, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos... O que motiva você a escolha de determinada temática ou texto para ser abordada em seus espetáculos?Antes de qualquer coisa temos que pensar o que queremos dizer, porque falar de tal tema e o que queremos com o espetáculo. Após respondermos estas questões é que vamos procurar o texto que caiba no nosso discurso. Existem as nossas preferências temáticas, mas o discurso político, ou seja qual é a utilidade deste espetáculo para o espectador fala muito mais alto do que os nossos devaneios cênicos. Mas devaneamos também.
Nesta estrada percorrida estes dez anos, você com certeza cruzou o caminho de outros diretores. Destes qual você ressalta o trabalho, virando referencia na sua forma de fazer teatro?
Eu sou uma privilegiada com tão pouco tempo de carreira tive a oportunidade de conviver com grandes mestres do teatro. São artistas que para além de referências o seu fazer artístico forjaram os pilares estéticos da Cia de Teatro Nata. São eles: Márcio Meirelles, Chica Carelli e o Bando de Teatro Olodum, Hilton Cobra e a Cia dos Comuns, Luiz Marfuz, Ângelo Flávio e o CAN.
Como você enxerga hoje o teatro afro-centrado na Bahia? E como o público de diferentes raças está enxergando esse “novo” teatro em Salvador?
O teatro afro-centrado é necessário, urgente e ainda escasso. O povo negro precisa ver-se representado em todas as mídias disponíveis e isso ainda não acontece plenamente, somos muitos, na verdade somos maioria e são as nossas histórias, conflitos, mitologia enfim cultura... que deveria nortear o padrão estético do que é feito no teatro, cinema, tv etc... O público de teatro em Salvador em sua maioria ainda estranha espetáculos como Shirê Obá e Ogum, mas por outra lado há uma gama de espectadores ansiosos e desejosos de montagens como Bença, O dia 14, Silêncio só pra citar alguns, estes espetáculos possuem um elenco majoritariamente negro e abordam temas referentes a afrobrasilidade.
Os diretores que lidam com a temática centrada na cultura africana e afro brasileira geralmente são tidos como radicais, polêmicos, chatos, difíceis. Esse seu viés dentro da cultura africana incomodou gente na Escola de Teatro da UFBA e seu arquétipo obviamente eurocentrado? Por quê?
Nada nunca foi claro, tudo sempre sutil, um racismo camuflado por comentários jocosos tipo: Menina monta um texto pronto consagrado construir uma dramaturgia dá muito trabalho... Se formos analisar o conceito de consagrado já já chegaremos as referências aprovadas pela academia. Tive alguns embates, mas fui uma aluna muito estimulada no que tange a defesa de um discurso, pois na Escola neste período que passei lá a maioria dos alunos diretores entram sem um discurso estético e político, muitos descobrem lá, outros terminam o curso e não sabem o que querem dizer com o teatro. Então uma aluna tão jovem e com um discurso tão forte chocava alguns e estimulava outros. Encontrei grandes parceiros que me instigavam a querer mais e melhor, Marfuz, Marcos Barbosa foram decisivos nesta caminhada.
Em OGUM DEUS E HOMEM, seu último espetáculo, os atores passaram por um intenso processo evidenciado no blog da produção. O quanto foi importante fazer estes rituais para que o projeto desse certo?
Sou capaz de dizer que se não houvesse esses momentos não haveria espetáculo. Faço um teatro calcado no teatro-físico ritual e não dá pra fazer de conta o ator tem que sentir efetivamente a energia, a atmosfera do candomblé, ouvir os cantos, comer as comidas, ver os Orixás, pra transmutar tudo em arte. Nesse caso tem que subir a montanha pra saber que é alto.
Luiz Marfuz, Fernando Guerreiro, Marcio Meirelles são alguns dos nomes que conseguiram manter o teatro baiano em pé e com qualidade. Mas com o tempo surgem novos talentos. Quem você poderia ressaltar o trabalho como grande promessa do teatro baiano atualmente?Existem figuras que já estão trabalhando já algum tempo e que me inspiram um exemplo é Ângelo Flávio, outro é Thiago Romero agora como promessa para o teatro baiano eu diria Diego Pinheiro um jovem diretor negro que possui um grupo de investigação cênica, é dramaturgo e recentemente ganhou um prêmio de dramaturgia pela Fapex e está atento as novidades do teatro contemporâneo.
Existe, não só em Salvador, uma diferenciação do teatro “comercial” para o teatro “engajado”, “pura arte” e que é aparentemente consumido por pessoas distintas. Você acredita que esta diferenciação distancia o teatro como um produto a ser consumido como o cinema e a TV, por exemplo?
Não, acho que há espaço pra tudo. O teatro é mais uma possibilidade de entretenimento disponível para a sociedade. O maior barato é que ele seja diverso. È bom saber que existe o teatro do Bando, o de Marfuz, o de Guerreiro, o meu, o da Cia Baiana de Patifaria, todos muito diferentes, mas ainda assim teatro. A classificação só funciona na academia, na vida real o público quer ver bons espetáculos independentemente de ser engajado ou comercial.
O que você ressalta de bom no conhecimento formulado pela academia para um diretor/ator/profissional de teatro que queira prestar vestibular para a área de artes cênicas e quer seguir a estética da cultura afro brasileira?
A academia possibilita o contato direto com a teoria e teóricos que influenciaram o teatro de forma contundente, o fato de se ter contato com a obra de Brecht, Eugênio Barba só pra citar alguns é fabuloso. Mesmo fora da academia você pode conhecer estes teóricos, mas os mecanismos utilizados na academia para a absorção dos conteúdos desses teóricos, as discussões com variados pontos de vista e experiência de diferentes professores estimula entendimento. Algo que você levaria talvez anos pra conhecer e entender sozinho numa pesquisa auto didata, ás vezes a depender do professor você leva um semestre. A quantidade de material disponível o diálogo com um profissional da área que pesquisa este ou aquele teórico e a cima de tudo a reflexão dão a possibilidade de ampliar quantitativamente e qualitativamente a sua percepção. A academia é o lugar privilegiado para o exercício do pensamento, da elucubração, da conjectura. Mas um artista não se forja na academia ele é uma das possibilidades de formação. No que tange a estética da cultura afro brasileira estamos longe de sermos uma presença efetiva. Existe um sistema para nos invisibilizar, é sutil ás vezes sorrateiro, temos que estar atentos Já ouvi de algumas pessoas que o trabalho que faço é catequético no mal sentido, que as pessoas pra conhecerem o candomblé devem ir a uma festa e não ao teatro.
Bom esse tipo de discurso já denota a ignorância e o racismo que muitos expressam quando vêem a nossa cultura colocada no foco. Por isso temos que mais e mais falarmos de nós, dos nossos, sem nenhum pudor, temos que nós mesmos contar a nossa história e impedir que o estrangeiro continue nos estudando e ganhando dinheiro com a nossa cultura. Se alguém tem que falar que sejamos nós mesmos.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY! Propaganda gay Doritos!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY!!!!! RITA BATISTA no BOA TARDE BAHIA 2
domingo, 23 de janeiro de 2011
FAVELA ON BLAST - FAVELA BOLADA
Sem sombra de dúvidas o funk é mais que um simples ritmo... trata-se de um movimento. Tem gente que além de dançar, trabalha nele, direta ou indiretamente, ele balança a favela, crianças, mais velhos, desenha o dia a dia da periferia no Rio de Janeiro. Dele os moradores expõem o que fica "escondido" entre quatro paredes e explodem filosofia da melhor qualidade, pois trata-se de uma poesia que retata a realidade das favelas. Funk é inspiração, funk é sexo (dos bons!!!), funk é ensinamento, funk é putaria, o funk canta o amor, a glória, a cachaça, o pai de familia que sai cinco horas da manhã pra trabalhar, o funk canta a sexta-feira, ele esculacha, brinca, revolta a violencia e faz pensar. Se isso não é um movimento me diz o que isso é pelo amor de Deus!!!!!!!sábado, 22 de janeiro de 2011
ARIADNA... BBB 11!
Faz cinco dias que a "personagem" mais fascinante e curiosa do big brohter saiu. Ariadna foi eliminada do programa e fez com que qualquer chance de eu acompanhar o big brother fosse pras cucuias. O resto dos participantes que ficaram na casa são a personificação da obviedade. Todos - ou quase todos, pois tem gente que não tem talento nem para isso - irão colocar suas genitálias de fora endurecidas ou arregaladas em revistas e mais revistas de nu "artistico" que fazem filme das Brasileirinhas parecer coisa de criança. Tiro desta leva, ao meu ver, somente a gordinha/super gostosa Paula com sua alto estima mais que elevada em meio a tanta gente sarada e vazia de conteúdo. segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
E quando o racismo vem de dentro de casa?
Quando tive os meus primeiros contatos com referências que para mim hoje parecem tão comuns como Fanon, Sudbury, Abdias do Nascimento, Ari Lima entre outros, comecei a me relacionar com um novo mundo negro. Neste mundo eu me olhava no espelho e sentia orgulho de mim mesmo. Olhava para meu cabelo e reparava que o que antes achava feio agora belo era arquitetado na minha cabeça. Por dentro, as mudanças também continuavam, sorria mais, passei a não dar valor aos meus medos, descobri dentro de mim um curioso que há tempos havia perdido, pois o mundo que vivia era chato demais... Além de achar meu cabelo, minha pele, meu nariz, belos, de descobrir minha cultura, eu por dentro hoje sou outro, devido aos autores que descobri e por algumas pessoas que encontrei pelo caminho.Esses encontros, além de servirem como reformulação do meu ser, possibilitaram também me defender do mundo e de sua opressão. Não estou querendo pronunciar o meu papel de vitima na sociedade, mas sei que o racismo formulado/inventado por brancos séculos atrás – e ainda usado por estes no século atual – tem força hoje e sua extinção é um trabalho de anos e de complicado aparato. Todo negro precisa se defender contra o racismo! Conhecer a si mesmo é o primeiro caminho. Não adianta querer fazer revolução lá fora se dentro de casa está tudo virado de cabeça pra baixo. O racismo não só tira seu emprego. O racismo enlouquece, humilha, ridiculariza, afasta voce de si mesmo... É uma invenção poderosa, inteligente e que todos nós negros precisamos ganhar algum tempo do nosso dia-a-dia aprendendo a nos defender.
E com o tempo e a experiência acabamos ganhando esta auto confiança e informações valiosíssimas contra o racismo. Ficamos fortes, com orgulho maior que nosso cabelo, ele agora cresce sem problemas e dentro de uma auto estima consciente. O mundo pode vir quente, a gente não se importa. Aos poucos, nos preparamos para saber onde meter o nosso pé, com quem andar, o que falar na hora em que ouvir certos tipos de absurdo. O racismo não vai deixar de existir por que voce está preparado, ele vem bem mais forte que voce pensa, mas as armas estão perto, as referências estão aí, para que você as use e se defenda.Mas isso é com o mundo! E o outro mundo? O de dentro de casa? Quando o racismo te atinge dentro de casa? Com seus irmãos, seu pai, sua mãe, seus primos, tias, enfim sua família? O que você faz? Carrega a metralhadora e sai atirando para todos os lados com os argumentos intensos para os de fora, que são estranhos, estão presente em congressos, onde você disputa retórica, ou processa por discriminação? O povo de casa é tratado por você como o povo da rua?
Comigo não. Para mim o caso dentro de casa é extremamente diferente. Primeiro que não estou lhe dando com um estranho, é alguém que cuidou de mim, que me dá carinho, que briga comigo pelo meu bem e que tem a seu favor todo arcabouço da cultura “familiar” construída em torno de séculos e séculos ao seu lado. “Respeite seu pai!” ou “Com família a gente não faz assim desse jeito...”. Não é militância, é dentro de casa. Não é seu colega racista no trabalho, é seu irmão com signos racistas contra você. E ai, vai sair metendo a porra em todo mundo?...
Venho de uma família negra, com suas várias tonalidades de peles escuras, mas com alma ferozmente colonizada. Aliás, ferozmente só não. Como o racismo aprende subterfúgios para existir plenamente, acaba sendo “evidenciado” através de brincadeiras, sorrisos, no meio daquele churrasco de Domingo familiar. E é um tal de rir do seu cabelo, de abrir debate no meio do almoço sobre o crescimento do cabelo de fulano e beltrano, de chamar filho de macaco, ou de “vermelhinho cor de formiga”, de brincar com o nariz do outro, de não aceitar o namorado da irmã que é mais escuro que ela. Muita dessas coisas aconteceram na minha família e pode acontecer/aconteceu na sua e na de muitos outros negros...
O racismo para mim é inteligente por conta deste ponto; ele não precisa do outro para ser efetivado! Ele não precisa do branco, nós mesmos aprendemos com os valores coloniais, anos e anos atrás, a nos violentar e passar isso de geração em geração. Até chegar na sala de jantar de sua casa com sua tia dando um valor danado ao namorado branco que sua irmã arranjou, falando dos olhos deles, do porte, da beleza e distinguindo, de forma peculiar, a sua namorada com aquele cabelo diferente... “Por que ela não corta? Ela é tão bonita!...”Neste ponto não adianta. As referencias que voce leu, releu, na hora não servem para nada. Por que o nervoso ataca. Como compreender que as pessoas que vivem contigo e te amam acabam dizendo frases do tipo “Voce agora só fala de negro” te transformando em um chato ininterrupto, ou “Tá na moda usar essa desgraça desse cabelo assim dessa forma né?”, “Vem macaco comer!”... E por aí vai. Nós negros aprendemos a nos estraçalhar e fazer isso vez por outra na esportiva... Com brilho nos olhos... A violência entra como um vampiro na sua casa e logo lá onde você pode se recuperar das atrocidades do mundo externo, voce é violentado também.
É preciso muita paciência! MUITA PACIENCIA! Pois este contato, das festas, da alegria, da reunião, do amor, que é próprio da cultura negra, de dar valor extremo ao coletivo, pode estar em jogo nestas horas. Toda família negra faz práticas que são próprias da cultura herdada dos valores africanos. Muitas e muitas vezes faz isso sem a mínima consciência, sem conhecimento de onde aquele gesto vem etc. O valor tão preciso e único de conhecer a si mesmo, que chamei atenção lá em cima, aqui faz uma diferença enorme. Como um tio seu que acha o cabelo dele ruim, horrível, - por que aprendeu isso – pode achar bonito o seu cabelo? Como ele vai compreender, ele não é neto de escravo e sim de negros escravizados? Como?
Conheço um monte de amigos meus que hoje não tem mais paciência com a família. Quando o assunto é racismo atam as mãos, pois cansaram. Cada um faz o que quiser da própria vida. Aqui em casa consegui ter um papo com os meus e aprendi que não era só eu que tinha a ensinar, pois com a abertura do diálogo eles me ensinaram muito. O movimento negro na minha vida não esteve fora de casa, o Movimento Negro pra mim é a MINHA casa! Sei que com as pessoas mais velhas é bem mais difícil este tipo de coisa. Elas já tem opinião formada, estão em um estágio da vida que querem aproveitar das conclusões que tiram e não muito de reformular conceitos. Outra coisa é que o racismo às vezes entra e nunca mais sai, infelizmente, da cabeça de um ser negro. Acorde, viu?! É uma realidade! Alguns são tão bons alunos que chegam a defender certos tipos de práticas que são intrínsecas e o racismo “institucionalizado”, aquele que bate na cara sem perdão, faz ele emudecer.
Concordo em gênero numero e grau quando Bell Hooks em um de seus textos diz para que nós negros nos amarmos. O amor é a base fundamental de tudo nesta vida. E por conta dessa falta de amor próprio, de referências sobre si mesmo, desse nosso eu que a nós foi tanto negado e escondido, estamos nos exterminando e só duramos gerações e gerações, pois somos teimosos! Viver para rancar a brancura colonialista que existe dentro de nós. A família, em um ceio negro, é a base de toda a força. Não estou dizendo aqui que nas famílias de outras raças e culturas não exista esta força, mas falo dos meus, pois os meus eu conheço muito bem. Os livros na nossa cultura falam sobre agrupamento sempre, o candomblé é uma família (irmã de santo, mãe de santo... lembra?), as músicas remetem reuniões familiares, os nossos amigos são nossos irmãos. Tenho certeza que aprendemos por conta do processo de colonização racista (redundante não???? rsrs) a nos violentar, mas ao mesmo tempo a aproveitar nossa força para sermos uma nova família. É só lembrar da historia do Brasil onde famílias negras inteiras eram separadas. Um irmão ia pra o sul da Bahia, a mãe fica em Salvador, seu marido no recôncavo e sua filha ia parar no Rio de Janeiro talvez... Mas os negros escravizados acabaram por se reformular e ver que também poderiam se proteger, se familiarizar, e se juntaram formando novos ceios familiares... Acho que pode ser daí também que vem essa coisa da gente se agrupar de forma tão fácil com povos negros de outra parte do mundo, de gente preta do Rio grande do Sul se dar bem com a gente, de conhecer a negona que mora no Maranhão e veio passar férias em Salvador e tratá-la como irmã. A pele negra compartilha caro leitor. Sempre!domingo, 16 de janeiro de 2011
Aperte o Play!!! E de novo e de novo...Perle Lama - Cours De Danse Zouk
Você que acompanha o PELÍCULA NEGRA já reparou que dentre outras coisas eu AMO zouk! Posto e muito canções/clips do ritmo afro caribenho. Como é bom curtir a música sabendo dançar, achei um videozinho onde nada mais nada menos que Perle Lama - diva da zouk music - ensina, em frances, como se dança o negócio de forma certa. O vídeo é rapido e ela dá os passos básicos. Também não se preocupe se não sabe frances, eu também não sei e dá para enteder mais ou menos o que ela ensina. Siga o passo da diva, arranje um belo par para praticar, inventar outros passos e dance sem parar. Garanto, o zouk tem poderes que a gente desconhece...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Seriado JÁ É!
A televisão aberta do Brasil é burra! Disso todo mundo já sabe. A tv aberta no Brasil é racista, isso também não é novidade para ninguém. E quando o espectador quer ver algo de qualidade, que represente ele de alguma forma, vai para... A tv a cabo e os programas gringos? Nem todo mundo tem dinheiro, não é mesmo?! Mas a solução mais barata pode estar as suas mãos através da lan house mais perto. Quer ver uma história com protagonistas negros sem a "pegada gueto" que a Rede Globo explorou nos últimos anos? Vai pra net. O seriado Já é! é um sonho do diretor Wlliam Lemos e conta a história de três personagens - Leopoldo Mello é um executivo de sucesso; Pedro Avaraz, um produtor musical à procura de uma estrela; Bianca de Andrade, uma empresária de moda à beira da falência. Esses personagens são na verdade amigos que se reencontram dez anos depois do término de faculdade. Em entrevista a revista Raça Brasil deste mês o diretor entregou o seguinte depoimento: "No seriado, paralelo à história, vamos inserir personagens e situações que mostram o negro por outro ângulo, sem estereótipos, como o médico bem-sucedido, o músico clássico, o professor universitário, o chef de cozinha internacional. Vamos mostrar para a sociedade que estamos em todas as áreas".quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O FENÔMENO KIRIKU.
Quem nunca viu Kiriku que atire a primeira pedra!!! Já assisti este desenho tantas vezes - no começo sozinho matando minha fome de referencias infantis negras, logo depois para meus alunos de todas as séries - que sei ele de cor. A animação, produzida pela França, Bélgica e Luxemburgo, dirigida pelo até então estreante Michel Ocelot, lançada no final da década de 90, foi um marco quando chegou às escolas e lares de todo Brasil.Tudo isso, pois Kiriku não era um desenho qualquer. Poderia não ter o desenvolvimento técnico da Disney, ou a velocidade e o colorido dos filmes da Pixar, mas tinha elementos que nenhum outro desenho infantil até então explorara. O protagonista de Kiriku e a Feiticeira era um menino negro, pequenino, curioso e que não para quieto – igual a toda criança na idade dele. Mas já fazia estripulias que mostravam sua diferença e inteligência sagaz frente aos outros de sua aldeia: desde cedo falava na barriga da mãe, escolheu seu próprio nome desde que nasceu e sabia que seu destino é a liberdade, tanto que parte em busca dela para sua aldeia enfrentando a feiticeira Karabá. Kiriku também corre velozmente e consegue escapar de tudo quanto é ameaça com sua velocidade e inteligência.
Tanto Kiriku e a Feiticeira como a continuação tornaram-se febre nas escolas e projetos sociais, principalmente aquelas que seguem a lei 10.639 de forma correta. Sempre quando vejo um educador descobrindo Kiriku vejo três movimentos curiosos: o primeiro deste que cresceu sem referencias infantis negras e volta a ser criança vendo a historia do menino veloz. Depois, o professor passa para seus alunos uma animação estranha no começo – pelo protagonista, pela vilã, pelo território que passa a historia e também pela historia – mas que depois ganha o coração de todos. E o terceiro movimento, do professor tendo que repetir inúmeras vezes o filme em sala de aula, com as crianças pedido Kiriku pela qüinquagésima vez. Falo isso por experiência própria!
Engraçado que anos depois vários desenhos infantis ou não chegaram com historias e protagonistas negros. Produções como A Rainha Sol, Afro Samurai, A Princesa Sapo, As Aventuras de Azur e Asmar, Príncipes e Princesas (estes últimos do mesmo Ocelot que dirigiu os dois Kiriku), dentre outros abrangeram o cenário da cultura africana pelo mundo. Kiriku é um marco, como desenho para crianças, como animação adulta, como objeto pedagógico. Trata-se de uma animação completa.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY!!!! Princess Lover "Mon Soleil 2007"
sábado, 8 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY!!! Snap! Rhythm is a dancer.
PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA de ELISA LUCINDA.
Qual o caminho natural das coisas? Qual? Aquele caminho feijão com arroz que tá todo mundo acostumado e que por vezes não faz a gente se surpreender, mas a gente continua mesmo assim? Qual a transformação natural de um texto? Que vire peça, vire filme, que seja declamado... Ou uma peça que vira filme e que o roteiro vira “livro” de tanto sucesso que o filme fez. Ou um livro que vira peça e depois vira filme. Esse geralmente é o lugar natural da arte que nos cerca. Só que neste Parem de Falar Mal da Rotina o caso aconteceu diferente. O espetáculo teatral virou livro! Não um livro na forma de texto de teatro, mas um livro mais ou menos em prosa, mas ao mesmo tempo uma prosa não tão prosaica, com um que de teatralidade, um misto de professora, amiga, atriz, dona da história e poeta.Aplaudido de pé por 1 milhão de pessoas, o espetáculo simples, com mais de duas horas de duração, virou um livro para ser lido várias e várias vezes. O espetáculo mudava a cada sessão por conta do seu maravilhoso tema: a rotina! Só mesmo uma poeta para nos fazer enxergar que a rotina pode nos oeferecer vários ensinamentos e nós desatentos é que não enxergamos. Elisa mostra que a rotina sim é mutante, basta olhar direito. Parem de Falar Mal da Rotina (desde já Parem), é nada mais que um milhão de livros dentro de um só. É livro de auto ajuda, tratado sobre e contra o racismo (e outros tipos de conceitos absolutos absurdos), livro de um bom humor incrível, livro também de poemas inesquecíveis, escrita ágil, ensinamentos maravilhosos, historias curiosas e personagens inesquecíveis. Este Parem ensina, reclama, repreende, faz sorrir e refletir. É lindo enfim!
Confesso que não suporto livros de auto ajuda, mas este por não ser um dos exemplares inúteis e iguais dispostos na livraria, acaba chegando ao objetivo que os outros tidos como “auto-ajuda” não fazem, mas divulgam que sim. E eis aqui exemplo de livro feito para ser emprestado, ou presenteado e lido muitas vezes, seguidas até. Da capa a última linha escrita agradeço a Elisa Lucinda por se meter sempre na vida alheia e nos contar todos os ensinamentos que teve.
Eu que nunca fui com a cara da poesia fiquei encantado com a forma dessa poeta escrever, e se comunicar com o simples através de palavras tão rebuscadas. Sim, por que sempre vi poesia dita como discurso, poetas que mais pareciam políticos. Nunca gostei do lírico ser dito com obrigação e aos berros. Elisa ao lado de Maria Bethania me fizeram acreditar que estava certo. Peosia merece bravura não violencia! Não vou ficar aqui embromando sobre o livro. Parem é para ser comprado e nunca, eu disse NUNCA, guardado! Pois deve ser lido sempre.
Os livros escritos por mulheres geralmente me trazem esta percepção avantajada da vida. Alice Walker, Elisa Lucinda dentre outras, essas mulheres que se metem a escrever sempre me arrancam do real, me fazem transcender. Com homem só fiquei assim uma vez: CIDADE DE DEUS de Paulo Lins e pronto! E este sorriso de Elisa na capa surge como se fosse um convite. Leia-me! Novamente! E de novo e de novo! Está vendo, voce não reparou nisso da última vez que leu?! Agora empreste-me! Deixe-me na mão de um amigo por um tempo. Diga que é a cara dele e ele logo ficará curioso. Se fiz bem a você que tal fazer bem a outra pessoa?... Parem de Falar Mal da Rotina um livro do sempre! Leia e sorria.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY!!!!! Alexandra Burke.
E uma coisa que o X Factor tem que o Idolos e todos os outros concursos de calouros não tem aqui no Brasil: incentivo a performace. Aqui o povo canta e só. Lá não. É gigantesco, até na Inglaterra que é tudo mutito discreto. Olha só uma dos números protagonizados por Alexandra no programa, Please Don't Stop The Music.
E depois de vencer o programa e tornar-se com BAD BOYS a número 1 na Inglaterra durante 3 semanas seguidas.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
IAM WORLD TOUR - BEYONCE
No começo do ano passado, um show aportou aqui na cidade de Salvador e completamente parou a cidade. I Am Tour da cantora Beyonce chegou em soteropolis para fazer história e ter presenciado aquela produção de perto foi uma das melhores experiencias da minha vida e um dos grandes momentos de 2010. Sou fã de Beyonce, acompanho o trabalho dela esperando sempre o melhor e para mim ver tudo aquilo da distancia que vi (pertinho pertinho) foi algo realmente inesquecível.No final do mesmo ano, chega as lojas, depois de datas e datas falsas de lançamento, o dvd do show que veio para Salvador. E mais uma vez, acompanhar a carreira de Beyonce é sempre uma surpresa. Eu, não sou daquele tipo de fã que está lá no site todos os dias, que só sabe falar do seu astro preferido, que anda pra lá e pra cá com camisa. Não. Para mim por exemplo, estou pouco me lixando com a vida pessoal dela, se ela casa, descasa, fica gravida ou não, se alisa cabelo, se corta, se faz plástica... Eu acompanho o trabalho. CD, DVD, show, filme essas coisa que artista BOM faz. Fofoca? Estou nem aí.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
MOVIMENTO EXU TRANCA RUAS 2!!!!!!!!
Bem, está só começando!... O primeiro dia de protestos contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 2,50 foi tranquilo e simplesmente parou a região do Iguatemi em Salvador. Foram 500 estudantes que das 15:30 às 19:40 h simplemsene não deixaram nada passar. O engarafamento foi aumentando, aumentando até que a av. Bonocô, ACM, o Itaigara, a avenida Ogunjá até o Comércio parou! O tema é o assunto mais comentado no twitter em Salvador nesta segunda.A população pelo que parece está ao lado do movimento e tudo está tranquilo até demais... Vamos ver o que acontece no resto da semana com o movimento tomando força por toda Salvador... Parar uma cidade turística, na sua alta temporada, com certeza é motivo de pânico para as autoridades, já que os próprios soteropolitanos estão mostrando que sua cidade linda não é tão bonita quanto parece...
MOVIMENTO EXU TRANCA RUAS!!!!!!!!!!!!!
No ano de 2003 a cidade de Salvador foi parada por uma manifestação estudantil. O motivo? O aumento da passagem de ônibus para R$ 1,80. Lembro até hoje, era estudante ainda, eu atravessando todo o centro da cidade para chegar ao meu bairro, pois nada, eu disse NADA, passava. Bairros como o Iguatemi, a Avenida Joana Angélica ficaram completamente fechados durante horas. A cidade que sempre está em movimento contínuio parou, tudo por conta de estudantes - na sua grande maioria de escolas públicas e negros - indignados com o aumento da passagem nos coletivos. Por isso, os estudantes farão um novo protesto. E TODOS na cidade devem apoiar o movimento, pois não se trata apenas de uma luta de um grupo e seus interesses, a passagem influencia TODO MUNDO NESSA CIDADE. Ou vai querer continuar pagando R$ 5,00 de passagem? A conta no final do mês, juntando comida, luz, água, telefone, net, escolas dos filhos, fica muito cara! Não temos como impedir a tentativa do vilão em colocar a população contra a parede, mas temos como não deixar isso acontecer.
domingo, 2 de janeiro de 2011
APERTE O PLAY!!!!! Snap.-.I've Got The power
sábado, 1 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Ô binho, por que você cortou seu cabelo?...
Porque preto também tem direito a cortar cabelo! Porque cabelo crespo cresce e cai como qualquer outro tipo de cabelo. Porque o cabelo é meu e faço com ele o que eu quiser. Porque um corte é apenas mais um tipo de penteado. Porque minha negritude não está apenas no meu cabelo. Porque sim!Cortei o cabelo. E meu ouvido nada seletivo começou a coçar no exato momento em que decidi passar a máquina nele. Sabe aquele incomodo que voce sabe que vai sentir por alguma decisão que voce toma, seja ela que instancia for? Pois então. Não foi fácil tomar a decisão, afinal de contas, foram mais de três anos deixando o cabelo crescer a vontade, deixando minha verdadeira identidade de lado para ser chamado na rua como “rasta” (que por sinal nunca fui!!!), ouvindo os mais terríveis absurdos, vendo gente se incomodando ou ficando maravilhada com minhas tranças. Meu cabelo mudou e mudei junto com ele. Como hoje sou outra pessoa, decidi mudar também o cabelo.
Mas como toda epopéia, existem fardos a serem contados aqui neste humilde blog. Quem disse que cortar o cabelo, para mim, que sou um sujeito observador dos incríveis entraves da sociedade é um ato simples, singelo e rápido? Nunca! Descreverei situações bizarras que passei entre o instante de decidir cortar o cabelo e cortar a cabeleira realmente. Fico me perguntando se um homem branco passaria por uma situação das mesmas que passei e a resposta que vem a cabeça é sempre a mesma: NÃO! Se o cabelo é diferente, infelizmente, as situações são opostas. É curioso constatar que as opiniões estapafúrdias não vem somente dos racistas de plantão, mas de todas as tonalidades de pele. Evidenciando o seu conceito pré formulado de superioridade capilar imbecil.
O primeiro movimento que reparei foi dos negros que gostam do cabelo grande e deixam o próprio cabelo grande também. É a galera do Por que voce cortou o cabelo irmão? Cê fez santo foi? Xi meu brother, prefiro o cabelo grandão. Essa galera que acha que agora que pode colocar o cabelo pra cima se acha no direito de relativizar sua negritude e de comparar quem chega a um grau maior/menor de consciência negra através de características fenotípicas. Ou seja, “Sou mais preto que voce por conta disso, daquilo, por que coloco meu cabelo pra crescer e voce não, por que sou mais escuro e voce não, por que vim da favela e pego dois ônibus e voce só pega um”. Está pensando que somente comigo, que sou homem, acontece? Não. Meninas que alisam o cabelo volta e meia acabam ouvindo coisas do tipo “Você deveria tomar vergonha e deixar esse cabelo duro! Tá querendo ser branca é?”.
O movimento dois é dos negros que gostam do cabelo Black, admiram, mas nada de cabelo grande na cabeça deles. Meu Deus, o que foi que aconteceu Filipe? Tá doente? Como se somente uma doença me fizesseeu cortar o cabelo. Ou... Cedeu ao mercado de trabalho foi cara? De um primo meu e suas brincadeiras estapafúrdias na hora do almoço. Engraçado que dias antes ele mesmo dizia a mim que não creditava nessa historia de que o negro precisava cortar o cabelo para trabalhar em alguns ambientes. Também, nascido com a pele clara em uma família negra e confundido como branco por alguns no trabalho, é realmente difícil acreditar nesse tipo de coisa, mas a brincadeira está ali...
Em terceiro lugar vêm os negros que cortam/alisam suas madeixas e também não suportam o cabelo diferente do seu. Ave Maria, ficou dez milhões de vezes melhor! Ou como disse um conhecido que me largou essa: “Detestava aquele cabelo seu, confesso. E eu soltei outra para o lado dele: E daí? Quem tem que gostar do meu cabelo sou eu. o barbeiro com quem cortei o cabelo me dizia “A filosofia rasta já perdeu sua força meu velho. Ideologia agora não é mais moda”. Eu rápido disse: “É... agora ideologia é eu dar mais de R$ 6,00 pra cortar meu cabelo e deixar seu bolso mais gordo.” Ele riu sem graça e se calou. São os que tem mais problemas, pois não conseguem ultrapassar a barreira de assassinar o branco racista que pousa sobre sua cabeça todos os dias e aí violentam o outro. Não sabem também que violentam a si mesmo com suas palavras.
Em quarto chegam os brancos liberais, que geralmente convivem muito com negros, ou estudam a “questão do negro”, ou “tem alguém negro na família” ou “não tem preconceito” ou se vêem indignados com todo tipo de preconceito “besta” que existe por aí, ou “tem um pé na senzala”. Ai Meu Deus, o que voce fez com seu cabelo? Cortei ora essa. Vai deixar crescer pra carnaval, não vai? Ai seu cabelo era lindo. Não vou poder mais te chamar de rasta. Te chamo de que agora? E sua baianidade nagô, onde fica? Ô, caro leitor, me deu uma vontade de dizer onde ficava essa tal baianidade nagô pra ele. Ô se deu vontade...
E por ultimo, mas não menos importante, é claro, os brancos racistas. Ainda bem! Não agüentava mais voce com aquele negocio na cabeça. Ficou mais bonito. Mais leve. Olha pra seu rosto, agora apareceu. Com um sorriso no rosto: Cortou? Tá ótimoooooo! Observe que o movimento deste se aproxima dos negros que não gostam do cabelo crespo grande, mas trata-se de algo diferente. O cabelo grande e crespo para um branco racista denota em sua cabeça poder, que o negro em sua frente não se subjuga. Em seu pensamento é melhor ver/namorar/conviver com uma pessoa negra com cabelo baixo ou alisado, pois de uma certa forma os traços negróides estão “apagados”.

Se voce caro leitor, não faz parte de nenhum desses casos, fique feliz, pois este povo descrito acima precisa de uma suruba terapêutica urgente! Daquelas fortes e impactantes. Notei também neste movimento de aparar a cabeleira, que a única pessoa que se importou com o que eu realmente achava sobre isso era uma grande amiga que também cortou o cabelo e passou por essas mesmas loucuras. Sei que o cabelo para o corpo negro neste Brasil racista é muito mais que um simples cabelo. É identidade! É força! Afirmação. Mas cabelo também pode ser cortado... E no meu caso já passei da fase de cortar o cabelo, pois não gostava dele grande, inventando mil desculpas para não deixar crescer a cabeleira, já que não tinha coragem nem arcabouço para avançar nestas questões. Eu sou outro e como minha negritude está além do meu cabelo, simplesmente corto.
E ele se fortalece, e depois cresce. Lindo, com fios novos em folha e deixa de ser pequeno, passa a ser enorme, volta a incomodar os racistas de plantão. E a história se repete mais uma vez e outra vez e outra vez... Por enquanto, aproveito a sensação boa da água forte caindo na cabeça na hora do banho, ou de sentir ventinho na careca na Orla, ou de me olhar no espelho e enxergar outro eu e de ver, que como qualquer outro ser humano posso me metarfosear, virar de cabeça pra baixo e ver que dentro de mim não existe uma só negritude, existe milhões!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
PRIMEIRAS IMPRESSÕES 2 - Parem de Falar Mal da Rotina.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
É NATAL!!!!
Então... É Natal!... Como já dizia Simone (!) na sua versão da canção famosa... Daqui a pouquinho quase todo mundo vai comemorar o nascimento do menino Jesus. Sim meu caro leitor, quase todo mundo, pois o Natal é uma festa Cristã e tem gente que está pouco se lixando pra isso. Além do mais o Natal é uma festa capitalista, na verdade virou, não é? Comprar, comprar, comprar... E se você não lembrar de tal parente, meu Deus! Apocalipse! 2012! Fim do Mundo!... Fora que todo mundo começa a querer dar esmola, fazer caridade, depositar dinheiro na caixinha (ESMOLA CHIC É FODA!!!). O coração que só amolece no final do ano... Eu fui seleto, comprei presentes para quatro pessoas pontuais neste ano de 2010 e só. Dentre elas estou eu! Claro! Pois mereço, fui um menino comportado neste ano que passou. (!!) De resto? Não montei árvore, não coloquei pisca pisca com música insuportável na porta, nada de papai noel pela casa, disse um não a toalha vermelha e verde na mesa de jantar... E estou ótimooooo! Na rua via o povo desesperado, doido para comprar tudo, rápido que se não acaba... Pega, pega logo! Divide em 10, não, não, em 14 prestações!... Esse é o Natal que deve entrar no seu coração? Pois este vai ser o Natal que no próximo mês vai te pegar de supresa com as prestações sorrindo no seu cartão de crédito...Mas desejo a você, somente para você que não liga tanto (ou nada) para essas besteiras consumistas, um Natal repleto de alegria, paz e sem brigas com a família pelo amor de Deus! Se você não for cristão e a festa não significar tanta coisa para você, aproveite a mesa farta na casa do amigo, por que uma dessas de novo só no próximo ano (!!!).
APERTE O PLAY!!! Velozes E Furiosos 5
"Desde que Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) tiraram Dom (Vin Diesel) da custódia da polícia, eles têm cruzado diversas fronteiras para evitar as autoridades. Agora, encurralados em um canto do Rio de Janeiro, devem executar um último serviço para conquistar a liberdade. À medida em que reúnem seu time de corredores, os improváveis aliados sabem que sair limpos significa confrontar o homem de negócios corrupto que os quer mortos. Mas há mais pessoas no encalço. O agente federal Luke Hobbs (The Rock) nunca perde um serviço. Quando é escalado para perseguir Dom e Brian, ele parte com tudo com sua equipe - mas no Brasil descobre que não é tão fácil distinguir os mocinhos dos bandidos. Agora, Hobbs precisa confiar em seus instintos para pegar sua presa, antes que alguém o faça."
domingo, 19 de dezembro de 2010
Primeiras impressões... PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA de Elisa Lucianda.

APERTE O PLAY!!! Mathieu Edward - Entre Toi Et Moi
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
E A VENCEDORA DO GLOBO DE OURO É... HALLE BERRY?
Saiu as indicações para o proximo Globo de Ouro e aconteceu... Halle Berry foi indicada aoo premio de melhor atriz dramática por Frankie and Alice. Ela tem concorrentes de peso como Nicole Kidman, Natalie Portman, Michelle Williams e Jennifer Lawrence. Assim, Nicole não faz algo bom desdeOs Outros... Já Halle fez e concorreu ao globo de Ouro por Aos Olhos de Deus, mas no cinema só tem feito coisa ruim, Michelle Williams que fez O Segredo de Brokeback Mountain, A Ilha do Medo e Hallowen (H20) (!), é uma triz correta e já foi indicada ao Globo de Ouro por O Segredo... e Jenniffer Lawrence... Quem??? Ela concorre por Inverno Na Alma, será conhecida pelo grande público como a nova Mística do novo X-Men. Eu não vi nenhum dos filmes ao quais as atrizes estão sendo indicadas. Torço realmente por Halle Berry e também acredito em Michelle Williams, mas Nicole deixou de fazer coisa boa a tanto tempo que nem tem mais graça e depois que fez a tal plástica ficou ridícula. O filme de Halle por ser pequeno e não tão divulgado pode agradar muito os realizadores do Globo de Ouro, já do Oscar duvido, pois o perfil do premio vem mudando ao longo dos anos e respeitado também super produções. O Globo de Ouro acontece dia 16 de janeiro de 2011.

